QUANDO UMA MÃE PERDE SEU FILHO

A dor que dói na alma. Lembro das perdas que minha querida mãe Aurora teve que elaborar dos seus filhos Edson e Vander, meus irmãos. Para nós filhos, que ficamos, as vezes surge a idéia que nossa mãe esqueceu do mundo e dos outros filhos e ficou fixada nos que foram. Mas na verdade, quando uma mãe perde seu filho é parecido com a cena de um guarda-roupas onde cada gaveta representa um filho. Mas quando uma gaveta sai da configuração estética do guarda-roupas, sempre ao se olhar para ele, verá o buraco da ausência da gaveta. Assim, nesta analogia, podemos entender que o filho perdido, pela morte, por parte de uma mãe, representa um buraco, um vazio na configuração daquela família cuja mãe gestou um quantitativo de filhos.

Neste dias, passamos em minha família, pelo sufoco de uma situação de problema de saúde da nossa querida Caca, sobrinha que estuda na cidade de Maringá. Seu quadro estava crônico e não tinhamos o resultado dos exames. Poderia ser um processo Oncológico avançado. Conversando com minha irmã Janete, mãe de Caca, ela falava ao telefone sobre seus sentimentos em relação a possibilidade da perda da filha. “Ah! Gerson, como é cruel conviver com a possibilidade da perda de um filho, não fazia idéia do quanto nossa mãe já sofreu”, desabafava Janete. Eu simplesmente ouvia e tentava elevar a conversa para uma ordem espiritual, na Fé e Esperança em Jesus Cristo, tanto para pedir um milagre como para fazer o milagre da aceitação do pior. Nestas horas a Psicologia não possui meios técnicos para suprir sentimentos de perdas, a Religião ajuda mais. Hoje, já sabemos que a Cacá está com um quadro grave mas não é Oncológico, e assim estamos mais reconfortados.

Partilhe com carinho e afeto os sentimentos de uma mãe que tenha perdido seu filho. Ore por elas, pois a dor da alma é profunda.

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