Fundo de poço tem mola!

Filed under: 01. Está só? — Paulo Victor e Letícia at 1:35 am on Friday, August 31, 2007

42-17274404.jpgMuitos indivíduos vivem dentro de um ambiente de rivalidade, agitação, palavrões, competitividade, pressa e terríveis tensões morais e psicológicas, ficando num estado de stress e desgaste que não conseguem estabelecer um equilíbrio entre o ambiente externo e o seu mundo interior.

Quantas também são as pessoas que lotam suas mentes por temerem estar vazias.Pensam não haver nada dentro delas que lhes dê proteção, apoio e segurança.

Manifestam um dos piores sintomas da solidão e do sofrimento: auto-suficiência causada por autopiedade.

Não há solidão para quem crê firmemente em Deus.
Poderia achar-se só quem sofre os cuidados de Deus?

Mas, hoje, é hora de você experimentar o deserto nesses momentos de solidão e

transformar cada situação difícil em “trampolim”.

FUNDO DE POÇO TEM MOLA!

No salto que esta mola te causa, como um trampolim, parece que o seu equilíbrio se desfaz.

Um pulo certo acaba levando você para baixo.

Existe um lapso de tempo que é a dúvida. E agora?

E só quando você chega no alto do seu impulso, tem a oportunidade de mergulhar no mistério de Deus.

Ver os problemas por cima, por outro ângulo.

As situações difíceis causadas pela dor podem levá-lo para o mais alto.

Paulo Victor - DEIXE SEU COMENTÁRIO!

Uma coisa Deus é incapaz de fazer…

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 11:15 pm on Tuesday, August 28, 2007

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Decidir por você… Só você pode tomar a decisão!
Muito obrigado pela repercussão do texto: “Guia Prático para definir Vocações”. Louvado seja Deus! Recebi perguntas de todos os tipos:- Será que caso? - Tenho tantos filhos. Será que devo ter mais? - Devo morar com a sogra?
- Será que devo ser padre? - Compro alianças ou pago a geladeira? - Posso ser freira?
- Faço o seminário há nove anos, falta só este fim de ano para terminar. Será que continuo e me ordeno ou vou trabalhar no banco?
Pois é… Objetivamente não respondi a ninguém, não posso. Minha missão é levar até vocês uma dica, uma experiência de vida, contar um “causo” que os façam ver outros ângulos de uma situação. A resposta deve ser, e é apenas sua.Você pode e deve, também, aconselhar-se com seus familiares e com pessoas que tenham maturidade suficiente para expressar uma opinião. Só tome cuidado com “amigos” que se limitam a lhe dizer para fazer as coisas.Creio, por experiência pessoal, que o verdadeiro amigo não é aquele que diz: “que vai dar certo!” O verdadeiro amigo diz: “Eu vou junto com você!”. A decisão final é sua. Seus verdadeiros amigos irão com você, serão seu apoio, mas a decisão final é sua.É a tal da “solidão da decisão” ou então, “solidão da responsabilidade” e melhor ainda: “solidão da liberdade” – se é que existe solidão para quem crê em Deus.Escolhas são muito difíceis… Quem tem de pesar os prós e contras, e medir na ponta do lápis as conseqüências da sua decisão é você. Se você tiver sensatez e coragem, equilibre estas virtudes e vá.

Só que isto não é mais um peso para carregar. É a liberdade para assumir e usar com responsabilidade.Para isso é necessário que você se conheça, que enfrente os seus limites.

Torna-se também necessário que você assuma riscos, pois seja qual for a sua decisão, ela vai implicar em alguma perda, visto que uma opção escolhida subentende a desistência de outra e, uma vez tomada a decisão, nunca se deixar levar pelo arrependimento.

É importante que se faça um balanço entre as diversas alternativas para ver qual vai lhe deixar mais feliz e também realizá-lo melhor.Devem-se fazer as seguintes perguntas:

1) O que realmente preciso decidir?2) Quais são os meus objetivos de vida?3) Quais são as alternativas que tenho?

Podemos também fazer uso da imaginação para prevermos qual a melhor opção e se ela será a decisão correta. São atalhos e recursos que o cérebro utiliza. Outra coisa importante… guarde uma carta na manga prevendo emergências caso algo saia errado.
Boa decisão.

Esta semana, esta oração nos conduz:

Filed under: 03. E com Deus? — Paulo Victor e Letícia at 8:05 pm on Monday, August 27, 2007

242809_1697-320×200-320×200.jpgNesta semana, rezemos juntos:

“São Miguel Arcanjo, com tua Luz iluminai-nos! Com tuas asas, protegei-nos! Com tua espada, defendei-nos! Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e protegei-nos. Amém!”

Fernanda: seu comentário merece virar uma postagem ! Valeu!

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 10:37 am on Monday, August 27, 2007

Nossa! Estava pensando nisso esse fim de semana, como é importante
pra nossa vida encontrar significado no nosso trabalho, encontrar
no que fazemos muito mais do que o motivo financeiro, é triste uma
pessoa que tem que trabalhar simplesmente pra ganhar dinheiro, é
triste viver num mudo e conviver com pessoas assim.
Passei esse fim de semana conversando com diversas pessoas sobre dia a dia, trabalho, etc, vi que muitos deles não
vêem signifcado o seu trabalho, nas coisas que fazem, isso gera um
stress tão grande, a pessoa se “mata” de trabalhar a semana inteira,
muitas vezes fazendo algo que não gosta (mas precisa fazer pra ganhar
dinheiro) e quando chega o fim de semana está cansado demais pra
curtir com os amigos, sair com a família, passear com os filhos e
precisa descansar por que na próxima semana tem que trabalhar.
o trabalho dignifica o homem - e isso é um fato - mas vejo que o
trabalho que é feito simplesmente pensando no que vai receber com
isso, pensando no salário, etc, envaidece o homem, como diz na
palavra, no versículo de Eclesiastes que você citou.
Quanto mais as pessoas trabalham pra ter, mais elas vão querer
ter e mais elas vão esquecer das coisas simples da vida, da
necessidade de conviver, de partilhar, só se preocupam com
trabalho, caem no ativismo, sem encontrar um significado
o que faz.
Penso que devemos sim - e precisamos também - trabalhar,
mas acima de tudo encontrar significado no nosso trabalho
não simplesmente trabalhar para ajuntar tesouros na terra,
mas fazer com que nosso trabalho nos ajude a ajuntar também tesouros
no céu.

um abraço
que Deus abençoe vc e sa familia

Fernanda.

São duas as maneiras de como lidar com uma frustração.

Filed under: 01. Está só? — Paulo Victor e Letícia at 9:55 pm on Sunday, August 26, 2007

42-17745842.jpg1) Declarar guerra interior e se revoltar num levante contra os fatos. Renunciar e desistir de uma meta, um sonho, um projeto de vida, uma profecia… “Desistir na realidade nada mais é do que optar por uma solução permanente diante de um problema temporário”. (Dom Hélder Câmara)

2) Ou vamos decidir ir em frente a despeito das circunstâncias. “A esperança não decepciona” (Romanos 5, 5)

Louve a Deus. Não pela frustração. Mas apesar desta frustração. Acredite, Deus não quer você frustrado. Deus quer você realizado e feliz. Formado e sabendo reagir diante dos problemas, sabendo que nem tudo é para acontecer só por que você deseja.

Existe um aprendizado que as frustrações ensinam a respeito de seus limites pessoais, das pessoas, dos fatos ao seu redor e acima de tudo: Deus que permite que enormes frustrações nos sobrevenham para nos formar.

A pessoa que nunca sofreu não se educa nas coisas mais simples da vida. No auge de um problema aparentemente sem solução vemos que, de fato, só sobrou Deus. A frustração pode ser uma grande bênção se você souber não desperdiçar a chance.

Quando você “se dá mal” na vida…

Filed under: 01. Está só? — Paulo Victor e Letícia at 9:51 pm on Sunday, August 26, 2007

42-18085074.jpg“Foi bom para mim ser afligido, a fim de aprender vossos decretos.” (Salmos 119,71)

Você tem dias em que nada parece dar certo? Por que você eventualmente se frustra? Mas por que a frustração? Por que temos tal sentimento no nosso peito? Certamente que não é agradável.
Portanto, qual o propósito para uma frustração?

“Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.” (II Coríntios 12, 10)

A frustração é – e todos sabemos na vida prática – uma expectativa que não foi preenchida, correspondida.

Uma pequena coisa dá errado e você começa a lutar mentalmente contra ela. A frustração começa a colocar pensamentos inesperados
em sua mente. Você está comendo, ou andando, dentro de um ônibus… E aí vem a terrível lembrança de algo que não deu certo. Sua frustração vira sentimento de derrota e fracasso e começa a massacrar você.

Aí vai uma dica: as coisas, os tais problemas são eventos externos e as emoções são internas. E os eventos externos apenas afetam nosso mundo interior se permitirmos.

42-18085114.jpgO que o diabo quer é convencer você a misturar as coisas e que no final, deprimindo você, sua conclusão seja sempre à pior. Mas o porquê muitas vezes nós sofremos frustrações é bastante lógico.

Deus tem uma pedagogia de nos ensinar três palavras: o SIM, o NÃO e o ESPERE.

Parece incrível, mas meus problemas se resolveram quando eu decidi mudar a minha reação diante das frustrações. Que não foram poucas e nem pequenas.

Não importa qual seja a causa ou o efeito da frustração. Aí está a excelente oportunidade de retirar de dentro de nós uma ação positiva. O poder de superação que só Deus pode nos dar.

“Mendigo” merece comer doce?

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 9:42 pm on Sunday, August 26, 2007

42-16246872.jpgDe repente o “mendigo” vira para uma senhora bem vestida, com ares de quem poderá fazer alguma coisa e pede:

- Senhora! Por favor! Será que a senhora pode me arranjar um real e setenta centavos?

A mulher achou uma tremenda “cara de pau”!

- O cara vem pedir dinheiro e ainda pede um valor determinado…  Qual é a desse cara? Que absurdo!

E o “mendigo”, muito mais constrangido, além de sua própria situação humilhante, foi obrigado a ouvir a pergunta cheia de deboche:

- Para que o maltrapilho quer um real e setenta centavos tão exatos? Vai fazer algum investimento na Bolsa de Valores?

O homem, quase sem voz de tanta vergonha, sem levantar os olhos diz:

- Preciso de um e setenta por que vou comprar um bolo de chocolate. 

A mulher, já abismada pela audácia daquele homem infeliz, ficou mais indignada ainda! Pensou furiosa: 

- Quer dizer que o “bonitão” quer comer bolo de chocolate!  Que sem vergonha! Bolo de chocolate! Que absurdo! Por que você não pede um sorvete também? 

- Senhora… Eu preciso de um bolo de chocolate…  - Precisa! Desde quando “mendigo” merece comer doce? - É que hoje… Hoje é o meu aniversário… Cada criança que nasce mostra o quanto Deus tem Esperança em nós e nesse mundo… 

Aquele homem só queria comemorar o dia de seu nascimento.E ninguém pode ser chamado de mendigo…Usei neste texto essa expressão… Muitos de nós usamos… Estamos acostumados com ela. 

O melhor é falar Irmão, Irmão de rua, Irmão que precisa de mim, Irmão que precisa de cada um de nós…Grande parte desses irmãos não tem força para sair desta situação.Alguns já perderam até a lucidez e creio que todos, que todos precisam de muito mais que um pedaço de bolo.O que você pode fazer? 

“Então, por que não encontrei pessoa alguma quando vim? Por que ninguém respondeu ao meu apelo? Tenho eu a mão demasiado curta para libertar ou não tenho bastante força para salvar?”Isaías 50, 2 

Coragem! 

Paulo Victor 

Será um prazer saber de sua sugestão, seu comentário,suas impressões sobre o texto, sua crítica… É só escrever!paulovictor@paulovictor.com  Uma observação: essas pessoas precisam de atenção e também precisam de ajuda especializada. Seja colaborador de Obras Sociais.

“A Teologia Moral da Manga”

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 9:26 pm on Sunday, August 26, 2007

42-16992269.jpg“O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!” O velho caipira que encontrei num Banco estava esperando para ser atendido. Ele ia abrir uma conta. Começo de um novo ano… Novas perspectivas… E como não podia deixar de ser, também começou ali um daqueles papos de fila de banco. Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil… Será que vai chover? 

Mas em determinado momento a conversa tomou um rumo: “ - Qual é então o maior problema do Brasil para ser resolvido?” 

E aí o representante rural, nosso querido “Mazaropi da modernidade” falou com um tom sério demais para aquele dia: 

“ - O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!” Tentei entender a teoria…Fez-se um silêncio e ele continuou: “ – O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga?” 

Sim… Creio que todos já percebemos isto… Onde tem pé de manga, tem sobrado manga… 

E Aí ele continuou: 

“ – Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga… Isso é um absurdo!Num país que sobra manga tem pouca criança.Se tiver pouca criança as casas são vazias…Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só “ice cream” e jujuba são sobremesas gostosas. Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa… É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca, vai se preocupar com o filho.Se for filho tem pai…  

Se tiver pai e manga de sobremesa é por que a família é pobre… Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador… Se for trabalhador tem que ser honesto…  Se for honesto, sabe conversar…Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore…  

Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra…Se tiver sombra tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar… Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga é por que toca viola… E com certeza tá com o pé na grama… Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz… Quem é feliz e canta com o violeiro, sabe rezar… Quem sabe rezar sabe amar…  

Quem ama, se dedica…Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples…Quem tem coração assim, louva Nossa Senhora.  Quem louva Nossa Senhora, não tem medo… Nada faltará porque tem fé… Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina…  Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar… Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz.Quem tá feliz… Não reclama da vida em fila do banco…” 

Daí fez-se um silêncio…Constatou-se a sabedoria de vida deste homem que decifrou um problema moral… 

Muitas pessoas que perderam o sentido da luta diária para se viver bem.Muito mais que o padrão de vida, deve-se procurar a qualidade de vida. 

Pai que chega em casa e abençoa um filho.Mãe guerreira, que mesmo que trabalhe fora, ausente, nunca se faz “ausência”.Filhos de coração mais simples, mais puros…Povo que sabe rezar. Gente que vai a missa.  

Quer uma manga?… 

Paulo Victor

Como eu sei o que Deus quer da minha vida? Guia prático para definir vocações…

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 6:18 am on Saturday, August 25, 2007

decisao.jpgParticularmente não sou adepto das soluções rápidas demais.
Parecem que elas sempre vão esconder o essencial.

Principalmente em se tratando de decidir a vida e seu rumo.

Mas a inspiração deste texto veio de uma situação muito concreta que vivi.

Retornando de um Encontro da Pastoral de Comunicação em Manaus, depois de quatro dias intensos de convivência, uma das pessoas que estava conosco me fez uma pergunta.Até aí tudo bem… Só que ela me fez a pergunta quando eu estava para subir no avião.
Naquele minutinho final, antes de entrar na sala de embarque ela me dispara a pergunta que não dá para ficar sem responder:“- Como eu sei o que Deus quer para a minha vida? Como tenho certeza da minha vocação?”. E aí lá vem a primeira dica: que hora ruim para perguntar… Depois de tantos dias juntos… Por que ela não perguntou antes?

Teríamos mais tempo para conversar sobre o assunto…

E lá vai a segunda dica: casos de vocação às vezes são tão sem hora…Tão inesperados…

Quem tem que estar preparado para responder não pode bobear. Pais, professores, Padres, Missionários, Amigos e a quem interessar possa: quando alguém precisa definir a vida precisamos estar prontos! Como se diz em latim: Ad Sumus! Estamos aqui! Prontidão!

Mas naquela hora senti um apelo interior de não deixar uma pessoa tão jovem e tão motivada sem resposta. E aí lembrei de meu querido pai que sempre me falava o seguinte: são os “tais discernimentos”:

Discernimento 01 – O discernimento Pessoal

É quando a pessoa percebe que quer ser alguma coisa. Padre, freira, solteiro, casado, médico, engenheiro, trabalhar no serviço público, ser músico instrumentista ou cantor…
E daí ela começa a dar passos interiores e exteriores para concretizar este desejo.

Discernimento 02 – O discernimento Comunitário

É quando nossa decisão encontra espaço no ambiente em que vivemos e se confirma. Lembro-me que, quando mais jovem e justamente na época de meu discernimento vocacional, aconteceram fatos interessantes.
As portas estavam sempre abertas para o trabalho humanitário e social ao qual eu havia me proposto.Eu entrava nos lugares e as pessoas logo perguntavam, mesmo sem me conhecer, se eu era seminarista ou vocacionado para “essas coisas de Ongs e de Igreja”.

Tenho um amigo, que hoje é padre, que só de entrar numa papelaria a atendente já virou para ele e perguntou: “- Você é Padre?”.
E um detalhe: ela nunca havia visto ele na vida e ele ainda era seminarista.Ele tinha “Cara de Padre”.O que a sua Comunidade diz de você?
Você tem cara de que?

Discernimento 03 – O discernimento de Ação Social

Esta escolha que você fez já demonstra frutos para alguém além de você?
A vocação se realiza em você para o outro.
Os outros são beneficiados com sua escolha? E agora, vou subir no avião…
É o que dá para responder no primeiro impacto…
Lembra o início desta história?

Paulo Victor - mande seu comentário ! Será um prazer saber sua opinião !

A vida vale mais que o trabalho?

Filed under: 04. Paulo Victor — Paulo Victor e Letícia at 11:55 am on Friday, August 24, 2007

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‘De fato, que se aproveita ao ser humano de todo o seu trabalho, e da aflição do coração com a qual labutou debaixo do sol?
Todos os seus dias são dores, e sua ocupação, sofrimentos. Nem de noite repousa o seu coração, e também isso é vaidade.’
(Eclesiastes 2,22-23)

Fala a verdade…quantas vezes já se questionou a utilidade de nossas vidas?

Quantas pessoas se sentem deprimidas por se acharem inúteis.

Nunca se trabalhou tanto, nunca se correu tanto. Tantas coisas para resolver, ruas lotadas de gente (que tem emprego, trabalho, ocupação, etc) e que não são satisfeitas, porque mesmo assim se acham inúteis.

Perguntam-se: ‘Qual a finalidade de tudo isso se vou morrer?’

Existe ainda o caso dos que se submetem às piores condições (de saúde e até de dignidade!) para ter um ‘trabalho’.


A vida vale mais que o trabalho?!
No fundo, todos os questionamentos anteriores tem uma resposta aparentemente simples: perda da visão de Deus e queda no “ativismo”.
Mesmo Jesus, que cheio de ocupações estava indo às pressas ressuscitar a filha de Jairo (Mc 5,21s), parou no meio da confusão e percebeu: ‘alguém me tocou!?’.
Na atividade, na ‘confusão’ do dia-a-dia, Ele não perdeu seus objetivos (salvar cada um!) e também não se deixou levar pela agitação do dia-a-dia.

Caímos em três pecados básicos: 1 - Sempre tenho algo para fazer! Nunca paro!
2 - O que faço nunca é suficiente, sempre! Falta algo!
3 - Isto causa uma certa opressão. Perco metas e reclamo da vida.
É como cão que tenta morder o rabo dando voltas em si mesmo, corre, corre, corre e nunca alcança.
Precisamos acabar com esse círculo vicioso do ativismo!

Na casa de minha ‘vó’ Gioconda (Pecioli, “Buona gente de Montealto’ – tutti oriundi), quando acabávamos de traçar aquele bifão apimentado com polenta, algumas pessoas (muito solícitas!) corriam para a cozinha e já se dispunham a lavar as louças, passar pano, limpar o fogão. Aí a doce velhinha ficava uma fera!

E dizia para todos: ‘Parem! Calma! A louça não vai fugir! Vamos conversar! Senta aí! Isto também é almoço!’

- “Mangia che te fa bene, peró parli anche!” (Coma que te faz bem, mas também fale!)


Mas ela tinha razão.
E ali se geravam relacionamento, aprendia a conversar (você sabia que precisamos aprender a conversar?), e todo o tão famoso (nossa… como eu evitei usar esta palavra…) e o tão famoso stress vai embora no convívio e no bate-papo.

Como vencer o “ativismo”:

1 - Ação de resposta – (Tiago 4,15) ‘Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo…’ Ou seja: sair do ’se Deus quiser” passivo, como quem apenas vai levando a vida.Existem algumas pessoas que pensam que a finalidade, o fim da nossa vida é o louvor.
Mas na realidade o louvor não é o fim apenas. É o meio, a maneira de viver, o como se vive. Lembra daquelas pessoas tristes na rua? Imagine se todas soubessem louvar e louvassem porque o meio de vida delas é o louvor? Essa é a tal ação de
resposta. Tudo o que faço deve ser um meio de glorificar a Deus. Em vez de ser o
fim de minha vida é o meu meio e o modo de viver: o louvor.
‘Na verdade, tudo é Dele, por Ele e para Ele.
A Ele a glória para sempre. Amém!’
(Romanos 11,36)

2 - A paz de resposta - paz inquieta é o Sabath-Shalom dos Judeus!Tomar uma atitude de paz - atos de paz, ação de paz, atitude de paz, não ser passivo, sentar no sofá em paz e esperar o que Deus vai fazer. É tomar uma atitude de paz. Deus abençoe você e que a finalidade de sua vida se cumpra:no louvor, achar o objetivo dos fatos, a meta que Deus apresenta.


Seja feliz!
Seu irmão, Paulo Victor

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