
Livro de Gerson Abarca sobre este tema
O encontro de formação que está acontecendo neste final de semana na Canção Nova de Cacheiro Paulista-SP, reune aproximadamente 500 pessoas de todo o Brasil para potencializar instrutores do Planejamento Natural da Família através do Método da Ovulação Billings (MOB).
Em linhas gerais, o MOB consiste em ajudar a mulher a identificar seu padrão básico de fertilidade para poder planejar uma gravidez ou não. A mulher passa a ser portadora de sua fisiologia, domina o rítimo do ciclo menstrual e junto com seu esposo fará uma bela parceria de preservação natural da sexualidade conjugal, sem fazer uso de química.
Hoje, o MOB atinge uma eficácia de 99,1%, acima dos métodos contracepitivos artificiais, sem trazer efeitos colaterais na mulher e educando o casal para a sexualidade com foco na abstinência periódica.
Porém, observamos que há mulheres que utilizam o método para evitarem a relaçao sexual, geralmente são mulheres que apresentam algum trauma na expressão de sua sexualidade na área fisiológica e que desenvolvem um padrão de conduta repressivo. Colocam limites nas formas de manifestar a criatividade sexual, e vivem a vida conjugal em risco.
As formas de usar o MOB como um escudo para não ter a relação sexual são muitas, mas aqui trago algumas cenas: A cada ciclo menstrual ela fica sempre com muita dúvida para identificar seu padrão de fertilidade, e quase sempre por medo de que pode engravidar. Fica argumentando com seu esposo que enquanto não identificar realmente o seu período fértil, não poderá ter relação; outra situação comum é de dizer que seu ciclo é muito irregular, gerando mais dúvidas; se o processo educacional da mulher for de limites exagerados na forma de expressar carinhos, as vezes até por uma visão religiosa distorcida, em que associou relação sexual com pecado, não permitirá a manifestação de carinhos e carícias no período fértil dizendo que é muito arriscado e pode engravidar.
Vemos que este uso indevido do MOB está quase sempre relacionado ao medo de engravidar. O que revela o uso do MOB como um meio de controle e não de planejamento. Mas o MOB deve ser escolhido como uma filosofia de vida, da vida em abundância. A boa usuária do MOB, não têm medo de uma gravidez, simplesmente vive a plenitude de sua sexualidade propulsora da vida, e consequentemente o relacionamento sexual é tocado a uma forte gama de afeto, respeito e planos. Se um filho for fecundado sem que esteja no plano do casal, para a usuária madura, será visto como uma benção e não como um martírio.
O uso indevido do MOB para acentuar repressão da expressão da sexualidade, está colaborando para que muitos homens fiquem com receio que suas esposas utilizem esta metodologia, pois imaginam que vão ficar sem atividade sexual.
Sou testemunho em meu casamento com Maria Celina do blog sermulher da Canção Nova , já com 18 anos de casado e três filhos planejados, que o MOB trouxe para nós uma intensidade na atividade sexual que com certeza não é atingida ao longo dos anos pelos casais que escolhem meios artificiais para controlar natalidade. Lembre que quase 80% dos casais apresentam disfunção na manifestação do prazer sexual, e apenas 4% dos casais no Brasil tiveram a coragem de escolher o Planejamento Natural. Parece que a busca desenfreada pelo prazer está trazendo mais desprazer. E é comum os relatos dos casais que já usam o MOB há vários anos, que estão tendo intensidade sexual com qualidade afetiva.

Gerson e Maria Celina - 18 anos de uso do MOB
É bom lembrar que o MOB deve ser utilizado como um recurso de libertação da sexualidade conjugal, uma libertação das amarras da cultura de morte imprimida pelas políticas internacionais de controle de natalidade e intensificada pela publicidade de consumo.