O que é Temor de Deus?


Algo muito diferente do medo é o temor de Deus.

O temor de Deus se aprende: «Vinde, filhos, escutai-me: eu vos instruirei no temor do Senhor» (Salmo 33, 12); pelo contrário, o medo, não tem necessidade de ser aprendido no colégio; a natureza se encarrega de infundir-nos.

O temor de Deus é um elemento de fé: nasce da consciência de quem é de Deus.

É o mesmo sentimento que se apodera de nós diante de um espetáculo grandioso e solene da natureza.

É o sentimento de sentir-nos pequenos diante de algo que é imensamente maior que nós; é surpresa, maravilha, mescladas com admiração.

Diante do milagre do paralítico que se levanta e caminha, pode ler-se no evangelho, «o assombro se apoderou de todos, e glorificavam a Deus. E cheios de temor, diziam: ‘hoje vimos coisas incríveis’» (Lucas 5, 26).

O temor, neste caso, é o outro nome da maravilha, do louvor.

Este tipo de temor é companheiro e aliado do amor: é o medo de desagradar o amado.

O Temor nos leva a tomar decisões justas na vida. É nada mais e nada menos que um dos sete dons do Espírito Santo (cf. Isaías 11, 2)!

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Paulo Victor e Letícia

Olá ! Somos um casal que vive intensamente o chamado de evangelizar. Deus nos mostrou que o nosso casamento era em desagravo ao Coração de Jesus por tantos que não conseguiram a felicidade em seus relacionamentos. Dedicamos nossa vida a ser um testemunho e apoio para aqueles que desejam contar com nossa oração.

Uma Resposta to “TEMOR e MEDO. Qual a diferença? (2ª Parte)”

  1. rogerio disse:

    Eu li, respeito a vosso pensamento, mas não concordo com isto. Prefiro ficar com a acertiva de Jesus, ao dizer Que Deus é amor. Prefiro ficar com o amor e não com o temor a Deus.
    Quem é que pode confiar em alguém que tememos?
    Na educação de nossos filhos se utilizarmos o temor, nunca ele terá confiança em nós.Por outro lado, a busca do amor a Deus não deve confundir-se com a exteriorização de louvaminhas, de palavras especiais ou de termos místicos, como se os “ouvidos da Divindade” se agradassem dessas expressões meramente labiais.
    O amor a Deus, proposto por Jesus, contempla a prática de todas as ações demarcadas pelas virtudes, virtudes do desprendimento, da coragem, da audácia do bem, da expansão da luz do sorriso, da melhora na capacidade de ouvir e de ver.
    O amor a Deus envolve o respeito à fraternidade na ação junto aos irmãos e amigos; está vinculado ao desinteresse como sustentáculo grandioso da caridade.

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