Posts Tagged ‘comportamento’

Mania de sandálias – uma tendência feminina

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

Nesta semana, por ocasião do aniversário de minha esposa, fui a uma loja de calçados para presenteá-la. No momento, fiquei observando o quanto a loja estava cheia de mulheres, e em outras lojas que passei também. E olha que era segunda feira.

Isto despertou em mim uma forte curiosidade, a de procurar entender o motivo pelo qual muitas mulheres gostam de acumular sandálias. Pensei por vários ângulos, primeiro na ótica dos homens ao olharem as mulheres, geralmente os homens observam outras coisas na mulher, e outras partes do corpo que não seja os pés; depois pensei na possibilidade de as sandálias deixarem as mulheres com um andar mais elegante, mas no fundo o atrativo masculino para o corpo de mulher ainda não é sandálias em si; depois pensei na possibilidade das sandálias serem tão psicodélicas que isto atrairia o olhar masculino; mas olhando mulheres andar nas ruas, as sandálias viram um pequeno detalhe; no final, conclui que as mulheres de fato não estão preocupadas em usarem sandálias para que os homens as vejam, mas sim por que elas possuem uma boa identificação com sandálias, é um elemento pessoal de fetiche delas.

Mas ainda faltava-me uma identificação mais elaborada com esta questão, assim fui buscar nos meus autos de pesquisa dentre centenas de mulheres que já analisei ao longo de vinte anos ( 90% da minha demanda analítica é de mulheres), cheguei a um elemento de elaboração:

As sandálias representam o vestir daquele que representa a sustentação da mulher, os pés ( na perspectiva de corpo), e consequentemente é o elemento de suporte para o caminhar da mulher (das buscas e sonhos). Pude observar em análise, que mulheres com sintomas bem definidos de transtornos comportamentais tendem a acumular muitas sandálias em casa. Já tive pacientes que me narravam ter mais de 500 sandálias. Parece que, dentro de uma dimensão mais interpretativa, as sandálias vira obsessão para uma mulher na medida que ela está sem rumo ou falta perspectivas na sua vida pessoal, profissional, ou mesmo se estiver bem sucedida profissionalmente, ainda sente-se vazia com seu próprio eu, ou mesmo apegada ou enraizada em si mesma.

São muitas as possibilidades, e gostaria que você que lê este texto neste momento, deixasse sua opinião no campo comentário:

Estamos na final do top blog – área saúde- viva!!

quinta-feira, outubro 14th, 2010

O Paulinho Moraes, nosso salva vidas de T.I. da Canção Nova, aquele cara que sempre está disposto a resolver os pepinos para blogueiro como eu que não sou da geração digital, anunciou via twiter que este blog estaria entre os mais votados da primeira faze do Top blog. Fiquei meio sem acreditar, mas fui verificar e realmente estou lá, entre os finalistas para o segundo turno do Top blog.

Fiquei muito feliz, principalmente por ver que dentre os 100 blogs da categoria saúde, muitos são blogs que indico por ter a prática de visitá-los com frequência.

Agora,   vote novamente neste blog, para mantermos presença dentre os mais votados. Afinal de contas, vale a pena lutar por aquilo que fazemos voluntariamente e com o compromisso de verdade para com os leitores.

O valor de sermos um blog sério e comprometido com uma comunicação on-line ética, é um forte elemento para você votar neste blog.

Vote também nos outros blogs do site da Canção Nova. Dentre as várias categorias do Top blog, fiquei muito feliz de ver vários blogs da Canção Nova dentre os 100 finalistas

DA GRAÇA AO RIDÍCULO – OUTRO PASSO

sexta-feira, outubro 1st, 2010

Se de gente para papagaio é um passo, da graça ao ridículo também é outro passo.

Você já deve ter ido a casamento que tudo foi preparado na graça e na Igreja onde a Verdadeira Graça está presente – o Corpo Eucarístico -. Mas, os convidados começam a ficar incomodados, pois o Padre em pé à frente do Altar esperando a noiva chegar…e a noiva não chega…e o Padre espera…e a noiva não chega….e o Padre espera. Mas você , como todos, já está explodindo de tédio .

Deu 50 minutos e a noiva chegou…ohhhhh!, diz a platéia. Mas ao entrar, a calda do vestido da noiva é tão grande, que enrosca em um dos bancos e rahssssss!!! O público diz : uhhhhhhh!!!. Lembra, lá no altar o Padre está esperando. Mas a calda rasga, a noiva chora. Uma senhora caridosa, que provavelmente costurou o vestido, retira a calda, e a noiva fica com cara de mimada.

Enfim, o casamento termina, e o Padre não deixou de dizer boas verdades aos noivos como um bom Missionário. Na festa, mais gente do que na Igreja, e o assunto dos bastidores era: adivinha!

A Graça de um casamento no Altar do Senhor, em um passo, virou algo sem graça, ridículo.

Fazer da graça um ridículo é tão sutil que geralmente presenciamos mais o ridículo do que a graça.

DILEMAS DO NAMORO NA ADOLESCÊNCIA

domingo, dezembro 9th, 2007

* Gerson Abarca

Se você me perguntar o que acho do namoro na adolescência, de imediato vou lhe dizer que me preocupo. Principalmente por ver que a maioria dos adolescentes que conheço e namoram, estão apresentando defasagem em algum fator da vida. É a desatenção para com a religião, escola, esporte, família, amigos, enfim, sempre tenho observado algum desgaste.

Como a onda é pegar, ficar e descartar, observo que os adolescentes que possuem algum compromisso religioso, ou que já se definem com critérios morais diante das parcerias amorosas que estabelecem, ficam sentindo-se meio que deslocados diante da galera que está pegando mesmo. Alguns deles já me revelaram que preferem iniciar um namoro sério, com compromisso, do que caírem neste esquema de ficar, cada hora com um.

Mas tudo bem, querem estabelecer relacionamento sério, para escaparem da futilidade e acabam caindo no compromisso. Compromisso de quê? Será que quando fazem assim já estão pensando em casar? –“Ô carinha, lógico que não, é só por um tempo, pra gente não ficar só”. Mas desta forma caem no mesmo esquema dos ficantes, com um compromisso transitório.

Sabemos que a indução para as sensações libidinais na adolescência, está cada vez mais apelativa nos meios de comunicação social. Escapar disto é uma tarefa árdua, e quase impossível. Sabemos também, que no passado os jovens começavam a namorar cedo, geralmente aos 14 anos, mesmo sem todo esquema apelativo. A onda hoje não é namorar, mas pegar, ficar e ter poder pelo número de bocas que se beija em uma noite.

Resta aos adolescentes com algum princípio, o namoro. Caindo assim em outra armadilha, a antecipação do futuro. É a lógica do vínculo amoroso, que conforme o tempo passa, a intensidade de sentimentos aumenta. Por isto mesmo que vemos adolescentes que apresentavam-se com grandes objetivos profissionais na vida, com desempenho educacional de primeira linha, que no decorrer do namoro acabam diminuindo suas expectativas de futuro para não verem ameaçados o namoro. Lembro-me de um adolescente que chegou a passar em uma escola técnica top de linha, mas como teria que mudar de cidade, acabou optando por estudar em uma escola de segundo grau de sua cidade, onde residia à namorada.

Sabemos que os pais dificilmente conseguirão deter um namoro que segue preceitos religiosos e vem de adolescentes bem intencionados. Dependendo do tipo de tortura dos pais, o namoro acaba virando arma de contestação às regras, e aquilo que poderia ser só uma experiência torna-se paixão arrebatadora. Porém, é necessário ater-se a alguns cuidados para que pelo menos o namoro dos filhos não venha destruí-los. Observar o ritmo de estudo; incentivar à prática esportiva; estimular para que saia com os amigos; continuidade nos compromissos da comunidade; participação nas viagens e atividades da família; controlar de alguma forma o tempo de estarem juntos no namoro; evitar acolher o namorado ou namorada dos filhos como se já fizessem parte da família, tipo norinha e genrinho; ser presença nas realizações dos filhos e fomentar os sonhos deles.

Aos adolescentes que estão nessa de namorarem sério, procurem não perder de vista seus sonhos pessoais. Neutralizar-se pelo outro, movidos pela paixão, dá a sensação de viver um grande amor. A confusão dos sentimentos é  o que pode levar um adolescente à dependência emocional. Desta forma, um bom critério para saber se o namoro está legal na adolescência é procurar perceber se os pensamentos e sentimento estão canalizados apenas para a parceira ou parceiro. Se estiver, é sinônimo de dependência. E toda e qualquer dependência é negativa. Pois na vida devemos construir nossos relacionamentos de forma que não dependamos uns dos outros, mas sim que façamos trocas. Só pode trocar quem têm algo para oferecer, aliás, esta é a dinâmica do amor.

Adolescentes, não se iludam. Mais do que dar, vocês ainda estão no tempo de receber muito. Não antecipem o leito do rio, deixe que ele corra seu percurso no seu ritmo normal. Se seu namoro está muito “pegajoso”, cuidado, você poderá ficar sem sair do lugar.

Na verdade mesmo, se me perguntarem se os pais deveriam deixar namorar, não teria medo de responder que depois dos 17 anos quem sabe. Mas cada pai e mãe sabe os filhos que possuem, tudo dependerá de um bom diálogo. O certo é que com a autorização do namoro, as preocupações se dobram e a atenção multiplica-se. As vezes é melhor errar por excesso do que por falta. O excesso é mais fácil de tirar no futuro, isto é muito parecido com o bolo quando está no forno, se sobrar dá para acertá-lo na forma, mas se faltar ele fica horrível, alguns precisam até ser jogado fora.

* É  Psicólogo, autor do livro “Sexualidade na Contramão” Ed. Paulus-SP.

Carinho – Carícias – Compromisso

segunda-feira, junho 25th, 2007

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Qual é o melhor caminho para a vivência de um namoro que conduza ao auto-conhecimento? Vai depender das escolhas que os parceiros e namorados estão fazendo em suas próprias vidas.

Namorados cuja perspectiva de vida é apenas o prazer e a “curtição”, serão movidos pela busca do prazer fisiológico e o que medirá o nível de satisfação de estar juntos será a potencia sexual.

Definir o limite entre estes conceitos é um caminho que muitas vezes a argumentação teórica não consegue delimitar território, pois são conceitos que na ordem prática, são movidos por impulsos.

Carinho – Manifestação de respeito, onde por gestos carinhosos revela-se o zelo pela pessoa que se admira ou ama. O carinho, além de ser externado com gestos, é manifestado com toques, contatos. Porém são expressões corporais desprovida de erogeneidade. É como um afago.

Carícias – São manifestações físicas decorrentes do carinho à pessoa amada, mas com direção estimulativa de prazer, onde o casal manifesta de forma mais intensa os sentimentos através de contato corpóreo. Há uma manifestação sexual e erógena.

Compromisso – Torna-se a consciência sobre os efeitos da carícia. Aqui entra o campo das escolhas. Se o casal deseja ter apenas a manifestação de prazer corporal sem pensar nas conseqüências de seus atos, as carícias tenderão à manifestação apenas do prazer sexual. Porém, se o compromisso está no cuidado com o outro, de fazer com que aquele sentimento de amor evolua para o estabelecimento de uma vida conjugal, as carícias terão seus limites e esperas. Para casais de namorados que escolheram conduzir-se ao compromisso matrimonial como referência às orientações da Igreja Católica, terão como sinal de limite aos estímulos de carícias às indicações morais religiosas a qual escolheram.

Toda escolha requer sacrifício, e a maior delas no namoro é a luta para não deixar se levar pelo impulso fisiológico. É sempre bom lembrar que o “corpo é burro”. Quem conduz nossas escolhas é o pensamento. Por isto os namorados devem estar sempre trazendo o diálogo sobre as escolhas que fizeram. O impulso é animal, a escolha é humana.

Gerson Abarca  – Diretor do Instituo Pensamento de Psicologia e Pedagogia

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