JORNALISTAS DEBATEM CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Jacson (Intervozes); Gerson Abarca (CRP16); Rodrigo Binott (Sindicato do Jornalistas -ES); Prof.Dr Juliano (Faculdade de Jornalismo da UNESP-Bauru-SP)

Jacson (Intervozes); Gerson Abarca (CRP16); Rodrigo Binott (Sindicato do Jornalistas -ES); Prof.Dr Juliano (Faculdade de Jornalismo da UNESP-Bauru-SP)

Conteúdo apresentado pelo Psicólogo Gerson Abarca na mesa redonda:

Os Jornalistas podem estar pensando em que os Psicólogos podem estar colaborando nesta temática, tendo em vista que a comunicação social aparentemente é uma área que concentra muitos jornalistas e outros agentes com especializações tecnológicas.

O Conselho Federal de Psicologia mantém um grupo de trabalho entre todos os CRs que trata sobre a questão da comunicação. O olhar da Psicologia para esta temática está diretamente ligado aos conteúdos e a produção da subjetividade. Mas também estamos preocupados com o destino da comunicação no Brasil por sermos uma categoria que se preocupa com a construção do estado de direito e democrático.

Neste sentido, nós psicólogos temos colaborado junto ao Fórum Nacional de Democratização dos Meios de Comunicação Social em três frentes bem distintas: a) Sobre a regulamentação das concessões do sitema de rádios e T.Vs, por entendermos que o monopólio político não tem permitido a democratização da participação de grupos, instituições e população no geral na participação destas concessões; b) Pela necessidade da regulamentação da classificação indicativa dos programas televisivos, e nesta área temos muito o que ajudar, pelo leque enorme que temos de conhecimento no campo das fases do  desenvolvimento  humano; c) E pelo debate da publicidade infanto juvenil, na qual temos muito o que contribuir pela produção da subjetividade  estar implícita na publicidade e sermos uma área profissional que está diretamente ligada com a produção  da subjetividade.

Dentro destes três eixos de interesse dos Psicólogos sobre a comunicação, já temos participação direta nos últimos três anos com representatividade na Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados através da campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”; no marco regulatório da classificação indicativa que respaudou o decreto do Governo Federal regulamentando estes critérios – como é o que está ocorrendo nos diversos programas televisivos em que têm a indicação da idade -; E a direta participação na comissão nacional que está articulando os passos da Conferência Nacional de Comunicação.

Sabemos que os avanços democráticos em torno da Comunicação social no Brasil é interesse de todos, com especificidades de algumas profissões. Nós Psicólogos somos bem organizados pelo sistema do Conselho Federal e estamos  em todos os estados da confederação. Neste momento estamos preparando a categoria para também sentirem a grande necessidade de estarem envolvidos com esta temática, para que tenhamos facilidades na articulação das conferências municipais e estaduais.

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