Posts Tagged ‘morte’

MP3 mata jovem - som alto nos ouvidos leva jovem a não identificar veículo ao atravessar BR

segunda-feira, março 15th, 2010

Hoje perdemos um jovem de 18 anos, filho de um casal muito participativo na vida da Paróquia que participo.

Pasmem! o garoto de 18 anos coloca seu MP3 conectado aos ouvidos, provavelmente com o som bem alto, e caminhando desprovido de atenção nas ruas da cidade, mas concentrado na música do MP3, atravessa a BR101 despreocupado de olhar para os lados. Um caminhão em velocidade até baixa,conduzido por um motorista atento, que buzina desesperadamente ao ver o garoto atravessando a BR 101. Mas o som alto do MP3 não permitiu o garoto ouvir a buzina e se quer perceber que estava atravessando uma BR.

Uma morte que coloca qualquer pai com a “pulga atrás da orelha”. Um vacilo, que qualquer manual de prevenção a acidentes já vem alertando.

Acontece estas coisas com celulares também. Todos sabemos mas não acreditamos que o pior pode acontecer.

Na dor deste pais, que hoje velam o filho, fica um sinal para todos. É melhor previnir do que remediar.

Que esta família consiga superar com Fé e Esperança.

E que todos tenhamos atenção nos atos de isolamento que desenvolvemos quando queremos nos apoderar de uma tecnologia que chegou para servir e não para escravizar.

UMA MORTE EM MISSÃO - ZILDA ARNS

quinta-feira, janeiro 14th, 2010
Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Dra. Zilda Arns com agentes da Pastoral da Criança

Ao receber a notícia da morte da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança no Brasil, fiquei entristecido. Tenho certeza que todos aqueles que tiveram contato pessoal com ela ou atuaram em algum projeto liderado pela Pastoral da Criança, ficaram também entristecidos.

À noite, com mais detalhes do terremoto no Hait, começamos a pensar sobre a morte. minha querida cunhada Isa disse - “quem dera quando chegar a minha morte eu esteja em missão como a Dra. Zilda.” Achamos este comentário valioso, tendo em vista a perspectiva Cristâ do serviço. Neste sentido, a Dra.  Zilda conseguiu mostrar com seu textemunho durante toda a sua vida.  Ela estava em missão no Hait, levando a boa nova da Pastoral da Criança para aquele país cujo as crianças estão sem voz, vez,vida.

A perda para a Pastoral da Criança é imensurável, assim como o Brasil também perde uma porta voz dos empobrecidos, aquela que sempre nos lembrava e lembrava  também aos gestores públicos da existência de crianças em sofrimento pela fome e abandono.

A Morte da Dra. Zilda Airns, leva-nos a ver na morte um sinal. O sinal de quando a morte chegar, estejamos vigilantes. Para Zilda, estar vigilante era estar em serviço.

Em serviço, não morremos. Simplesmente continuamos, passamos para uma nova vida. Com a diferença que deixamos o legado das obras construidas.

No caso da história da Dra. Zilda, não veremos prédios construidos, mas sim pessoas reerguidas; crianças salvas; famílias reconstruidas; esperança anunciada; justiça tornando-se sinônimo da paz.

OBRIGADO ZILDA ARNS

QUANDO UMA MÃE PERDE SEU FILHO

domingo, dezembro 13th, 2009

A dor que dói na alma. Lembro das perdas que minha querida mãe Aurora teve que elaborar dos seus filhos Edson e Vander, meus irmãos. Para nós filhos, que ficamos, as vezes surge a idéia que nossa mãe esqueceu do mundo e dos outros filhos e ficou fixada nos que foram. Mas na verdade, quando uma mãe perde seu filho é parecido com a cena de um guarda-roupas onde cada gaveta representa um filho. Mas quando uma gaveta sai da configuração estética do guarda-roupas, sempre ao se olhar para ele, verá o buraco da ausência da gaveta. Assim, nesta analogia, podemos entender que o filho perdido, pela morte, por parte de uma mãe, representa um buraco, um vazio na configuração daquela família cuja mãe gestou um quantitativo de filhos.

Neste dias, passamos em minha família, pelo sufoco de uma situação de problema de saúde da nossa querida Caca, sobrinha que estuda na cidade de Maringá. Seu quadro estava crônico e não tinhamos o resultado dos exames. Poderia ser um processo Oncológico avançado. Conversando com minha irmã Janete, mãe de Caca, ela falava ao telefone sobre seus sentimentos em relação a possibilidade da perda da filha. “Ah! Gerson, como é cruel conviver com a possibilidade da perda de um filho, não fazia idéia do quanto nossa mãe já sofreu”, desabafava Janete. Eu simplesmente ouvia e tentava elevar a conversa para uma ordem espiritual, na Fé e Esperança em Jesus Cristo, tanto para pedir um milagre como para fazer o milagre da aceitação do pior. Nestas horas a Psicologia não possui meios técnicos para suprir sentimentos de perdas, a Religião ajuda mais. Hoje, já sabemos que a Cacá está com um quadro grave mas não é Oncológico, e assim estamos mais reconfortados.

Partilhe com carinho e afeto os sentimentos de uma mãe que tenha perdido seu filho. Ore por elas, pois a dor da alma é profunda.

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