O SUCESSO É SABER PERDER
Muito se fala em vida profissional bem sucedida. Treinamentos empresariais estão focando muito a idéia de ser vitorioso, de não “correr atrás”, mas de sempre estar na frente.
Idéias que não condizem com a realidade e cotidiano dos grandes vencedores. Estes sempre se deparam com fracassos e mais fracassos, até atingirem o topo. Topo que não é eterno.
Veja no futebol, O Flamengo é um dos times com mais títulos do brasileirão, no entanto há 17 anos que não ganha a competição, aliás, esteve por várias vezes na ameaça do rebaixamento.
Alguém duvida da tragetória gloriosa do Corínthians? Neste ano conquistou dois campeonatos, e no entanto no brasileirão acumula mais derrotas que vitórias.
Tudo bem que o São Paulo pode conquistar o quarto campeonato seguido, mas tendo que conviver com muitas derrotas também.
A diferenças dos vencedores, é a estabilidade da busca. A confiaça da superação após derrotas, e mesmo em situações das mais adiversas, em que as derrotas se acumulam, os campeões estão em constante busca. Veja o caso do Fluminense, tem tudo para ser rebaixado para a segunda divisão com um final de campeonato cheio de vitórias.
Quantas páginas escritas e rasgadas um bom poema consegue chegar a sua métrica e beleza? Quantos anos leva para uma canção eternizar-se após sua publicação?
Ernest Hemingway, autor do cérebre livro ” O Velho e o Mar”, conquistou o Prêmio Nobel da literatura (1954) com este livro de apenas 95 páginas. E um livro onde o sucesso do pescador está em não ter conseguido a sua pesca idealizada.
A linguagem literária de auto ajuda, é a meu ver, o discurso daqueles que nunca conquistarão a gloria da vitória, pois estão sempre fomentando o sucesso sem dor, sem perdas.
É só pela perda de muitas negociações que o bom vendedor realiza grandes vendas.
Por tudo isto , devemos praticar muitos esportes, aprender a jogar muitos jogos. Pois nestas atividades nos deparamos com nossos limites e vamos sabendo saborear o gostinho amargo de uma derrota.


