
A depressão é um estado emocional em que o indivíduo não consegue ter pensamentos positivos ou sentir-se bem de humor.
Comparo a depressão como o limbo de uma calçada, que após a chuva, qualquer pessoa que passar por ela tenderá a escurregar. Você vê a calçada mas não consegue se segurar nela, pois há uma camada de limbo, que ao longo dos anos foi fixando-se na superfície da calçada que faz com que ela não cumpra a sua real função, de facilitar as pessoas de passarem por ela.
Estranha esta comparação?
Veja bem, a mente ao longo dos anos, cria uma camada de “limbo”, entre o inconsciente (aquilo que desconhecemos de nós mesmos) e o consciente ( o que é conhecido de nós). Lembrando que temos conhecimento de 10% de nossa mente, 90% é desconhecido. Com o tempo, as manifestações inconscientes que geralmente aparecem em forma de sonhos, fantasias, desejos, etc, deixam de se manifestar por causa deste “limbo”. A vida fica limitada, e a realidade camuflada pelo “limbo”. Há um distanciamento entre a fantasia e a realidade. A vida fica só realidade, e o cotidiano de qualquer pessoa se dá de acertos e erros, ganhos e perdas, mas como não deixamos a fantasia elaborar mecanismos para elaboração das perdas, tendemos a ficar apegados naquilo que não deu certo, no fracasso. A realidade se torna cruel, a vida fica sem fantasia. Como na calçada, ela vai derrubar a pessoa. O tombo é a depressão ( o estado mental de sofrimento , onde a vida perde o encanto e o colorido)
POR QUÊ ?
1) DE ORIGEM ORGÂNICA -Há depressão que se instaura na pessoa por disfunções fisiológicas. São as provenientes de situações orgânicas. Doenças como câncer, reumatismo, artrite, disfunções de sono, alteração hormonal, problemas de coluna, fibriomalgia, enfim, todo tipo de disfunção orgânica que coloque a pessoa na condição de limite com a vida, diante da morte, ou mesmo que causam dores contínuas ou alterações nos hábitos cotidianos.
2) DE ORIGEM DE PERDAS AFETIVAS. São as depressões que emergem a partir da perda de entes queridos ou de estruturas materiais ou profissionais, tipo: a perda de um emprego. O que é fator preponderante é a perda de algo valioso.
3) DE ORIGEM DE VÍNCULOS AFETIVOS – Estas depressões são as mais desestruturantes, pois é o resultado de vínculos afetivos que foram sendo estabelecidos ao longo dos anos . Hoje já podemos diagnosticas depressões desta origem em crianças desde o primeiro ano de vida. Tanto, que a Sociedade Brasileira de Pediatria, elabolrou um questionário para os Médicos Pediatras conseguirem detectar depressão em crianças, para que o tratamento se estabeleça logo no início. Este tipo de depressão geralmente está relacionado a forma em que a criança se liga na mãe e pai, desde o processo de amamentação. Quando delimitamos um diagnóstico de depressão em adulto, tendo como origem o vínculo afetivo, sabemos que teremos uma depressão com um longo período de fixação na mente da pessoa, e sabemos que este tipo de depressão durará um período maior para ser tratada.
4) DE ORIGEM GENÉTICA – Definir a depressão como uma doença de origem genética, é parecido com a figura que tenta procurar agulha no palheiro. Na Psiquiatria, poucas são as possibilidades de se confirmar que uma doença emocional é de origem genética. O que tentamos buscar nos casos de depressão é ver se há um histórico de descendências familiares que possa ter facilitado o estabelecimento da depressão. A lógica desta busca na família de pessoas que já passaram pela depressão, é para se detectar a formação cultural da família do portador da depressão. Se a bisavó materna era deprimida, a avó da mesma estirpe também, a mãe da pessoa em tratamento também, poderemos concluir que o ambiente familiar ao longo dos anos contribuiu para a formação da depressão no paciente alvo. Mas não podemos constatar que este processo seja genético.
5) DE ORIGEM SÓCIO-CULTURAL – São os casos que decorrem do contasto da pessoa com a realidade, com o cotidiano. Nesta atual sociedade de consumo e de perda de valores culturais, a depressão é resultado. O caso Isabella está aí para comprovar. Existe um Meio de Comunicação que tem caráter comercial e o objetivo de levar as pessoas ao consumismo. A regra do consumismo é fazer as pessoas se adoecerem emocionalmente para que doentes elas consumam mais.
6) SEM ORIGEM ESPECÍFICA – São as depressões que surgem sem conseguirmos delimitar uma causa específica.
MAS COMO A PESSOA PODE SE TRATAR DA DEPRESSÃO ?
Não temos outra possibilidade que não a procura de um bom Médico Psiquiatra ou Psicólogo, para organizar a medicação, com o objetivo de fazer com que a pessoa saia o mais rápido possível dos sentimentos depressivos. Digo um bom Médico, pois alguns se quer olham para o paciente e carregam uma série de medicações, amarrando a pessoa e levando-a a se patologizar ainda mais. O Médico deverá rastrear as causas da Depressão e verificar se há fatores orgânicos desencadeando o sintoma, para isto deverá solicitar uma série de exames. Após diagnosticado o perfil da depressão, se não for de origem orgânica, mas sim estrutural, do estabelecimento de vínculos afetivos, deverá indicar processo de Psicoterapia continuado com um Psicólogo devidamente registrado.
Nós Psicólogos somos treinados a fazer um bom diagnóstico, porém muitos profissionais da área procuram tratar a depressão sem auxílio medicamentoso com orientação do Psiquiatra, e podem levar o paciente a uma piora do quadro, pois o processo psicoterápitico pode acentuar a depressão, principalmente se no início da terapia for mobilizado questões do vínculo afetivo na qual o paciente não está preparado para lidar.
Alguns profissionais tentam tratar depressão com medicações naturais ou florais . Infelismente, para os transtornos emocionais ainda não temos procedimentos medicamentosos naturais que consigam levar o paciente à saida da depressão. Tratamentos que demoram para levar o paciente a superar o sentimento de angústia, ansiedade e tristeza, podem predispor a um estado crônico da doença.
O tratamento de depressão leva em torno de dois anos contínuo para que a pessoa comece a ver resultados. O mair complicador do tratamento, é o apego a medicação, acreditando que só por meio dela que se chega a cura. Outro fator é quando o paciente começa a ter uma melhora do sintoma e acredita que já está bom. Isto é parecido com o sujeito que começa a dirigir, e logo em seguida acredita que já pode começar a aumentar a velocidade do carro. A preça pela cura, é inimiga de um bom tratamento de depressão.
AGUARDE… VAMOS CONTINUAR PENSANDO A DEPRESSÃO, POIS NA PESQUISA DESTE BLOG ,TIVEMOS MUITAS PARTICIPAÇÕES. MUITAS DÚVIDAS FORAM ELABORADAS PELOS INTERNAUTAS.
Mantenha plugado na gente…