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Criminalidade não é questão de classe social.

sexta-feira, março 12th, 2010

Neste mês, muitos jornais estamparam crimes de jovens de classe média/alta nas grandes cidades brasileiras. Eu mesmo fiz reportagem para três Meios de Comunicação sobre a temática.

Os jovens envolvidos geralmente possuem mentores do crime por de trás, adultos especializados em rastrear jovens de qualquer classe social para introduzi-los na criminalidade. Estes adultos se aproveitam dos direitos estatutário das crianças e adolescentes para usá-los de laranjas do crime.

Dois são os principais itens característicos destes jovens: agitação ou agressividade e envolvimento com dependência química, principalmente o craque.

Se antes imaginávamos que os candidatos para a escola do crime eram os empobrecidos, hoje esta não é uma verdade. Pois a criminalidade é de todas as classes.

Na classe alta, umas criminalidade camuflada, pelos financiamentos à campanhas eleitorais à políticos com um único objetivo de construirem espaços de corrupção. E olha que esta forma de criminalidade está em setores públicos e privados.

Na classe média, a principal criminalidade está na  alienação e enclausuramento. Trancafiados em apartamentos e residências, crian esteriótipos do tipo: ” cuidado com aquele  escurinho que anda sem camisa pela rua; olha os bêbados…cuidado!cuidado!cuidado”. Geralmente construindo nas crianças a idéia que o criminoso é aquele mais pobre. Uma forma de criminalidade (da exclusão social).

Já, na classe pobre, temos as condições favoráveis para a criminalidade, quando pensamos na questão econômica, onde de forma preconceituosa imaginamos que a fome ou a falta de perspectivas de trabalho e educação somam para uma corrida à criminalidade.

Se analisarmos esta temática pelas classes sociais, cairemos no erro de esteriotiparmos  e preconceituarmos todos.

Se pensarmos a criminalidade como uma condução humana do processo de civilização, entenderemos que ela faz parte das tendências destrutivas da pessoa, que está em constante dilêma entre a luta do mal contra o bem e vice-versa. Condição humana que se agrava na medida em que no processo de socialização a ausência de valores éticos vivenciados de forma autônoma, conduz o coletivo humano à perdas de referências.

Em uma sociedade de vivência da “meia-ética”, a bola de neve da criminalidade toma proporções assustadoras. Ao ponto de um pai levar um tremendo susto ao ver o rosto estampado na capa de um jornal de grande circulação com a seguinte manchete: “Jovem de classe média mata para roubar”.

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