Brasil, o País com maior índice de repetência escolar do planeta

As escolas brasileiras continuam repetindo alunos e os índices de repetência ao invés de diminuir está aumentando. Comparando o índice de reprovação na 8ª série no Brasil, (dados da UNESCO) revela que em 1999, 14,5% dos alunos eram reprovados na 8ª série e em 2005 chegou a 17,4%.

Se considerarmos que a repetência é um sintoma do fracasso educacional institucional, podemos concluir que no Brasil, ao invés de evoluímos, estamos retrocedendo no sistema educacional.

Em relação ao planeta, o índice de reprovação é escandaloso. A média mundial é de 2,9% de reprovação contra 18,7% no Brasil (o país campeão em reprovação).

A culpa sempre é atribuída ao aluno, pais, sistema sócio-político. Os professores são poupados e o sistema educacional também. A situação piora quando vemos crianças e adolescentes com histórico de problema de aprendizado confirmado por laudo psicológico, que são tratados como alunos “normais”, sem nenhum olhar inclusivo. Ao vermos um dislexo ser avaliado da mesma forma e no mesmo nível de todos os alunos da sala, só podemos concluir que o problema está no professor. Se estes são incapazes de entender um aluno com disfunções para o aprendizado, esta é uma questão de domínio técnico. Geralmente eles avaliam na superficialidade: “mas o aluno é igual aos outros, aliás ele só não vai bem na sala de aula, mas lá no pátio da escola ela faz de tudo, e ainda lidera bagunças” ou ainda “ isto é frescura, ele é preguiçoso”.

Mas a reprovação acontece na sua maioria entre crianças e adolescentes que não apresentam sintomas de problema de aprendizado, o que é muito pior.

As propostas educacionais que apontam para a possibilidade de reprovação são praticados por poucos países do mundo. Já aqueles que o sistema não pode reprovar, representa o maior quantitativo de países. Estudos já foram realizados comprovando que os índices de desempenho escolar são equivalentes nos dois modelos metodológicos, o que leva-nos a concluir que a insistência pela possibilidade de reprovação trás mais prejuízo, pois além dos prejuízos econômicos de uma reprovação. (No Brasil representa 10 bilhões de reais/ ano 2007); temos o prejuízo na auto-estima educacional do aluno e a baixa expectativa que o reprovado cria sobre seu futuro profissional.

Se hoje estamos preocupados com o bullyng, não podemos esquecer que o sentimento de fracasso do aluno repetente é um afeito bullyng, provocado por um sistema injusto e cruel.

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