Posts Tagged ‘morte’

Finados, a simbologia incômoda da morte.

quarta-feira, novembro 2nd, 2011

Para muitos o dia de finados não é nada agradável, principalmente se a lembrança é de pessoas cuja falta dói imensamente.

Mas sabemos que finados é um feriado de recolhimento, para fazer lembrança de pessoas que amamos e vieram a falecer. Neste sentido, um pouqinho de angústia e depre é quase que normal.

O certo é que a MORTE é uma realidade elementar ao ser humano. Aqueles que não aceitam a MORTE tornam-se péssimos vivente. Só viverá bem quem conseguir entender que a MORTE é nossa maior amiga.

No livro “A menina que roubava livros”, parece que escutamos a respiração da morte. Mas que literatura maravilhosa, nela potencializei ainda mais a morte dentro de mim, e por incrível que pareça, fiquei mais determinado em viver.

Por muitos anos não dei muita importância a este tema da morte ou na verdade fugia dela. Achava que rituais de finados era coisa de uma sociedade elitizada. Isto porque meu querido pai Neco ( in memória) ganhava muito dinheiro em período de finados. Sempre em outubro ele não saia de cemitérios para construir túmulos de pedra pela sua marmoraria. De tabela levava-me junto com meu irmão Eda (in memória) para limparmos os grandes túmulos de seus clientes no cemítério. Mas era muito interessante, pois meu pai tinha muitas piadas de morto, e passavamos as vezes até de noite treabalhando no cemitério e ouvindo piadas de assombração. Eu ficava durinho de medo.

Assim, fui distanciando-me da importância do cemitério, de túmulos e de velórios. Pagava para não ir a velórios.

Mas fui convivendo com a realidade da morte nos meus parentes diretos, e tive que velar e ajudar enterrar meu irmão Eda, depois meu pai e logo em seguida meu irmão Vander. Aí sim fui dar valor a tudo o que está em torno da morte e do morrer. Velórios, túmulos, flores, pão com mortadela,e afagos de amigos. Comecei a entender na dor de perder quem amo, o significado de Finados.

Se Deus nos permitiu um dia existirmos, temos o direito de sermos homenageados e dignificados com o ritual de passagem, que são todos os elementos que estão representados em um velório, cemitério, túmulo, placas comemorativas, flores, etc. É cultuar quem existiu e sempre existirá, principalmente dentro de uma perpectiva Cristã, de ser um batizado cujo nome está gravado no Céu.

Passe este dia orando pelas almas daqueles que já partiram desta terra. Comtemple tudo o que de mais valioso eles deixaram na sua lembrança.

Usina nuclear – sou contra

sábado, março 19th, 2011

Não podemos arriscar. O globo terrestre está por um tris.

Investir em usinas nucleares como fonte de energia é uma grande sacanagem com a humanidade.

Olha a situação do Japão. estamos brincando de bonecos heróicos de criança.

Um erro humano, uma catastrofe generalizada….valeu!!!!

Se não somos capazes de pensar uma estratégia inteligente para a geração de energia no planeta, sabe… o que somos?

FILHOS DE DEUS?

O dilema entre o nascer e o morrer – Olha o Japão

segunda-feira, março 14th, 2011

Se perguntarmos quantas pessoas morre por dia no mundo, teremos  a estimativa de aproximadamente 148 mil pessoas. Mas em tempos de catástrofes naturais, como está acontecendo no Japão nestes dias, este índice provavelmente fica bem maior.

Tentaram alertar a humanidade que teríamos um crescimento demográfico no planeta que a vida humana seria inviável. Os economistas que incrementaram a idéia de que há pobres, vamos acabar com os comensais, justificando assim o controle de natalidade nos países pobres, tendo em vista que nos ricos a população já se auto- regula pela necessidade de cuidar de si mesma nos benefícios econômicos. Agora devem estar amargando esta falácia do estouro demográfico.

Se morrem 148 mil pessoas por dia, nascem 210 mil por dia. Com estas estimativas em tempos de catástrofes naturais, é bem provável que alguns economistas começaram a repensar a idéia de controle de natalidade, principalmente aqueles economistas famigerados por vendas. Será que já estão preocupados para quem vão vender? Se a onda de catástrofes naturais continuar.

Ainda bem que bem nos alertou na década de 70 o historiador uruguaio Galeano:

“ … mas as crianças da América Latina continuam insistindo em nascer…”

Dona Ana, 99 anos. Minha querida Avó. Uma morte digna.

segunda-feira, fevereiro 21st, 2011

Nesta segunda feira, minha mãe Aurora liga chorando para dar a notícia do falecimento de sua mãe Dona Ana Abarca. Aos 99 anos, Dona Ana já estava há dois anos em rítimo de partida desta vida. Nos últimos dois mêses precisou ser internada em uma clínica especializada. Com dor, os familiares encararam esta realidade, pois na residência comum já faltava recursos.

Minha mãe sempre dizia que estava rezando para a Dona Ana ter uma morte dígna. E foi exatamente desta forma que faleceu, dormindo, como um passarinho. As lágrimas são pela sua história. Uma mulher de luta, que ficou viuva bem cedo, mas continuou fiel ao seu esposo José Abarca.

Mulher simples e de foco nos trabalhos domésticos, Dona Ana acompanhou o crescimento dos netos , bisnetos e tataraneta. Lembro-me que sempre dava um dinheirinho para todos os netos no dia de cada aniversário e no Natal. Uma marca afetiva sem igual.

Gostava de contar histórias de sua vida. Viveu lúcida até seus 97 anos, aos 98 anos começou a ter falhas de memória. Mas recentemente minha mãe escutou a Dona Ana falando do passado em espanhol.

Morrer dignamente é uma forma que Deus providencia para aqueles que vivem na retidão. Como foi a história de Dona Ana. Ela completou seu ciclo de vida e foi muito resistente. Há um ano quebrou o fêmur, foi para uma cirurgia de risco e superou rapidamente. O maior drama na casa é que ela queria ficar trabalhando, andando para lá e para cá.

Sei o quanto aqueles que estiveram próximo dela nestes últimos anos, acompanhando-na nos seus limítes corporais, estão sofrendo neste momento. Minha irmã Janete quem acolheu-na em sua residência por aproximadamente 10 anos, devemos nossos agradecimentos. Deus já está lhe recompensando.

Como é bom ter na história de vida pessoal uma  Vovó como Dona Ana.

Pela Graça de Deus eu sou quem sou, mas com as mãos afetivas de minha querida Vó Ana, Deu me proveu de muita força e entusiasmo para a vida.

Senhor, conceda-me vida plena para que no futuro, já bem idoso, eu possa ser conduzido para uma morte com dignidade, assim como destes a oportunidade a Dona Ana.

MP3 mata jovem – som alto nos ouvidos leva jovem a não identificar veículo ao atravessar BR

segunda-feira, março 15th, 2010

Hoje perdemos um jovem de 18 anos, filho de um casal muito participativo na vida da Paróquia que participo.

Pasmem! o garoto de 18 anos coloca seu MP3 conectado aos ouvidos, provavelmente com o som bem alto, e caminhando desprovido de atenção nas ruas da cidade, mas concentrado na música do MP3, atravessa a BR101 despreocupado de olhar para os lados. Um caminhão em velocidade até baixa,conduzido por um motorista atento, que buzina desesperadamente ao ver o garoto atravessando a BR 101. Mas o som alto do MP3 não permitiu o garoto ouvir a buzina e se quer perceber que estava atravessando uma BR.

Uma morte que coloca qualquer pai com a “pulga atrás da orelha”. Um vacilo, que qualquer manual de prevenção a acidentes já vem alertando.

Acontece estas coisas com celulares também. Todos sabemos mas não acreditamos que o pior pode acontecer.

Na dor deste pais, que hoje velam o filho, fica um sinal para todos. É melhor previnir do que remediar.

Que esta família consiga superar com Fé e Esperança.

E que todos tenhamos atenção nos atos de isolamento que desenvolvemos quando queremos nos apoderar de uma tecnologia que chegou para servir e não para escravizar.

UMA MORTE EM MISSÃO – ZILDA ARNS

quinta-feira, janeiro 14th, 2010
Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Ao receber a notícia da morte da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, fiquei entristecido. Tenho certeza que todos aqueles que tiveram contato pessoal com ela ou atuaram em algum projeto liderado pela Pastoral da Criança, ficaram também entristecidos.

À noite, com mais detalhes do terremoto no Hait, começamos a pensar sobre a morte. minha querida cunhada Isa disse – “quem dera quando chegar a minha morte eu esteja em missão como a Dra. Zilda.” Achamos este comentário valioso, tendo em vista a perspectiva Cristâ do serviço. Neste sentido, a Dra.  Zilda conseguiu mostrar com seu textemunho durante toda a sua vida.  Ela estava em missão no Hait, levando a boa nova da Pastoral da Criança para aquele país cujo as crianças estão sem voz, vez,vida.

A perda para a Pastoral da Criança é imensurável, assim como o Brasil também perde uma porta voz dos empobrecidos, aquela que sempre nos lembrava e lembrava  também aos gestores públicos da existência de crianças em sofrimento pela fome e abandono.

A Morte da Dra. Zilda Airns, leva-nos a ver na morte um sinal. O sinal de quando a morte chegar, estejamos vigilantes. Para Zilda, estar vigilante era estar em serviço.

Em serviço, não morremos. Simplesmente continuamos, passamos para uma nova vida. Com a diferença que deixamos o legado das obras construidas.

No caso da história da Dra. Zilda, não veremos prédios construidos, mas sim pessoas reerguidas; crianças salvas; famílias reconstruidas; esperança anunciada; justiça tornando-se sinônimo da paz.

OBRIGADO ZILDA ARNS

QUANDO UMA MÃE PERDE SEU FILHO

domingo, dezembro 13th, 2009

A dor que dói na alma. Lembro das perdas que minha querida mãe Aurora teve que elaborar dos seus filhos Edson e Vander, meus irmãos. Para nós filhos, que ficamos, as vezes surge a idéia que nossa mãe esqueceu do mundo e dos outros filhos e ficou fixada nos que foram. Mas na verdade, quando uma mãe perde seu filho é parecido com a cena de um guarda-roupas onde cada gaveta representa um filho. Mas quando uma gaveta sai da configuração estética do guarda-roupas, sempre ao se olhar para ele, verá o buraco da ausência da gaveta. Assim, nesta analogia, podemos entender que o filho perdido, pela morte, por parte de uma mãe, representa um buraco, um vazio na configuração daquela família cuja mãe gestou um quantitativo de filhos.

Neste dias, passamos em minha família, pelo sufoco de uma situação de problema de saúde da nossa querida Caca, sobrinha que estuda na cidade de Maringá. Seu quadro estava crônico e não tinhamos o resultado dos exames. Poderia ser um processo Oncológico avançado. Conversando com minha irmã Janete, mãe de Caca, ela falava ao telefone sobre seus sentimentos em relação a possibilidade da perda da filha. “Ah! Gerson, como é cruel conviver com a possibilidade da perda de um filho, não fazia idéia do quanto nossa mãe já sofreu”, desabafava Janete. Eu simplesmente ouvia e tentava elevar a conversa para uma ordem espiritual, na Fé e Esperança em Jesus Cristo, tanto para pedir um milagre como para fazer o milagre da aceitação do pior. Nestas horas a Psicologia não possui meios técnicos para suprir sentimentos de perdas, a Religião ajuda mais. Hoje, já sabemos que a Cacá está com um quadro grave mas não é Oncológico, e assim estamos mais reconfortados.

Partilhe com carinho e afeto os sentimentos de uma mãe que tenha perdido seu filho. Ore por elas, pois a dor da alma é profunda.

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