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RELIGIÕES CRISTÃS, MAS SEM FESTAS

sábado, abril 3rd, 2010

Hoje estamos no segundo dia do trido Pascal. Nossa Igreja Católoca têm muito o que comemorar durante o ano. Sabemos que a Semana Santa é a celebrações mais importante, mas não para por aí. Sempre temos  a cada dia um santo a comemorar, o Natal, o dia da Anunciação à Maria, enfim, somos celebrativos. Aqueles que vivem a religião Católica  com entusiasmo, terá a cada dia uma festa, através da celebração da Eucaristia.

Porém, esta não é a realidade de muitos Cristãos que estão vivendo a religião em outras denominações religiosas, ou como muitos dizem os “evangélicos”.

Recentemente em conversa com um grande amigo que pertence a uma destas religiões, dizia-me em tom de frustração que na sua igreja eles não tinham festas, não comemoravam datas como nós Católicos. Perguntei-lhe o que achava disto, ele me respondeu que era muito chato. Para tentar achar alguma luz no fundo do túneo da conversa, perguntei se eles não comemoravam nem a data do fundador da igreja, ele respondera que não da nem para saber quem era o fundador, porque a igreja em que ele estava indo já era discidente da original na sua vigésima edição. Falou-me que em junho eles fazem as festas junina e que no final do ano fazem a festa de ano novo.

Perguntei também para este amigo, se eles não celebravam pelo menos o Natal. Ele revelou-me que nesta igreja não comemoram estas datas por oposição a Igreja Católica, por serem datas já institucionalizadas  pelos Católicos e incorporadas no calendário oficial do Brasil.

Depois de varias tentativas animando o amigo dentro de sua igreja, brinquei com ele do por que não experimentar estar na Igreja Católica. Mas ele respondeu-me que pelo seu tempo na sua igreja, ficaria inviável. Ele falou-me que seu pai era um Católico muito praticante.

Quase que eu brinco com ele sobre a necessidade de ele revitalizar a religião dele matando a saudade de seu próprio pai que hoje é falecido. Mas preferi respeitá-lo.

Ao terminar esta conversa, conclui que a ação Missionária ainda é uma forte necessidade na sociedade contemporânea, para resgatarmos muitos Católicos que por um motivo ou outro, deixaram a Igreja Católica, mas que carregam dentro de si a saudade das festas, como é o caso da Semana Santa.

Uma Igreja sem Celebração e festas, é uma Igreja sem vida

PJ se une ao Ministério Jovem da RCC para formação – sinais de evolução

sábado, março 20th, 2010

Hoje estive ministrando um curso para a Pastoral da Juventude da Paróquia de Guriri-São Mateus-ES. Este curso faz parte do planejamento de ações da PJ no Brasil, e pela grata surpresa estavam lá jovens do Ministério Jovem da RCC. Este é um belo sinal de crescimento, pois anos atrás isto seria uma missão quase impossível. Ficavam as atividades de uma paróquia fragmentadas em pastorais sem o envolvimento dos movimentos. As pastorais criticando os movimentos por serem fechados em seus carísmas, e os movimentos com a dificuldade de relacionarem-se com os diferentes.

O encontro de hoje teve um ganho fantástico, do compromisso prático da PJ nas comunidades de base somados à animação do Ministério Jovem da RCC. Um encontro necessário e produtivo. Sinal de crescimente e integração, pois a Igreja Católica possui uma grande riqueza, que é a diversidade dos carísmas, que quando se unem faz brotar vida e esperança nas comunidades.

As divisões já faziam parte da Igreja primitiva, quando São Paulo sempre alertava sobre a tendência das pessoas se ligarem a um ou ao outro, como se houvesse um melhor. É assim mesmo, onde há gente há necessidade de controle e poder.

Por isto que integrar diferentes carísmas só fortalece a caminhada do povo de Deus organizado em comunidades.

UMA MORTE EM MISSÃO – ZILDA ARNS

quinta-feira, janeiro 14th, 2010
Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Ao receber a notícia da morte da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, fiquei entristecido. Tenho certeza que todos aqueles que tiveram contato pessoal com ela ou atuaram em algum projeto liderado pela Pastoral da Criança, ficaram também entristecidos.

À noite, com mais detalhes do terremoto no Hait, começamos a pensar sobre a morte. minha querida cunhada Isa disse – “quem dera quando chegar a minha morte eu esteja em missão como a Dra. Zilda.” Achamos este comentário valioso, tendo em vista a perspectiva Cristâ do serviço. Neste sentido, a Dra.  Zilda conseguiu mostrar com seu textemunho durante toda a sua vida.  Ela estava em missão no Hait, levando a boa nova da Pastoral da Criança para aquele país cujo as crianças estão sem voz, vez,vida.

A perda para a Pastoral da Criança é imensurável, assim como o Brasil também perde uma porta voz dos empobrecidos, aquela que sempre nos lembrava e lembrava  também aos gestores públicos da existência de crianças em sofrimento pela fome e abandono.

A Morte da Dra. Zilda Airns, leva-nos a ver na morte um sinal. O sinal de quando a morte chegar, estejamos vigilantes. Para Zilda, estar vigilante era estar em serviço.

Em serviço, não morremos. Simplesmente continuamos, passamos para uma nova vida. Com a diferença que deixamos o legado das obras construidas.

No caso da história da Dra. Zilda, não veremos prédios construidos, mas sim pessoas reerguidas; crianças salvas; famílias reconstruidas; esperança anunciada; justiça tornando-se sinônimo da paz.

OBRIGADO ZILDA ARNS

A PEDAGOGIA PHN

segunda-feira, julho 6th, 2009

Neste final de semana, pudemos acompanhar pela Canção Nova o acampamento PHN na sua edição de número 11. Até a vovó PHN, uma senhora de 86 anos, estava lá, e esteve em todos os PHNs.

O que leva milhares de jovens à Cachoeiro Paulista-SP sairem de suas cidades de todo o Brasil e outros países para acamparem em PHN?

Esta é a pergunta que muita gente que tenta aglutinar jovens em massa, mas só conseguem com propostas apelativas, tipo cerveja à  R$0,50 ou total liberdade.

Mais de 100 mil jovens reunidos sem apelativos publicitários, movidos à água ou no máximo refrigerante, só têm uma resposta: É o Milagre de uma pedagogia cujo protagonista é nada mais nada menos que Jesus Cristo.

Dunga, e seus irmãos Canção Nova, estimulados por Monsenhor Jonas Abib, há 11 anos atrás anunciavam esta pedagogia do POR HOJE NÃO PECAR . Uma forma simples e profunda da vivência Cristã.

O ontem já passou, o amanhâ ainda virá, o hoje é o que estamos vivendo. Com estas palavras simples o Dunga convoca os jovens no PHN a viverem o Evangelho. Ressalta a importância de não ficarmos apegados a queda do ontem, e nem o que será do amanhã. Lembra-nos de vivermos no hoje, levantando a cabeça, sem nos condenarmos dos erros cometidos, mas sim nos colocando de pé para não voltarmos a errar, mas só por hoje, por 24 horas, dia após dia.

Dunga com sua sempre determinação afirma que uma das maiores sabedorias da Igreja Católica é o Sacramento da Penitência, e convida-nos se preciso, a levantarmo-nos do pecado cometido com a coragem e humildade da reconciliação, que está na penitência. Assim, sempre teremos uma nova oportunidade. Como em várias passagens de sua vida pública, Jesus dizia ao pecador: “Vá e não tornes a pecar…”.

Dunga  chama a juventude a superar-se a cada dia também pelos projetos de ação concreta de transformação da sociedade para um mundo melhor, exaltando os jovens durante o acampamento a atuarem na sua comunidade, na política, nas instâncias de organização social. Dunga quebra com aqueles que pensam que a juventude PHN é só preocupada com questões pessoais. Ele reafirma que a vida em comunidade, a busca pelo conhecimento nos estudos, a capacidade de ser melhor no que se faz , no trabalho, na família na sociedade e o desejo da construção de uma sociedade igualitária, são meios de se manter a santidade por 24 horas. Jovens visionários, que possuem projetos à longo prazo, terão mais estrutura e determinação de viverem o POR HOJE NÃO PECAR.

Por tudo isto, que os acampamentos PHN carregam muita gente, pois a juventude está sedenta de propostas radicais, como é radical a vida em Jesus.

PAULO, UM MISSIONÁRIO AUTO SUSTENTADO

sexta-feira, abril 24th, 2009

São Paulo, o primeiro missionário. Aquele que desbravou o Evangelho de Jesus Cristo para além mundo, adentrando os pagãos gregos, definindo-se Paulo para além de Saulo. Este Judeu que preferiu se inculturar aos pagãos, como Paulo.

Sua missão era auto financiada, produzia tendas, profissão que lhe valia a possibilidade de viajar e pregar a Palavra ( At 18,3 ). Quem sabe para não ficar dependente ou subordinado de nenhum afortunado. Em suas cartas não poupa a quem não esteja seguindo os ensinamentos de Cristo. Se recebesse dinheiro dos afortunados poderia não falar livremente em favor da verdade evangélica.

Neste tópico identifico-me muito com São Paulo. Procuro auto financiar-me nas missões que me proponho a seguir dentro das atividade pastorais. Aprendi a ver a providência de Deus naquilo que Ele me deu de talento, a arte de levar as pessoas a pensar, pelo ato de ouvir. Vivo como nos confirma o Salmo 112,3:” Na sua casa há riqueza e bem estar, e sua justiça permanece para sempre”, sobre aqueles que temem o Senhor.

Em São Paulo, o trabalho se justifica pela evangelização, e pela experiência dele aprendi que o trabalho sem dúvida dignifica o homem, como afirmava João Paulo II.

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