Como Nasce o Conhecimento

Desde bebê, o ser humano estabelece o processo de conhecimento. As primeiras interações com a mãe pelo ato de mamar, trás em si o mecanismo de conhecimento. Pela memória e motricidade desencadeada na experiênciação do ato de mamar, o bebê aprende a buscar seu alimento. Na mãe, seu ego está enraizado e integrado, onde elabora a reprodução do recordar, desejar e esperar os seios que o nutrirá. Encontra-se com os seios e o integra em seu ser, conhecendo que nesta interação estabelece a capacidade para se nutrir, superar-se em sua fome. O ato de se alimentar desta forma acontece como seu primeiro processo de conhecimento.

Conhecer é uma atitude que carrega em si a identificação, a cópia, o desejo pela busca de algo que espera. Conhecer mobiliza o sujeito a sair de si e encontrar-se. Por isto mesmo que quando nos deparamos com crianças em educação infantil que estão com dificuldade de conhecer, isto é, de aprendizado, imediatamente tentamos identificar como está o vínculo da criança com quem educa. Muitos são os casos em que ao se trocar o educador, a criança consegue surpreendentemente se superar nos seus conhecimentos, pois encontra alguém que consegue ser suporte de apoio e afeto para a busca pelo conhecimento. Pois o educador que se coloca afetivamente no processo educacional, oferece à criança a re-memorização de vínculos estabelecidos no início do processo de conhecimento que carrega gravado na criança a partir da amamentação. Amamentar não é bom só pelo fato do leite materno ter nutrientes que melhora na estruturação neurológica, mas também por deixar marcas de vínculos afetivos que nortearam os primeiros processos de aprendizado. Por isto mesmo que ser professor de ensino fundamental mobiliza intensamente processos regressivos nos professores.

Na tenra idade, quando imaginamos que uma criança ainda bebê não é capaz de estabelecer processos de busca, temos no ato da amamentação muito mais que um simples mecanismo de sobrevivência. Temos o princípio do mecanismo de conhecimento. È preciso conhecer para se alimentar, o alimento não chega até o bebê só por que sua mãe assim quer. Chega por que ele também desejou. É o encontro de seres desejantes, mãe e filho, ela desejosa pelo crescimento saudável do filho, ele desejoso de ter suas necessidades básicas realizadas. Se ambos buscam e se encontram nestes desejos, o resultado será favorável.

Uma boa interação de amamentação potencializa crianças para caminhos do conhecimento de forma prazerosa, tornando-os sedentos de saber, com o passar dos anos.

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