Maria é um monumento de caridade, mestra de todas as virtudes.
É o nosso modelo.
Nunca conseguiremos imaginar quanto é grande Maria!
É toda revestida da Palavra de Deus.
Aquele conservava todas as Palavras no seu coração (cf. Sal. 119,11) significa que as vivia.
Maria era toda Palavra, somente Palavra.
Ser palavra viva significa reviver Maria, na terra.
Se, procurando amar, o amor se torna recíproco, Cristo reina entre dois ou mais.
Então, conseguimos dar Jesus espiritualmente ao mundo como Maria o deu fisicamente.
A pena não sabe o que deverá escrever.
O pincel não sabe o que deverá pintar.
Do mesmo modo, quando Deus se serve de uma criatura,
para fazer surgir na Igreja uma sua obra,
ela não sabe aquilo que deve fazer.
É um instrumento.
E os instrumentos de Deus em geral têm uma característica:
a pequenez, a fragilidade…
“a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus”.
Enquanto o instrumento se move nas mãos de Deus,
ele o forma com mil expedientes dolorosos e alegres.
Assim torna-o sempre mais idôneo para o trabalho que deve fazer.
Até que, pode dizer com autoridade: eu nada sou, Deus é tudo.
(dos escritos de Chiara Lubich)

