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PROGRAMAÇÃO DA CONFECOM-ES – GERSON ABARCA REPRESENTARÁ CRP-ES

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Data: 20 a 22 de novembro de 2009

Local: Centro de Convenções de Vitória (R. Constante Sodré, 157 – Santa Lúcia)

Programação

Dia 20

19h – Solenidade de abertura

20h – Aprovação do Regimento Interno

Dia 21

8h – Painel Eixo 3 – Cidadania, Direitos e Deveres

Conferencista: Bernardo Joffily, jornalista, editor do portal www.vermelho.org.br e também autor do Atlas Histórico Brasileiro IstoÉ Brasil 500 anos (1998) e da Agenda Brasil Outros 500 (2000).

Debatedores: Edgard Rebouças, jornalista, professor da Ufes e Coordenador do Observatório da Mídia Regional, e Bruna Lyra Duque, professora e advogada (Vivo).

9h30 – Painel Eixo 1 – Produção de Conteúdo

Conferencista: Celso Schröder, coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Debatedores: Gerson Abarca, Conselho Regional de Psicologia do ES, e Giovani César, jornalista (TV Capixaba).

11h – Painel Eixo 2 – Meios de Distribuição

Conferencista: Henrique Antoun, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenador do CiberCult (Laboratório de Pesquisa em Comunicação Distribuída e Transformação Política).

Debatedores: José Nilton de Oliveira Santos, vice-presidente da CUT-ES e Welton Sthell Duque, engenheiro de telecomunicações (Vivo).

A parte da tarde será dedicada aos Grupos de Trabalho que serão divididos pelos três eixos centrais.

Dia 22

8h – Plenária e eleição dos delegados para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação

12h – Encerramento

GOSTOSA E BOA! VOCÊ PENSOU EM… (MULHER OU CERVEJA?)

segunda-feira, novembro 16th, 2009

A publicidade de bebida alcoólica no Brasil poderá ter seus dias contatos se você e todos os brasileiros que estão preocupados com esta tendência mercadológica da mídia brasileira de veicular bebida alcoólica como se fosse água, e ainda mais, associada com o abuso da imagem da mulher, direcionando os olhares e construindo subjetividade em torno do ser mulher na sociedade – tem que ser gostosa e boa -; se interessarem pela Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM – que será realizado em Brasilia nos dias 11 a 12 de dezembro de 2009. Mais informação no site do MEC – www.cultura.org.br

Produção e Conteúdo da Mídia*

segunda-feira, novembro 9th, 2009

Seminário Psicologia e M�dia

Seminário Psicologia e Mídia

6 – Por uma nova mídia

Este é o desejo do movimento social organizado no Brasil, de uma mídia diferente, pautada na democratização onde o usuário direto da mídia – a população – seja ouvido e tenha voz nas decisões, através de um sistema de controle social da mídia respeitando-se as instâncias municipais, estaduais e federais. Para tanto, emergem algumas propostas que não podem deixar de permanecer na pauta das conquistas desta área, como: a) criar processo de educação para a mídia no sistema educacional, b) definição na grade de programação em horários nobres, programas educativos e culturais; c) Mecanismo de regionalização de produção e dos conteúdos; d) A garantia do processo de classificação indicativa dos programas visando o monitoramento das famílias sobre a escolha da programação relacionado a faixa etária do usuário; e) Dentro do processo de controle social da mídia, fortalecer mecanismos de avaliação da qualidade dos conteúdos tendo em vista a formação de cidadania e o respeito aos direitos humanos na exploração das imagens de mulheres e homens.

Para melhor conhecimento das teses defendidas pelo CFP entre no site http://comunicacao.pol.org.br/ e veja os detalhes de cada proposta.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação. Eixo: Produção e Conteúdo, na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

segunda-feira, novembro 9th, 2009

5 – Publicidade, conteúdo e produção da mídia

Dentro das teses que o Conselhos Federal de Psicologia vem defendendo para a Confecom, a maioria delas está associada com a questão da publicidade:

  • Fim da publicidade infantil;
  • Fim da publicidade de bebida alcoólica;
  • Direitos humanos na exploração da imagem de mulheres e homens na mídia;
  • Mídia focada para uma cultura de paz no trânsito;
  • Classificação indicativa;
  • Controle social da mídia (sistemas de conselhos);

Dentro de um debate amplo, que é a comunicação, alguns comunicólogos vão defender que não se pode focar muito na questão da publicidade por que ela é a “pedra no sapato” dos donos da mídia e aí tentam dar força para questões mais estruturais da comunicação, como por exemplo o tema das concessões; ou de questões tecnológicas como a transferência do analógico para o digital e outros.

Mas sabemos que uma temática está intrinsecamente ligada a outra, pois quando pensamos na publicidade estamos falando da produção e do conteúdo dos meios de comunicação, que requerem orçamento elevado.

De onde vem este orçamento que banca a produção e consequentemente o conteúdo? Vem da publicidade!

Desta forma, publicidade é a “seiva bruta” dos meios de comunicação. Se esta seiva for substancial e suculenta, a possibilidade do produto vir com uma “cara melhor” (seiva elaborada) aumenta. E é exatamente o que acontece com a mídia hoje. Temos a possibilidade de pacotes de TV paga com mais de 200 canais diferentes, mas acabamos por cair nos canais comerciais (abertos) por terem mais recursos financeiros e consequentemente maior grade de programação. Mas estes, financiados por publicidades que norteiam a forma de produção e os conteúdos.

Desde meus 15 anos assisto o telejornal da TV Cultura. Há 30 anos venho observando sua evolução. Ano após ano seus produtores inovam o que não deixa seu formato cansativo. Porém, há pouco tempo a TV Cultura abriu as portas para a publicidade comercial, no início apenas com anúncios institucionais das empresas e agora com a mesma formatação comercial da mídia comercial. Consequentemente o conteúdo e produção mudaram, aquele menos denso e este mais tecnológico e ágil. Se fizermos exercícios de leitura crítica dos telejornais, observaremos que aqueles que são financiados pela publicidade comercial conseguem provocar um fenômeno inverso ao que se espera de um telejornal (fazer o telespectador lembrar ao final do programa mais das marcas de produtos do que de notícias). Durante os anos de 1995 quando lancei o livro “O Poder da TV no mundo da Criança e do Adolescente – Ed. Paulus” até 1997, apliquei muitos workshops sobre leitura critica da mídia para adolescentes em escolas públicas e privadas e um dos exercícios que levou-me a constatar esta realidade de telejornal comerciais foi o de memorização que os alunos tinham após assistirem ao bloco completo do telejornal, onde os resultados obtidos variavam entre 3 a 4 notícias e 6 a 7 marcas lembradas, onde concluíamos que os estudantes que quisessem estar informados, não conseguiriam êxito apenas com os telejornais comerciais.

A publicidade que financia, quer telespectador com desejo de consumo. Hoje, a grande estratégia é a produção de angustia, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, obsessão. Elementos desestruturantes que geram vazio interior, perda de identidade e necessidade de consumo. Pessoas com disfunções emocionais tendem a comprar mais como mecanismo de preenchimento do vazio existencial. Esta é a atual forma de subjetividade produzida pela mídia publicitária, a subjetividade da individualidade e do consumo.

Não tem como esperar conteúdo de qualidade em mídia movida à publicidade de consumo. Nesta só nos resta a baixaria.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação. Eixo: Produção e Conteúdo, na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

sexta-feira, novembro 6th, 2009

4 – Comunicação – Uma disputa pelo poder

A máxima do militante de esquerda que emerge no período ditatorial brasileiro “há governo, sou contra”, podemos transferir para a comunicação de forma inversa. “Há governo, sou a favor”. Os principais grupos econômicos que detêm o poder da grande mídia no Brasil, pertence a um reduzido grupo de famílias. Estes grupos atuam conforme os favorecimentos publicitários, liberação de concessões fortalecido pelo Governo. Assim, o perfil da grande mídia é governista. Para não haver perdas substanciais no controle deste poder, os empresários da comunicação estão influenciando na democratização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) por uma forte disputa de poder, onde os donos da mídia, associados ao poder governamental criaram mecanismos defensivos para que esta conferência seja a menos participativa possível. Alguns já estão dando o nome de Conferência dos bilhões.

Por isto que os movimentos sociais, nos quais o CFP (Conselho Federal de Psicologia) está inserido, vem se articulando há mais de três anos e por causa desta articulação conseguiu-se a convocação pelo menos da 1ª Confecom, que pode não ser uma “feijoada bem temperada” mas pelo menos já representará um marco referencial para próximas conferências de comunicação. Devemos ressaltar aqui a importante intervenção da Deputada Federal Iriny Lopes – ES que protocolou o requerimento junto ao Governo Federal solicitando a CONFECOM.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação .Eixo: Produção e Conteúdo ,na condição de representante do CRP16 .Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

Produção e Conteúdo da Mídia*

quinta-feira, novembro 5th, 2009

1 – Vocação humana para o encontro

O ser humano é uma espécie que só se desenvolve a partir do encontro com um outro ser humano.

A maior vocação humana é para o encontro, existimos na medida que nos encontramos.

Um bezerro até consegue sobreviver logo após o parto sem a presença da vaca, mas o bebê necessita dos braços de um adulto, (pais ou quem cuida) para continuar o amadurecimento de alguns órgãos vitais para sua existência após o parto, como é o caso do cérebro, que necessita de aproximadamente mais 180 dias após o parto para se constituir propriamente em cérebro com todas as suas funcionalidades.

2 – O primeiro objeto de comunicação do ser humano

Nesta relação de amadurecimento bebê e mãe estabelecem uma profunda relação em que desenvolve seus processos de vínculo amoroso, onde a estrutura básica de afeto dar-se-á até os 2 anos de idade. E neste estabelecimento de vínculo, muito bem estudado pela psicanalista Melanie Klein o bebê terá no bico dos seios materno o seu primeiro objeto transicional, que representa o meio de ligação entre o bebê e a mãe (Winnicott). E que podemos associar como se o bico dos seios fosse o primeiro brinquedo da criança, onde ela aprende a estabelecer os primeiros processos de separação com a figura materna logo ao nascer, criança e mãe estão cindidos e o bebê relaciona-se como se a mãe fosse uma extensão dele. Por isto que o brinquedo e o brincar é a comunicação do bebê e posteriormente da criança com o mundo (Raquel Soifer). Podemos dizer que a criança conhece o mundo brincando.

3 – Comunicação, uma necessidade fundamentante e elementar

Para se comunicar o bebê nomeia um elemento intermediário, de mediação (mídia). A primeira mídia humana (o bico dos seios da mãe) evolui para os brinquedos e para os diferentes formatos da mídia (mediação). Assim, não conseguimos viver sem comunicar-nos, e consequentemente sem os instrumentos de comunicação que hoje se da nas diferentes formas de mídia (TV; rádio; on-line; imprensa; etc.).

Quando crescemos, o bico do seio passa a ser a mídia, por mediar a relação entre os seres humanos.

Por esta necessidade de comunicação, o apoderamento dos meios de comunicação torna-se uma disputa de poder. De quem vai deter o controle nas interações humanas. Todos os setores da sociedade conseguem associar o quanto é importante os meios de comunicação para a existência. Tanto que o valor de espaço publicitário nas diferentes mídias é caríssimo.

*Conteúdo das palestras de Gerson Abarca por ocasião dos eventos Pró-Conferência Nacional de Comunicação .Eixo Produção e Conteúdo na condição de representante do CRP16. Gerson Abarca é psicólogo, Conselheiro do CRP16-ES e autor do livro “O Poder da TV no Mundo da Criança e do adolescente” – Ed. Paulus/SP.

MÍDIA E PSICOLOGIA – UM DEBATE PARA ESQUENTAR A CONFECOM

quarta-feira, novembro 4th, 2009
Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Prof.Dr.Edgard Rebouças (UFES) estará no debate

Evento será na Ufes e contará com participação do CRP-16

No clima das mobilizações visando a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), será realizado o seminário Observações, com o tema Mídia e Psicologia, nesta quinta-feira (05), em Vitória. O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP-16) vai participar deste evento, que acontece no auditório do Cemuni IV, no campus de Goaibeiras da Ufes, a partir das 19h.

O conselheiro Gérson Abarca vai representar o CRP-16 e será um dos palestrantes da noite. Além dele, o professor e doutor em Comunicação Social Edgard Rebouças e o doutor em Psicologia Social Paulo Menandro também vão fazer palestras sobre a temática.

O evento é realizado pelo Observatório da Mídia Regional. Vale ressaltar que a mobilização em torno da Confecom contará ainda com a realização da Conecom/ES, a Conferência Estadual de Comunicação, nos dias 20, 21 e 22 de novembro.(Fonte: www.crp16.org.br )

Pais, os Publicitários da Vida

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Se a publicidade consegue atingir crianças de 2 meses a 2 anos sem muito esforço, pelo fato de nesta idade a criança necessitar de objeto transicional para estabelecer o processo de separação dele com a figura materna, a publicidade entra diretamente na alma da criança sem juízo de valores e sem bloqueio de censura pessoal. Assim, podemos pensar que os pais podem transformarem-se nos maiores publicitários da defesa pela vida na mente de seus filhos.

Se o ambiente familiar é de paz, tranqüilidade e aconchego, onde a música que se ouve dentro de casa; os conteúdos que se assiste na TV e a potencialização das trocas de afeto são uma freqüência, a vida estará sendo “vendida” no imaginário da criança, como um valor que ele desejará experimentar, defender e viver.

Cuidar para que a casa tenha ambiência de paz, bem e afeto, filtrando tudo o que entra na casa, desde pessoas até conteúdos televisivos e radiofônicos, como também estilos musicais; são fatores que construirão uma criança potencialmete desejosa de viver a paz e a vida na sua plenitude.

Aquilo que os pais desejam que seus filhos sejam, poderão interferir nos filhos desde bebês. Dizer conteúdos bons, mensagens positivas e alegres, são mecanismos que colocam os pais como os principais publicitários da vida junto aos filhos.

É preciso assumir assim a paternidade e maternidade responsável, e ter sobre a família o controle sobre o processo educacional dos filhos.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Após está breve reflexão, gostaria de saber se você também concorda que os pais são o principal veículo educacional dos filhos? Você têm alguma experiência neste sentido?

Deixe seu comentário abaixo:

Controle de Publicidade na Mídia Brasileira

sexta-feira, setembro 11th, 2009

O Governo Federal convocou a primeira Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM). Previsto para 3,4 e 5 de dezembro de 2009, a Conferência pretende criar mecanismos de controle para a mídia no Brasil. Dentre as temáticas que tem sido bastante debatidas entre os grupos que se organizam para influenciar nesta nova regulamentação está a questão da publicidade, principalmente a voltada para crianças e adolescentes como também a de bebidas alcoólicas.

O Conselho Federal de Psicologia tem participado deste debate e focado seu campo de interesse principalmente por estas duas formas de publicidade. Isto porque os psicólogos atuam na busca de melhor qualidade de vida emocional da população com teorias da psicologia, pesquisamos sobre o desenvolvimento infanto/juvenil e as tramas de construção de vínculo afetivo entre as pessoas.

Com o conhecimento da psicologia nas suas diversas áreas de função e campos teóricos, podemos certificar que a publicidade para crianças e adolescentes deve ter critérios bem estabelecidos, principalmente àqueles que não criam mecanismos ilusórios, fazendo penetrar idéias fantasiosas como verdades, em uma mente que ainda é desprovida da capacidade de pensar por si mesma e fazer juízo de valores sobre suas escolhas. A influência de publicidade para crianças e adolescentes é tão certeira, que há pesquisadores que indicam a eliminação de qualquer tema de publicidade para crianças e adolescentes. Já na questão da publicidade de bebidas alcoólicas o problema é ainda maior, pois crianças e adolescentes estão sendo introduzidos no vicio alcoólico com a ilusão de que a bebida alcoólica não causa dependência. O órgão que regula a questão da publicidade no Brasil CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que é composto por empresários da mídia, criou a idéia de que bebida acima de 13º GL (Graus Gay – Lussac) é considerada alcoólica, pois querem associar a idéia de que o vinho (que geralmente é acima de 12°, é um alimento) para não dificultar a venda de vinhos dos produtores brasileiros. Porém a incoerência está lançada no ar, pois se um motorista beber uma única dose de bebida alcoólica ou até um copo de cerveja, será pego no bafômetro e será no enquadrado na Lei Seca. Pois é notório que pesquisas apontam que uma única dose de bebida alcoólica já altera a estrutura psicomotora do motorista.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Diante desta breve reflexão, você acredita que o Governo Federal deveria regulamentar melhor a publicidade de bebidas e as dirigidas à crianças e adolescentes?

De sua opinião nos comentários abaixo:

Publicidade de Bebidas Alcoólicas

quinta-feira, setembro 10th, 2009

Em recente pesquisa, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) divulgou resultado de pesquisas desenvolvidas longitudinalmente (ao longo de anos) com a questão da publicidade de bebidas alcoólicas na mídia com os seguintes dados:

- Idade que se inicia o consumo de bebida alcoólica no Brasil é de 12 a 14 anos.

- A maior parte dos acidentes de trânsito provenientes de consumo de álcool ocorre por indivíduos que bebem eventualmente.

- 35% dos menores de idade consomem bebida alcoólica ao menos 1 vez ao ano, sendo que destes 9,1% o fazem com freqüência.

As conclusões sobre a publicidade de bebida alcoólica foram:

- Reforço atitude pró-álcool.

- Pode alimentar o consumo entre quem bebe.

- Pode desestimular a redução do consumo.

- Predispõe os jovens menores de 18 anos a beber

62% dos adolescentes informaram que são expostos diariamente à propagandas de álcool.

A pesquisa revela que quando o telespectador identifica-se com o produto de marketing, predispõe ao consumo de álcool.

Quando observamos estes índices, entendemos que nossa atual geração está sendo conduzida ao consumo de bebidas alcoólicas, nossas crianças e adolescentes estão ficando pré-dispostos ao alcoolismo.

Imagine como que a associação de imagem da cerveja em estádio de futebol ou financiando programas esportivos pode levar aos jovens a idéia de que cerveja não trás conseqüências negativas à saúde e que para ser esportista nada melhor do que uma cerveja para comemorar resultados.

Também vemos como a publicidade de cervejas associam a garrafa e o liquido com mulheres esculturais e na sua maioria louras, como se ao tomar cerveja estivessem degustando e saboreando uma linda mulher.

Tenho atendido nos últimos anos muitos adolescentes que utilizam cerveja para conseguirem conquistar uma menina pois julgam tímidos e a cerveja libera. Assim também com as meninas, que para não ficar de fora do poder masculino acabam entrando no mundo da cerveja pela necessidade de disputa de poder territorial, tipo “se eles podem, eu também”, mesmo a publicidade de cervejas sendo associadas como coisa de homem usufruindo a mulher/cerveja, elas acabam entrando no jogo.

*Psicólogo – Psicoterapeuta – Autor do livro: “O Poder da TV no Mundo da Criança e do Adolescente”, Ed. Paulus – SP.

Diante desta breve reflexão como você vê a publicidade de bebida alcoólica livremente na mídia brasileira?

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