Criminalidade não é questão de classe social.
Neste mês, muitos jornais estamparam crimes de jovens de classe média/alta nas grandes cidades brasileiras. Eu mesmo fiz reportagem para três Meios de Comunicação sobre a temática.
Os jovens envolvidos geralmente possuem mentores do crime por de trás, adultos especializados em rastrear jovens de qualquer classe social para introduzi-los na criminalidade. Estes adultos se aproveitam dos direitos estatutário das crianças e adolescentes para usá-los de laranjas do crime.
Dois são os principais itens característicos destes jovens: agitação ou agressividade e envolvimento com dependência química, principalmente o craque.
Se antes imaginávamos que os candidatos para a escola do crime eram os empobrecidos, hoje esta não é uma verdade. Pois a criminalidade é de todas as classes.
Na classe alta, umas criminalidade camuflada, pelos financiamentos à campanhas eleitorais à políticos com um único objetivo de construirem espaços de corrupção. E olha que esta forma de criminalidade está em setores públicos e privados.
Na classe média, a principal criminalidade está na alienação e enclausuramento. Trancafiados em apartamentos e residências, crian esteriótipos do tipo: ” cuidado com aquele escurinho que anda sem camisa pela rua; olha os bêbados…cuidado!cuidado!cuidado”. Geralmente construindo nas crianças a idéia que o criminoso é aquele mais pobre. Uma forma de criminalidade (da exclusão social).
Já, na classe pobre, temos as condições favoráveis para a criminalidade, quando pensamos na questão econômica, onde de forma preconceituosa imaginamos que a fome ou a falta de perspectivas de trabalho e educação somam para uma corrida à criminalidade.
Se analisarmos esta temática pelas classes sociais, cairemos no erro de esteriotiparmos e preconceituarmos todos.
Se pensarmos a criminalidade como uma condução humana do processo de civilização, entenderemos que ela faz parte das tendências destrutivas da pessoa, que está em constante dilêma entre a luta do mal contra o bem e vice-versa. Condição humana que se agrava na medida em que no processo de socialização a ausência de valores éticos vivenciados de forma autônoma, conduz o coletivo humano à perdas de referências.
Em uma sociedade de vivência da “meia-ética”, a bola de neve da criminalidade toma proporções assustadoras. Ao ponto de um pai levar um tremendo susto ao ver o rosto estampado na capa de um jornal de grande circulação com a seguinte manchete: “Jovem de classe média mata para roubar”.
Tags: criminalidade, psicolgiasocial, Sociedade



Olá Gerson, li o seu texto sobre a TV e os costumes brasileiros. Também cresci vendo novela. Mas nao era vicioso. Por certo tive costumes diferentes. Primeiro os estudos e eram muitos durante o dia, balé, curso de linguas, estudo…. ou seja ocupava o tempo ocioso.
As novelas e os desenhos nao eram tao importantes. Isso vai muito aquém da mentalidade de hoje; em priorizar o que é imortante para a educacao dos filhos, nao é bem o canal, ou as novelas. Uma educacao é elementar no comportamento e nas escolhas do ser humano. Ainda pior é a internet, como faca de dois gumes. Como orientar os jovens de hoje a nao abrir sites pornográficos ou fazer contatos com estranhos. Isso foge ao controle muitas vezes de pais e educadores.
Concordo que deve haver concientizacao para que sejamos portadores de moral e bons costumes aos herdeiros desta nova geracao que leva tudo na onda da moda. Abraco a todos.
Obrigado pelo texto, ja me tinham falado do seu site e ainda bem que vim ate ca. Va dando novidades, tem muito para contar e nos agradecemos. Ate breve!!