PESSOAS OU OBJETOS NAS EMPRESAS ?
sexta-feira, janeiro 29th, 2010Há 10 anos venho desenvolvendo programas de gestão de pessoas para empresas pelo Instituto Pensamento, na qual dirijo. Mas desde 1990, quando me formei em Psicologia, tenho atuado em intervenções de Psicologia Organizacional e convivido com seminários, cursos e congressos do ramo.
Desta experiência, o que tenho constatado é que os programas de gestão de pessoas tão divulgado nos cursos de administração de empresas, psicologia e áreas afins, ainda são teorias que embelezam TCC ( trabalhos de conclusão de curso). Isto porque poucos são os empresários que realmente investem na gestão de pessoas.
Grandes empresas continuam cometendo delitos de fazer de seus executivos escravos do trabalho, levando-nos ao distanciamento da família; estatais continuam tercerizando serviços e transformando seus contratantes em bolinha de ping-pong, cujo contratos duram pouco mais que dois anos. Nestes dias, conversando com um engenheiro de uma tercerizada do ramo de petróleo, falava-me que não teria férias porque a empresa em que estáva trabalhando perdeu o contrato e teve que ser incorporado por outra empresa.
Quando as contas da empresa fica no vermelho, os primeiros que sofrem são os seus emprtegados; os programas de gestão diferenciados; os apoios sociais. Pedem em treinamento que os colaboradores vistam a camisa, mas na primeira crise, são os colaboradores os primeiros a ter que entregar a camisa.
Raros são os casos em que o diretor de uma empresa luta para manter as condições de empregabilidade. Hoje mesmo uma esposa de um engenheiro de empresa de grande porte dizia-me que seu marido havia sido convidado para trabalhar em outra empresa, e ao iniciar no novo trabalho se surpreendeu por ver muitos funcionários de mais de 20 anos de carreira na própria empresa. Sua surpresa estava exatamente porque no trabalho anterior a empresa tinha uma política de manter os funcionários por um curto espaço de tempo. Tanto uma como outra são qualificadas com certificados de qualidade internacional; ambas deveriam ter programa de gestão de pessoas muito parecidos, pelo menos na perspectiva de qualificação. Porém, estão em posicionamentos antagônicos.
Tudo bem que no Brasil ainda não temos um controle do Ministério do Trabalho para verificar os critérios de demissão a admissão nas empresas, tipo: sistema para verificar das necessidades reais de se contratar e de dispensar funcionários.
Assim como se coloca uma cadeira em uma sala, e depois a tira para outro ambiente, as pessoas nas empresas, ou na maioria quase que absoluta delas, continuam sendo tratadas. São objetos ou peças descartadas.
Os poucos empresários que apostaram na fidelização aos seus colaboradores e valorização dos mesmos, estão ganhando e muito. Ganham perenidade, pois contratam pessoas para que elas se aposentem na empresa, sinal de visão do sucesso contínuo e longitudinal da empresa. Ganham vínculos de pessoas que se admiram, pois os diretores têm orgulho dos seus colaboradores e reconhecem que o sucesso da empresa está na mão de todos que a constróem ( as pessoas ), e por isto valorizam quantativamente e qualitativamente; por outro lado os colaboradores sentem prazer de pertencerem ao quadro de funcionários da empresa.
Empresas que só conseguém ver lucros, um dia poderão se deparar com a impossibilidade de existir. Porque economia é como onda do mar ( maré vai, maré vem ). Mas pessoas tendem á estabilidade, maturidade e história preservada.
Você não se lembra das moeda vigente em 1980. Aliás, ela já não vale mais nada.
Mas você não se esquece daquele professor que lhe tratou com muito carinho na sua escola infantil.
O dinheiro e a economia passam. As pessoas permanecem
