Archive for the ‘transtornos emocionais’ Category

Sobre cura espiritual X cura emocional

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

DEBATE SOBRE CURA ESPIRITUAL NO PROGRAMA TROCANDO IDÉIAS DESTA TERÇA ( 27/07/2010) – 20:30 H

segunda-feira, julho 26th, 2010
Pe. Paulo Ricardo

Pe. Paulo Ricardo

Pe. Paulo Ricardo e o Psicólogo Gerson Abarca, são os debatedores do Programa Trocando Idéias desta terça feira, com o tema:”Cura Espiritual”.

Vai ser um belo programa com a intermediação do apresentador Ricardo Sá.

NÃO PERCA, NESTA TERÇA ÀS 20:30 H – Pela T.V. Canção Nova

Psicólogo Gerson Abarca

Psicólogo Gerson Abarca

Culpa, a morte lenta da emoção – porta de entrada para Transtornos Emocionais.

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Observe se na sua bolsa você carrega um chicote, onde em muitos momentos do seu dia utiliza-no para se condenar. O tamanho da culpa que você carrega no seu emoconal, é medido pelo tamanho do chicote e da quantidade de vezes que você  o utiliza para se punir.

Quer viver sem angústia, prevenindo seu pensamento de transtornos emocionais?

Jogue fora o chicote. Pare de se punir.

No lugar da culpa, fique alegre de saber que você está sendo capaz de ver um erro. Entenda o motivo que te levou a errar, e procure acertar na próxima vez.

Mas se a culpa estiver muito forte, por favor, procure um profissional de psicologia para fazer uma boa Psicoterapia.

Pelo menos por hoje, viva sem culpas.

Um copo cheio d’agua. Sobre os transtornos emocionais

quarta-feira, julho 21st, 2010

Muitos Transtornos emocionai emergem de uma hora para outra, aparentemente. Chegam como nada e se instalam. De um dia para o outro a pessoa ficou com sindrome do pânico, depressiva, ansiosa, etc.

Opa!! não é bem assim.

Na verdade, quando um transtorno emocional se instala, quase sempre diante de fatos traumatizantes, é porque a pessoa já estava construindo o sintoma dentro de si de forma camuflada.

Por exemplo: há muitos anos o sujeito tinha uma ansiedade na qual ele relevava. No trabalho, se atarefava e não deixava o sintoma aparecer. Mas num belo dia, a filha sofre um acidente e fica hospitalizada, ele precisa acompanhar a filha internada, e daí em diante a ansiedade toma conta dele na forma de sentimentos de pânico. O transtorno instaurado, já estava nele, só faltava um episódio para manifestar com força.

O acidente da filha, foi a GOTA D’AGUA NO COPO CHEIO…Que transbordou.

Por isso, antecipe-se ao transtorno, e revisite seus pensamentos e atitudes, fazendo as mudanças necessárias no seu dia a dia, para que um trauma não te pegue de surpresa.

Doença espiritual e a Psicologia

quarta-feira, maio 12th, 2010

Na ciência da psicologia não vamos encontrar elementos que abordem o tema doença espiritual. Isto porque é área de estudos das religiões. Mas podemos fazer um paralelo entre doença emocional e doença espiritual a partir das demandas clínicas que os especialístas da psicologia têm acumulado na prática de tratamento dos transtornos emocionais.

Uma boa entrevista diagnóstica psicológica, perguntará sobre qual a prática religiosa que o paciente possui. Pois desta prática poderemos obter muitas informações a cerca dos estabelecimentos de regras e normas ( moral), que o paciente ao longo de sua história foi absorvendo, e que poderá ou não ter relação direta com a patologia psicológica manifesta no presente.

Sabemos que há delírios persecutórios de caráter religioso, isto é, o paciente faz fantasia em relação à símbolos religiosos; ou mesmo escutam a voz de um ser superior designando que faça isto ou aquilo. Também temos em alguns casos obsessivos, elementos de repetição religiosa, como a intensa repetição de processos de auto fragelo, etc. Por isto que surge a grande confusão ao se falar em doença espiritual e doença emocional.

A doença espiritual é aquela relacionada a fatores de interação com a expressão da religiosidade e que geralmente está associado às culpas por falta de perdão ( no sentido religioso – penitente ). Isto é, a pessoa carrega mágoas relacionais que estão levando ao sofrimento pela prática religiosa. Àquelas religiões que são orientadas na regra dos dez mandamentos, onde está definido como norma “não ofender pai e mãe” ou “não abandonar pai e mãe”, onde a pessoa se vê cometendo erro neste campo, por ofença ou distanciamento aos pais, se pega em castigo e sofrimento. Este sofrimento poderá levar a um problema emocional, mas de imediato é um sofrimento espiritual ( Doença espiritual ).

Outro exemplo de sofrimento (Doença) espiritual, é quando nos deparamnos com mulheres que casaram e tiveram que se separar, e no decorrer da vida estreitaram laços amorosos com outro parceiro estabelecendo uma segunda união. Mesmo em plena atividade religiossa, seguindo as orientações da Igreja Católica de não participar da Comunhão Eucarística, tendem a sofrer quando nas Missas não comungam, gerando um sentimento de culpa e remetendo a angústia e sofrimento pelo fato de não poderem Comungar . Este sofrimento é uma forma de doença espiritual, que se não entendida poderá evoluir para uma doença emocional.

O papel do Psicólogo é constatar a ordem do sofrimento, e respeitando a escolha religiosa do paciente, remeter a uma orientação de caráter espiritual, por isto deverá indicar que procure o orientador espiritual da igreja a que pertence, podendo ser um Padre, um Pastor e até um membro da igreja que seja orientador qualificado. Na Pastoral da Família da Igreja Católica temos o setor do aconselhamento familiar que muito está ajudando a corrigir ou esclarecer pendências de ordem religiosa. Por isto mesmo que dizemos que uma Confissão com o Padre pode evoluir para uma cura espiritual.

Negar que há uma doença espiritual por parte da Psiquiatria ou da Psicologia, é não respeitar as práticas religiosas vivenciada por mais de 90% da população brasileira. Não vamos aqui entrar no mérito das religiões, todas elas possuem seu valor e seus adeptos. Um profissional Psique, precisa conhecer as diferentes práticas religiosas de sua região para poder entender entre um sofrimento emocional proveniente de um doença espiritual com um sofrimento emocional proveniente de um transtorno emocional. Sabemos que um pode levar ao outro e vice-versa.

Lembro-me de um caso que atendi há muitos anos atrás, onde a paciente tinha desmaios diante do Santíssimo da capela em que frequentava. Ela era uma paciente psiquiátrica que fora tratada da sua primeira crise em um hospital psiquiátrico espírita. Como havia melhorado de seus sintomas, ela manteve-se ligada ao centro espírita de sua cidade, porém era Católica de origem e cultuava Nossa Senhora de Aparecida. Estáva em um dilema espiritual. Mesmo sendo uma paciente psiquiátrica, observamos que seus desmaios diante do Santíssimo era por conflito religioso. Ela tinha uma dívida com os espíritas que a levaram para o hospital, divida que ela mesma criou, não que ouve indução para isto, mas no fundo queria ser fiel a sua religião Católica e à Nossa Senhora. Quando ela conseguiu ver este dilema e entender, com ajuda da psicoterapia de suporte, definiu sua escolha religiosa ( manteve-se na Igreja Católica e parou de frequentar o centro espírita), deixou de desmaiar diante do Santíssimo. Ela estava neste item em sofrimento espiritual (doente espiritualmente). Veja que este caso muito complexo, trás os dois elementos, uma doença emocional e uma doença espiritual.

O alerta que faço, é que ao se curar uma doença espiritual, tendo observado fatores reais desta manifestação, a pessoa poderá continuar em sofrimento emocional, o que estará caracterizando que ela necessitará também de um processo de cura emocional. Aí sim , de uma ajuda profissional com Psicólogo e em alguns casos auxílio medicamentoso Psiquiátrico.

Finais de semana, uma agenda com os filhos

segunda-feira, maio 10th, 2010
Hélder, nosso pequeno. O quarto em pé, da direita para a esquerda

Hélder, nosso pequeno. O quarto em pé, da direita para a esquerda

Na correria do dia a dia, tendemos a querer ficar na boa aos finais de semana. As vezes nos envolvemos com atividades da Igreja intensamente e no lazer com os amigos. Mas e os filhos?

Eles esperam por seus pais e anseiam por um final de semana com presença real. Aqui não vale a idéia de que vale a qualidade, mais do que a quantidade. Pois final de semana com os pais por perto, qualidade com quantidade é a coerência que fica registrado na mente dos filhos. Mas quando nossa atenção é mínima e os filhos nos vêem ao redor das mesas com amigos e irritados quando nos absorvem para brincar, a ansiedade deles vai a mil por hora. Não adiante criar conceitos de camaleão, eles saberão medir a nossa verdade. E se assim não formos ( verdadeiros), ficarão desconfiados e será estabelecido um vínculo de insegurança e desconfiança.

Já presenciamos uma antiga publicidade que explorava esta idéia: “não basta ser pai, têm que participar”.

E participar é estar junto, fazendo, acontecendo.

O resultado de centenas e milhares de finais de semanas com a presença qualitativa e quantitativa dos pais na vida  de uma criança, só dará resultados satisfatórios para a vida emocional de um filho, a quase certeza de um adulto feliz.

Muitos transtornos emocionais que remetem à variação de humor comportamental, estão associados à labilidade dos pais na relação com seus filhos, pela falta de frequência presencial lúdica.

Nosso querido filho Davi, de goleiro

Nosso querido filho Davi, de goleiro

Ansiedade, um “bichinho” do amanhã. Sobre TAG.

sexta-feira, maio 7th, 2010

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, é outro transtorno que está na lista dos diagnósticos médicos e têm levado muita gente ao afastamento do trabalho.

Geralmente emerge em situações de trabalho estressante, crises econômicas na saúde financeira de uma empresa e dos extratos negativos de contas bancárias pessoais. Mas estas são situações que geralmente faz emergir o sintoma, porém, ao analisarmos o histórico dos pacientes com diagnóstico de TAG, veremos que os emergentes situacionais financeiros ou de acúmulo de trabalhos, é apenas a gota d’agua no copo que já estava cheio. Pois o TAG é um transtorno de estrutura comportamental, na qual a pessoa já desenvolve ao longo de sua história pessoal.

Por isto que fazemos a clássica pergunta no caso TAG: quem veio primeiro, a ansiedade ou a situação que desencadeia a ansiedade?

Geralmente os portadores de TAG insistem em dizer que foi a situação de trabalho. Mais com frequência os empresários, que sempre justificam o TAG pela característica empresarial. Comentários do tipo:”Empresário é mesmo assim.”

Aliás, podemos pensar se a escolha em ser um empresário já não faz parte de um perfil ansioso, ou de estrutura ansiosa, que muitas vezes é encoberta com conceito de empeendedorismo. Mas empreendem tanto que chega em um ponto da vida que se sentem sufocados por tantas frentes que criaram de trabalho.

Podemos dizer de maneira bem simples, que a ansiedade é aquele “bichinho”, como o de pé, que fica insistindo em colocar o pensamento no futuro. É a não localização com o presente, e a fixação com o futuro.

TAG têm cura, mas é preciso disciplina no monitoramento medicamentoso e Psicoterapêutico. É um transtorno difícil de ser trabalhado pois o paciente anseia a cura para amanhã, aliás, vivem da certeza que a cura é rápida. Levando ao atropelamento do tratamento.

Aqui vale o ditado popular:”o apressado come cru!”

TOC NÃO É DOENÇA INFECCIOSA

quinta-feira, abril 29th, 2010

Acabo de receber um e-mail em que a pessoa pergunta se a filha casar com seu noivo que têm TOC, ela vai “pegar” a doença.

Fiquei muito preocupado com esta dúvida porque revela duas possibilidades de pensamento: a) ou a pessoa não sabe mesmo e pergunta para tirar dúvidas; b) ou é uma pergunta preconceituosa.

Entendo que quem pergunta quer saber. Sabendo que muitos perguntam já tendo a resposta, e assim o fazem para apenas comparar resposta.

Neste caso, prefiro entender que a pergunta é um  pedido de socorro.

TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo ), é um Transtorno emocional adquirido por processos de vínculos emocionais na história de vida pessoal, ou por reprodução de sistema educacional familiar ou também por traumas emocionais. Nada é confirmado sobre fatores genéticos do transtorno, por isto que o tratamento deve seguir a prescrição medicamentosa, após cuidadosa avaliação Psiquiátrica e psicoterapia de suporte, para colaborar na eliminação do sintoma. Sabemos que remédio não pensa, e por isto, tratamentos só na base medicamentosa, são fadados ao fracasso.

Há correntes da Psiquiatria que insistem em dizer que não têm cura. sempre coloco estes fatalistas sobre os transtornos emocionais na ordem daqueles que são muito parceiros dos laboratórios químicos.

Sou da corrente que diz que transtorno é um estágio, que bem tratado pode evoluir para cura. Mas sabemos que estes transtornos emocionais levam tempo para observarmos melhoras dos sintomas, e muitos casos a alta do tratamento está relacionado com o momento em que o paciente consegue lidar com seu sintoma mesmo em situações que eles se manifestam. Há casos que a cura não é a eliminação de sintomas, mas sim o lidar com os sintomas.

Como os Transtornos emocionais carregam em si a ansiedade pela cura, torna-se um tratamento com muita resistência, pois a própria ansiedade investe contra o processo.

Temos monitorado tratamento de TOC com melhoras de sintomas em 78% dos pacientes que atendemos e que dão continuidade ao processo, são fiéis e seguem todos os passos indicados pelo Psiquiatra e Psicólogo. Mas nossa média de um tratamento com boa evolução é de dois a três anos, com sessões psicoterapêuticas semanais e medicação contínua.

Desta forma, devemos eliminar esta idéia que TOC não têm cura ou que é uma doença infecciosa “que pega”.

Viver sem culpas

segunda-feira, abril 5th, 2010

Os transtornos emocionais quando instaurados na mente humana, trazem uma semelhança nas suas diversas formas de manifestações: a culpa.

Geralmente é pela culpa que um sintoma comportamental indesejável se instaura. Na culpa a pessoa se pune com o mesmo comportamento que não gostaria de ver manifestado. A coisa funciona mais ou menos assim:

Vamos pegar o exemplo de uma compulsão sexual, manifestada pela masturbação intensa. O sujeito se masturba e após o ato se condena, associando a atividade com idéias de que os pais vão persegui-lo, que Deus vai castiga-lo e que ele é um fraco por não conseguir dominar seu impulso masturbatório. A culpa instaurada leva o indivíduo a se fixar no ato compulsivo e repetir a ação como uma auto-condenação. Ela paga a culpa, ou se chicoteia com o próprio comportamento indesejável. Por isto vira uma compulsão, repetição e um circulo vicioso.

Da mesma forma acontece com o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Imagine a pessoa com mania de ao ver uma escada ter que passar por debaixo dela dez vezes, até ter sua desejo satisfeito, e se assim não fizer imagina que algo ruim vai acontecer em sua vida. Com certeza, só de imaginar em ter que passar por debaixo da escada, o sujeito já está se condenando , e ao fazer isto pela primeira vez, se condena um pouco mais. Assim, novamente a culpa passa a ser o elemento que desencadeia a repetição do ato.

Os tratamentos para trasntornos emocionais, além dos casos que necessitam auxília medicamentoso, requer também processo Psicoterapeutico contínuo exatamente para ser elaborado a origem das fixações das culpas, levar a pessoa e entender como que ela foi se organizando inconscientemente pela culpa.

Primeiro passo do processo é começar a deixar o chicote de condenação guardado na bolsa, ou aprender a eliminá-lo do cotidiano

Compulsão sexual

segunda-feira, março 29th, 2010

Pouco temos falado ou ouvido sobre a compulsão sexual. Seus portadores geralmente tratam de quadros de ansiedade ou outras disfunções emocionais. Mas são poucos os pacientes encaminhados por médicos para serem acompanhado terapeuticamente da compulsão sexual. Isto pelo fato de seus portadores geralmente verem vantagens nos sintomas, que é basicamente a necessidade obstinada em atividade sexual. Na mulheres até vemos caracterizado alguns diagnósticos, como é o caso das que apresentam quadro de ninfomaniacas, com vários filmes já produzidos sobre. Mas nos homens, não temos uma definição mais acentuada para o que nas mulheres nominamos de ninfomaniacas.

O certo é que a compulsão sexual acarreta uma ansiedade generalizada, e geralmente é associada com uma tendência de ausência afetiva na constituição do desenvolvimento da estrutura da personalidade ( histórico de vínculo afetivo).

Trocando em miudos, é a necessidade inquietante de atividade sexual cotidianamente e até seguidamente. Aqueles casos em que a esposa queixa-se que nem bem acabaram uma relação e o esposo já quer outra; como também é o caso nas mulheres que estão sempre experenciando em alguém uma nova sensação que julgam ainda não terem alcançado. É necessidade de sexo, sexo e sexo…pronto e pronto.

O resultado é a enorme dificuldade de se pontuar o prazer, e sempre a espera de que ele vai acontecer. Há casos que é tão intenso que além da relação sexual a pessoa necessita de se masturbar.

Casamentos onde um dos conjugues estão apresentando este sintoma, acabam em verdadeiro campo de confronto, pois aquele que não encontra-se com a patologia sente a pressão do parceiro(a) para que uma hora satisfaça esta necessidade.

O melhor caminho é procurar uma ajuda profissional e seguir a proposta de tratamento que melhor couber. Geralmente o processo Psicoterapêutico deverá ser associado com auxílio medicamentoso sob orientação de um médico psiquiátra.

Se for necessário, no primeiro momento, o casal pode procurar a ajuda juntos.

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