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CONFECOM - GERSON ABARCA ESTARÁ COMO DELEGADO

terça-feira, novembro 24th, 2009
Celso Schröder, Sueli, Gerson Abarca e Giovani César

Mesa Redonda Produção de Contéudo - Composição: Celso Schröder, Sueli, Gerson Abarca e Giovani César

Gerson Abarca e Celso Schröder

Gerson Abarca e Celso Schröder

A primeira Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá nos dias 11, 12, 13 de dezembro 2009 em Brasília, contará com delegados de todos os estados brasileiros eleitos nas etapar regionais. Conquistamos uma vaga para o Conselho Regional de Psicologia - ES (CRP16), dentre outras 11 entidades representantes do setor da sociedade civil. Também estarão delegados da sociedade civil empresarial e do governo.

Em Brasília estarei representando o CRP16, após intenso processo de participação nos movimentos pela democratização da comunicação. Na Conferência do Espírito Santo pude participar como debatedor na mesa redonda em que  o Jornalista Celso Shoröder (FNDC), um dos ícones pela democratização da mídia brasileira, realizou a conferência sobre o eixo temático produção e conteúdo. Foi um momento impar, coroando um envolvimento nesta temática desde 1995, quando lancei pela Editora Paulus o livro ” O poder da TV no mundo da criança e adolescente”.

Esta primeira Confecom, que têm sido ameaçada pelos empresários que até hoje tiveram muitos dividendos com a não regulamentação de critérios reguladores da Mídia, será o início para uma Comunicação Social que respeita os Direitos Humanos, e que garanta a informação verdadeira à todos.

Produção e Conteúdo da Mídia*

segunda-feira, novembro 9th, 2009

Seminário Psicologia e M�dia

Seminário Psicologia e Mídia

6 - Por uma nova mídia

Este é o desejo do movimento social organizado no Brasil, de uma mídia diferente, pautada na democratização onde o usuário direto da mídia – a população – seja ouvido e tenha voz nas decisões, através de um sistema de controle social da mídia respeitando-se as instâncias municipais, estaduais e federais. Para tanto, emergem algumas propostas que não podem deixar de permanecer na pauta das conquistas desta área, como: a) criar processo de educação para a mídia no sistema educacional, b) definição na grade de programação em horários nobres, programas educativos e culturais; c) Mecanismo de regionalização de produção e dos conteúdos; d) A garantia do processo de classificação indicativa dos programas visando o monitoramento das famílias sobre a escolha da programação relacionado a faixa etária do usuário; e) Dentro do processo de controle social da mídia, fortalecer mecanismos de avaliação da qualidade dos conteúdos tendo em vista a formação de cidadania e o respeito aos direitos humanos na exploração das imagens de mulheres e homens.

Para melhor conhecimento das teses defendidas pelo CFP entre no site http://comunicacao.pol.org.br/ e veja os detalhes de cada proposta.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação. Eixo: Produção e Conteúdo, na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

segunda-feira, novembro 9th, 2009

5 – Publicidade, conteúdo e produção da mídia

Dentro das teses que o Conselhos Federal de Psicologia vem defendendo para a Confecom, a maioria delas está associada com a questão da publicidade:

  • Fim da publicidade infantil;
  • Fim da publicidade de bebida alcoólica;
  • Direitos humanos na exploração da imagem de mulheres e homens na mídia;
  • Mídia focada para uma cultura de paz no trânsito;
  • Classificação indicativa;
  • Controle social da mídia (sistemas de conselhos);

Dentro de um debate amplo, que é a comunicação, alguns comunicólogos vão defender que não se pode focar muito na questão da publicidade por que ela é a “pedra no sapato” dos donos da mídia e aí tentam dar força para questões mais estruturais da comunicação, como por exemplo o tema das concessões; ou de questões tecnológicas como a transferência do analógico para o digital e outros.

Mas sabemos que uma temática está intrinsecamente ligada a outra, pois quando pensamos na publicidade estamos falando da produção e do conteúdo dos meios de comunicação, que requerem orçamento elevado.

De onde vem este orçamento que banca a produção e consequentemente o conteúdo? Vem da publicidade!

Desta forma, publicidade é a “seiva bruta” dos meios de comunicação. Se esta seiva for substancial e suculenta, a possibilidade do produto vir com uma “cara melhor” (seiva elaborada) aumenta. E é exatamente o que acontece com a mídia hoje. Temos a possibilidade de pacotes de TV paga com mais de 200 canais diferentes, mas acabamos por cair nos canais comerciais (abertos) por terem mais recursos financeiros e consequentemente maior grade de programação. Mas estes, financiados por publicidades que norteiam a forma de produção e os conteúdos.

Desde meus 15 anos assisto o telejornal da TV Cultura. Há 30 anos venho observando sua evolução. Ano após ano seus produtores inovam o que não deixa seu formato cansativo. Porém, há pouco tempo a TV Cultura abriu as portas para a publicidade comercial, no início apenas com anúncios institucionais das empresas e agora com a mesma formatação comercial da mídia comercial. Consequentemente o conteúdo e produção mudaram, aquele menos denso e este mais tecnológico e ágil. Se fizermos exercícios de leitura crítica dos telejornais, observaremos que aqueles que são financiados pela publicidade comercial conseguem provocar um fenômeno inverso ao que se espera de um telejornal (fazer o telespectador lembrar ao final do programa mais das marcas de produtos do que de notícias). Durante os anos de 1995 quando lancei o livro “O Poder da TV no mundo da Criança e do Adolescente – Ed. Paulus” até 1997, apliquei muitos workshops sobre leitura critica da mídia para adolescentes em escolas públicas e privadas e um dos exercícios que levou-me a constatar esta realidade de telejornal comerciais foi o de memorização que os alunos tinham após assistirem ao bloco completo do telejornal, onde os resultados obtidos variavam entre 3 a 4 notícias e 6 a 7 marcas lembradas, onde concluíamos que os estudantes que quisessem estar informados, não conseguiriam êxito apenas com os telejornais comerciais.

A publicidade que financia, quer telespectador com desejo de consumo. Hoje, a grande estratégia é a produção de angustia, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, obsessão. Elementos desestruturantes que geram vazio interior, perda de identidade e necessidade de consumo. Pessoas com disfunções emocionais tendem a comprar mais como mecanismo de preenchimento do vazio existencial. Esta é a atual forma de subjetividade produzida pela mídia publicitária, a subjetividade da individualidade e do consumo.

Não tem como esperar conteúdo de qualidade em mídia movida à publicidade de consumo. Nesta só nos resta a baixaria.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação. Eixo: Produção e Conteúdo, na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

sexta-feira, novembro 6th, 2009

4 - Comunicação - Uma disputa pelo poder

A máxima do militante de esquerda que emerge no período ditatorial brasileiro “há governo, sou contra”, podemos transferir para a comunicação de forma inversa. “Há governo, sou a favor”. Os principais grupos econômicos que detêm o poder da grande mídia no Brasil, pertence a um reduzido grupo de famílias. Estes grupos atuam conforme os favorecimentos publicitários, liberação de concessões fortalecido pelo Governo. Assim, o perfil da grande mídia é governista. Para não haver perdas substanciais no controle deste poder, os empresários da comunicação estão influenciando na democratização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) por uma forte disputa de poder, onde os donos da mídia, associados ao poder governamental criaram mecanismos defensivos para que esta conferência seja a menos participativa possível. Alguns já estão dando o nome de Conferência dos bilhões.

Por isto que os movimentos sociais, nos quais o CFP (Conselho Federal de Psicologia) está inserido, vem se articulando há mais de três anos e por causa desta articulação conseguiu-se a convocação pelo menos da 1ª Confecom, que pode não ser uma “feijoada bem temperada” mas pelo menos já representará um marco referencial para próximas conferências de comunicação. Devemos ressaltar aqui a importante intervenção da Deputada Federal Iriny Lopes – ES que protocolou o requerimento junto ao Governo Federal solicitando a CONFECOM.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação .Eixo: Produção e Conteúdo ,na condição de representante do CRP16 .Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

quinta-feira, novembro 5th, 2009

1 – Vocação humana para o encontro

O ser humano é uma espécie que só se desenvolve a partir do encontro com um outro ser humano.

A maior vocação humana é para o encontro, existimos na medida que nos encontramos.

Um bezerro até consegue sobreviver logo após o parto sem a presença da vaca, mas o bebê necessita dos braços de um adulto, (pais ou quem cuida) para continuar o amadurecimento de alguns órgãos vitais para sua existência após o parto, como é o caso do cérebro, que necessita de aproximadamente mais 180 dias após o parto para se constituir propriamente em cérebro com todas as suas funcionalidades.

2 - O primeiro objeto de comunicação do ser humano

Nesta relação de amadurecimento bebê e mãe estabelecem uma profunda relação em que desenvolve seus processos de vínculo amoroso, onde a estrutura básica de afeto dar-se-á até os 2 anos de idade. E neste estabelecimento de vínculo, muito bem estudado pela psicanalista Melanie Klein o bebê terá no bico dos seios materno o seu primeiro objeto transicional, que representa o meio de ligação entre o bebê e a mãe (Winnicott). E que podemos associar como se o bico dos seios fosse o primeiro brinquedo da criança, onde ela aprende a estabelecer os primeiros processos de separação com a figura materna logo ao nascer, criança e mãe estão cindidos e o bebê relaciona-se como se a mãe fosse uma extensão dele. Por isto que o brinquedo e o brincar é a comunicação do bebê e posteriormente da criança com o mundo (Raquel Soifer). Podemos dizer que a criança conhece o mundo brincando.

3 – Comunicação, uma necessidade fundamentante e elementar

Para se comunicar o bebê nomeia um elemento intermediário, de mediação (mídia). A primeira mídia humana (o bico dos seios da mãe) evolui para os brinquedos e para os diferentes formatos da mídia (mediação). Assim, não conseguimos viver sem comunicar-nos, e consequentemente sem os instrumentos de comunicação que hoje se da nas diferentes formas de mídia (TV; rádio; on-line; imprensa; etc.).

Quando crescemos, o bico do seio passa a ser a mídia, por mediar a relação entre os seres humanos.

Por esta necessidade de comunicação, o apoderamento dos meios de comunicação torna-se uma disputa de poder. De quem vai deter o controle nas interações humanas. Todos os setores da sociedade conseguem associar o quanto é importante os meios de comunicação para a existência. Tanto que o valor de espaço publicitário nas diferentes mídias é caríssimo.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação .Eixo Produção e Conteúdo na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

MÍDIA E PSICOLOGIA - UM DEBATE PARA ESQUENTAR A CONFECOM

quarta-feira, novembro 4th, 2009
Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Evento será na Ufes e contará com participação do CRP-16

No clima das mobilizações visando a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), será realizado o seminário Observações, com o tema Mídia e Psicologia, nesta quinta-feira (05), em Vitória. O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP-16) vai participar deste evento, que acontece no auditório do Cemuni IV, no campus de Goaibeiras da Ufes, a partir das 19h.

O conselheiro Gérson Abarca vai representar o CRP-16 e será um dos palestrantes da noite. Além dele, o professor e doutor em Comunicação Social Edgard Rebouças e o doutor em Psicologia Social Paulo Menandro também vão fazer palestras sobre a temática.

O evento é realizado pelo Observatório da Mídia Regional. Vale ressaltar que a mobilização em torno da Confecom contará ainda com a realização da Conecom/ES, a Conferência Estadual de Comunicação, nos dias 20, 21 e 22 de novembro.(Fonte: www.crp16.org.br )

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