Óia procê vê!

Filed under: Sem Categoria — padrevicente at 11:52 am on terça-feira, agosto 19, 2008

Óia procê vê, eu como um bom mimeiro vim para na capital em Belo Horizonte.
Ontem tivemos a Tenda ao vivo dessa linda cidade e hoje a tarde estarei participando do juntos Somos mais e logo em seguida gravaremos a Tenda com o Eros Biondine.
Se você tiver como dê uma passadinha aqui nos estúdios da Canção Nova em Minas…
Me descupem mas como um bom mineiro vou comer um pãozinho de queijo com café antes que o Miramar coma tudo sozinho…
Deus abençoe!!!

Sonho Olímpico

Filed under: Formação — padrevicente at 12:16 pm on segunda-feira, agosto 11, 2008

“Mais rápido, mais alto, mais forte!” “Mais santo, mais fraterno, mais solidário!”

O primeiro é o lema máximo das olimpíadas, o segundo é o verdadeiro desafio de ser cristão. O real seguidor de Jesus é no mundo santo, fraterno e solidário.
Esse mês de agosto nos falará constantemente do primeiro. Pequim se preparou para a maior olimpíada de todos os tempos. A 29ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna exala grandiosidade. Megaconstruções. Hiper-delegações, incluindo o Brasil. Recordes quebrados. Grandes heróis na esperança de chegar ao topo. A meta é “mais rápido, mais alto, mais forte!”.
Os Jogos Olímpicos coloca o homem diante do seu desejo inconsciente de superação. Homens e mulheres desejosos de superar limites. Serão dias de luta contra o relógio, contra os recordes que ninguém conseguiu quebrar ainda, de super-recordistas que buscarão seu lugar na história dos jogos. Pela nossa memória desfilarão uma constelação de estrelas do esporte. Nomes como Mark Spitz na natação, Larissa Latynina e Nadia Comaneci na ginástica e Carl Lewis no atletismo são lembrados como lendas incontestes do esporte. Além do objetivo de reunião e confraternização entre os povos fica evidente a busca humana pela superação e a perfeição em tudo o que faz. As olimpíadas fazem transbordar os ideais mais profundos do ser humano.
Enquanto mês vocacional, agosto, também coloca em evidencia o segundo lema. Lembra para cada um de nós que somos chamados a algo mais. Que não podemos nos acomodar, pois a nossa meta é muito alta. O céu é o limite e para tanto não se medirá esforços. O tempo exige garra, luta, disciplina, convicção, decisão.
Assim como no primeiro lema, no segundo também é necessário muito empenho e dedicação. Não nos tornamos santos, fraternos e solidários por geração espontânea. Deus colocou dentro de nós o impulso de superação e plantou através do Espírito Santo a semente necessária para a busca. Além disso, ele mesmo deu-nos o modelo através do seu filho, Jesus Cristo, que se fez um de nós em tudo e como tal mostrou-nos o caminho tornando a meta e o ideal a atingir. É o próprio Cristo o que há de “mais santo, mais fraterno e mais solidário!”. Quando olhamos para o Cristo sabemos para onde devemos ir e o que devemos buscar.
A memória cristã também trás a tona os nossos heróis que na busca do Cristo, feito seguimento, deixaram para nós exemplos irretocáveis de que é possível. São eles Pedro, João, Paulo, Maria, Maria Madalena, Agostinho, Francisco de Assis, Clara, Tereza D’avila, Madre Tereza de Jesus, Pe. Dehon e tantos outros.
O sonho olímpico mexe com os corações mundo afora. Só a cerimônia de abertura foi vista por 4 bilhões de pessoas. A certeza cristã deve mexer com os nossos corações também. “Buscai as coisas do Alto” nos lembra o apóstolo neste ano santo e que foi maravilhosamente marcado pela pregação e pela vida do Pe. Léo. O convite foi feito. A competição já começou. Enquanto os atletas buscam em Pequim tornar o “mais rápido, mais alto e o mais forte”, busquemos ser cada dia “mais santos, mais fraternos e mais solidários”. O desafio é principalmente você jovem. Bethânia quer lembrar a você que essa é sua vocação.

Fique na paz de Deus!

Padre pela graça de Deus!

Filed under: Formação — padrevicente at 5:35 pm on terça-feira, agosto 5, 2008

O tempo pede uma reflexão aprofundada sobre que fazemos de nossas vidas. Agosto é mês vocacional. Visitei uma amiga no último domingo. Conversamos sobre ser padre e ganhei dela uma folhinha com a frase do fundador da Família Paulina. Pensei em minha vocação. Rezei minha entrega ao Senhor. Refleti sobre a decisão de livremente seguir ao Senhor por amor. Renovei meu desejo de ser santo. Estes são os elementos constitutivos de uma vocação madura.
Se vocação é chamado, é verdade que é também encontro. O primeiro movimento é sempre de Deus que chama, principalmente por meio da Igreja. Nessa via de mão dupla, o segundo movimento é do homem, que ouve o chamado, acolhe e parte livre e decididamente ao encontro da Vontade de Deus.
Como todo encontro, nasce aqui um enlace de duas interioridades. Na natureza o princípio é esse: a realidade mais forte absorve a realidade mais fraca. Gosto de imaginar que nesse encontro, Deus, realidade mais forte – absorve, toma, assume o homem, realidade mais fraca. É o movimento quenótico de Filipenses (cf. Flp 2,1-11) em nós, nos santificando, nos cristificando.
Na pessoa do padre essa verdade se mostra latente. Constato em minha própria fragilidade. Olho para mim e descubro o poder da graça. Por mim mesmo nada posso. Em Deus que tudo pode; faço pela graça de Deus!
Pela graça de Deus sou intercessor. De joelhos, rogo com humildade para que os laços da verdadeira religião (re-ligare) nuca se rompam entre Deus e a humanidade.
Pela graça de Deus sou sacerdote. Empresto mãos e lábios para que o culto seja elevado e o Cristo mesmo seja sacerdote, altar e cordeiro. Ele age em minha miséria.
Pela graça de Deus sou “sal e luz”. Quantas vidas são tocadas, quantas realidades transformadas. Todo padre, em Cristo, tem uma bússola da graça a indicar o caminho mais curto para o coração que sofre.
Pela graça de Deus sou servo. Nunca dono. Nunca chefe. Nunca senhor, mas servidor. Ouve de Maria: “Faça tudo o que ele disser” (cf. Jo2,1-12).
Pela graça de Deus sou disponível. Atento à ordem de Jesus: “Daí-lhes vós mesmos de comer” (cf. Mt 14,13-21). Com ele, sou chamado a não ficar indiferentes às necessidades das pessoas, mas sim, devo estar sempre em prontidão.
Pela graça de Deus sou pai. O pai que acolhe. Ama. Põe nos ombros e firmemente se torna canal da ternura e misericórdia do Coração de Deus.
Com coragem, sem medo, firme em meu lema de ordenação – “Deus providenciará!” – e principalmente rezando pelas vocações, posso afirmar: sou padre pela graça de Deus!

São João Maria Vianey, rogai por nós!

Fique na paz de Deus!

Acolher como Marta de Bethânia

Filed under: Formação — padrevicente at 9:57 am on sexta-feira, agosto 1, 2008

No dia 29 de julho a liturgia nos faz olhar para Santa Marta. Marta, irmã de Lázaro e Maria são os amigos de Jesus em Bethânia. É Marta que atarefada e preocupada com o muito trabalho nos dará a oportunidade de Jesus elogiar aqueles discípulos que escolhem a melhor parte. Quando o irmão, Lázaro morre, ela faz uma bela profissão de fé nos mostrando que diante de Jesus e seu mistério até os mortos podem recuperar a vida. É claro, sua fé precisou ser depurada, pois como muitos de nós vivemos preocupados e agitados com muitas coisas que não nos permitem perceber a melhor parte ao nosso alcance.
Marta nos revela o essencial em nosso carisma e em nossa missão. O versículo lucano expresso acima nos garante: essa mulher era especialista em acolhimento. Seu coração Bethânia acolheu Jesus em sua casa. Que alegria poder imaginar Jesus se aproximando da casa de Marta e ela lhe dedicando toda hospitalidade própria da lei mosaica, mas também, por aquela imposta por um coração tocado pelo mistério de um Deus que entra na nossa vida trazendo consigo alegria e esperança.
A palavra mais forte do carisma de Bethânia não é restauração e muito menos recuperação. A palavra geradora é acolhimento. Somos chamados, como Marta, a sermos no mundo especialista em acolhimento.
Nosso Viver Bethânia define bem e não deixa dúvida. Acolher significa hospedar, agasalhar, amparar, dar atenção, dar refúgio, receber bem, atender prontamente, dar créditos a alguém, admitir, tomar em consideração.
Precisamos acolher a cada um de maneira especial. A frase síntese é essa: acolher a cada um como o próprio Cristo. Fazer a cada um que vem até nós como Marta fez com o Cristo o receber em nossa casa estando atento para não nos deixar levar pelas preocupações e agitações desnecessárias que possam nos desviar desse acolhimento. Essa é a melhor parte de nosso carisma.
Através do acolhimento abrimos o coração para o outro e o comunicamos em pequenos gestos e na simplicidade das atitudes movidas pelo combustível do amor. Transmitimos o acolhimento por meio do nosso eu. O veiculo do acolhimento é todo meu ser materializado naquilo que faço. Ganham aqui especial valor o sorriso e o abraço. Em Bethânia acolhemos pelo sorriso e pelo abraço, lembrando a verdade suprema de que o coração é nosso, mas o nosso rosto é sempre do outro. O nosso rosto espelha o acolhimento que praticamos. O nosso abraço o confirma trazendo o outro para junto de mim. Em Bethania Jesus espera nosso sorriso e nosso abraço.
Que Santa Marta interceda por nós.
Nossa Senhora de Bethânia, ensina-nos a graça do acolhimento!

Fique na Paz de Deus!