TRANSTORNOS EMOCIONAIS PODEM SER CURADOS
Tenho recebido muitos e-mails de pessoas que estão apresentando algum sintoma de transtorno emocional que revelam ter recebido diagnóstico médico de que não teriam cura.
Dependendo do diagnóstico, o paciente torna-se mais doente ainda, pois entra em pânico ao saber que sua doença não tem cura.
A Psiquiatria evoluiu muito nos últimos dez anos. No passado tratávamos os portadores de alguns transtornos como “loucos”, depois como psicóticos, mais recente como doentes mentais, e ultra atual como portadores de transtornos emocionais.
Esta evolução deu-se graças ao movimento mundial de luta anti manicomial, que teve seu marco referencial no Hospital Baságlia da Itália, com suas portas abertas, transformando-se em um ambulatório de saúde mental. No Brasil, teve seu marco referencial o encontro de Bauru-SP, há vinte anos atrás. Hoje temos vários municípios adapitando o modelo de atendimento em saúde mental de forma ambulatorial, readapitando os pacientes em seu núcleo familiar. A Lei Paulo Delgado, de humanização dos hospitais psiquiátricos trouxe novos procedimentos.
Com um longo histórico de associar portadores de transtornos emocionais à loucura, até hoje recebemos pacientes com quadro de depressão que carregam a fantasia de que estão ou vão ficar “LOUCOS”. As crianças quando necessitam participar de processo psicoterápico escondem dos amiguinhos na escola com medo de que irão dizer que está ficando “louco”. Pacientes que necessitam de uma intervenção medicamentosa sob monitoramento Psiquiátrico, ficam muitas vezes angustiados de saberem que deverão ir ao “médico de doidos”. Muitas são as famílias que primeiro procuram um Neurologista. Pior é que muitos neurologistas assumem os tratamentos sem procedimentos adequados, parece que têm medo de perderem o paciente. Quantas são as famílias que até possuem o Neurologista da família?
Quando a psiquiatria define que uma pessoa esta portadora de um transtorno, está querendo dizer que aqueles sintomas são parte de um transtorno que tende a passar. A idéia de transtorno carrega em si a possibilidade de cura. Já, a antiga idéia da doença mental, carregava em si a idéia que a doença era fixa, não tinha cura. Fazendo uma analogia com a estrada, quando ocorre um acidente que causa um transtorno no trânsito; após a reorganização do local do acidente, o trânsito volta ao normal. Os transtornos são passíveis de serem solucionados.
Hoje não trabalhamos mais com o referencial de cura, mas sim de potencialização do paciente de que determinado transtorno será elaborado pelo portador aprendendo a buscar caminhos de superação. Por isto que dizemos aos pacientes, que mesmo depois de uma alta, ele poderá ter sintomas do transtorno, a diferença é que etará preparado para lidar com ele.
Haverá casos em que o transtorno já está incorporado na forma de viver da pessoa, e consequentemente terá um longo caminho a percorrer. É notório que ainda há doenças que não se conseguiu chegar a um sistema de superação, como é o caso da esquizofrenia. Neste caso , consideramos que o monitoramento da doença é contínuo, para a vida da pessoa, mas que com acompanhamento adequado, terá sua vida com potencialidade de exercer seus direitos profissionais e sociais.
Diagnósticos taxativos são definidos por profissionais desatualizados, que carregam o estigma da insanidade mental em suas práticas. Também vemos diagnósticos definitivos em sistemas de atendimentos que carecem de suporte interdisciplinar, e que o médico simplesmente atende para medicar. Quando o trabalho de saúde mental apresenta um leque grande de profissionais em uma ação interdisciplinar, os diagnósticos tendem a não venderem a idéia definitiva de doença.
Por isto é muito importante procurar serviços de saúde mental que respeitem os atuais critérios de diagnósticos, cujo principal foco é o respeito ao paciente.
Depressões, TOC, Bipolar, Ansiedades, etc, tem cura sim, ou melhor, seus portadores podem eliminar sintomas indesejáveis com um bom processo psicoterapêutico e psiquiátrico. Mas para isto é necessário saber procurar profissionais qualificados e ter muita paciência, pois todos os processos de tratamento para transtornos emocionail são demorados. Tenho alertado pacientes que no mínimo dois anos para começarmos a ver resultados. Por isto que perco muitos pacientes, principalmente aqueles que nos procuram para curas milagrosas.


Ja fui diagnosticada como bipolar por uma psiquiatrsem que o mesmo fizesse uma busca mais completa com meus familiares simplesmente de cara me diagnosticou assim e me receitou remedios carissimos e que nao faziam efeito algum, ao contrario pioravam cada vez mais meus sintomas. Hj me trato com outro psiquiatra e tomo remédio bem mais leves e muito pouco comparado ao que o outro me receitava, me sinto praticamente curada! è so ter paciencia e perseverança!
Abraços
nao consigo passar no psicotecnico,por desturbio emocional. o que fazer?