Posts Tagged ‘escola’

Algo mais.

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Davi Taynã Abarca*

Ás vezes eu paro e penso, será que vou acabar como todos os outros? Viver buscando algo maior, talvez a glória, e morrer frustrado pela vida monótona que teve. Eu não quero terminar assim, não quero a glória, mas sim a liberdade, quero conhecer a energia envolvida nas coisas belas desse mundo, que, para muitos é a riqueza, o prazer de ter belas casas, carros, etc. Tudo o que eu quero é viver com as pessoas que eu amo isolado do resto, da ganância, da obrigação de ser melhor que os outros , de se destacar !

O mundo é belo, e nós estamos transformando ele em um lugar monótono, onde cada um segue a SUA vida de cabeça erguida e peito estufado, eu quero ser mais! Pra mim a verdadeira riqueza não é o dinheiro, mas a capacidade de sentir a energia que cerca as coisas boas da vida. Eu quero amar e ser amado. Quero ser independente, não depender da sociedade para ser alguém!

Vai ver eu sou como os outros, em busca de algo mais, mas penso que esse algo mais pode ser encontrado no simples ato de ver o céu azul as arvores verdes , sentir o vento batendo em seu rosto dando aquela sensação de liberdade e a irresistível vontade de voar!

Também vejo que para conseguir esse algo mais, eu tenho que ser algo mais! Coisa difícil, diante dessa sociedade que nos puxa e nos obriga a seguirmos os SEUS padrões. Se a sociedade te acha legal, tudo bem! Mas se você não é aceito, é isolado de tudo e de todos! Sofre todos os tipos de chacotas, até que siga os padrões aceitos.

Lendo isso você deve ter pensado “é, a sociedade é um saco!”, mas pare pra refletir, a sociedade somos nós! Enquanto agente não perceber que a vida é mais que riqueza e popularidade, seremos escravos de nós mesmos!

A vida deve ser aproveitada a cada momento!

Pare pra pensar, as guerras, a desgraça, o sofrimento no mundo é causado pela ganancia, pela vontade de ter poder e riqueza, de estar acima de todos! Quando você pensa nisso (guerras, ganancia, etc, etc) com certeza sente raiva de quem financias essa p**, mas perceba, que o algo mais que muitas pessoas procuram, são as causas dessas guerras! A vontade de se destacar, de ser melhor de ter riquezas, etc.

O que eu quero pra minha vida não é isso. É algo mais.

Qual é o seu “algo mais”?

*Davi Taynã  Abarca é filho de Gerson Abarca, estuda na 7ª série (8º ano) da Escola Alternativa de São Mateus/ES

Cooperativa Educacional de Linhares – pais participantes.

sábado, julho 2nd, 2011

O projeto coordenado pelo Instituto Pensamento na CEL ( Cooperativa Educacional de Linhares/ES ) : “Construindo  a cultura cooperativista e uma escola inclusiva” , já está em franco andamento. Nesta quinta próxima passada, dia30/06, ministrei uma breve palestra para pais dos sextos anos, e a participação dos pais foi muito positiva. No final, terminamos com uma bela ola! gritando -”Viva o Cooperativismo”. Este projeto continua até dezembro deste ano. Veja este breve vídeo:

O vídeo vem depois…

Pais durante a palestra:"Construindo o cooperativismo"

Noite Literária em escola, enaltece o livro

sábado, maio 28th, 2011


O meu filho Hélder Manacô recebe o autografo da Escritora Neusa Jordem Possatti

Nesta sexta feira, dia 27/05, aconteceu a “Noite Literária” em comemoração ao dia do livro, na Escola Alternativa da cidade de São Mateus/ES. O evento contou com a participação da Escritora capixaba, a premiadíssima Neusa Jordem Possatti, autora do livro infantil “Ciça”, Ed. Paulinas/SP e também do Psicólogo Gerson Abarca, autor do livro “Sexualidade na contramão”,Ed Paulus/SP. Também a Livraria Conceito de Vitória-ES fez exposição de livros, onde os alunos puderam levar seus pais para comprarem as indicaçães da escola, e a escola Clarim de Música apresentou jovens talentos no piano, que são alunos na escola Alternativa.

A coordenadora do evento bibliotecária Marly, vem inovando dentro da escola Alternativa com a integração da biblioteca da escola nas diferentes disciplinas dos alunos em sala de aula.Uma boa iniciativa , tendo em vista que em muitas escolas a biblioteca mais parece deposito empoeirado.

Gerson Abarca ressaltou que o livro literário é o melhor instrumento de ampliação de conhecimento. Disse que insentiva sua equipe de Psicólogos no Instituto Pensamento a lerem muita literatura, pois isto melhora o potencial de escrita. Para Abarca, as escolas poderiam assumir a meta de se transformarem no grande centro para transformação da cultura de leitores no Brasil. “Se as escolas tivessem como projeto pedagógico a exigência de os alunos lerem pelo menos dois livros por mês, inculindo as férias, em um  ano,  cada aluno teria lido 24 livros, e estaríamos chegando aos índices de leitura de alguns países Europeus”, afirma Abarca.

Gerson Abarca e Neusa Jordem Possatti

Bullying, imagem que fala.com e pronto

sábado, maio 7th, 2011

Prevaleceu o bom senso – sobre o ENEM

sábado, novembro 13th, 2010

Ministro da Educação

Ministro da Educação

Ainda bem que o MEC bateu firme na decisão de manter a prova do ENEM 2010. Por ser um exame para todo o território Nacional, com milhões de inscritos, dificilmente não veremos problemas acontecer a cada ano da aplicação do ENEM. Se em 2009 aconteceu o roubo das provas, para este ano com certeza fecharam o cerco sobre o processo de verificação das provas o que provavelmente possibilitou o erro da gráfica, o que não justifica, mas também levar ao extremo de adiar a prova por causa de aproximadamente 2000 questionários estarem com problemas, sendo que muitos alunos perceberam em tempo o erro, seria ridículo.

Do ENEM, a pendência que ainda observo é do longo tempo que o aluno precisa ficar compenetrado, são quatro horas sem intervalo. È desumano.

Mas a prova é inteligente, exige capacidade interpretativa do aluno.

O ENEM está forçando as escolas a mudarem a forma de ensino no segundo grau. Se antes era a “decoreba”, hoje deve ser a interpretação. Alunos com habito de leitura vão melhor no ENEM.

Há mais de 15 anos venho insistindo com as escolas de ao invés de darem muita tarefa para casa, deveriam fazer os alunos lerem muitos livros, pelo menos quatro por mês. Mas eles não acreditam que a leitura possa fazer um aluno entender com mais facilidade uma matéria. Se a matemática é a arte de interpretar problemas e resolve-los, a leitura é um excelente instrumento para conduzir um aluno a este potencial.

O ENEM chegou e ficou, mesmo a oposição não querendo. Agora é aperfeiçoá-lo, e com certeza, com as principais Universidades utilizando seu resultado como processo único de seleção, o ENEM vai ficar ainda mais interessante.

Parabéns queridos e estimados Professores*

sexta-feira, outubro 15th, 2010

Queridos Professores,

Neste dia 15 de outubro, passei com imagens de Professores que me ajudaram a ser o que sou. Mas Professores mesmo. Categoria.

A primeira que veio a mente foi a Madalena da Escola Cândido Rodrigues da cidade de São José do Rio Pardo-SP, onde nasci. Ela com seu lindo e cumprido cabelos deixou-me apaixonado pelo desejo de ir à escola e estudar na pré-escola, até levava flores para ela. Sabe de um segredo? Ela ensinou-me a escovar os dentes, e até hoje penso nela, quando escovo os dentes. Sabe por quê? Ah! Ela dizia que escovar os dentes era tão bom quanto beber um refrigerante. Como meus pais não podiam pagar refrigerantes para eu levar à escola, então escovava os dentes pensando no refrigerante. Como ela sabia disto?

Depois, teve aquela professora Sara que me chamou de magricela, mas quando tirei 10 em matemática, ela disse que esta magricela era muito rapidinho para calcular. Mas repeti a quinta série por causa do português. A Dona Odete, uma professora muito séria, deixava-me encabulado, eu tinha medo dela. Imagine você um menino franzino diante de uma professora com cara de brava. Dona Odete ficava furioso comigo, tirava sempre 5 nas redações, porque era bom de idéias e péssimo na ortografia. Mas não deu pé, porque o português nas escolas parece coisa de “português mesmo”, desculpe o trocadilho. Na hora das provas gramaticais eu só tirava zero. Aí não teve jeito, repeti mesmo.

Bom mesmo foi o Professor Bagody, de matemática. Ele dava aula para ele mesmo. Mas , “caramba!”(termo paulistano),a gente aprendia. Acho que é porque eu já tinha facilidade com matemática. Sabe, o Professor Bagody tinha um método disciplinar fantástico, ele dava pontos positivos e negativos por comportamento na sala de aula. Mas era na hora do fato. Teve um bimestre que eu ficaria com nota 10, mas no final fiquei com 2. Ele conseguiu mostrar-me que os meus pontos negativos por agitações em sala de aula, transformou minha média em um desespero. Pergunte para mim se depois deste resultado eu voltei a fazer bagunça em sala de aula.

O pior ( ou melhor), é que depois que me formei em Psicologia, fui contratado para apagar fogo em uma turma de sexta série( dos hormônios pululantes), e descobri em uma pesquisa diagnóstica, que o professor querido dos alunos era um jovem( o mais jovem dos professores daquela escola), usava o mesmo método do Professor Bagody. Os demais professores com problemas com a turma, não usavam métodos tradicionais porque a escola era particular e tinham medo dos pais não aprovarem coisas tradicionais.

Sabe de uma coisa, recentemente tenho sido convidado a ministrar aulas em cursos de Pós- graduações, e teve dias em que ministrei aulas o dia inteiro. Cara, fiquei um “bagaço”. Conclui uma coisa: ser professor não é mole não.

Se eu fosse Ministro da Educação, lutaria para que o salário de um professor fosse o mais elevado de todas as profissões da Nação brasileira. Afinal de contas, todo cidadão passou pelas mãos de um Professor. Sem dúvida, não somos muito sem um bom Professor.

Agora, cá entre nós, Professor é categoria. Por isto, professor sério tem que sindicalizar-se. Tudo bem que o presidenciável José Serra “demoniza” o sindicato dos Professores de São Paulo. Mas convenhamos, para que o salário de Professores esteja no patamar do melhor salário do país, é só com muita luta corporativista, sim!. Ainda bem que neste ponto a Dilma ( também presidenciável), acredita que antes de se avaliar capacidades de Professor, é necessário potencializá-los para tal, por isto o aumento da quantidade e expansão das Universidades Federais no Governo Lula. Sabe! Um o Professor Universitário Dr. Marcelo Barreto da UFES- Extensão São Mateus-ES disse-me que os Professores das Universidade Públicas hoje, estão ganhando mais do que os das faculdades particulares, isto porque ele ministrou aulas em faculdade particular por muitos anos. Sinal de que há mudanças na forma de ver o Professor.

Caros e nobres Professores, palavras não conseguirão expressar o quando estimo vocês.

Sou o que sou hoje, porque vocês me ajudaram a ser o que sou.

Parabéns e muito obrigado

* Dedico este artigo especialmente ao Professor Marcos Correa, Professor de Geografia pela rede pública de ensino estadual na cidade de Ourinhos-SP

Bullying – ontem, hoje e … Sempre?

segunda-feira, julho 12th, 2010

O fenômeno Bullying tão debatido hoje no meio escolar e mais recentemente nos relacionamentos on-line , é um comportamento de assédio moral que existe há muitos anos. A diferença é que hoje temos a comunidade internacional debatendo sobre.

Bullying é um termo nascido na Inglaterra e debatido entre as nações, principalmente as vinculadas à ONU. Podemos dizer que é um dos temas da hora.

Mas lembro-me quando estudava ainda na pré-escola e meus “amiguinhos” chamavam-me de “grilo”, um apelido carinhoso mas que eu ficava furioso. Havia dias que não desejava ir à escola. Isto há 40 anos, a diferença é que na escola, professores e direção estavam pouco preocupados com este tipo de ataques. Diziam que era coisa de criança.

Tudo bem que atualmente o discurso ante bullying está nos autos de procedimentos pedagógicos de todas as escolas, mas na prática a garotada continua cometendo o bullying.

Dados de pesquisas recentes revelam que o bullying prejudica em desempenho escolar tanto aquele que ataca quanto o que é atacado, este por ter sua auto-estima abalada e aquele por sentir ansioso pela represaria que possa sofrer. As intervenções na base de perseguição, ou falação por parte dos professores e técnicos em educação, trás pouco resultado.

Só escolas que atacaram ao problema através de amplo debate com toda a comunidade escolar, com grande participação dos pais, podem contemplar algum resultado à longo prazo. Do contrário, vai sobrar fichas de ocorrências e suspensão aos alunos que praticam o bullying. Pior ainda, sem que a escola proceda com expulsão destes, mas, entre jovens, quando a regra é rígida sem efeito claro de punição, o problema que está sendo atacado piora. É melhor investir na cultura da paz, de forma permanente em todas as disciplinas, transversalmente, em contínuo encontro com os pais.

Por que insisto tanto que a prevenção deve contemplar aos pais? Porque desde os primeiros anos de vida, são os pais quem introduzem esta cultura do ataque. Na simples atitude de uma mãe falar que seu filho é um “traquina”, ela já está cometendo bullying. Quando um pai diz que seu filho é “preguiçoso”,está cometendo bullying.


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Estudos mundiais revelam que, de 5% a 35% dos alunos estão envolvidos nesse tipo de comportamento.
No Brasil, alguns estudos demonstraram que esses índices chegam a 49%.


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No Brasil, alguns estudos demonstraram que esses índices chegam a 49%.

Quando o Professor de Português desencanta seu aluno para a escrita

sexta-feira, maio 28th, 2010

Degolas do processo educacional por parte de professores para com alunos em sala de aula,  tenho observado há 20 anos  de exercício profissional com a especialidade da Psicologia Educacional. Sei que falar de Professor não é uma tarefa das mais fáceis, pois é uma categoria em um país de semi-analfabetos, pouco valorizada. Mas sei que há delitos de postura, por parte de uma minoria não vocacionada, que por estarem fora de lugar, ou não vocacionados para o exercício da profissão, tendem a transferir suas frustrações nos alunos. E esta é uma verdade na disciplina de Português, que para a maioria dos alunos é a grande vilã no processo educacional.

A degola de um potencial para a escrita acontece sutilmente. E só quero neste momento resgatar apenas uma prática que passa desepercebida pela maioria dos professores de português. Quando o aluno escreve em seu caderno de tarefas de casa ou na apostila que a escola adota, o professor tende a circular ou grifar em vermelho as palavras que estão escritas erroneamente. Mas ao olhar estas anotações, perguntamos se o professor parou junto ao aluno para realizar a correção e reescrita da palavra dentro do texto. A resposta é não. Desta forma, o aluno terá seu caderno bombardeado de vermelho sem que aquela intervenção traga melhoras na escrita do aluno. Papel escrito ontem, é passado. Erro apontado sem correção, é tortura. E consequentemente estímulo negativo para o encantamento do aluno àquela disciplina.

Já pensou, em uma prova de história, o professor ficar tirando pontos por erros ortográficos? Muitos alunos que seriam nota dez em história, acabam tornando-se medianos na disciplina e a grande vilã será novamente o protuguês. Com certeza, muitos dos professores que fazem esta degola a alunos, ou “aborto à língua portuguesa”, também passaram por esta tortura no período em que eram alunos, e sem perceber reproduzem os mesmos procedimentos no exercício profissional.

Em uma prova de português, o professor deve ter clareza do que ele está solicitando do aluno e o que ele deseja saber do seu conhecimento. Por exemplo: um texto para verificar a capacidade de interpretação de texto, não deverá se preocupar em corrigir ortografia, mas na mesma prova o professor colocará questões que avaliem a sua ortografia, grafia, conjugação, etc.

Sabemos que o melhor caminho para o bom desempenho do aluno em determinada disciplina, é sua identificação com a mesma. E um bom caminho para levar ao encantamento da disciplina, não é o processo punitivo, mas sim estimulacional.

Sou vítima de professores de português que conduziram-me ao analfabetismo funcional. Escrevo com o dicionário aberto, e preciso consultar palavras simples para ver se não estou escrevendo errado. O que fez melhorar minha escrita foi o ciclo intenso de leituras que potencializei em minha vida. Hoje já não sou um analfabeto funcional, coisa que com certeza eu era ao sair da universidade, e com certeza 70% dos que terminam cursos de graduação sofrem deste problema. Mas foi na leitura literária que aprendi escrever. Na época de meu ensino fundamental, tirava dez nas idéis dos textos que escrevia e zero na ortografia, mas os professores não sabiam que eu era portador de uma dislexia leve. Poucos professores no Brasil sabem detectar esta forma de ser e escrever  dislexa de alunos. Porém, hoje já estou com cinco livros escritos.

Olha, depois que descobri que as editoras possuem o profissional revisor de texto, perdi  o medo de escrever livros.

E no entanto não sou uma sumidade em português!

Vai aí uma dica aos professores, no lugar de tarefinhas para casa, exijam que seus alunos leiam . Solicite deles que elaborem resenhas dos livros lidos, e não corrija a ortografia, apenas observe se entenderam o livro e sabem relacioná-lo com a vida. Com o tempo, estes alunos serão bons escritores, e encantados com nossa língua portuguesa.

Manhã literária reune escritores na Escola Alternativa

sábado, maio 15th, 2010

Uma bela iniciativa educacional foi realizada pela Escola Alternativa na cidade de São Mateus-ES. A bibliotecária da escola em conjunto com professores das disciplinas de português, produção literária e literatura, das séries de quinta a oitava séries, convidaram escritores que residem no município para debaterem sobre o ato de escrever e editar um livro.

Fui um dos convidados, e pude degustar de um belo momento, daqueles que enaltecem a alma. Como foi interessante responder perguntas de alunos, e melhor ainda perceber-se membro de um grupo seleto de pessoas que já conseguiram plantar uma árvore, gerar um filho e escrever um livro.

A conversa rolou horas, até que surgiu outra idéia de realizar-se um caldo literário com os pais, conversando com escritores, em uma noite de inverno, na própria escola.

Bom é ver que através de iniciativas como esta, o sistema educacional poder fazer a diferença e construir referenciais aos alunos da importãncia do livro e seus autores. Assim, podemos ainda acreditar na educação

Este meu final de semana começou muito bem, que bom!

FORMANDOS EM FACULDADES – ONTEM, ORGULHO DOS PAIS. AMANHÃ, PROBLEMA PARA A NAÇÃO

sábado, janeiro 16th, 2010

Estou chegando da cidade de Londrina-PR, onde estive nos dias 14 e 15 participando de uma formatura de graduação em Psicologia, pela UEL.

A alegria dos pais e formandos em conseguirem chegar ao término de um curso é fantástico. Muitas lágrimas e a felicidade estampada no rosto.

Mas, nem tudo continuará sendo alegria a partir de segunda. Conversando com vários formanandos sobre as perspectivas de trabalho, não encontrei um deles que estivesse encaminhado em algum emprego. A maioria estavam de olho em cursos de mestrado para tentarem conseguir um apoio financeiro para pesquisa. Os argumentos eram unânimes, sempre em torno da dificuldade do primeiro emprego.

Assim, no amanhã, estes jovens formandos passam a ser um problema para a nação, mais uma leva de gente desempregada.

Sabemos que o início de uma profissão não é nada fácil, principalmente para quem só estudou. Ao témino de um curso surge o confronto com a realidade. É preciso trabalhar para ganhar o “pão nosso de cada dia”. Até então, havia a proteção dos pais. Muitos continuarão tendo proteções, até que o exercício profissional vai se estabilizando, mas a grande maioria não poderão contar com a ajuda dos pais, pois estes também passam por dificuldade econômica.

UMA DICA PARA QUEM ESTÁ ESTUDANDO

Porcure se envolver com projetos científicos dentro da universidade. Se na sua faculdade ainda não existe estes recursos, que são mais comuns nas públicas, procure estágios extra curriculares, não fique parado. Poucos são os estudantes que são corajosos de passarem férias escolar em estágio.

Direcione suas metas de estudo e vai estagiando em diferentes áreas de conhecimento do curso que você está fazendo.

Com muita busca e metas a atingir, você terá mais chance de no dia de sua formatura estar a um passo de seu primeiro emprego. Para que após sua formatura você não seja mais um problema social para a nação.

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