Archive for junho, 2009

CELEBRANDO MEUS 45 ANOS

quinta-feira, junho 11th, 2009

* Gerson Abarca

Dia nove de junho celebrei com os amigos meus 45 anos de vida. Pela manhã os meninos junto com minha esposa, invadem o quarto com presentes e um belo parabéns a você. Um dispertar afetivo inesquecível. Mas  tive que ir trabalhar…o tempo não para. Antes de sair de casa, pedi para que Maria Celina não fizesse nada de festas, pois queria chegar em casa à noite e sair só entre a família. Sentia-me bem introspectivo naquela manhã. Como que em pleno agradecimento à Deus pelo dom da Vida que permitia se manifestar em mim por mais um ano. Ao meio dia fui à Missa na Matriz da cidade de Linhares, onde atendo a quatro anos. Na Missa, o Evangelho me convidava a ser sal no mundo, e luz na vida. Uma confirmação maravilhosa de que a missão de levar a Boa Nova do Senhor deve estar sempre à frente do nosso caminho.

Chagando em casa, um grande número de amigos estavam já me aguardando para festejarmos este dia  maravilhoso. Oramos, cantamos, falamos da vida e afetivamente nos relacionamos. Lembrei-me do Ato dos Apóstolos, “os cristãos tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria…”.

Agora, dois dia depois, em pleno dia do Corpo de Cristo, posso ter o olhar contemplativo para meu passado. Um verdadeiro milagre de Deus , onde pelo Seu chamado, fui marcado com o legado de Sacerdote, Profeta e Rei; missão esta, cada dia incorporada pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo.

Com a ação do Espírito Santo, e unidade com Cristo pela Eucaristia, unimo-nos ao povo de Deus rumo à Parusia. Que outros 45 anos venham, para que junto com a Igreja de Cristo eu possa contribuir e muito na construção da Civilização do Amor

SOGRO DE MOISÉS, A PALAVRA AMIGA DE UM ANCIÃO. SOBRE O TRABALHO EM EQUIPE

terça-feira, junho 2nd, 2009

*GERSON ABARCA

No capítulo 18 do livro do Êxodo, versículos de 1 a 27, temos uma bela intervenção familiar, dígna de reflexão para ambientes familiares e ao mesmo tempo profissional, como também atividades pastorais.

Moisés conduz sua esposa Séfora  junto com seus filhos Gerson e Eliezer à casa de Jetro, sogro de Moisés. O motivo desta atitude de Moisés, era de estar sentindo-se sobrecarregado na missão de conduzir seu povo, após a fuga do Egito. “O Deus de meu pai veio em meu socorro e salvou-me da espada do faraó.” (18,4b). Jetro, vai ao encontro de Moisés junto com a filha e seus filhos, e ao dialogar com Moisés observa que suas atividades  na missão o estão sobrecarregando. Jetro identifica que o motivo desta sobrecarga é a centralização das ações de Moisés. Jetro alerta: ” Que está fazendo com o povo? Por que apenas tu ficas aí sentado, com tanta gente parada diante de ti desde a manhã até à tarde?…Não está bem o que fazes.Acabarás esgotado, tu e este povo que está contigo. É uma tarefa acima de tuas forças. Não poderás executá-la sozinho… Vou lhe dar um conselho, e que Deus esteja contigo…procura entre todo o povo homens  de valor, que temem a Deus, dignos de confiança e inimigos do suborno, e estabelece-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez…¨( 18,13-23).

Quando nos deparamos com sobrecargas de trabalhos, tendemos a deixar de lado nosso maior patrimônio que é a familia, e centramos todas as forças nas metas do trabalho, independente de ser em atividades profissionais ou religiosas. É interessante que em muitas famílias, há inclusive a tendência de  solicitar aos avós o socorro para cuidarem dos filhos ( netos). Na sobrecarga dos nossos trabalhos, muitas vezes não vemos o quanto centralizamos ações sem transferirmos responsabilidades. Tenho assessorado diversas empresas, atendendo diretamente lideranças, e observo o quanto elas tendem a acumular ações em si mesmas, enquadrando em um perfil de centalizadores. O processo de formação de equipe é uma arte rara em empresas e entidades, sejam elas privadas, públicas ou assistenciais. Sem dúvida alguma, formar equipe não é algo muito fácil, vemos formações de grupos. O dilema do trabalho em equipe é a configuração de parceiros fidedignos, como bem orientou Jetro à Moisés.

“Moisés atendeu ao conselho do sogro e fez tudo o que ele disse” (18,24)

Esta é uma bela cena familiar que revela-nos a força de uma família que unida, monta estratégias inteligentes. E olha que esta passagem “dá pano pra manga”: trabalho em equipe, moral, fidelização, união familiar, descentralização,etc.

* É PSICÓLOGO, MBA EM GESTÃO DE PESSOAS PELA FGV-SP

A Arte e Cultura na Formação da Moral

terça-feira, junho 2nd, 2009

Gerson Abarca*

Sigmund Freud nos conduziu a entendermos o processo de sublimação para a elaboração da estrutura egóica do indivíduo. A transitoriedade entre amor e ódio, vida e morte é um processo que necessita de elementos intermediários para que as energias psíquicas envolvidas neste processo possam ter suas válvulas de escape. É o que acontece quando praticamos um esporte coletivo, descarregamos raivas e ódios que reprimimos na convivência civilizatória, porque nos conduzimos por regras. Por isto é muito comum choques físicos entre atletas, torcidas raivosas, etc.

Estes dias, levando meus filhos ao estádio de futebol, o menor Helder ficou tentando controlar os torcedores ao seu redor para que não falassem palavrões. Ele ficava gritando que não podia, que era feio xingar. Até que tive que explicar para ele, que no estádio as pessoas xingavam para torcer, mas no fundo não queriam dizer aqueles palavrões. (Tentei moralizar).

A educação moral que melhor pode trazer resultados é aquele no qual potencializamos ações educacionais onde as crianças consigam construir a capacidade moral própria, onde consiga por ela mesma manusear seu código moral adquirido na sua história e cultura de época. Para que esta condição encontre terreno fértil, a criatividade é um grande recurso. Despertar a criatividade é um excelente recurso para levar uma criança a aprender a sair de situações difíceis e utilizar seus valores adquiridos quando necessário.

A criatividade encontra na produção cultural e nas artes a estrutura para sua mais ampla potencialização.

Assim, as cidades, as comunidades, as famílias precisam focar-se na produção de cultura, no aprendizado das artes: música, dança, teatro e artesanato. Pelas artes conseguimos transformar coisas brutas e finas.

Já tive boas experiências de trabalhar a psicologia com a produção de teatro. Junto com o teatrólogo Oscar Ferreira pude ver uma idéia se transformar em um texto e virar peça teatral, para encerrar-se em aplausos, êxtase. Uma condução artística é uma trajetória do nada para o tudo; como a trajetória de um bebê (um ser frágil) para um adulto, capaz de produzir, de amar.

Não fazemos bebês, como artistas fazem uma tela. Mas pelas artes, aprendemos a moldar. Modelamos nossos bebês, para que se tornem adultos maravilhosos.

Assim, ambientes que possuem a capacidade de conviver com a produção artística e cultural e que cultivam culturas e as preservam, tendem a potencializar pessoas com maior sensibilidade para dialogar nas diferenças, para construir com o outro e outras culturas processos civilizatórios. A arte e a cultura para o ser humano são como o mangue para o mar. Este se alimenta e respira por causa do mangue; os seres humanos tornam-se sublimes pela capacidade de sublimar (colocar em estado sublime). Se estou com ódio ou nervoso, nada melhor que uma boa música para relaxar; ou uma boa piada para descontrair.

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