Feliz 2011
sábado, janeiro 1st, 2011Meu querido filho Davi Tainã, grava este breve vídeo onde desejo-lhe feliz 2011:
Meu querido filho Davi Tainã, grava este breve vídeo onde desejo-lhe feliz 2011:
Em 11 de dezembro de 1979 Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz, e no discurso de aceitação do Prêmio, para um público de pessoas muito atentas, dentre muitos clamores para que a humanidade não abandonasse os pobres, aqueles esquecidos do mundo globalizado, aproveitou para profetizar sobre o aborto, a grande mácula da sociedade contemporânea:
“Mas sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra direta, uma morte direta, um assassinato direto, pela própria mãe. E nós lemos na Escritura, pois Deus nos diz muito claro: “ Ainda que a mãe se esquecesse do menino que amamenta, Eu nunca te esqueceria. Eis que eu te gravei nas palmas das minhas mãos”*
Aquela criança não nascida foi gravada nas mãos de Deus(…) Muitas pessoas estão muito, muito preocupadas com as crianças da Índia, com as crianças da África, onde muitas morrem, talvez de desnutrição, de fome e por aí afora, mas milhões morrem deliberadamente pela vontade da própria mãe. E isso é o maior destruidor da paz hoje. Por que se uma mãe é capaz de matar seu próprio filho, o que falta para eu matar você e você me matar? Não falta nada.”**
*Isaías 49,15-16
** KOLODIEJCHUK, Brian – Madre Teresa - venha, seja minha luz. Ed Thomas Nelson Brasil, 2008
O fenômeno Bullying tão debatido hoje no meio escolar e mais recentemente nos relacionamentos on-line , é um comportamento de assédio moral que existe há muitos anos. A diferença é que hoje temos a comunidade internacional debatendo sobre.
Bullying é um termo nascido na Inglaterra e debatido entre as nações, principalmente as vinculadas à ONU. Podemos dizer que é um dos temas da hora.
Mas lembro-me quando estudava ainda na pré-escola e meus “amiguinhos” chamavam-me de “grilo”, um apelido carinhoso mas que eu ficava furioso. Havia dias que não desejava ir à escola. Isto há 40 anos, a diferença é que na escola, professores e direção estavam pouco preocupados com este tipo de ataques. Diziam que era coisa de criança.
Tudo bem que atualmente o discurso ante bullying está nos autos de procedimentos pedagógicos de todas as escolas, mas na prática a garotada continua cometendo o bullying.
Dados de pesquisas recentes revelam que o bullying prejudica em desempenho escolar tanto aquele que ataca quanto o que é atacado, este por ter sua auto-estima abalada e aquele por sentir ansioso pela represaria que possa sofrer. As intervenções na base de perseguição, ou falação por parte dos professores e técnicos em educação, trás pouco resultado.
Só escolas que atacaram ao problema através de amplo debate com toda a comunidade escolar, com grande participação dos pais, podem contemplar algum resultado à longo prazo. Do contrário, vai sobrar fichas de ocorrências e suspensão aos alunos que praticam o bullying. Pior ainda, sem que a escola proceda com expulsão destes, mas, entre jovens, quando a regra é rígida sem efeito claro de punição, o problema que está sendo atacado piora. É melhor investir na cultura da paz, de forma permanente em todas as disciplinas, transversalmente, em contínuo encontro com os pais.
Por que insisto tanto que a prevenção deve contemplar aos pais? Porque desde os primeiros anos de vida, são os pais quem introduzem esta cultura do ataque. Na simples atitude de uma mãe falar que seu filho é um “traquina”, ela já está cometendo bullying. Quando um pai diz que seu filho é “preguiçoso”,está cometendo bullying.
v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
p\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
v\:textbox {display:none;}
Slide 3 .O {color:white; font-size:149%;} a:link {color:#FFFFCC !important;} a:active {color:#B76A03 !important;} a:visited {color:#CCCC00 !important;} <!–.sld {left:0px !important; width:6.0in !important; height:4.5in !important; font-size:103% !important;} –>
v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
p\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
v\:textbox {display:none;}
Slide 3 .O {color:white; font-size:149%;} a:link {color:#FFFFCC !important;} a:active {color:#B76A03 !important;} a:visited {color:#CCCC00 !important;} <!–.sld {left:0px !important; width:6.0in !important; height:4.5in !important; font-size:103% !important;} –>
Hoje é o dia mundial pela paz. O branco prevalece e ao encontrarmos pessoas desejamos a paz.
A paz, é o estado sublime da existência humana.
Viver a paz e desejá-la, é elevar os relacionamentos .
Não estamos codificados geneticamente para vivermos a paz. Ao contrário, somos o resultado de uma mente que está polarizada em forças do bem e do mal. Somos Eros (vida), por isto força para a paz; e ao mesmo tempo Thanatos(morte), força para a guerra. Desejar a paz e viver a paz, é resultado das mentes que procuram evoluir sempre. É resultado de mentes que entenderam a máxima de Gênesis: “…crescei, multiplicai e dominai a terra…”.
Todas as boas religiões no planeta, vivem em função da busca pela paz. Àquelas que estão polarizadas no ódio, na promoção das guerras, nas disputas tribais ou territoriais, são reliogiões que cairam em processos decadentes, reduziram-se a meros instintos animais.
Para os Cristãos, a partir de Jesus Cristo, temos como maior referência o “Eu vos dou a Paz, eu vos deixo a Paz”(Jesus).
Mas a conquista da paz é possível dentro de um caminho de introspecção, de interioridade consigo mesmo e com nosso próximo mais próximo. Assim, de relacionamentos a relacionamentos vamos construindo redes de solidariedade. Pois o sintoma humano reveledor de que estamos em paz, é a solidariedade.
Temos muito o que construir pela paz no mundo em 2010. Só para começar, sentiremos o sintoma mundial da paz acontecendo entre os povos, quando os Dois Bilhões de cidadãos no mundo que estão passando fome, conseguirem resgatar a dignidade de se alimentarem cotidianamente. Por isto, mãos à obra.
A obra Divina de “Todos serem um, um só Pastor(…)onde o leão sentar-se-á ao lado do cordeiro…”(Isaías).
Nesta passagem de ano, estive celebrando na Paróquia de São Criatóvão, na cidade de Bauru-SP. O Celebrante Pe. Ricci, nosso amigo de pastoral de juventude há 25 anos, refletia a Paz a partir da pessoa de Jesus. Ao lado esquerdo do altar, a bandeira universal da Paz estava triunfantemente nos provocando: VIVAM A PAZ, CONSTRUAM A PAZ.
Tenham todos um 2010 com muita Paz, construindo Paz.
ESPÉCIE AUTO DETRUTIVA
Acabo de ler o maravilhoso livro “ A menina que roubava livros”, nele o jovem escritor australiano Markus Zusak consegue unir a ficção com a realidade. A ficção de uma menina que se estimula à leitura através da arte de roubar livros com a história real do período obscuro do nazismo, que eliminou milhões de civis. Na apresentação do livro “Quando a Morte conta uma história, você deve parar de ler.”, nos aterroriza de saber que quem está contando a história é a morte, que está lado a lado com a menina que roubava livros, sem no entanto a menina morrer. Parece ser ela o sinal da vida diante das atrocidades das guerras humanas.
Mas, enquanto terminava mais esta leitura fantástica, os telejornais anunciavam a morte de centenas de civis na faixa de Gaza , no conflito entre Israel e Palestina. Sobra novamente para crianças e mulheres, cidadãos comuns. No afã destrutivo do ser humano em estado de ódio, não existe convenções internacionais capazes de conter a voracidade humana. A ONU ( Organização das Nações Unidas ), novamente fica como mera instituição figurativa. Nada consegue deter a cegueira humana pelo desejo de poder. Aliás, foi pelo poder que Adão e Eva introduziram o pecado na humanidade, pelo poder de dominar a arvore da ciência do bem e do mal. Este legado estamos até hoje carregando em nosso arsenal genético, ou em nosso inconsciente coletivo. O pecado do poder, que fez Caim matar Abel, que continua fazendo a humanidade ser capaz de destruir sua imagem e semelhança.
Só com muita oração poderemos ver surgir um novo homem e uma nova mulher. Só com ações de vida em comunidade e fraternidade poderemos destituir o ser humano de sua sina pelo domínio, pelo poder. Não é a toa que Jesus conclamava as criancinhas, pois delas é o Reino de Deus. Façamos de nossos meios e convívios um compromisso de educação para a paz e o amor, em que construamos uma nova civilização, a civilização do amor. Vivamos em comunidade e fraternidade.
Mas enquanto isto, Palestinos e Israelitas se confrontam, e quem continuam morrendo são as criancinhas.
É como termina o texto de Markus Susak : “Os seres humanos me assombram”.