CONHEÇA NOSSOS IRMÃOS DA COMUNIDADE DE ALIANÇA DE PALMAS- TO
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SIMONE
SILMARA E ELIVAN
MARCIANE
VÓ IDA
PADRE GERALDO
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DIACONO WANDELMIR E ROSE
ALEXANDRA
EDNA E MAGCELSA
PHN! O QUE É? COMO NASCEU?
Tudo começou quando fui convidado a apresentar um programa de TV com o título: RESGATE JÀ, que mostrava o que a Igreja estava fazendo em favor dos mais nescessitados em ambientes como: PRESÍDIOS DE SEGURANÇA MÁXIMA, CASAS DE APOIO AO PORTADOR DO VIRUS HIV EM FASE TERMINAL, FEBENS, CADEIAS PÚBLICAS, LARES PARA CRIANÇAS E PARA IDOSOS, CASAS PARA RECUPERAÇÃO DE DROGADOS ETC…
Foi assim todas as quartas-feiras das oito da manhã ás vinte horas e durante seis anos.
Vi muita gente renascer, morrer, se converter, se reconciliar, ressurgir das cinzas. Chorei com eles, ri, rezei, me fiz amigo,vi muitos chegarem e partirem e depois de um tempo ali com eles DEUS colocou no meu coração a seguinte inspiração “ENSINE ESSES JOVENS A DIZEREM NÃO AO PECADO” para que não precisem pagar no seu próprio corpo aquilo que eu ja paguei no meu.
Na época eu convivia muito com as pessoas que lutavam contra álcool, os irmãos do “AA” que diziam “ só por hoje, só por hoje serei sobrio”.
Quando olhei para aqueles jovens nas cadeias, casas de apoio, presidios, etc… me compadeci e passei a entender que DEUS tinha algo de concreto e especial para eles e com certeza era o “PHN”.
Na mesma época, o nosso Pai Fundador Pe. JONAS ABIB pregava para o Brasil o tema: “SANTOS OU NADA” na mesma época a então, BANDA CANÇÃO NOVA, havia encerrado suas atividades e nos estávamos em retiro por tempo indeterminado, e foi nesse tempo que DEUS me deu a inspiração de compor uma canção de nome “RESTAURAÇÃO” que contém a frase “POR HOJE NÃO, POR HOJE EU NÃO VOU MAIS PECAR “.
O PE. JONAS pregou pela primeira vez o PHN pois ele acompanhava “tudo” isso de perto e eu começava a cantar essa inspiração .
Houve um acampamento de jovens na Canção Nova e eu preguei. E pela primeira vez preguei o PHN e encerrei cantando a música RESTAURAÇÃO, o nome da pregação é: “DEUS LEVANTA UMA JUVENTUDE PHN”, foi simplesmente fantástico, nasceu com força, com simplicidade, concreto e fácil de entender, era simplismente dizer a cada dia um não ao pecado, pois o dia de ontem não existe mais e o dia de amanhã não existe ainda, eu só tenho o dia que se chama HOJE e é para ele que vou me dedicar dando o melhor de mim.
Assim nasceu a proposta do PHN, e tem levado muitos jovens e adultos a redescobrirem o gosto pela luta contra o pecado e nunca contra o pecador. Acordar todo dia com a disposição de colocar qualidade no falar, pensar, sentir e agir não dando espaço ao mal que estraga amizades, casamentos, namoros e etc…
Hoje levo essa proposta para o Brasil e o mundo, e em todos os lugares que chego e prego o PHN se torna uma nova opção para nos levar a descobrir as belezas da nossa IGREJA seus SACRAMENTOS , DOGMAS ,TRADIÇÕES , SANTOS E A PALAVRA DE “DEUS” com a proposta simples de apenas dizer a cada dia ao pecado POR HOJE NÃO .
A cada não que dou ao pecado equivale a milhares de sins a DEUS, e as pessoas que amo e, que tambem me amam. São muitas as possibilidades de sermos felizes, porém, para isso acontecer efetivamente, para ser duradouro, é nescessário não vincular esse desejo de ser feliz ao pecado.
Tem gente que por remorços do passado, e por medo do futuro vivem um péssimo dia de hoje…Ah que pena que dá, pois quem vive assim se pré- ocupa e quem se pré-ocupa vive desocupado, porque não dá pra se ocupar com algo que já passou ou algo que ainda virá, o único jeito é ocuparmos com o hoje e dar a ele o melhor de nós, é assim que se constrói um passado e se prepara um futuro.
Já visitei muitos países, entre eles USA, FRANÇA, ALEMANHA, PORTUGAL, ITÁLIA, CANADÁ , JAPÃO, ISRAEL, PARAGUAI, e em todos eles encontrei Cristãos que vibraram com a proposta, e espero continuar levando essa inspiração a muita gente e lugares e quem sabe o próximo lugar seja ai bem perto de você, reze porque eu gostaria muito que isso acontecesse .
Em breve eu contarei mais dessa santa aventura!…
Quando vamos para uma guerra, se não nos aquecermos antes, logo desistimos. Na nossa vida também é assim, se não nos aquecemos não conseguimos, porque a nossa vida não é nada fácil.
Houve um grande pregador que nos deixou uma linda frase: “Buscai as coisas do alto”! (Padre Léo,SCJ)
Você não se levanta e diz que quer ser feio; ao contrário, diz que está lindo. Estamos em uma sociedade de ‘malhação’, você precisa malhar, precisa preparar o seu corpo. O mundo quer isso, mas nosso corpo sarado, malhado, é templo do Espírito Santo que precisa preparar-se, pois a luta todo dia começa de novo. Necessitamos renovar todos os dias o querer ser ’sarado’, e se não estamos cheios, ’sarados’ não damos conta, precisamos ‘malhar’ o nosso espírito, a nossa alma, para vencer as tentações.
Precisamos ter o coração ’sarado’ e o espírito animado, não podemos levantar desanimados. Jovem é aquele que quer crescer, que tem meta. Na Sagrada Escritura qual era a meta dos jovens daquela época? Alcançar o Céu. A esperança, que é Jesus, vem e nos anima a continuar lutando.
Ânimo, ânimo, ânimo!… O Espírito Santo é esta força que nos motiva a continuar lutando, a continuar e a manter-nos ’sarados’.
Quando nós estamos desanimados e vemos uma galera animada, ficamos também animados, precisamos ficar com pessoas animadas. Temos de ficar perto de pessoas que nos contagiam. Temos de ficar perto de pessoas que nos falem palavras de ânimo, otimismo.
Temos de tirar os falsos modelos de nossas vidas, pois estamos pautando a nossa vida em modelos instáveis, modelos que não nos oferecem um bom estado de vida.
Cada vez mais temos de ter sonhos, pois os sonhos nos motivam; fazem-nos enfrentar o vestibular, as dificuldades na família, as dificuldades financeiras…
O modelo, que é Jesus Cristo, quer nos dar o exemplo de como viver no Céu e ir para o Céu. Quantos aqui já perderam amigos, nas drogas, no álcool, por terem perdido o modelo, o exemplo. Nós queremos chegar ao Céu, e só um jovem revolucionário vai dizer “não” a modelos que não nos edificam, não contribuem em nada. “Quem como Deus!” é o grito de guerra para quem quer estar “sarado” e se manter firme. “Agüenta firme, meu filho!” (Monsenhor Jonas).
Em II Timóteo 1,6 diz: “Por esse motivo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos”. Isso é “ANAZOPIREN” é a força, é reanimar, reacender, reavivar, renovar, é ser Revolução Jesus. É dizer todos os dias: “Vem, Espírito Santo, derrama sobre mim uma dose de ANAZOPIREN, na minha família, no meu grupo de oração. Concede-me esta dose de ANAZOPIREN da Sua graça para que eu possa a cada dia ser fortalecido”.
“Jovens, se fordes aquilo que deveis ser, ateareis fogo ao mundo inteiro”! afirmou João Paulo II. Quando estamos passando mal do estômago, tomamos um efervescente. Quando pedimos uma dose de ANAZOPIREN, ela ‘ferve’ em nós. O Espírito Santo ‘ferve’ em nós todo o pecado e nos faz colocar fogo no mundo, não só na sua cidade, na sua casa, na sua paróquia, mas, no mundo.
Os problemas são grandes, as dificuldades são grandes, mas vamos sair daqui cheios do Espírito Santo, com uma dose de ANAZOPIREN para enfrentar todas as dificuldades.
O QUE É EQUIPE VOCACIONAL?
A Equipe Vocacional é o departamento da Canção Nova que realiza o trabalho de discernimento vocacional com os candidatos a uma vida consagrada na Canção Nova.
2- COMO SURGIU A EQUIPE VOCACIONAL?
Surgiu da necessidade de fornecer um acompanhamento vocacional para os jovens que aspiravam uma vida em comunidade e sentiam-se atraídos pelo carisma Canção Nova. A partir daí começamos um trabalho de discernimento vocacional com estes jovens. Com o número crescente de pessoas se despertando para este chamado a se consagrarem a Deus na Canção Nova, vimos então a necessidade de se criar uma Equipe que pudesse ajudar estes jovens.
3- COMO É O TRABALHO DA EQUIPE?
Realizamos um trabalho de orientação vocacional para os vocacionados à Canção Nova, que vai desde o primeiro contato com a Equipe, quer seja por carta ou e-mail, até o processo de acompanhamento e discernimento vocacional com os encontros vocacionais que o candidato participa no decorrer do caminho vocacional.
4- COMO A PESSOA DEVE PROCEDER PARA FAZER ESTE ACOMPANHAMENTO VOCACIONAL?
O primeiro passo é a pessoa escrever uma carta ou e-mail, fazendo seu pedido para iniciar o caminho de discernimento vocacional. Após este pedido a Equipe Vocacional estar entrando em contato com o candidato fornecendo a ele as informações sobre o caminho vocacional e os requisitos exigidos pela Equipe para o início do discernimento.
Preenchendo todos os requisitos, a pessoa inicia assim oficialmente o caminho de discernimento vocacional com a Canção Nova.
5- QUAIS AS ETAPAS DESTE CAMINHO?
A primeira etapa chamamos de caminho por cartas, onde a pessoa se corresponde com a Equipe, responde alguns questionários e em seguida ela passa por uma entrevista pessoal. A pós esta entrevista ela poderá iniciar os encontros vocacionais.
6- QUAL A DURAÇÃO DESTE CAMINHO VOCACIONAL ?
Aproximadamente dois anos. São cinco encontros vocacionais por ano.
7- ONDE SÃO REALIZADOS OS ENCONTROS?
Normalmente a pessoa faz os encontros vocacionais na Casa de Missão mais próxima a ela.
Por exemplo, uma pessoa que mora em Niterói – RJ, escreve para a Casa de Missão no Rio de Janeiro e será assim acompanhada por esta casa. No segundo ano de caminho o candidato poderá ser encaminhado para fazer os encontros na Casa Mãe da Canção Nova em Cachoeira Paulista, para poder conhecer melhor a obra e para que também a Equipe conheça o candidato e assim verifique se ele realmente está preparado para fazer uma experiência de vida comunitária.
8- COMO É ESTA EXPERIÊNCIA?
Chamamos de pré – discipulado
A pessoa é chamada a vir viver conosco por um ano. No pré – discipulado, ela tem contato com as várias realidades da Canção Nova, seu carisma, trabalho, missão, formação, ela aprende os princípios da Canção Nova e é convidada a vivê-los. Neste tempo a pessoa é acompanhada por um formador que estará fazendo com ela um caminho de verificação da sua vocação para assim ela poder ao final desta etapa ingressar no discipulado da Canção Nova.
9- QUAL É O TEMPO DE DURAÇÃO DO DISCIPULADO?
Tem a duração de um ano, atualmente em nossa casa de Lavrinhas/SP ou Queluz.
A Canção Nova é uma das mais lindas criação de Deus em favor dos homens. È uma obra criada não por mãos humanas mas por Deus; Saiu do seu Coração Divino para o Coração do nosso Fundador Monsenhor Jonas Abib. Deus precisava atender às necessidades do nosso povo que precisava ser evangelizado através dos meios de comunicação e encontrou no coração do Monsenhor Jonas abertura e docilidade para acolher esse chamado. Com o seu SIM , nasceu a Comunidade Canção Nova e por causa da sua coragem em se lançar, deixando tudo para atender ao apelo de Deus, muitas pessoas hoje tem usufruido deste grande bem que tem sido a Canção Nova. Por que ele teve a coragem de dizer SIM e vir primeiro muitos outros estão sendo chamados a deixar tudo e se tornar colaborador de Deus através dessa obra. A Canção Nova é uma obra criada por Deus e mantida por aqueles que são tocados pela sua Divina Providência. Creia, o carisma Canção Nova é um presente de Deus para os nossos tempos.
Você que acredita, que Canção Nova é uma obra de Deus, comente com um testemunho, visto e vivido por você!
Deus lhe abençoe,
Ritinha Comunidade Canção Nova
A Sagrada Escritura utiliza-se de muitas figuras e expressões para revelar Deus e Seu modo peculiar de agir, dentre as quais quero destacar a figura do oleiro – citada em Jeremias 18, 1-6ss. Tais versículos relatam a manifestação de Deus como um oleiro, moldando, como a argila, àqueles que pertencem a Ele. Essa figura é rica em expressão e em significado, pois desvela Deus em Sua ação e amor, fazendo-nos compreender o “singelo jeito” com que Ele nos acompanha e faz crescer.
Deus sabe, melhor que nós mesmos, do que realmente precisamos e o que nos fará felizes. Ele nos convida ao abandono total em Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionam o melhor, mesmo quando não compreendemos.
Por isso, para caminhar no território da fé a confiança é mais necessária que a compreensão. Confiança “filial” de alguém que se descobre como filho amado e cuidado, e que por isso crê que Deus está sempre agindo e realizando o melhor.
Deus vê além, Ele contempla as surpresas que ao futuro pertencem e, na Sua providência, cuida de nós moldando-nos como um Oleiro, ora retirando de nosso caminho o que nos será prejudicial ora acrescentado aquilo que nos falta.
Não podemos ter a pretensão de querer condicionar a Ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas; antes, precisamos confiar naquilo que Ele faz.
O Senhor sabe retirar nossos excessos na hora certa, sabe o que nos fará crescer (e crescer às vezes dói…). É preciso que saibamos perder sem apegos, para que Deus nos despoje do que não é essencial.
Só quem aceita (sabe) perder poderá ganhar…
Não existe arte sem amor; quadro sem pintor; vaso sem oleiro. A obra mais bela é a que é tecida pelas mãos do artista, do Oleiro que tem em Seu coração os belos sonhos que retirarão um rude barro de sua “não-existência”. O barro não pode moldar a si mesmo, para vir a ser algo ele precisa se confiar aos sonhos e à sensibilidade do oleiro. As mãos deste comportam a medida certa, entre firmeza e delicadeza, para trabalhar essa substância e transformá-la em uma linda obra de arte.
Não existe parto sem dor; maturidade sem perdas; felicidade sem se ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar fortemente sobre nós. Confiemo-nos ao amor e à criatividade do Oleiro Divino, que nos ama e sempre realiza em nós o melhor.
A felicidade faz morada em nosso coração à medida que nos assumimos como aquilo que somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”

Existem situações que experienciamos nas quais parece que ninguém nos entende. Há dores que nos roubam a capacidade de nos expressarmos e, conseqüentemente, de sermos compreendidos naquilo que somos. São realidades nas quais as palavras se ausentam e não somos capazes de “nos dizer” no que pensamos e sentimos. Isso acaba inaugurando em nós um gradativo processo de solidão em virtude de não sermos conhecidos e compreendidos em nossa verdade.
São raras as pessoas que têm sensibilidade para escutar nossos “silêncios”, e paciência para, aos poucos, desvelar o mistério que somos nós.
Expressar-se é uma arte, compreender alguém também o é. Essas virtudes são fruto de muita luta e empenho, e não apenas de habilidade natural.
Penosa e desestruturante é a dor da incompreensão, do sentir-se estrangeiro no próprio território, por sentir algo e perceber que os outros não podem compreender. Dor ainda maior se faz real quando nos descobrimos julgados e encarcerados no que não somos, em conseqüência de não sermos escutados em nossa realidade, expressa em “palavras” que ainda não fomos capazes de dizer.
Pelo fato de não conseguirmos nos comunicar externando o que somos, constantemente, somos mal interpretados e confundidos em inverdades de compreensão, que nos aprisionam e nos ausentam de nossa identidade. Diante disso, acredito que amar é ter a capacidade de descobrir o outro no que ele não diz… Para descobrir alguém assim é preciso gastar tempo, é preciso observá-lo, abrindo mão dos próprios barulhos e agitações para entender a linguagem silenciosa que revela o ser. Quem ama “escuta” no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer.
São raras, nos tempos atuais, as pessoas que têm paciência para descobrir o outro nos detalhes, para assim poder amá-lo com inteireza. O fato é que, muitas vezes, estamos tão cheios de nós mesmos que mesmo que o outro “grite” não somos capazes de escutá-lo.
Só acompanha o outro – com qualidade – quem se esvazia das próprias razões. Quem entendeu o que é amar percebe que não pode ser o centro de tudo e que precisa dar espaço em sua vida para que o outro seja quem realmente é, revelando-se em seus valores e crenças.
Há muitos que em toda a vida são amados – se é que o são – somente a partir de uma imagem criada a seu respeito e não daquilo que verdadeiramente são. Tal realidade impõe no ser uma profunda crise, estabelecendo a solidão e a inexistência como paradoxo na compreensão do real.
Dizer-se – de maneira compreensível e encarnada – e compreender o outro são necessidades essenciais para que haja harmonia em toda e qualquer relação. Há casamentos, amizades e relacionamentos familiares que se desfiguram pelo fato de ambas as partes não terem a devida simplicidade para decodificarem (traduzirem) sua linguagem, de forma que ambos possam se compreender e ser compreendidos.
O que destrói um relacionamento não é somente a ausência de amor, mas também de boa comunicação. Comunicação que nos transporta para além do comum e nos faz descobrir os segredos que revelam concretamente uma identidade.
Que Jesus, Aquele que, por excelência, tem o dom de traduzir os “símbolos” humanos, nos ensine com a sensibilidade que emana do seu coração a real maneira compreender e se expressar, desvendando silêncios e inaugurando sempre as novas possibilidades presentes no coração.
“Nos detalhes, nas calçadas, nos poemas,
nas esquinas… sempre disse o que digo.
Porém, o eco não se fez.
Há quem perceba uma linguagem que constrói
inverdade.
Nas frases não ditas poucos escutam o silêncio.
Ele que inocente pede carona, com sede de transportar.
Transportar revelando pela força do olhar;
aquilo que a verdade não cansou de cantar com
voz eloqüente: Existe alguém aqui.”
Todos os anos acontece em na Fazenda da Esperança no municipio de Lajeado - To a Festa da Juventudo.
O Evento envolve todo o Estado do Tocantins é um momento forte de evangelização. E a comunidade Canção Nova esteve presente e a nossa Radio Canção Nova do Coração de Jesus transmitiu todo o evento que se encerrou com a Santa Missa com Dom Alberto Taveira.
Quando fugimos da vida e dos relacionamentos, escondendo-nos em máscaras, vícios e inverdades, criamos ilusões que nos impedem de nos construirmos e de enfrentar a vida como ela é. E retiramos do existir a autenticidade instaurando assim no coração a frustração.
Nossa sociedade é marcada pela criação de múltiplas maneiras de camuflar a vida, destituindo-a de seu significado. Em nosso cotidiano é comum a muitos gastarem inúmeras horas diante de um computador, que – se não for bem utilizado – pode lhes roubar do “dever-desafio” de se afirmarem como pessoa e os fazem substituir os relacionamentos com pessoas no real. Pois, a virtualidade lhes imprime uma falsa segurança, que lhes permite ocultar suas fraquezas, revelando de si apenas uma imagem irreal. . Pois, a virtualidade lhes imprime uma falsa segurança, que lhes permite ocultar suas fraquezas, revelando de si apenas uma imagem irreal.
Para além do virtual também é possível esconder-se na fabricação de uma falsa imagem, que por sua vez, nos impedirá de sermos amados e conhecidos naquilo que somos. O relacionar-se é uma realidade que nos caracteriza como humanos, e na medida em que nos relacionamos com mais qualidade, mais “gente” nos tornamos. Quem se relaciona, envolve-se: Ama e é amado, decepciona-se e decepciona, perde e ganha… Enfim, está sujeito às contrariedades que compõem o envolver-se, mas, nem por isso tem o direito de fugir por medo de sofrer. É fácil e conveniente evitar o relacionamento com os outros, principalmente se nos causam problemas. Contudo, se fizermos isso, estaremos nos esquivando das respostas exigidas pela vida; dessa forma, trilharemos um caminho que desembocará na angústia e na solidão.
É no relacionar-se que somos moldados e nos tornamos melhores; por isso, fugir da convivência com outros é eliminar da vida a possibilidade de crescer. Para que adquiramos a devida maturidade, nosso amor não pode ser superficial, fazendo-nos desistir daqueles que não compreendemos e que não nos agradam. Quem ama não desiste do outro, mas acredita nele mesmo sem o compreender em plenitude.
Amar é doar-se, é assumir o outro com suas conseqüências e circunstâncias, independentemente das dificuldades contidas nessa opção.
Não existe vida sem envolvimento, e conseqüentemente, sem os conflitos próprios da relação. A vida é movimento, e para entender alguém é preciso ter a delicadeza para compreender as transformações que acompanham essa pessoa. Cada pessoa é dinâmica, é movimento: “Ninguém conversa com a mesma pessoa duas vezes”, pois, a cada minuto novas experiências operam no ser uma constante transformação, fazendo com que a pessoa de hoje não seja a mesma amanhã. Para construir sólidos relacionamentos é necessário estar disposto a descobrir novamente o outro a cada dia.
Quem ama tem a ternura necessária para não exigir que o outro seja o mesmo todos os dias, pois, deposita em suas mãos a liberdade de se construir a cada segundo, buscando compreender suas cotidianas transformações e ampliando assim a maneira de enxergá-lo e assimilá-lo. Amar é redescobrir a quem se ama todos os dias, permitindo que o ser se renove como as águas de um riacho, pois, ninguém mergulha no mesmo riacho duas vezes em virtude do constante movimento das águas.
Alguém é sempre mais do que possamos definir ou conceituar, e assim precisa estar: livre para se revelar no que é, sem ser encarcerado em exigências infantis.
Nossos relacionamentos, em todos os níveis e graus, serão libertadores e gerarão vida na medida em que tivermos a delicadeza para enfrentar cada um em sua realidade, acolhendo a sua verdade e amando verdadeiramente o que encontrarmos. Assim descobriremos no concreto da vida a linguagem que nos fará ser presença e “acompanhar” o outro com mais qualidade e inteireza, deixando-nos a possibilidade de assim também sermos encontrados e acompanhados.

Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa “Contra-maré” pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .