Quando um filho entra no crak.
sábado, julho 23rd, 2011Cresce o número de famílias com usuários de crak no Brasil. Uma droga que veio para matar, ao usuário e familiares.
A complexa convivência com um dependente de crak, leva os pais à loucura. Se radicalizam posicionamento, o filho pode morrer. Mas se adaptam ao usuário, a família toda é que morre, ou vem à falência.
Mesmo para grupos de ajuda ao dependêmte químico, como é o caso do “Amor exigênte”, “TA”, “NA”, etc, a dependência do crak veio quebrar a todos os paradigmas de apoio.
Quando já não se têm nada em casa, por que o usuário saqueou tudo para trocar em pedras de crak, quando a violência do usuário não identifica mais quem é o pai ou a mãe, os vendo como mais um a ser agredido. Aí é hora de desespero.
O desespero inclusive chegou na conduta de alguns Psiquiatras e especialistas em dependência química, que preferem dizer para os familiares que no processo de tratamento é melhor deixar o usuário usar pelo menos a maconha por ser um mal menos. Conversa esta que começa a ser frequente entre os profissionais de saúde.Porém, ao identificar-se a tragetória de um usuário de drogas que chegou ao crak, vamos constatar que a maconha foi a porta de entrada.
O que fazer?
Lutar até o fim, sofrer junto e ter esperança? Ou abandonar o filho, deixando-no à beira da sargeta?
As duas posições são louváveis. Entendo que a medida deve estar em cada família. As que abandonaram, não representa terem amado menos, e ao mesmo tempo as que estão lutando sem desistirem, não representa que amam mais. Aqui vai depender do perfil de cada família.
O certo é que posturas de compensação dos pais em relação ao filho usuário do crak, principalmente quando acreditam quer o filho chegou na dependência por erros deles, gerando o sentimento de culpa e consequentemente a co-dependência que até sustenta o vício, não pode ser um caminho considerado adequado. Lutar pela vida do filho ou não, deve ser movido por critérios e decisões que estejam dentro de uma reflexão transparente das reais condições da família, associado ao real interesse do usuário em querer ajuda.
Estamos perdidos neste processo. Tudo parece ser muito novo. Precisaremos conversar e nos apoiar mais em famílias no coletivo para que a longo prazo tenhamos alguma luz. Pois no momento as trevas falam mais alto.
Tenho orado frequentemente pela lucidez dos familiares que estão vivendo este drama da dependência de um filho no crak.
No momento, precisamos de muita Luz Espiritual, para clarear nosso caminho.


