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A divisão é do diabo, a diversidade é do Espírito!

Queridos irmãos,
Nesta semana, estaremos de forma especial orando pela unidade dos Cristãos, é o que costumeiramente chamamos de “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, cujo tema do ano de 2010 é: “Vocês são testemunhas dessas coisas” (Lc 24, 48).

Temos que corresponder com o grande desejo do Senhor, expresso na sua “oração sacerdotal”: “Que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim, e Eu em Ti. Que eles estejam em nós. a fim de que o mundo creia que Tu me enviaste”. (Jo 17, 21).

A divisão é do diabo, ele é o ‘diábolos’, o divisor. Um dia, escutando o testemunho de um Pastor de uma Igreja Evangélica da Argentina, um grande homem de Deus, um amigo, que nos contava que no início do seu ministério, trazia um fogo ardente de evangelismo no coração, não perdia tempo. Foi ao supermercado comprar um material de limpeza e ao estar na fila do caixa, resolveu evangelizar, falar de Jesus para o homem que estava à sua frente na fila. Ao anunciar o Cristo, o homem disse a esse pastor meu amigo: “Eu sou judeu”. O Pastor dizia que deu uma gargalhada e falou ao judeu: “Engraçado, Deus mandou Jesus, o Messias para Israel, para o povo judeu, e eles não o acolheram, nós sim, acolhemos o Messias e experimentamos a salvação”. O judeu virou para o Pastor e disse: “Sinceramente eu tenho buscado na Bíblia discernir se realmente Jesus é o Messias esperado para Israel, li todo o Antigo Testamento e também o Novo Testamento, e trago um grande questiomento no coração. A palavra diz que Ele viria para unir, e vocês Cristãos se dividem cada dia mais, será que realmente Jesus é o Messias esperado?”. Esse meu amigo pastor silenciou, não disse mais nada. Pagou o que tinha que pagar no caixa e foi para seu carro. Ao entrar no carro experimentou um grande quebrantamento do seu coração, e ali, naquela noite, depois de ter chorado uma hora na presença do Senhor, ele fez o compromisso de gastar a sua vida trabalhando para a unidade da Igreja, e nos testemunhava que não sabe como, mas sente que aquela unidade perfeita que Jesus diz na oração sacerdotal vai acontecer, e para ilustrar no que crê, contou-nos essa parábola:

Parábola dos patos

“Era uma vez um bando de patos num lago. Isso era para representar a Igreja lá no principio, ela era uma só, existia uma comunhão plena. Lá estavam todos os patos juntos, em comunhão, tinham um ótimo relacionamento entre si, brincavam e buscavam juntos manter um relacionamento com o Criador. Ao longo dos anos, aconteceu que num período, esses patos dormiram, e neste tempo de sono, alguém muito maldoso (o diabo) apareceu no meio deles e começou a colocar cercas de divisão entre aqueles patos. Então esse inimigo começou a separar os patos por seu jeito de ser. Tinha um pato que quando ele mergulhava só molhava a cabecinha, colocou nesse o nome de ‘Pato Presbiteriano’; já tinha um outro pato que quando mergulhava se molhava inteirinho, então colocou o nome de ‘Pato Batista’; então, ele foi separando os patos dessa maneira, de acordo com o jeito de ser de cada um. Havia um pato que tinha umas penas muito bonitas que parecia um paramento, então recebeu o nome de ‘Pato Católico’; tinha também um pato com umas penas compridas atrás e deu-lhe o nome de ‘Pato Assembléia de Deus’; e assim foi separando os patos, cada um na sua cerquinha, separado uns dos outros; tinham patos que o tempo todo gostavam de dançar, aplaudir, pular, então esses eram ‘Patos Carismáticos’, das comunidades carismáticas. Foi se separando os patos, apesar deles continuarem no lago. Sentiram, então, um desejo de se aproximarem uns dos outros, no entanto, batiam com o bico na cerca e não conseguiam passar, olhavam os outros patos no outro lado do lago e não podiam mais andar juntos. Estavam todos separados, cada um com um cartazinho sobre si, com um nome que dizia de si mesmo, separados naquele lago sem poderem estar juntos. Um dia, alguns patinhos começaram a sentir saudades daqueles outros patos, olhavam-se entre as cercas e se achavam legais, mas não podiam mais se misturar. Ficava um do lado de lá gritando “quá…” e outro que gritava também, “quá…”, sentindo falta daquele tempo em que tinham comunhão,sentiam falta daquela unidade de antes, e começaram, então, a “quaquarejar”. Um do lado de lá “quá…”, outro do lado de cá “quá…”, e como percebessem que aquilo de nada adiantava, pensaram em pedir ao Criador para estarem de novo juntos, e se dirigiram em oração a Deus, cada um do seu jeito, demonstrando ao Senhor o grande desejo de estarem juntos novamente. No auge da intercessão desses patinhos, começou a chover, e eles não entenderam. Mas a chuva começou a cair, e Deus já tinha dito que ‘nos últimos dias derramaria do seu Espírito sobre toda a carne’; a chuva caiu e quando tocava nos patos eles sentiam uma sensação gostosa, cada um da sua maneira começava a dançar, outros a falar em línguas, a profetizar, e eles achavam que aquela chuva era só para fazer isso. Como muitos de nós ao experimentarmos o Espírito Santo pensamos que era somente para falar em línguas, que era só para se ter um culto mais descontraído, termos brincadeiras entre nós, para curtirmos a Deus de uma maneira diferente. Mas não era só isso, Deus tinha uma outra intenção que os patos não estavam percebendo. Quanto mais chovia, mais o nível do lago subia, os patos não estavam percebendo aquilo e continuavam cada um do seu jeito na intecessão, ‘quaquarejando’. E assim, o nível da água foi subindo, subindo, a chuva foi caindo, quanto mais a chuva caia, mas os patos pediam aquela chuva para Deus, e Deus mandava mais chuva, e o nível do lago foi subindo, subindo, subindo. E o que aconteceu? Aquelas cercas de separação, de divisão foram sumindo de uma vez, até que sumiram todas as cercas e o lago ficou inundado pelas águas do Espírito, e a comunhão dos patos pôde voltar novamente. É isso que vamos viver neste tempo, é a parábola dos patos, nós vamos orar, cada um da sua maneira, buscarmos a Deus intensamente para que o Senhor derrame do Seu Espírito sobre a terra, e é esse derramar do Espírito que vai gerar a unidade da Igreja do Senhor Jesus”.

Confesso que tenho orado e chorado pela divisão, por compreender plenamente que a mesma vem do diabo. Tenho pedido que essa chuva de avimento aumente, e que as águas do Espírito possam fazer com que o nivel do lado suba e sejamos um de novo. Cada um do seu jeito, pois a diversidade é do Espírito, e a diversidade é muito linda e preciosa.

Como fico impressionado por perceber que ainda em nosso meio Cristão existem pessoas que trabalham para divulgar a divisão. Existem tantas coisas lindas que nos unem, e tem pessoas que querem que as feridas se alarguem, se aprofundem, ou seja, sem perceber, talvez inconscientemente em nome de uma defesa da fé, acabam se colocando a serviço do divisor. Somos servos de Cristo e Ele orou e pediu ao Pai a unidade.

Existe um lindo projeto no Rio de Janeiro, de um CD que já foi gravado, com o título: “Sementes de Unidade”, que os Ministros de Música Católicos cantam as canções Evangélicas, e os Ministros de Música Evangélicos cantam as canções católicas. Isso é tremendo, isso é um grande testemunho.

Peço encarecidamente aos irmãos tendentes à divisão, que são peritos em desvalorizar a diversidade, que não conseguem reconhecer que Deus fala lá e também aqui, que o Espírito Santo o grande autor da canções Cristãs inspira lá e também aqui, que a palavra do Senhor é mesma inspiração de ambos, que reflitam um pouco no desejo de Jesus e sejam testemunhas da boa notícia da unidade e não da divisão. É hora de deixarmos de servirmos a nós mesmos e servirmos verdadeiramente ao Senhor.

A divisão é do diabo, mas a diversidade é do Espírito. Que nesta semana de oração pela unidade dos cristãos, que também é semana da novena de Pentecostes, o Espírito Santo seja derramado sobre a face da terra e o nível do lago suba ainda mais, gerando em nós a certeza do cumprimento da vontade de Jesus, e nos compromentendo em orar e buscar caminhos de unidade com os irmãos Cristãos.

“Nós seremos testemunhas dessas coisas”, nós seremos testemunhas do mover de Deus, nós seremos testemunhas da unidade promivida pelo Espírito e de grande iniciativas. Vamos vencer as cercas da divisão, nos reconheçamos irmãos uns dos outros, valorizemos a diversidade promovida pelo Espírito no meio de nós.

“Que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim, e Eu em Ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que Tu me enviaste”.

Senhor, misture os patos, para que aqueles que não creem que tu és o Messias possam crer. Conte comigo, Senhor, quero ser promotor dessa unidade, não quero frustrar os Teus desejos, a Tua vontade.

Pe.Roger Luis
Canção Nova


Deus está no controle de tudo!

Queridos amigos,
Ao me preparar para celebrar a Missa de abertura do Acampamento de Cura e Libertação, “Vai, tua fé te curou”, fiz uma profunda experiência com a presença marcante de Deus, que me direcionou à tomada de posse de uma verdade plena:DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO!

As leituras da Santa Missa da sexta-feira da segunda semana da Quaresma trazem a figura de José do Egito e a parábola dos vinhateiros homicidas. Dois textos que demonstram isso que estou partilhando com vocês: DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO!

A história completa de José do Egito se encontra nos Capitulos 37 a 50 do Gênesis, ler essa história nos remete exatamente a essa certeza de que nosso amado Deus tem o controle de tudo, e é capaz de transformar o aparente mal num grande bem!

José foi vitimado por seus irmãos por ter a preferência do Pai, que deu-lhe uma túnica aos moldes reais, pois os homens comuns usam túnicas que tinham mangas curtas, não eram coloridas, chegavam apenas até ao máximo no joelho, e a túnica real tinha mangas compridas, era colorida e chegava até ao calcanhar. Eles perceberam a predileção do pai pelo filho de sua velhice, filho da amada Raquel, mulher do coração de Jacó, também por causa dos sonhos daquele jovem que tinha consciência da vontade do Senhor para a vida dele, e que colocava seus irmãos como seus submissos.

O ciúme os levou ao ódio e à ira, ao ponto de tramarem a morte do próprio irmão, mas aconselhados pelo mais velho, Rúbem, não o fizeram. Jogaram-no numa cisterna e ao verem os madianitas se aproximarem, venderam-no como escravo por vinte moedas. Aquele que tinha recebido uma túnica real e tinha tido sonhos que o confirmavam como líder, agora caminhava pelo deserto rumo ao Egito acorrentado, maltratado, humilhado, mas algo em José precisa nos questionar. Ele não ficava com o negativo da situação, tiha olhos que enchergavam com a fé, acreditando que Deus tinha o melhor e estava no controle de tudo, e avançava pela fé, não parava nas provações e dificuldades.

Além de ter sido desprezado e vendido como escravo, foi tentado sexualmente pela mulher de Putfar, um dos oficias do Faraó (rei do Egito) e por resisitir, mantendo-se fiel, foi jogado no cárcere; na prisão interpretou o sonho dos oficiais do Faraó que dividiam cela com ele e depois esquecido por um deles por dois anos da cadeia. Mas José nunca desanimou, tinha os olhos no Senhor, era amigo de Deus e sabia que Ele estava no controle de tudo.

Você tem a mesma postura de José diante das provaçõe e situações? Você tem se entregado à tristeza e ao desânimo diante das lutas e batalhas do seu dia-a-dia, da sua família? Você tem sido tentado a desistir?

Por que José não desistiu? Porque a fé dele estava em Deus e não nos homens, Ele tinha certeza do melhor de Deus para a sua vida, por isso avançou e fez a opção de continuar acreditando. Chegou o tempo amados, de nós depositarmos no Senhor a nossa confiança, acreditar que Ele tem o controle de todas as coisas mesmo quando tudo diz que não, até mesmo quando tudo parece estar piorando, foi isso que esse homem de Deus experimentou, acreditou quando tudo dizia que não, esperou quando não tinha esperança real. Esse é o passo que eu e você precisamos dar. José era um homem de fé, que confiava em Deus, somente no Senhor!

Ao interpretar o sonho do Faraó, José é colocado como vice-Rei, ocupa o posto mais alto no Egito, e contempla o cumprimento das promessas de Deus, vê que os sonhos que Deus tinha dado a ele estavam se realizando, os seus irmãos vêm até ele e se prostram como tinha visto no sonho. José passou por tudo para ser salvador da sua família, de seus irmãos. Temos que sonhar com Deus e tomar posse de que Deus está no controle de tudo, que Ele tem o melhor para cada um de nós!

José salvou seus irmãos e sua família, Jesus salvou a cada um de nós seus irmãos. A salvação que José trouxe aos seus foi por meio de sofrimento, mas passageira, somente para aquela geração. Jesus também conquistou por meio do sofrimento, da cruz, a salvação para todos os seus irmãos, contudo, a salvação de Cristo é eterna, perpétua: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3, 16). Esse é o caminho de Deus, Ele está no controle de tudo, Ele está do seu lado, creia nisso.

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”. (Jo 10, 10).

Vamos orar?

Estamos unidos sempre!
Contem comigo e com minhas orações!
Deus abençoe!
Pe.Roger Luis
Canção Nova