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04

Sou padre e feliz!

O sacerdócio é um caminho de realização e felicidade, por isso sou padre e sou feliz

Certa ocasião, Jesus estava falando sobre as verdades do Reino de Deus para os seus discípulos. Ele dizia que era preciso renunciar, aceitar os desafios e enfrentar a cruz. Em Suas palavras, explicava valores eternos como a ternura, a sensibilidade para com os pobres, a simplicidade e a fidelidade. De repente, o atrevido Pedro tomou a palavra e perguntou: “Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós?”. Jesus respondeu: “Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna” (Mt 19,27-29).

Isso tem a ver com a Ladainha da Felicidade que Jesus pronunciou no conhecido Sermão da Montanha: “Felizes os pobres, porque deles é o céu; felizes os que choram, porque serão consolados; felizes os mansos, porque possuirão a terra […]; felizes sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” (Mt 5,1-12). Deixar tudo para seguir Jesus não é um caminho de frustração e tristeza, mas de realização e felicidade. Por isso, sou padre e sou feliz.

Jesus prometeu aos Seus seguidores a felicidade já na terra e a garantia de um lugar no céu. Isso nos deixa totalmente seguros e felizes. Mas atenção! O mestre de Nazaré não vendeu um pacote de ilusões. Ele avisou – como disse o poeta – que, no meio da caminho, haveria uma pedra: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10,29-31).

A vida do sacerdote é um caminho de felicidade entre riscos. O profeta tem que estar preparado para colher os frutos de sua profecia. Podem ser elogios ou críticas; admiração ou incompreensão. Se o padre vai à casa das pessoas, muitos dirão que é popular; outros dirão que é populista, vive passeando, escolhe as pessoas etc. Se o padre é mais místico e prefere ficar na casa paroquial em oração e estudo, dirão que é antissocial. Se faz um sermão mais social, dirão que é metido em política. Se a homilia é mais espiritual, alguém dirá que ele é alienado. Se é zeloso com a liturgia, haverá quem o critique por ritualismo. Se é criativo, dirão que não prepara seus sermões. Se fala o básico, alguém dirá o mesmo: não prepara seus sermões.

Nem Jesus agradou a todos. João Batista era um profeta dedicado à ascese e foi criticado como antissocial e possesso por um demônio. Jesus ia à casa das pessoas e comia do que Lhe ofereciam. Foi chamado de guloso e beberrão (cf. Mt 11,18-19). Não tem jeito. O coração maldoso das pessoas teima em criticar quem faz o bem. O padre, no entanto, não toma como parâmetro as palavras malditas. A sua referência é a promessa das palavras benditas de Jesus. Ser padre traz imensa felicidade nesta terra e a certeza de que o meu lugar é o céu.

Tenho muitos irmãos sacerdotes que são criticados injustamente. Nenhum deles é perfeito, mas vivem o que é possível da sua vocação. Cheguei à conclusão de que ninguém joga pedras em uma árvore sem frutos. Os sacerdotes mais criticados normalmente são os que mais frutificam. Continuamos nosso caminho apesar desses rumores. Ser padre sempre passou pela cruz e pela renúncia, mas posso lhe garantir: é muito bom! Sou padre e sou feliz.

Padre Joãozinho, SCJ

Padre da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), doutor em Teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP), músíco e autor de vários livros.

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ago
03

10 dicas para uma Paternidade mais saudável!

É verdade que ninguém nasce sabendo ser pai. Não existe um pacote pronto, como num supermercado, onde podemos encontrar o modelo do pai pronto e perfeito. Ser pai é um processo que terá muitas intervenientes ao longo do caminho. O problema é que os homens chamados modernos não estão lutando para garantir ao seu “filhote” a parcela que lhe compete enquanto pai. O resultado disso são filhos cada vez mais entregues à responsabilidade da mãe (que acaba fazendo os dois papéis) ou profundamente abandonados – estando o pai presente ou não em casa.

Abaixo, listamos 10 dicas que podem ajudar os homens a serem mais próximos de suas famílias e dar qualidade ao seu ‘ser pai’. O texto é retirado do site americano ‘The National Fatherhood Initiative’ com adaptações da Equipe do DESTRAVE da Canção Nova.

1) Respeite a mãe de seus filhos: Uma das melhores coisas que você, como um pai, pode fazer por seus filhos é respeitar a mãe deles. Se você é casado, isso também vai contribuir para manter o seu relacionamento forte e saudável. Tire um tempo – pelo menos semanalmente – para investir nesse relacionamento e mantê-lo forte diante das crianças. Se você não é casado, mesmo assim é importante respeitar e apoiar a mãe de seus filhos. Um pai e uma mãe que respeitam um ao outro e deixa transparecer isso para as crianças, fornece um ambiente seguro para elas. Quando veem o respeito entre os pais, os filhos são mais propensos a sentir que também são aceitos e respeitados.

2) Passe tempo com seus filhos: Isso é mais complicado do que parece, eu sei. Mas quando um pai passa tempo com os filhos, está demonstrando para eles o que realmente é importante. Se você aparece sempre muito ocupado, seus filhos vão se sentir negligenciados, não importa o que você disser. Frases como: “O papai está trabalhando para lhe dar o melhor” não adiantam, pois a criança absorve o que o pai diz com atos e não com palavras. Valorizar o tempo com eles significa sacrificar o tempo com outras coisas. Os filhos crescem tão rapidamente, não é mesmo? E experiências perdidas são perdidas para sempre.

3) Ouça primeiro, fale depois :Com muita frequência, a única vez que muitos pais procuram seus filhos para uma conversa é, geralmente, quando eles estão se metendo em confusão. É por isso que muitas crianças se encolhem quando a mãe diz: “Seu pai quer falar com você”.  Tire um tempo para ouvir as ideias e os problemas de seus filhos. Serem ouvidos ajuda-os a se sentirem respeitados e compreendidos. Comece a ouvir e a falar com seus filhos enquanto eles são jovens, para que os assuntos e as decisões mais difíceis do futuro não sejam assim tão complexos. Quando um pai para e ouve o seu filho, está lhe transmitindo segurança e uma maravilhosa mensagem: “Você é importante para mim”.

10DICAS-24) Disciplina com amor: Todas as crianças precisam de orientação e disciplina não como punição, mas para estabelecer limites razoáveis. Lembre seus filhos das consequências de suas ações e ofereça recompensas significativas para o comportamento desejável. Filhos que crescem sem o contorno do pai acreditam que o mundo não tem limites. Você já viu como um desenho sem contorno fica sem graça? Portanto, mostre disciplina a seu filho de uma forma calma e com amor, e assim você lhe oferecerá um mundo mais justo.

5) Seja um modelo: Os pais são modelos para os filhos, quer se apercebam disso ou não. Uma garota que passa o tempo com um pai amoroso cresce sabendo que ela merece ser tratada com respeito pelos meninos, e é isso que ela vai querer encontrar futuramente em um marido. Pais podem falar aos filhos o que é importante na vida, mas somente um modelo pode os ensinar. Honestidade, humildade e responsabilidade não são transmitidos por palavras, mas sim por atos. Seja, principalmente, um modelo de fé. Os valores religiosos que você quer para os filhos não serão transmitidos na catequese, mas na sua atitude perante Deus. Muitos jovens rejeitam a religião, porque cresceram vendo uma dicotomia entre a fé professada e a fé vivida dos pais.

6) Seja um professor: Muitas vezes, pensamos que ensino é algo que os outros fazem lá no prédio escolar. Mas um pai que ensina seus filhos sobre o certo e o errado e os incentiva a fazer o seu melhor, vai presenciar as boas escolhas deles no futuro. Um pai deve usar exemplos do cotidiano para ajudar seus filhos a aprender as lições básicas da vida. Considere o conhecimento que você adquiriu sobre a vida, os bons valores que seus pais transmitiram a você. Ofereça cultura, arte, conhecimento e sabedoria a seu filho, porque um professor pode ensinar tudo isso, mas somente um pai pode imprimir uma marca para o resto da vida.

7) Comer e rezar juntos com a família: Refeição é algo que as culturas primitivas consideravam como algo sagrado. Ok, eu sei que não é assim na modernidade. Mas pense como compartilhar uma refeição juntos (café da manhã, almoço ou jantar) pode ser uma parte importante e saudável da vida familiar. Além de ‘quebrar’ a estrutura de um dia de ocupação (que você já teve ou vai ter), você dá às crianças a oportunidade de falar sobre o que eles estão fazendo ou querem fazer. Também é um bom momento para os pais ouvirem seus filhos. A oração em família é importante para uni-los em torno da fé. Diz o ditado que “família que reza unida permanece unida”. Mas o mais importante é que, priorizando uma refeição e uma oração juntos, você promoverá um tempo para unir sua família. Se não conseguir fazer isso durante a semana, não arrume desculpas para não o fazer pelo menos aos domingos.

8) Ler para seus filhos: Em um mundo onde televisão e tecnologia dominam a vida das crianças, é importante que os pais façam o esforço de ler para seus filhos, pois participam de um mundo saudável de fantasia e criatividade próprios desse tempo. A leitura não é algo mecânico, mas afetivo. Ao estar em contato físico com o filho enquanto lê, o pai confere vida ao mundo imaginativo dele. Leia para seus filhos enquanto ainda são pequenos; e ao crescerem um pouco, incentive-os a ler por conta própria. Incutir nos seus filhos um amor pela leitura é uma das melhores maneiras de garantir que terão uma vida de crescimento.

9) Demonstrar afeto: As crianças precisam se sentir seguras em saber que são queridas, aceitas e amadas por sua família. Vamos ser sinceros, homens, muitos de nós não enxergamos isso em nossos pais, não é mesmo? Não recebemos carinho, afeto, um beijo ou sequer um abraço; por isso, para muitos de nós, é difícil reproduzir esse gesto. Mas vamos fazer um esforço! Você, pai, se sentirá confortável abraçando seus filhos. Demonstração de afeto todos os dias é a melhor maneira de deixar que seus filhos saibam que você os ama.

10) Ser um pai para sempre: Certa vez, ouvi um escritor dizer que todo pai leva para o túmulo uma dúvida: se foi ou não um bom pai. Você terá essa certeza à medida que vir os filhos saindo de casa e, mesmo depois de crescidos, vê-los olhando e voltando para consultar a sabedoria e os conselhos de seu pai. Quer se trate de escolaridade, um novo emprego ou um casamento, os pais continuam a desempenhar um papel essencial nas escolhas e na vida de seus filhos à medida que crescem e, talvez, mesmo depois de casarem e construírem suas próprias famílias.

Veja mais sobre o assunto

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jul
31

Clip da semana: "Una-se a mim" com Fátima Souza

Una-se a Mim

 Fátima Souza / CD: Sem ti nada posso

Novo dia começa
E o outro é deixado para trás
Nova força supera
Os erros cometidos antes do despertar

A luz do sol me aquece
E mostra que o caminho a se trilhar
Ainda é muito longo
Que ainda há muitas metas para se alcançar

Mas com minhas forças não vou chegar
A lugar algum
Preciso do auxilio do céu

Espírito Santo una-se a mim
Em meus pensamentos, palavras e ações
Não quero viver como ontem vivi
Então guia meus passos
E leva-me a andar rumo ao céu

Realização: TV Canção Nova
Direção, roteiro e edição: Céci Portugal
Produção: Vivian de Paula / Imagens: Cristiano Longuine
Cor: Rogério Gomes / Pré produção: Suselaine Crepaldi
Gravadora Canção Nova – Adquira este CD http://goo.gl/f8ICdx

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jul
29

Nesta quinta, 30/07, Paula Guimarães em Brasília!

Uma quinta-feira especial: dia 30/07!  Vamos comemorar os 7 anos da Loja Canção Nova na W3 502 Sul!

paulaniverloja2

Também será o dia da #FamíliaCançãoNova leve sua iniciativa para o projeto Dai-me Almas!!

Paula Guimarães em Brasília dia 30/07!

Paula Guimarães em Brasília! Lançando seu livro TV Canção Nova, a vida por trás das câmeras! Uma programação especial pra você no dia 30/07!

Posted by Rádio Canção Nova Brasília on Quinta, 16 de julho de 2015

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jul
28

Como discernir o que é sinal de Deus?

Deus se utiliza de vários meios para transmitir Seus sinais e Sua pessoa. Desde o início, Deus se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós. “Por uma vontade absolutamente livre, Deus revela-se e dá-se ao homem” (Catecismo da Igreja Católica, art. Nº 50).

O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus desígnios e Sua Pessoa. Temos como exemplo os anjos, que são Seus mensageiros; os dons do Espírito Santo; a Sagrada Escritura e também a Eucaristia, sacramento de máxima entrega.

Não bastasse tudo isso, ainda há a “comunicação do amor de Deus” por meio de sinais. São acontecimentos que significam algo mais que o simples andamento ou consequência de fatos. Deus nos fala nas entrelinhas das ocorrências incomuns ou da rotina. Até mesmo Jesus percebeu cada passo de Seu ministério em eventos comuns que poderiam passar despercebidos, desde a falta de vinho numa festa de casamento (cf. Jo 2,1-12) até quando se aproximava o tempo certo da “Sua entrega na cruz”. Porém, é necessário ter cuidado e discernir sinceramente se estamos diante do que é um apontamento do Senhor ou se estamos nos aproveitando de um acontecimento qualquer para justificar algo que temos no coração.

Preferimos nos enganar, nomeando forçosamente simples ocorrências como resposta do Alto, dada a grandiosidade do desejo. Desviamo-nos de uma verdadeira leitura da orientação divina, deixando-nos levar por ideias fixas e obstinação de coração. Quando estamos com a mente e os sentimentos tomados, parece que tudo conspira e confirma na direção tanto do objeto de desejo como para traumas, complexos e impressões que trazemos. Assim, no futuro, só nos decepcionaremos com o Senhor e buscaremos culpar os homens que não nos pareceram favoráveis.

Para interpretar corretamente a fala de Deus, é importante, primeiramente, desfazermo-nos dos nossos apegos e conceitos tendenciosos, estarmos livres para aceitar aquilo que não nos é agradável, as exortações e a direção do que Ele quer consertar em nossa vida.

Outro ponto é cultivar uma íntima amizade com o Senhor. Peça a graça de amá-Lo independente dos favores, gaste tempo em Sua companhia e saiba que a iniciativa de sinais será sempre d’Ele; o que não nos isenta da necessidade de termos uma constância na oração e de nos relacionarmos com o Senhor.

Depois que Deus mesmo se encarrega do sucesso do empreendimento e da graça que Ele quer conceder, Jesus ordena a dois de Seus discípulos: “Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito”(Lc 19,30-32). Os fatores do outro lado, no campo da missão, encontram elementos correspondentes à ordem dada por Jesus, mas isso não significa que essa providência se manifeste no primeiro momento. Deus enviou Moisés ao faraó, mas o soberano do Egito foi resistente em libertar o povo do Senhor. Podemos encontrar barreiras que o Altíssimo sinaliza como sendo Sua vontade para nós.

Na verdade, aprenderemos a interpretar corretamente os sinais com um treinamento. Com o passar do tempo, se mantivermos uma amizade verdadeira com Deus e nos exercitarmos nesse processo de intuir, empreender na ordem divina e prestar atenção aos resultados, aprenderemos a olhar um fato, desde o início, e saber se é realmente um sinal do Senhor.
O Deus a quem seguimos é bondoso e quer fazer aquilo que é o melhor para nós, por isso está em constante comunicação.

Ele é fiel e nos conduz. “Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá” (At 5, 38).

Sandro Arquejada

Sandro Aparecido Arquejada é missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente trabalha no setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor do livro “Maria, humana como nós” e “As cinco fases do namoro”. Também é colunista do Portal Canção Nova, além de escrever para algumas mídias seculares.

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jul
27

As cinco qualidades para o casal viver bem o seu chamado

Meus irmãos, estamos celebrando o 17º Domingo do Tempo Comum (26/07/15) e as leituras de hoje trazem pérolas para todos os cristãos. No entanto, quero direcionar minha fala para as famílias,  para os casais, a fim de que tenham noção do que Deus lhes pede.

A liturgia nos mostra o que o casal precisa fazer para manter acessa a chama que Deus colocou no seu coração. Começando pela primeira leitura, em 2Rs 4,42, lemos: “Veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: ‘Dá ao povo para que coma’”. Deus quer usar você para evangelizar, porque os dias são maus. Ele quer levantar casais proféticos, e ser profeta é anunciar as coisas do Senhor, é denunciar o pecado. Você é chamado a falar de Deus em seu ambiente de trabalho, no grupo do futebol e na sua rua.

Não dê para Deus as suas sobras. Muitos casais não chegam a lugar algum, pois dão o resto para o Senhor. Nas primeiras horas do seu dia, converse com Ele, faça com Deus uma parceria. Domingo é dia de Missa de casal, não é para ir sozinho. O homem precisa dizer em casa: “Hoje é dia de Missa, hoje é dia do Senhor!”. Nenhum evento é superior ao sacrifício de Jesus na cruz. Dê o melhor para Deus, porque Ele dá o melhor para você sempre.

“Vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura” (Salmo 144). Há muitos casamentos que terminam, porque os dois têm fome de amor, de abraço, proteção, carinho e presença. Casamento vazio não para em pé. Seu casamento tem fome de quê? Posição social, apartamento, carro…? Seu casamento precisa ter fome de Deus, vocês precisam rezar mais! A mulher precisa de um esposo que seja de Deus, que seja carinhoso, gentil e cordial. O marido precisa de uma mulher que, antes de ser boa esposa, seja uma mulher de Deus.

Neste texto enviado para nós por uma ouvinte, vemos que é possivel sim fazer compromissos definitivos!Você não pode se cansar de rezar por seu esposo. A sua oração é comida, remédio, amor e sustento para seu esposo. É feliz a esposa que tem um marido que reza por ela! Quem reza é mais feliz. A Palavra nos diz que o Senhor é justo e bom, e esses são dois grandes atributos de Deus. Seja justo com sua esposa, mas não deixe de ser bom. O amor conjugal é o ponto de equilíbrio; na família, onde há justiça e bondade não há fome. A segunda leitura nos ensina: “Viva de acordo com a vocação à qual foi chamado!”.

As cinco qualidades para o casal viver aquilo para o qual foi chamado é humildade, mansidão, paciência, caridade e paz. Não queira ser melhor do que o outro. Seja humilde. É preciso ter mansidão, ser mais tolerante um com o outro. Tenha paciência e perdoe, acolha o outro. Seja inteiro no seu relacionamento. Há muitos casais que são simpáticos na rua, contam caso, mas em casa ninguém suporta a esposa nem mesmo o marido. A caridade começa em casa. Quem não ama o marido ou a esposa vai amar quem? Suportai-vos no amor! O marido tem de ser suporte para a esposa no amor. A paz é tudo de bom, é equilíbrio e doação.

Para finalizar com chave de ouro, o Evangelho. No capítulo 6 de João, que é um capítulo Eucarístico, a criança é como o coroinha na Missa que colabora para que a multiplicação aconteça. Se você não der algo para Deus, não há como Ele multiplicar. É preciso que você dê, pelo menos, cinco pães e dois peixinhos. O problema não está na graça de Deus, mas em nós.

O milagre não acontece na vida de muitas pessoas, porque elas não se entregam totalmente. Deus quer tudo, Ele quer você por inteiro, e quando acontecer a multiplicação, agradeça, não fique reclamando. O Senhor realiza o milagre, mas sempre queremos mais. No entanto, esquecemos de agradecer as graças recebidas. Deus multiplicou o pão e pode multiplicar o amor.

Primeiramente, Jesus fez as pessoas se sentarem, depois pegou os pães, deu graças e o distribuiu. Isso significa que, primeiro, devo sentar mais com meu cônjuge; depois, tomar o que temos, agradecer e distribuir. É assim que Deus fará o milagre no seu casamento. Tudo começa com o sentar-se. Sentem-se um de frente para o outro, olhem-se nos olhos. Coloque dentro de você o que é do outro, a sua história e as suas experiências.

Sentem-se para celebrar o amor, renovem a graça do matrimônio. Peça ao Senhor a graça de sentarem-se como casal para louvar a Deus a caminhada realizada, o progresso feito, as dificuldades vencidas. Escutem com amor e atenção um ao outro, procurem saciar suas necessidades, sentem-se de frente um para o outro para compreender as diferenças e valorizar as qualidades.

É preciso saberem que só por Jesus, só por causa do amor, vocês levarão essa aliança até o fim. Isso precisa estar no seu coração, é preciso seguir até o fim mesmo na dor. “O que Deus uniu, que o homem não separe!” “Eu e minha casa serviremos ao Senhor!”

As_cincoqualidadesparaocasalviverbemoseuchamadoPadre Chrystian Shankar

O nome do padre revela exatamente o que ele procura ser a cada dia. CHRYSTIAN significa “aquele que segue a Cristo” e SHANKAR significa “aquele que leva alegria”. Pe. Chrystian Shankar significa então “aquele que segue a Cristo levando alegria!” 

 

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jul
24

Clip da semana "Minha Essência" de Thiago Brado

Minha Essência

Artista: Thiago Brado
Inspiração: Leitura de LC 7, 36-50
Produção: Studio 604 / Nodinha Produções

Vim até aqui
Derramar o meu passado em ti
Vim banhar os pés que andaram por aí
Sem carinho receber

Hoje estou aqui
Não porque mereço, eu sei
Pois tu sabes por onde eu andei
Conheces bem o meu perfume

Mas tu sabes também
Que o meu choro é sincero porém
Não tenho nada a oferecer, meu Senhor
Mas te dou a minha vida

É tudo que tenho
Recebe o meu nada
Refaz a morada
Habita em mim

Me pega em teu colo
Me acalma em teu peito
Sou teu sou eleito
E a minha essência é exalar teu cheiro

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jul
22

Cinco passos para incentivar a independência dos filhos

irmaos1Independência dos filhos: como a estimular? Diante de notícias em jornais e na televisão sobre adolescentes envolvidos com situações de infrações e aumento de reincidências, de filhos que matam pais ou irmãos por motivos considerados, muitas vezes, inexplicáveis, uma pergunta se faz necessária: onde isso tudo começa?

Alguns respondem que começa na vulnerabilidade das famílias; outros, no modelo de ensino das escolas ou numa sociedade onde predomina o ter e não o ser. Os estudiosos com uma visão sistêmica observam que todas essas causas impactam, pois vivemos um modelo dicotomizado, no qual, muitas vezes, essas instâncias não se falam adequadamente, não somam, mas dividem forças.

Por isso, cada dia mais se torna premente uma reflexão sobre os limites que são trabalhados pela família e pela escola. Muitas vezes, os pais terceirizam para escola uma postura de tornar as crianças independentes, desde o simples ato de tirar a chupeta, as fraldas, até mesmo lidar com sentimentos de decisões diante de situações da vida.

O primeiro passo é ajudar o filho a construir uma autoimagem boa e, acima de tudo, mostrar a ele que adquirir uma estima adequada ajuda no processo de decisões, facilita a independência, ajuda na hora de se posicionar contra coisas erradas oferecidas por outros. O ensino que é oferecido nas escolas complementa o adquirido no lar e, a partir dos relacionamentos entre familiares e colegas, podemos e devemos exercitar o nosso direito de escolhas. Não existem fórmulas mágicas, mas um mapa que pode ajudar os pais.

O segundo passo é construir valores que forneçam balizamento no momento de decisão, pois a norma nós podemos burlar, mas é difícil lutar contra valores e crenças introjetadas, pois estas falam sempre mais alto que as nossas ações. E são mais difíceis de serem derrubadas quando confrontadas com as do mundo.

O terceiro passo é a atitude que a família tem com a criança, que deve ser de ensiná-la no lugar de fazer por ela. No entanto, é mais fácil amarrar o tênis do filho do que ensiná-lo a amarrar; porém, ao longo do tempo, isso o ajudará a ter independência física.

O quarto passo é o corte emocional que muitos pais têm com os filhos. Eles não querem que seus filhos cresçam e construam suas vidas, precisam de filhos infantilizados para se sentirem úteis.

O quinto passo é construir a independência emocional. Segundo Cury (2003): “Hoje, bons pais estão produzindo filhos ansiosos, alienados, autoritários, indisciplinados e angustiados”. Muitas vezes, a família, que deveria ser um espaço de aprendizado, torna-se um lugar de apelos para o consumo desenfreado, para a violência, para o sexo sem limites que, na ótica do autor, são “estímulos sedutores que se infiltram nas matrizes de sua memória (…). Os pais ensinam os filhos a serem solidários e a consumirem o necessário, mas o sistema ensina o individualismo a consumir sem necessidade”.

:: Como preparar seu filho para lidar com a frustração :: Eduque seus filhos com valores
:: O uso da tecnologia por crianças e adolescentes e seus riscos

Não basta, então, ser bom pai, é preciso participar da construção emocional dos filhos, elogiar e criticar o comportamentos dos pequenos, como fortalecimento da formação deles. Lembrando que as ações dos adultos são as maiores fontes de aprendizado das crianças.

Nessa construção, existem pais autoritários com dificuldade de diálogo e demonstração de afeto. Estes se apegam às regras e não fazem um trabalho de troca de razões para tomar decisões, gerando crianças com alto grau de dependência e acostumadas a imposições paternas. Por outro lado, temos o inverso: pais muito tolerantes, afetivos e chegados ao diálogo, mas com dificuldade de colocar limites, chegando a ser permissivos diante de desejos e das condutas inadequadas dos filhos.

Portanto, se quisermos ter filhos com atitudes independentes, não devemos ser nem autoritários nem permissivos, mas democráticos, ou seja, demonstrar afeto e diálogo, mas com equilíbrio nas suas ações, estimulando a independência e reforçando valores. Pais democráticos fazem com que os filhos cumpram as regras de acordo com a idade de cada criança, mas demonstram flexibilidade quando é preciso voltar atrás.

Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

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jul
21

Maria, Mãe da Santa Esperança!

maria_800-cc3b3piaA mãe que soube esperar

Uma tradição muito antiga, que atravessou os séculos e ficou plasmada em muitas obras de arte, afirma que a primeira aparição de Cristo ressuscitado foi à sua Mãe Santíssima.

É natural que Jesus, que ficava feliz trazendo alegria aos que amava, tivesse levado a primeira alegria da Ressurreição à sua Mãe. Não era ela quem mais a merecia? Ela que tinha acreditado firmemente, desde o momento da Encarnação, que aquele seu filho e filho do Altíssimo, era – como o anjo Gabriel lhe havia anunciado – o Messias descendente de Davi, que reinaria eternamente e seu Reino não teria fim (Lc 1, 33).

Maria uniu-se ao Redentor em todos os momentos da sua vida e especialmente na Paixão, oferecendo sua imensa dor juntamente com o sacrifício do Filho. Ali ouviu dos lábios de Jesus agonizante a sua <<nomeação>> como Mãe dos discípulos, mãe de todos os homens: <<Mulher, eis aí teu filho>>… (Jo 19,26). Por isso, certamente merecia receber as primícias da alegria da Ressurreição.

É muito bonito pensar que, naqueles momentos de escuridão quase total que envolveu os discípulos após a morte de Jesus, a única luz de esperança que não se apagou foi o coração de Maria. Esse coração maternal, que acabava de ser atravessado por uma espada de dor, como profetiza Simeão (cf. Lc 2, 35), foi, ao mesmo tempo, a única lâmpada que ardia com a luz da santa esperança. Ela foi a única que, no silêncio do sábado santo, esperou na ressurreição do terceiro dia.

A mãe que ensina a confiar

Certamente, ao longo de toda a sua vida, ela viveu e encarnou a esperança como ninguém. Acreditou no anúncio do Anjo Gabriel, entregou-se sem duvidar ao que Deus lhe pedia – <<Eis a escrava do Senhor!>> -, e desse solo fecundo da fé, brotou-lhe a esperança como uma planta viçosa, como uma fonte de água viva.

Conta São Lucas que, quando Maria – pouco depois da Anunciação – foi visitar a sua prima Isabel, esta louvou Nossa Senhora em alta voz: Feliz a que acreditou, porque se cumprirão todas as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor (Lc 1, 39-45). Maria acreditou, esperou, e viu realizados nela todos os sonhos de Deus. Por isso a Igreja a chama Mãe da santa esperança, e por isso nós a invocamos como Mãe da misericórdia, vida, doçura e esperança nossa… Não são apenas belas palavras. Estão cheias de conteúdo, pois descrevem a missão que Jesus lhe confiou em favor de todos nós, irmãos de Cristo (cf. Rom 8, 29) e filhos dela (cf. Jo 19,26).

Quando Jesus nos deu Maria como Mãe, na agonia na Cruz, garantiu-nos a esperança. É verdade que a nossa esperança deve estar, toda ela, colocada em Deus. Só Deus é o motivo e a fonte radical da esperança, que, sem a sua graça, não pode existir. Mas Ele deu-nos uma Mãe – a sua Mãe – para que, com a ternura de seu coração, nos ensinasse a confiar; para que nos amparasse e nos guiasse na vida e, como a mãe leva a criança pela mão, nos conduzisse ao encontro de Cristo e finalmente nos introduzisse no Céu.

Uma das orações mais antigas dirigidas a Nossa Senhora, que ainda hoje muitos católicos sabem de cor, diz: <<À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as súplicas que nossas necessidades vos dirigimos, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo>>. Desde os primeiros séculos, a esperança do cristão se refugiava nela.

Na verdade, o Espírito Santo – inspirador da Sagrada Escritura – deixou-nos motivos mais do que suficientes para que aprendêssemos a confiar na <<Esperança nossa>>. Bastaria lembrar a cena das bodas de Caná (Jo 2,1-11), onde a petição de Maria – suave, discreta, sussurrada ao ouvido – obteve de Jesus o seu primeiro milagre, a transformação da água em vinho.

Naquela festa de bodas, começou a faltar o vinho. Maria teve pena dos noivos. Aquilo podia estragar a alegria do banquete. Então disse a Jesus: <<Não têm vinho!>> A resposta do Filho parece um balde de água fria – <<Mulher, isto nos compete a nós? A minha hora ainda não chegou>>; mas Maria não deixou ele confiar, e com toda a paz disse aos serventes: <<Fazei tudo o que ele vos disser>>… Não precisou fazer mais nada. Logo Jesus mandou aos serventes encher de água umas grandes talhas que lá se encontravam, e depois indicou que fosse servida aos convidados. Foi o melhor vinho da festa!

Maria adiantou assim – Deus tem os seus planos! – a hora dos milagres de Jesus. E graças a esse primeiro milagre, obtido pela intercessão da Virgem, o Evangelho diz que Cristo manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele. Tudo, pela solicitude de Maria, pela ternura do seu coração. Se Jesus fez isso, a pedido de Maria, o que não fará por nós? É como se Ele próprio nos estivesse dizendo: <<Vocês veem? Confiem na Mãe! Confiem que Eu a ouvirei sempre! Ela conseguirá de mim o que quiser!>>

Junto de Nossa Senhora, tornava-se fácil cumprir o que Jesus tinha ordenado. Sempre é assim! A única coisa que Ela nos pede é a que pediu aos serventes de Caná: <<Fazei tudo o que Ele vos disser>>. E ela mesma ficará solicita, junto de nós, para nos ajudar a cumpri-lo.

Por isso, uma vida espiritual impregnada de devoção a Nossa Senhora é uma vida espiritual sadia, voltada inteiramente para o cumprimento da Vontade de Deus. <<Antes, sozinho, não podias… – dizia São Josemaria. – Agora, recorreste à Senhora, e, com Ela, que fácil!>>.

Trecho retirado do livro: A Ressurreição e a Esperança Cristã, Francisco Faus. Ed. Quadrante

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jul
20

20/07 - Feliz dia do Amigo! Um amigo antecipa o céu!

Um amigo leva a gente pra longe mesmo quando a gente se esconde.. Conscientes ou não, o fato é que todos nós necessitamos uns dos outros para sermos verdadeiramente felizes neste mundo. Podemos até trabalhar para ter o pão em nossa mesa, mas ele se torna muito mais saboroso quando é degustado na presença de pessoas queridas.

Esforçamo-nos para alcançar metas e conquistar sonhos, mas de que adiantaria vencer se não houvesse com quem partilhar a vitória? Ou seja, todo mundo passa pela necessidade de ter com quem contar e poder dividir sua vida; um amigo entra justamente nesse espaço sagrado do nosso ser, onde, pela força da amizade, o “eu” dá lugar ao “nós” e o egoísmo perde seu poder.

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É por isso que quem tem a coragem de viver uma grande amizade consegue ir além em muitos aspectos de sua vida. Ziza Fernandes afirma em uma de suas canções que “um amigo leva a gente pra longe mesmo quando a gente se esconde”. A meu ver, essa é uma das grandes virtudes da amizade.

Um bom amigo acredita no outro, consegue ver suas capacidades muitas vezes escondidas atrás dos medos e das marcas do passado, e o ajuda a dar a volta por cima. Sabemos bem que uma das coisas mais importantes nesta vida é ouvirmos, na hora certa, alguém nos dizer: “Vá em frente, você é capaz, eu acredito em você!”. É como se essas palavras acendessem milhares de luzes em nosso interior, nos fazendo enxergar nosso potencial e nos permitindo experimentar um pouco do céu na terra. Quem é amigo sabe fazer isso com verdade e coerência. Aliás, amizade tem tudo a ver com verdade, respeito e liberdade. Ninguém, nem mesmo o melhor amigo, tem o direito de “mandar na vida do outro”, muito menos, à custa de b

u a apreciar mais o seu canto, alegrar-se com sua chegada e, principalmente, contar-lhe seus segredos. O pássaro também foi se acostumando com a amiga, já não tinha medo de ser apanhado e chegava a cantar cada vez mais perto dela. Costumava ficava um pouco após o canto, saltando entre um galho e outro como que a ouvir suas partilhas. Depois, abria suas bonitas azas amarelas e voava na direção do infinito. A menina aguardava ansiosa a volta dele no dia seguinte, apesar de para ela parecer uma eternidade, pois queria sua presença e seu canto o tempo inteiro.

Um dia, ela teve a infeliz ideia de, numa armadilha, capturar o sabiá. Então, no fim daquela tarde, quando ele chegou para cantar, foi preso em uma gaiola que passaria a ser a sua residência. A alegria da menina contrastava com a tris

oa intenção, passar por cima de seus valores, levando a pessoa a uma espécie de dependência afetiva que, antes de ser sinal de amizade, é sinal de egoísmo. Recordo-me de uma história que meu pai contava quando eu era criança, que nos ajuda a perceber o valor da liberdade na amizade.

Havia uma menina que morava em uma casa de sítio, e tudo lá se resumia em harmonia e sossego. Podia-se ouvir nitidamente o canto dos pássaros e contemplar, todos os dias, o nascer e o por do sol. Até que, certa vez, a menina observou que um majestoso sabiá vinha todas as tardes cantar bem próximo à sua janela. O gesto foi se repetindo por muitos dias; então, a menina considerou que o sabiá era seu amigo, começoteza do pássaro que se debatia de um canto a outro, querendo de volta a liberdade. Naquele dia, não houve canto nem conversa, a menina ficou chateada por perceber que o sabiá não gostou da gaiola que ela havia mandado construir com tanto requinte. Já o sabiá, ficou desapontado por perceber que, na verdade, ela nunca fora sua amiga. Nos dias seguintes, o pássaro também não cantou e estava cada vez mais abatido, até que a menina resolveu soltá-lo, afirmando que ele não serviria para ser seu amigo. Ele, por sua vez, voou para tão longe que nunca mais voltou.

Eis a moral da história: se a menina fosse realmente amiga do pássaro, não o teria prendido. Um amigo verdadeiro nunca tira a liberdade do outro e também não é egoísta, não o engaiola. O respeito às particularidades do outro é algo sublime e fundamental em todos os relacionamentos, inclusive na amizade. Penso que quem consegue valorizar e amar seus amigos por aquilo que cada um é, sem esperar nada em troca e sem roubar sua essência, traz um pouco do céu para a terra, pois é assim que Deus nos ama.

Aproveite, portanto, este dia para fortalecer os laços de amizade que fazem parte da sua história. Dedique tempo de qualidade aos seus amigos, aprenda a “apreciar o canto sem prender o sabiá”. Expresse sua gratidão e afeto a cada um, quebre distâncias com um telefonema, uma mensagem ou. se possível, vá ao encontro de seus amigos e leve um abraço, um sorriso sincero e a disposição para o acolher; dessa forma, você o ajudará a experimentar, aqui na terra, um pouco do céu.

Veja mais:
:: Cultive suas amizades verdadeiras
:: A importância dos laços de amizade
:: Na vida precisamos de amigos

:: Amizade é característica dos santos, ensina Bento XVI

Dijanira Silva

Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside na missão de São Paulo. Apresentadora da Rádio CN América (SP). E-mail: http:// dijanira@geracaophn.com

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