Disfunção erétil entre jovens
terça-feira, setembro 20th, 2011Nos últimos anos tem aumentado o número de jovens que procuram a clínica psicológica para tratarem a disfunção erétil. Sabemos que um dos medicamentos mais vendidos nas farmácias para o público juvenil masculino é o Viagra. No começo acreditava-se que era por mera curiosidade, para saber qual o efeito, mas agora já constatamos que é por motivo de sintomas, isto é, na hora h o pênis não funciona.
Geralmente a queixa está associada com forte ansiedade provocada pela situação constrangedora de não ter sido viril na hora da atividade sexual com a parceira. Parece uma desonra e ao mesmo tempo imaginam que não vão funcionar mais.
Dentro de minha experiência clínica, tenho observado que o perfil destes é muito semelhante, onde pontuo alguns tópicos em comum:
- Iniciaram a vida sexual desde os 15 a 16 anos, tendo como única busca sexual a própria satisfação peniana. Jovens que só vêem a sexualidade no pênis e a mulher como um vaso de privada;
- Poucos estão preocupados com carinhos e muito menos com as parceiras, além de ficarem ou pegarem grande número de meninas ao longo da vida juvenil;
- O sintoma geralmente aparece entre os 23 a 26 anos, quando já parecem estar saturados desta prática genital e quando começam a pensar em um relacionamento sério. Se vai transar com aquela que julga ser uma possível futura esposa, parecem ficar constrangidos com a necessidade frenética pelo gozo.
- Jovens desprovidos de uma formação moral e ética mesmo tendo pais provenientes de alguma prática religiosa;
- Estão ganhando seus salários e possuem seus carros, e com isso pensam que podem conquistar todas;
Mas estes jovens apresentam um profundo vazio interior, que diante do fracasso genital parece que o mundo vai desabar.
Minha primeira orientação é de dizer que a vida sexual sem compromisso de vinculo e apenas voltada para o genital já é sintoma de uma mente em sofrimento, e que devem tirar proveito do sinal do corpo pela disfunção sexual, que pode ser um alerta para uma mudança de vida. Pelo menos uma vida com mais significado e sentido.
Acredito que já estamos vendo os filhos da mídia do consumismo sexual sofrendo na pele os efeitos do mundo fantasioso do prazer genital.







