1. É uma Oração Bíblica:
O Pai-Nosso é a oração que Jesus nos ensinou. A Ave-Maria, na primeira parte, é a saudação que lemos no Evangelho àquela que seria escolhida para ser a Mãe de Deus (Lc 1,28. 42).
O Terço (Rosário) repete as palavras do Evangelho. Quando o rezamos, realizamos a profecia de Maria no Magnificat: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48). Bendita sois vós entre as mulheres.
2. Cristo está no Centro do Terço (Rosário):
É muito importante prestar atenção nas palavras que pronunciamos, em cada Ave-Maria, para não sermos como papagaios que repetem palavras. E sobretudo é fundamental prestar atenção à contemplação dos mistérios da vida de Cristo, que nasce, cresce e anuncia o Reino de Deus, realiza a vontade do Pai, sofre a Paixão, e vence a morte com a Ressurreição, e agora vive no nosso meio. Assim rezando com o coração, meditando o terço, meditamos os mistérios da nossa Salvação.
3. Rezar com a Igreja:
Rezar o Terço (Rosário) é estar sintonizado com a oração de toda a Igreja. Não é oração individualista. Não é alienante. O terço faz a gente se sentir Igreja. Devemos rezar pela Igreja, e em unidade com toda a Igreja.
Terço como meio para a nossa conversão: Nossa Senhora nos pede em suas aparições o terço, como meio para abrirmos o nosso coração a Deus, e para ajudar no cumprimento de seus planos, em nossas vidas, no mundo e em nossas famílias. Maria em Medjugorje na mensagem de 25-08-97, “(…)
4. Maravilhosa terapia:
Se você vive cansado, se você está com insônia, se procura auxílio de calmantes, tente rezar o Terço (Rosário). Ele não é tóxico e produz um efeito maravilhoso. O Terço (Rosário) é fonte de bênçãos e de graças. Tente e você mesmo descobrirá.
5. Simples e Profundo:
Até as crianças podem rezar o Terço (Rosário) e colher seus frutos. É uma oração simples. Parece que surgiu no meio do povo mais humilde. O Terço (Rosário) é uma oração profunda.
6. Escola de Oração:
Precisamos aprender a rezar. Conheço muitas pessoas que não sabiam como se chegar a Deus. O Terço (Rosário) foi uma verdadeira escola.
7. Atual:
Cada dia se fala de meditação. Nosso mundo agitado está começando a dar sinais de cansaço. Cresce o interesse pelos métodos orientais de oração. O Terço é um ótimo meio de termos a paz em nossos corações e de suplicá-la em nossas famílias.
8. Oração Libertadora:
O Terço (Rosário) liberta porque nos põe em íntimo diálogo com o Libertador. Maria canta: “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Lc 1, 52-53). Entre um mistério e outros repetimos: “Jesus, socorrei principalmente os que mais precisarem”. É a opção preferencial pelos pobres presentes no terço.
9. Popular:
Na cidade, ou no campo  religioso, leigos, bispos, padres, até o Papa, todos têm uma simpatia especial pelo Terço (Rosário). Não é a oração oficial da Igreja. Mas sempre foi rezado por toda a Igreja, principalmente pelo povo simples que encontra nele uma maneira prática de estar com Deus.
10. Oração cinematográfica:
Enquanto repetimos as palavras, a imaginação vai criando em nossa mente o filme da vida de Cristo. Este modo de rezar é conhecido por “contemplação“.

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.

O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70 000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que “o mundo deve saber que Satanás existe”.

Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.

Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, “perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes”.

“A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo”.

“Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática”.

Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos
, o Pe. Amorth respondeu sem duvidar: “é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!”

“Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo?’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele”.

O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.

“O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum”.

O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária “especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada”.

O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou que “o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários”.

“O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião”.

Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto”.

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.

Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças”, assinalou.

Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:

“As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor”, concluiu.

por AciDigital

A depressão é um grande mal e que as raízes podem ser de tantas origens…  Ela alcança as pessoas de diferentes níveis da sociedade, inclusive crianças.

Os casais, as famílias sofrem as consequências desta doença que, por vezes, avança silenciosamente. Como combater este mal?

Em primeiro lugar, a depressão é um problema de todo o corpo. Ela afeta nossos pensamentos, ações, sentimentos, relacionamentos e até mesmo a nossa fé . Ela pode, literalmente, assumir e distorcer todos os aspectos da nossa vida.

Em segundo lugar, as pessoas perguntam porque este problema simplesmente não vai embora. Porque a depressão necessita de tratamento, e este tratamento muitas vezes requer aconselhamento individual, aconselhamento de casais, bem como medicamentos. A maioria das pessoas sentem alívio quando eles estão dispostos a enfrentar o problema de forma firme e perseverante.

Em terceiro lugar, casamentos sofrem o impacto da depressão. Ela rouba a alegria e a vida. Ela causa, não só o sofrimento da pessoa, mas a de seu companheiro, seus filhos, seus amigos e familiares. Isso agrava o problema, criando ainda mais a distância, e mais o abandono e isolamento.

Em quarto lugar, a depressão é tratável.
Se você estiver disposto a procurar tratamento individual, ou como casal, busque ajuda de um profissional. Converse com seu companheiro(a), fale com sua família. Comunicação no casamento melhora, ajudando o indivíduo na origem de sua depressão.

Finalmente, buscar a ajuda de Deus é fundamental. Ele é a melhor fonte de nossa alegria e promete dar-nos vida em abundância. Fé em Deus, muitas vezes leva a buscar conselhos sábios nestas outras áreas de nossas vidas. Desenvolver um plano de tratamento abrangente inclui olhar para o nosso modo de pensar, lidar efetivamente com os problemas concretos em nossas vidas, obtendo o apoio de nossa família, bem como enriquecer a nossa vida de fé.

Encontrar a alegria é possível, mesmo que agora, neste momento, você ache que isso é difícil ou impossível.

Se, considerar ou não a depressão, tem sido uma parte secreta de seu interior, se é difícil assumir esta realidade, lute e procure ajuda profissional.

Deus nos quer livres de todas as prisões!

Leticia Dias

Li este texto, e achei um belo resumo da vida de João Paulo II, o Papa amado!
Ele, já santificado pelo povo, será proclamado Bem Aventurado pela Igreja no próximo domingo.
Amo João Paulo II. Sei que você o ama também.
Quero partilhar com você esta alegria!

Juntos, clamamos sua intercessão:  João Paulo II, rogai por nós!

Um abraço!

Leticia Dias
****

No dia 02 de abril de 2005, véspera do 2º Domingo da Páscoa, o “Domingo da Divina Misericórdia”, o Papa João Paulo II, homem de Deus e da Igreja, homem simples do povo, entregou sua alma a Deus, após muitos sofrimentos físicos e depois de quase 27 anos à frente da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O lema que o Cardeal Woytila, de Cracóvia na Polônia, tinha escolhido era composto de duas palavras “totus tuus”, início de um hino de louvor e súplica à Santíssima Virgem Maria, a quem o Papa dedicara sua vida e a consagrou.

Todo teu sou, ó Maria! Assim ele viveu e, quando sofreu o atentado que quase o matou na Praça São Pedro, era 13 de maio, Nossa Senhora de Fátima, a quem o Papa atribuiu “a mão que desviou projétil” para que ele não morresse.

Quantos trabalhos e viagens pelo mundo! O Papa João Paulo II foi chamado “o Peregrino de Deus, o Peregrino da Paz”. A muitíssimos países, povos e nações visitou e a todos fazia ecoar as suas primeiras palavras na homilia do início do seu pontificado em outubro de 1978: “Abri as portas para o Senhor!”. E ele ainda reforçava “Abri as portas, ou melhor, escancarai as portas para o Senhor. Não tenhais medo de Jesus Cristo”.

João Paulo II, na sua primeira visita ao Brasil, foi recebido com o canto: “A bênção, João de Deus, nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz. Sê bem vindo e abençoa este povo que te ama. A bênção João de Deus”. E a cada vez que grupos de peregrinos ou mesmo nós, Bispos do Brasil, em Roma, cantávamos este refrão, João Paulo II parava e dirigia um sorriso ou um gesto carinhoso para aquele grupo no meio de tantos outros que o saudavam.

No ano de 2000, o ano do Grande Jubileu e do Perdão, o Papa convidou a todos para entrar no terceiro milênio da encarnação e nascimento de Jesus Cristo, com festas e solenidades, mas sem deixar de lembrar o perdão, a reconciliação com Deus e com os irmãos. Ele mesmo foi ao encontro dos judeus e colocou no muro do templo em Jerusalém o pedido de perdão e reconciliação de toda a Igreja. Convidou as religiões e igrejas cristãs ao encontro da paz e devoção em Assis, pondo em prática os documentos do Concílio Vaticano II, do qual era fiel sustentáculo e incentivador. Durante seu pontificado convidava a todos a buscar e a viver a santidade.

João Paulo II foi o homem da paz ao proclamar contra os que diziam que faziam a guerra em nome de Deus. Ele dizia “Guerra nunca mais! Eu o proclamo em nome da humanidade”. O único que poderia falar em nome de Deus não usurpou este direito e preferiu falar em nome das pessoas e dos pequeninos “Guerras nunca mais”.

No dia do seu sepultamento, juntou-se em Roma uma multidão de mais de quatro milhões de pessoas vindas de todas as partes do mundo. Era bela e inusitada a afluência de tantos jovens no enterro do velho papa.

Na frente da Basílica de São Pedro, junto ao corpo de João Paulo II, os Bispos, Sacerdotes, Religiosos e quantas autoridades de tantos países. Ele, ainda na sua morte, trouxe para junto de si governantes ou representantes de países que estavam em conflitos. O Papa morto ainda falava e ensinava a paz.

O povo aclamava “Santo Súbito”. Seja declarado Santo já, agora. Santo Imediatamente.

O cardeal que presidiu no dia 08 de abril de 2005 a missa Solene de Exéquias, Joseph Ratzinger, foi eleito o sucessor de João Paulo II com o nome de Bento XVI, e será ele, que ouviu a aclamação do povo, “Santo Súbito”, que neste domingo da Divina Misericórdia, 1º de maio de 2011, Dia do Trabalhador, proclamará Bem Aventurado, o Bispo da Santa Igreja, o Papa João Paulo II.

E nós, felizes e sinceros, na verdade da nossa fé, faremos ecoar por todo o mundo: Bem Aventurado João Paulo II, Rogai por nós.

Amém! Aleluia!

(escrito por Dom Bruno Gamberini – Arcebispo Metropolitano de Campinas – SP)

Partilho com você este belo texto…

Uma Santa Semana Santa!

“Por Suas chagas fomos curados..”

Leticia Dias
***

A Quaresma é nosso caminho de preparação para a Páscoa, a principal das comemorações litúrgicas e festas cristãs. A celebração anual do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus nos coloca diante do infinito amor de Deus, que “tanto amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Cf. Jo 4,…)

Ao mesmo tempo, olhamos para Jesus Cristo, que carregou sobre si nossos pecados e invocou o perdão de Deus Pai para todos nós; anunciamos a sua ressurreição e glorificação junto de Deus, como promessa e esperança segura de nossa participação na plenitude da vida do Ressuscitado, junto de Deus.

Durante a Quaresma, a Igreja recomenda as práticas penitenciais, como exercícios de busca mais intensa de Deus e de nossa conversão aos seus caminhos. O jejum e a moderação de nossos desejos e paixões não devem ser praticados apenas como atos de “mortificação”, mas como exercícios que nos estimulam e auxiliam no processo de nossa conversão, motivados pela Palavra do Evangelho e pela sincera busca de Deus, como único absoluto de nossa vida. Todos necessitamos de penitência e ninguém está isento do pecado. Foi Jesus mesmo quem recomendou aos discípulos “fazei penitência; se não fizerdes penitência perecereis todos também” (Cf. Mt 4,17). A penitência sincera leva ao reconhecimento de que os caminhos de Deus são sábios e justos e à sincera e humilde obediência a eles.

Há exercícios pessoais de penitência, que cada um pode e deve assumir com fé e reta consciência diante de Deus; esses podem ser a correção de certos vícios, o esforço para a reorientação das paixões desordenadas, a reconciliação com o próximo, a reparação das ofensas, a abstenção do consumo desenfreado de coisas supérfluas, a prática mais intensa da caridade e das outras virtudes. A Igreja não recomenda práticas penitenciais que causem danos à saúde ou à integridade física. Há também as práticas comunitárias de penitência, como as vias-sacras, mutirões de solidariedade em favor dos necessitados, as celebrações penitenciais feitas em comunidade.

Os exercícios pessoais e comunitários de penitência deveriam levar a uma confissão sacramental bem feita. Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus e nos alcançou misericórdia e perdão mediante a sua cruz, confiou à Igreja o ministério da reconciliação. Pelo Sacramento da Confissão, recebemos de Deus, de fato, o perdão de nossos pecados e podemos sentir em nós também o efeito daquelas palavras confortadoras de Jesus: “teus pecados estão perdoados, vai em paz!”

Para fazer uma boa confissão e obter o perdão sacramental dos nossos pecados, é necessário que tenhamos a consciência dos pecados e de sua gravidade, estejamos sinceramente arrependidos diante de Deus, tenhamos fé no perdão dado por Deus através da Igreja e confessemos os pecados com sincera humildade ao padre, ministro do perdão. Finalmente, é necessário cumprir a “penitência” imposta pelo confessor e que tenhamos o firme “propósito de emenda” e de não voltar a cometer os mesmos pecados.

Publicado em O SÃO PAULO, em  04.04.2011
Card. Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo

Partilho com você esta notícia, que, creio eu, seja de interesse dos pais e responsáveis pelas crianças. A posição de dom Silvano Tomasi é sábia e muito atual. Fiquemos atentos…

Deus nos abençoe!

Leticia Dias
***

(zenit) – O arcebispo Silvano M.Tomasi, observador permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, interveio, em 10 de março, na 16ª Sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos sobre a questão da educação e da liberdade de consciência.

O discurso, que foi publicado hoje no ‘L’Osservatore Romano’, ressalta a preocupação da Santa Sé pela defesa do “direito humano à liberdade de religião no contexto da educação e em relação a ela”.

O arcebispo invocou o artigo 10 da Declaração sobre os Direitos Civis e Políticos, e o artigo 5.2 da Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação com base na religião ou credo, que proclamam o direito dos pais de educar seus filhos conforme suas convicções.

“Toda criança gozará do direito de ter acesso à educação em matéria de religião ou crença, de acordo com os desejos de seus pais ou, quando aplicável, dos representantes legais, e não será obrigada a receber instrução em uma religião ou crença contra os desejos de seus pais ou responsáveis ​​legais”, lembrou Dom Tomasi.

“O bem reconhecido direito dos pais de decidir que tipo de educação religiosa seus filhos devem receber prevalece sobre qualquer imposição aberta ou indireta do Estado”, destacou o prelado.

“O dever de assegurar uma proteção equitativa dos direitos não deve ser contaminado por posições ideológicas que, por um lado, consideram um credo particular intolerante e, por outro, aceitam que o Estado obrigue uma religião a adotar uma doutrina ou comportamento contrário às suas convicções”, afirmou Dom Tomasi.

Portanto, “a educação pública não deveria enfrentar o tema da religião de modo que leve à rejeição da preferência dos pais e ao progresso de um conjunto alternativo de crenças”, acrescentou.

Finalmente, o observador da Santa Sé na ONU advertiu contra a hipótese “segundo a qual a fé deve mudar com o tempo”.

“Apesar de que algumas variáveis históricas devem se adaptar às novas circunstâncias, é preciso evitar, por um lado, qualquer forma de relativismo e, por outro, qualquer forma de ingerência na vida interna das comunidades de fé, que violaria o direito fundamental do ser humano à liberdade de religião.”

Neste sentido, “uma apresentação apropriada de crenças diferentes pode evitar a criação de estereótipos das convicções das outras pessoas e pode abrir ao diálogo e ao respeito da dignidade inalienável de cada estudante, de cada crente, de cada pessoa”, concluiu.

A terra, dentro do contexto dos astros, possui dimensões muito modestas. Até pobres.
Não passa de um grão de areia diante do tamanho ciclópico de algumas estrelas, ou, pior ainda, diante do tamanho das galáxias.

Mas como a história do big bang nos leva a concluir, todo o universo é antrópico.  Isso é, desde o primeiro bilionésimo de segundo as coisas foram se direcionando, para que como término da obra da criação aparecesse o ser humano, o topo da criação visível. Para que a vida, em sua constituição mais complexa, pudesse aparecer, fez-se necessário um hábitat, uma casa, onde toda a vida vegetal e animal pudesse se estabelecer.

Eu não vou agradecer à terra, nem ao big bang, nem à natureza, os imensos privilégios com que fomos distinguidos. Essa abundância de seres e de vida foi planejada pelo Pai Criador, que quis isso tudo, dizendo sua Palavra. “No princípio criou Deus o céu e a terra” (Gen 1,1). A esse Deus eu agradeço, extasiado por sua sabedoria e poder. (E por seu amor por nós).

Se a terra, olhando seu tamanho relativo, é quase insignificante, suas características, favoráveis à vida são estupendas e até únicas.

Nosso planeta tem água líquida, base para toda a condução da atividade vital. Tem atmosfera, com gases suficientes para purificar os processos vitais. Tem camada de ozônio, para proteger contra as irradiações devastadoras vindas de outros astros. Possui rotação constante sobre um eixo, que facilita a exposição alternada ao sol, evitando o frio absoluto ou o calor excessivo.
Tem uma distância ideal do sol para manter uma temperatura necessária para a vida. Paremos por aqui…

Os outros planetas todos, ou são uma fornalha de calor, ou uma geladeira total. Não tem atmosfera, não tem defesa contra os raios perniciosos; são secos, sem água líquida; giram à deriva, ou nem giram nunca; a gravidade é exagerada, ou é tão fraca que tudo se perde pelo espaço…

Não existe planeta gêmeo da terra. Então vamos cuidar melhor disso que recebemos como dádiva das mãos divinas. “Encham e submetam a terra” (Gen 1, 28).
Isso de submeter a terra (e todo o universo)  deve ser entendido no sentido de cuidar.
Pode haver o uso de tudo, mas um uso sustentável, como em boa hora lembra a Campanha da Fraternidade deste ano de 2011.

(Um artigo escrito por Dom Aloísio Roque Oppermann scj, Arcebispo de Uberaba – MG)
A relação humana é uma arte em que aprendemos viver juntos com os outros.

A relação humana é uma arte em que aprendemos viver juntos com os outros.

Nestes tempos de ativismo exagerado, onde não se tem tempo, nem para deliciar um jantar com os amigos, desta forma, coloca-se em cheque também o valor bonito do encontro e de relações amigáveis duradouras. Entre idas e vindas, a solidão e a aproximação jogam um papel definitivo na busca de um relacionamento verdadeiro.

Tanto uma como a outra são carregadas de significados positivos e negativos. Nem sempre se consegue o equilíbrio exigido, que pode ser comparado ao de um malabarista ao transpor um espaço vazio pisando em corda bamba. Quantas vezes tudo termina em frustrações e desencantos como também em alegrias e satisfações.

A relação humana é uma arte em que aprendemos viver juntos com os outros. Toda relação humana é fonte de problemas, conflitos e realizações. Buscamos o outro porque temos solidão, o frio inverno da angústia.

Queremos sair do silêncio ensurdecedor do isolamento, na pretensão de satisfazer as carências do amor/gratidão. Muitas vezes falta a pedagogia do saber esperar. Assim a busca demasiada de aproximação pode provocar sufocamento, ou seja, um exagerado esperar do outro pelo excesso de apego. Por isso que relar demais machuca e dói. Relar nunca foi relacionar-se.

Relacionar-se com certa distância por sua vez, aquece. Solidão e isolamento constituem uma experiência essencial para o relacionamento humano. A solidão é a experiência que potencializa e proporciona o encontro e a comunicação com o outro.

A experiência de solidão remete à individuação e a uma ruptura com o estado de fusão com o outro. Somos seres separados e não colados. A experiência da solidão é a capacidade de amar com independência e autonomia, elaborando a dor da ausência entre o eu e o outro.

O mundo das relações vem carregado do medo de estar só. Ao mesmo tempo a aprendizagem na solidão e no isolamento, quando vividos intensamente não como fuga e sim como encontro consigo mesmo é capaz de fecundar o nascer de relações reveladoras do divino presente em cada ser humano.

Na medida em que revelamos o que realmente somos e temos, não com a razão, mas com o coração capaz de amar e ser amado, teremos a certeza de construir a base firme de uma vida de relações realizadoras, plenificando toda existência.

Acredito que a realização pessoal está em construir pontes entre corações que sabem curtir e assumir juntos os conflitos. Enquanto não estabelecer o direito de ser feliz junto, na busca constante de revelar o mais profundo do ser humano, do meu ser gente, nunca a gratuidade do amor de Deus encontrará espaço para transformar o humano em divino.

Quantas situações poderiam ser resolvidas de maneira simples e direta se o coração humano soubesse que jamais está sozinho. “Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos”, diz o Senhor. Preciso viver a solidão, não como fuga e sim como graça. Preciso me aproximar, não como compensação e sim como complemento. Preciso de relações com o outro e com o totalmente outro para revelar o que sou e compreender o que Deus fez e faz em mim cada dia.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!

por Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba – MG

Desde o Concílio esta piedade católica parece ter entrado em penumbra. Os Padres Conciliares falaram muito, mas muito mesmo, de Jesus. Mas não entraram na linguagem devocional e mística, que dominou vários séculos.

Essa devoção cresceu por influência de santos místicos como Santa Gertrudes, e os contemplativos da escola francesa.

A expressão “Sagrado Coração”, no entanto, está ausente dos documentos conciliares e também do Catecismo da Igreja Católica. Estaria extinta a piedade que nos trouxe tantos santos e santas? Ficaram sem chão o Apostolado da Oração, que dá uma base de espiritualidade a inúmeras pessoas das nossas Paróquias? Ficaram sem essência motivadora tantas Congregações, cujo carisma tem vínculo estreito com o “Coração de Jesus”?  O que teria levado o Concílio a não fazer uso dessa rica linguagem contemplativa?

Quer nos parecer que o Concílio evitou entrar em terrenos de quaisquer devoções, desenvolvidas por certas escolas de piedade, por mais ricas que fossem. Era preciso usar um linguajar que fosse entendido pelos outros cristãos, não católicos.
Convinha evitar equívocos sobre a identidade de Jesus que, nas mentes confusas, já correspondia a duas pessoas quando se falava de Jesus e de seu Coração. Também era necessário retomar um vocabulário estritamente bíblico, que propiciasse o entendimento entre os seguidores de todas as escolas de piedade.

Mas ninguém pense que a devoção ao Coração de Jesus não tenha raízes bíblicas. Ela está profundamente arraigada no cerne das Escrituras.

Essa devoção quer dizer que Jesus se distingue pela sua misericórdia, e não pela severidade.

Tenho compaixão desse povo, porque há três dias me acompanha” (Mc 8, 2). Contemplando esse Coração, aprendemos a amar o semelhante, e adorar o Pai Celeste.

A devoção é imorredoura, exatamente porque está visceralmente radicada nas Escrituras, e acerta em cheio a essência de Jesus.

Talvez vamos diminuir o uso da palavra Coração, mas não deixaremos de sentir que Jesus é um Ser amoroso. É impossível deixar de sentir a bondade divina quando na Eucaristia repetimos as suas santas palavras: “Isto é o meu Corpo, entregue por vós” (Lc 22, 19).

Essa devoção é como o Espírito Divino: está suposto, embora dele não falemos.

Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!

Conta uma velha história:

‘Um belo dia, São Pedro reclamou com o Senhor que a cruz que ele estava carregando era pesada demais. Eram muitas as responsabilidades, as cobranças, as críticas para aguentar. Todos lhe davam conselhos e lhe diziam como agir, mas, no final, não era muito fácil tomar as decisões certas.
Assim São Pedro pediu a Jesus licença para trocar de cruz. – ‘Se você quer assim’ – respondeu-lhe Jesus – ‘venha comigo.’

Então o Senhor o levou a um depósito cheio de cruzes de todas  as medidas, vários tamanhos e materiais. São Pedro ficou feliz. Largou a sua cruz num canto, e começou a experimentar outras cruzes.

De imediato viu uma bem pequena, quis colocá-la no ombro, mas nem conseguiu levantá-la.
Começou logo a duvidar do tamanho e do peso daquela cruz. Encontrou uma que parecia bem leve, mas era muito cumprida.

Não conseguia andar; a cruz batia em todo canto e machucava o seu ombro.  Continuou experimentando várias cruzes.
Todas tinham algum defeito: uma era pior do que a outra. Por fim, quando achava que tudo aquilo não ia dar em nada, viu uma cruz abandonada num canto.
Coloco-a no ombro e… ‘Nossa!’ exclamou… Era bastante pesada, mas dava para andar, e também cabia bem no seu ombro. Enfim era do tamanho certo, mesmo sendo difícil carregá-la.

Voltou com Jesus e disse: – ‘Mestre, esta é a cruz que escolhi.’

Jesus olhou para a cruz e deu um sorriso. Com o dedo mostrou-lhe o que lá estava esculpido: “Cruz de Pedro, filho de João, o pescador da Galiléia”. Era a cruz dele mesmo, não tinha como trocar.’
***

Lembramos as palavras de Jesus no trecho do evangelho : “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23).
O que nós pensamos, quando escutamos falar na cruz de cada um? Talvez no destino, na sina ou em algo semelhante, que é imutável, como se tudo já estivesse decidido e nós não tivéssemos nenhuma possibilidade de redirecionar os eventos.

Os antigos chamavam isso de “fato”, de onde vem a palavra “fatalidade”, isto é: algo que deve acontecer e que é impossível mudar. Refletindo sobre essas considerações podemos chegar a diferentes conclusões. Apesar de muitas coisas, realmente, não dependerem de nós, existem muitas outras que nós podemos construir e moldar, organizando-as e orientando-as conforme as nossas sucessivas escolhas.
Quem acredita que tudo já esteja escrito em algum lugar torna-se “fatalista”.

Deixa as coisas acontecerem, vai atrás dos outros, sempre reclama da sua situação, mas pouco ou nada faz para mudá-la. Acaba sendo vítima de sua própria inércia. Outros assumem atitudes de eternos insatisfeitos.
Reclamam de tudo.
A vida deles é um verdadeiro inferno, nada presta.
Se escapam da depressão, pouco fazem para mudar a própria situação.

Digo isso porque assim como temos exemplos maravilhosos, temos exemplos tristes. Os bons exemplos vêm daquelas pessoas que, apesar de possuírem alguma deficiência, lutam para superá-la, ou para contribuir de alguma maneira com a sociedade.

No entanto outras, com perfeita saúde, acabam jogando fora as suas vidas, percorrendo os caminhos do alcoolismo, das drogas, ou da violência. Quantas pessoas vivem muito bem, superando obstáculos e dificuldades, revertendo situações adversas; e quantas outras, infelizmente, estão perdidas como se não valessem nada e pudessem ser descartadas.

Carregar a nossa cruz talvez signifique simplesmente aceitar, em primeiro lugar, a nossa condição humana. Não podemos fazer tudo, nem ganhar tudo.
O que podemos fazer é usar bem os dons que recebemos; usá-los para fazer o bem. Isso é querer seguir Jesus.

Estou convencido de que a cruz mais pesada não sejam tanto as dificuldades, ou as limitações físicas, ou intelectuais de uma pessoa, mas a incapacidade de amar e servir com generosidade aos nossos irmãos.
É o mal que carregamos dentro de nós, o qual chamamos de pecado, que nos impede de sermos felizes e de fazer felizes os outros.

Quanto mais insistirmos no mal, mais a vida se complica; fica mais difícil amar e sermos amados. Se fizermos sempre o bem e ajudarmos alguém a carregar a cruz de seu sofrimento, a nossa cruz também ficará mais leve.

Unidos carregaremos muito mais e venceremos o peso do mal, das injustiças e das exclusões. Unidos aguentaremos as nossas cruzes no caminho da vida, abraçados a elas, sem querer trocá-las. Como Jesus, até o fim, por amor.

Dom Pedro José Conti

© 2012 Paulo Victor e Letícia - Acesse nosso site Contatos: Clique e acesse Suffusion WordPress theme by Sayontan Sinha