Onde Comer comida Japonesa
sexta-feira, novembro 9th, 2007Bairro da Liberdade
Vamos conheçer um pouco da história do bairro

O bairro da Liberdade, no centro da cidade de São Paulo, te passa impressão de que chegou ao Oriente.Você anda nas ruas, e principalmente na rua Galvão Bueno entre pilastras vermelhas com as lanternas japonesas… super charmosasss
Os letreiros das lojas que se multiplicam em cada quarteirão misturam o idioma japonês ao português da mesma forma como os senhores que conversam nas calçadas.
Você pensa estar em outro país, também pode passear pela feira de artesanato que acontece aos domingos.
A Liberdade era dos italianos, que ocupavam as inúmeras pensões do bairro. Só depois vieram os japoneses.
De um lugar barato para se morar, a Liberdade se tornou perigosa para os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Com a adesão do Japão no conflito a favor das tropas de Hitler, o governo brasileiro proibiu o uso da língua japonesa e qualquer reunião que acontecia a portas fechadas era reprimida pela polícia, resultando em incontáveis prisões.
Em 18 de junho de 1908 chega ao porto de Santos o navio Kasato-Maru, trazendo os primeiros 782 imigrantes japoneses ao Brasil.
Deixaram o porto de Kobe em 28 de abril para “fazer a América”, que na época significava plantar café no interior de São Paulo.
A transformação da Liberdade em bairro tipicamente Oriental ocorreu a partir de 1969, uma idéia que foi proposta pelo jornalista Randolfo Marques Lobato, presidente de uma comissão de moradores que reunia, além dos japoneses, coreanos, chineses e vietnamitas.
A rua Galvão Bueno recebeu um imenso portal no Viaduto Cidade de Osaka e a Liberdade ganhou a aparência de uma região que tem mais cara de Japão do que muitos bairros japoneses dos dias atuais.
O Bairro é por sua vez onde está a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão.
A Liberdade é um bairro que mostra sua identidade e sua cultura nas ruas, nos prédios, no sorriso das pessoas. Parte de uma cidade-mundo chamada São Paulo.
O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca. No centro do bairro, no largo está a Igreja da Santa Cruz, mais conhecida como Igreja dos Enforcados. A história e a lenda se confundem no episódio que levou o bairro a ser conhecido no final do século 19.
O soldado Francisco José de Chagas, em 1821, fora condenado à morte por liderar uma, rebelião contra os atrasos nos salários. Isso é História.
O outro lado, a lenda: sua execução, em praça pública por enforcamento, deu o que falar.
A corda por três vezes se rompeu .
O povo presente na praça viu em tal fato um milagre. Afinal, não é sempre que uma corda se parte três vezes seguidas.

Na Rua Tomas de Lima, o Museu da Associação Okinawa do Brasil, erguido em homenagem aos primeiros japoneses que chegaram ao Brasil em 1908, está aberto para visitação, de segunda a sexta em horário comercial.
Para quem gosta da desgustação oriental…. não pode deixar de visitar os restaurantes do bairro da Liberdade. Pois é lá que estão os Metrês de Cosinha “importados”.A grande parte dos restarantes são de fámilias, então os ambients são super confortaveis.
E a atmosfera é mesmo diferente. Além de dezenas de restaurantes orientais, clubes de karaokê, as pessoas são muito interessantes: Nem todos falam português. A linguagem por meio dos gestos é muito usada, e a impressão é a de que se está muito, mas muito longe de São Paulo.
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