Por ser um processo longo e cheio de percalços, a educação cria uma série de angústias nos pais, que, para aliviá-las, recorrem a excessos de cuidados e
demonstrações de afeto, comprometendo a boa educação da criança
Muitas vezes o amor e o carinho, indispensáveis para o crescimento emocional e físico da criança se tornam um problema, principalmente quando os pais usam alguns recursos (como os chamados “presentinhos”) para preencher algum espaço, que para eles está vazio na vida dos filhos. E é aí que acabamos caindo naquela velha questão: dar tudo o que elas querem é o melhor caminho? Como diferenciar o mimo da educação?
O mimar faz parte da boa educação apenas quando ensina a criança a respeitar o outro. Quando tudo é dado pronto, quando tudo pode, a criança se sente extremamente insegura e passa a ser um tirano que tudo quer, sem limites e sem satisfação. Ela não aprende o que é a falta e assim não desenvolve a curiosidade pelo saber, a paciência do esperar para conseguir e a nobreza do dar de si para o outro.
Com isso, podemos concluir que crianças mimadas em excesso nunca estão satisfeitas e, normalmente, não sabem o que querem e nem como conquistar. Usam de chantagens emocionais para conseguirem o que desejam , seja com seus pais, professores ou amigos. Requerem atenção o tempo todo. Crescem desta forma e não são capazes de dissolver essa personalidade nem na fase adulta. E o jogo de sedução, os arranjos e as birras começam a perturbar ainda mais, e a todos, quando a criança percebe que pode manipul
ar e evitar as situações que para ela são desagradáveis.
Nada de traumas
Tudo aquilo que desvitaliza, suborna e infantiliza a criança deve ser evitado, em nome de uma educação consistente e de um amor desprendido e amadurecido.
Para tanto, é necessário que os pequenos saibam que suas necessidades são respeitadas. Isso facilita a transição entre a falta de controle interno, nos primeiros anos de vida, e o autocontrole. Ensina a eles qual é o seu verdadeiro valor como pessoa.
As crianças não distinguem o que é moralmente bom ou ruim. Sabem apenas que existem coisas de que gostam e outras de que não gostam.
E é aí que entra o trabalho dos pais. Não basta dar tudo o que as crianças querem, é preciso ensiná-las a real importância das coisas. Castigos e disciplina impostos à força apenas reprimem o comportamento momentaneamente, causando traumas. Por isso, os exemplos que você passa para o seu filho são essenciais, pois, por amor, ele tentará imitá-los. E é essa identificação que molda a sua personalidade e que dificilmente será modificada ao longo da vida.
Satisfazer todos os seus caprichos não deixa a criança tornar-se independente. Apenas faz com que não consiga alcançar seus próprios objetivos e que não desenvolva o autocontrole e a autodisciplina, tornando-a uma pessoa eternamente frustrada e fracassada.

Caríssimos Letícia e Paulo Victor
Muito bom o artigo de voces! É isto ai precisa “viver a educação”…desde o nascimento…até mesmo quando a criança já esta trocada, amamentada e tudo esta cuidado,um pequeno chorinho não faz mal…e já começa ai os pais a colocar limites…
Depois quando começa a alimentar…quantas manhas…com amor e paciência precisa ir ajudando a
comer todo tipo de alimento…
Na escola com as lições de casa… ah…se não for paciência e amor… mais não se pode fazer por ela…
Bem prometo continuar… agora é hora de terminar o almoço…
Maria Inês – uma mãe de 8 filhos….
Caríssimos,
Prometi continuar… o meu comentário anterior:
Eu queria dizer a todos os pais deste Blog,que o segredo para educar nossos filhos
é confiar em ” Jesus Mestre” e coloca LO em primeiro lugar em nossa vida.
Naturalmente para tomar decisões,( quantas vezes é hora de cortar com algo, para a criança crescer, outros momentos é hora de dar um prêmio, um presente…quando adolescentes quantos não querem nem ouvir falar de Deus… então continuamos falando “deles a Deus” por isso é necessário escolher Deus em primeiro lugar em nossa vida… é necessário colocar em nossa vida os ensinamento de Jesus que esta no Evangelho. Depois é importante participarmos de algum movimento, grupo de Família, pois ali será uma escola para entendermos Jesus mestre!
E existem muitos movimentos ligados a Família, Pastorais da Família na Paróquia… precisamos descobrir onde Deus nos quer, a mim… foi o Focolares!!!
Movimento Famílias Novas – http://www.focolare.org
Mais pode ser que vc me diga, tenho os filhos, mais eu sou sózinha (o)nesta caminhada com Deus…Em Famílias Novas, temos muitas famílias assim… mais que tiveram força para levar com Jesus a família pra frente!
Vou pedir a voces Paulo Vitor e Letícia para a cada mês postar o texto da Palavra de Vida… que é um comentário de uma frase do evangelho que as famílias começam a viver…Poderiamos começar este Mês?
Depois partilhamos a experiência do Evangelho colocado na nossa vida, feita naquele mês…
Maria Inês
PALAVRA DE VIDA MAIO de 2008
“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17b)
O apóstolo Paulo escreveu duas cartas aos cristãos da cidade de Corinto, na Grécia. Nutria por eles uma estima particular. Ele tinha vivido no meio deles por quase dois anos, entre 50 e 52 dC. Tinha semeado ali a Palavra de Deus, lançando as bases da comunidade cristã, até o ponto de gerá-la como um pai (cf. 1Cor 3,6.10; 4,15).
Poucos anos mais tarde, quando ele voltou para visitá-los, algumas pessoas contestaram publicamente a sua autoridade de apóstolo (cf. 2Cor 2,5-11; 7,12). Foi essa a ocasião para reafirmar a grandeza do seu ministério. Ele anunciava o evangelho não por iniciativa própria, mas impelido por Deus. Para ele, a Palavra de Deus não se escondia mais por trás de nenhum véu, porque o Espírito Santo lhe concedeu que ele a entendesse à luz do que tinha acontecido na pessoa de Cristo Jesus. Por isso ele pôde vivê-la e anunciá-la com plena liberdade. A palavra permitia-lhe entrar em comunhão com o Senhor, ser transformado nele, até ser guiado pelo próprio Espírito de liberdade.
“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”
Jesus Ressuscitado, o Senhor, ainda hoje continua agindo na história, como nos tempos de Paulo, e o faz de modo especial na comunidade cristã, através de seu Espírito. Ele também nos permite compreender o evangelho em toda a sua novidade e o inscreve em nossos corações, de modo que seja a nossa lei de vida. Não somos guiados por leis impostas de fora; não somos escravos sujeitos a determinações que não nos convencem e que não aceitamos.
O cristão é movido por um princípio de vida interior, que o Espírito Santo lhe conferiu com o batismo. É movido pela sua voz, que repete as palavras de Jesus e faz com que as compreenda em toda a sua beleza, expressão de vida e de alegria. O Espírito as atualiza, ensina como vivê-las e ao mesmo tempo dá a força para colocá-las em prática.
É o próprio Senhor que, graças ao Espírito Santo, vem viver e agir em nós, transformando-nos em evangelho vivo.
Ser guiado pelo Senhor, pelo seu Espírito, pela sua Palavra: é essa a verdadeira liberdade que coincide com a mais profunda realização do nosso eu.
“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”
Mas, para que o Espírito Santo possa agir, sabemos que é necessária a plena disponibilidade para escutá-lo, com a disposição de mudar a nossa mentalidade, se preciso for, e depois aderir plenamente à sua voz.
É fácil deixar-se escravizar pelas pressões que os costumes e a opinião pública exercem sobre nós e que podem nos induzir a escolhas erradas.
Para viver a Palavra de Vida deste mês é necessário aprender a dar um não decidido a todo o negativo que brota do nosso coração cada vez que somos tentados a nos adequar a modos de agir que não estão de acordo com o evangelho; é preciso aprender a dar um sim convicto a Deus cada vez que sentimos o seu chamado a viver na verdade e no amor.
Assim descobriremos que a relação existente entre a cruz e o Espírito é de causa e efeito. Cada corte, cada poda, cada não ao nosso egoísmo é uma fonte de luz nova, de paz, de alegria, de amor, de liberdade interior, de realização de si. É uma porta aberta ao Espírito Santo.
Neste tempo de Pentecostes, ele poderá nos dar com mais abundância os seus dons, poderá guiar-nos. E seremos reconhecidos como verdadeiros filhos de Deus.
Ficaremos cada vez mais livres do mal, cada vez mais livres para amar.
“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”
É essa a liberdade que um funcionário das Nações Unidas encontrou durante a sua última tarefa em um dos países balcânicos. As missões que lhe eram confiadas representavam um trabalho gratificante, embora extremamente duro. Uma das suas grandes dificuldades era ficar distante da família por períodos tão longos. Mesmo quando voltava para casa era difícil deixar fora da porta a carga de trabalho que o envolvia, para dedicar-se com ânimo desimpedido às crianças e à esposa.
De repente aconteceu uma nova transferência para outra cidade, sempre na mesma região; e ele não podia nem pensar em levar consigo a família, porque, apesar dos acordos de paz recém-assinados, as hostilidades continuavam. O que fazer? O que vale mais, a carreira ou a família? Discutiu longamente a questão com a esposa, que há tempo compartilhava com ele uma intensa vida cristã. Os dois pediram que o Espírito Santo os iluminasse e procuraram entender qual seria a vontade de Deus para toda a família. Enfim, tomaram a decisão: deixar aquele trabalho tão cobiçado. Decisão realmente incomum nesse ambiente profissional. “A força para fazer essa escolha – conta ele – foi fruto do amor mútuo com a minha esposa: ela nunca me fez pesar as privações que eu lhe causava; e eu, de minha parte, procurei o bem da família, para além da segurança econômica e da carreira. E encontrei a liberdade interior”.
Chiara Lubich
Vou dar lhes uma sugestão imprima e coloque na porta da geladeira…
E vão se acostumando a ler todos os dias e conversar sobre o texto… Vão descobrir maravilhas em família!
Em junho teremos outra frase… outro comentário
Maria Inês
Escrevo ainda sobre a Palavra de Vida que vivemos em maio… ontem último dia do mês fui me sncontrar na Paróquia Jesus de Nazaré de um bairro de uma cidade visinha a minha.
Foi um encontro belíssimo, mesmo se o frio e a chuva, atrapalhou alguns que não puderam vir por morarem mais distante…
Neste encontro participam Pais de crianças da catequese, que todos os sabados, acompanham seus filhos à catequese recebendo formação simultanea numa sala ao lado. Tem um momento que nos encontramos por grupos para as pessoas terem a oportunidade de colocar suas experiências vividas do Evangelho durante o mês, e uma jovem mãe nos contou como essa Palavra de Vida lhe ajudou pois descobriu da experiênia acima… (penúltima linha da Palavra de Vida)”foi fruto do amor mútuo com a minha esposa: ela nunca me fez pesar as privações que eu lhe causava”
Então nos contou que seu marido viaja muito, também para fora do pais ( agora estava na Etiópia) e ela entendeu… que quando ele vem para casa, deve aproveitar o máximo sua permanência ali acolhendo com amor esses momentos…mesmo se ele fica em casa por pouco tempo…. o importante é a qualidade do relacionamento…
Tem mais experiência… volto nesta página contar de Mõnica que experimentou na vida de família o cêntuplo prometido por Deus no Evangelho….
Maria Inês
Caríssimos,
Continuando contar as experiências que ouvi no meu grupo da vivência da Palavra de Vida.
Mônica uma mãe nos contou que junto com o seu esposo tem um pequeno comércio, que abria também aos domingos, ouvindo experiências da Palavra de Vida, começou a pensar no assunto, que deveria deixar o domingo livre para a família. No início não foi fácil,mas acreditando no amor de Deus, desde o início do ano não abriram mais, o comércio aos domingos…E agora olhando os frutos… o faturamento não foi prejudicado,( as pessoas que vinham comprar aos domingos, agora vem antes) e alegria da família por ter este dia livre, dia que é do Senhor!
Outra Senhora que não foi à Reunião do mês passado, me pediu este folheto da Palavra de Vida, pois disse que ao ler durante o mês…sente que cresce seu relacionamento com Deus e com o próximo.
Um pai, era a primeira vez que vinha…então contamos a ele, como a cada mês procuramos colocar em prática em nossa vida uma frase do Evangelho,sentiu se livre de partilhar a sua dor do momento, no dia anterior tinha sido dispensado do trabalho…” O “ser família” que estamos procurando viver ali, … imediatamente já se fez presente, inclusive uma mãe o orientou sobre uma firma que estava precisando de soldador… e nós prometemos rezar e pedir à Deus,o trabalho para ele!
Quem quiser conhecer mais sobre o Movimento dos Focolares tem o site- http://www.focolare.org
Maria Inês
PALAVRA DE VIDA
“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”. (1Jo 3,24a)
junho de 2008
Quem ama gostaria de estar sempre com a pessoa amada. Esse também é o desejo de Deus, que é Amor. Criou-nos para que pudéssemos encontrá-lo e, sendo ele o único capaz de saciar o nosso coração, não teremos alegria plena enquanto não alcançarmos a íntima união com ele. Desceu do céu para estar conosco e para introduzir-nos na sua comunhão.
O apóstolo João, na sua carta, fala de “permanecer” um no outro, Deus em nós e nós em Deus, lembrando a exigência mais profunda manifestada por Jesus na sua última ceia. “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós”, disse o Mestre, explicando com a alegoria da videira e dos seus ramos o quanto é forte e vital a ligação que nos une a ele (cf. Jo 15,1-5).
Mas, como alcançar a união com Deus?
João não hesita. Afirma que basta observar os mandamentos:
“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.
São muitos os mandamentos que devemos observar para que essa unidade seja alcançada?
Não, porque Jesus os sintetizou num só preceito. João recorda, imediatamente antes de citar a Palavra de Vida escolhida para este mês: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu” (1Jo 3,23).
Crer em Jesus e amar-nos como ele nos amou: eis o único mandamento.
Se a existência humana encontra a sua realização na presença de Deus entre nós, então existe apenas um modo para sermos pessoas plenamente realizadas: amar! João está tão convicto dessa realidade que repete sempre no decorrer de toda a carta: “Quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus permanece nele” (1Jo 4,16b); “Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós…” (1Jo 4,12).
A esse respeito a tradição conta que, quando alguém fazia perguntas a João, já bem idoso, sobre os ensinamentos do Senhor, ele repetia sempre as palavras do mandamento novo. Se lhe perguntavam por que não dizia outra coisa, respondia: “Porque é o mandamento do Senhor! Se alguém o pratica, isso basta”.
Pode-se dizer o mesmo de cada Palavra de Vida: ela nos leva inevitavelmente a amar. Não pode ser de outra forma, porque Deus é Amor e cada Palavra sua contém o amor, exprime o amor e, se for vivida, nos transforma em amor.
“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.
A Palavra deste mês nos convida a acreditar em Jesus, a aderir com todo o nosso ser à sua Pessoa e ao seu ensinamento: crer que ele é o amor de Deus – como nos ensina ainda João nessa carta – e que por amor deu a vida por nós (cf. 1Jo 3,16). Faz-nos acreditar até mesmo quando ele parece estar longe, quando não o sentimos, quando chegam as dificuldades ou o sofrimento…
Encorajados por essa fé, saberemos viver seguindo o seu exemplo e, obedecendo ao seu mandamento, amar-nos como ele nos amou.
Amar inclusive quando o outro não parece mais merecer o amor, mesmo quando temos a impressão de que o nosso amor seja inadequado, inútil, não correspondido. Agindo assim, reavivaremos os relacionamentos entre nós, que se tornarão cada vez mais sinceros, cada vez mais profundos, e a nossa unidade atrairá a permanência de Deus entre nós.
“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus permanece nele”.
“Meu marido e eu vivíamos apaixonados. Era fácil o relacionamento entre nós nos primeiros anos de casados. Nesse último período, porém, ele anda muito cansado e estressado. No Japão, o trabalho pesa como chumbo nas costas de um homem.
Uma noite, voltando do trabalho, ele sentou-se à mesa para jantar. Aproximei-me para sentar ao seu lado, mas aos gritos mandou que eu saísse: “Você não tem o direito de comer, porque não trabalha!” Passei a noite chorando e prometendo a mim mesma separar-me dele, ir embora. No dia seguinte mil pensamentos me torturavam o tempo todo: “Casei-me com a pessoa errada, não consigo mais viver com ele”.
À tarde falei com as amigas com as quais partilho a minha experiência cristã. Escutaram-me com amor e na comunhão com elas encontrei a força e a coragem necessárias para não desanimar… Então consegui preparar mais uma vez o jantar para o meu marido. Porém, quanto mais se aproximava a hora da sua chegada, mais aumentava o meu receio: como será que ele vai reagir hoje? E sentia como se uma voz interior me dissesse: “Acolha essa dor. Fique firme. Continue amando”. Nesse momento ele abriu a porta. Trazia uma torta para mim. E disse: “Perdoe-me por tudo o que aconteceu ontem.”
Chiara Lubich