out
23

O que a Igreja diz sobre a esterilização no controle de natalidade

Vasectomia no homem e laqueadura ou ligadura de trompas nas mulheres. O que dizer desses procedimentos de esterilização?

A esterilização pode ser entendida como ato ou efeito de tornar-se infértil, infecundo e improdutivo, permanecendo incapaz de procriar de maneira usual. Nos seres humanos, a esterilização consiste no ato de empregar técnicas especiais, cirúrgicas ou não, no homem e na mulher para impedir a fecundação. Esse procedimento pode ser classificado como eugênico, terapêutico, estético e de controle de natalidade. O método é usado para atender às necessidades terapêuticas e contraceptivas dos seres humanos; atualmente, é o contraceptivo mais utilizado no mundo. Importante considerar que esse processo é permanente, irreversível. Nesse caso, temos como métodos esterilizantes a vasectomia no homem e a laqueadura ou ligadura de trompas nas mulheres, que provocam a infecundidade permanente.

O que se deve dizer da moralidade dos procedimentos de esterilização? A Igreja Católica avalia como moralmente inaceitável toda esterilização especificamente direcionada para a contracepção ou o impedimento da gravidez. “A esterilização direta, isto é, aquela que tende a tornar impossível a procriação como fim e como meio, é uma violação grave da lei moral e, por conseguinte, ilícita”1.

pais_filhos1_181011A esterilização da faculdade generativa é proibida por um motivo ainda mais grave, pois produz na pessoa um estado de esterilidade quase sempre irreversível. Nem pode ser invocada nenhuma disposição da autoridade pública, que procure impor a esterilização direta como necessária para o bem comum, pois essa destrói a dignidade e a inviolabilidade da pessoa humana. (…) Essa esterilização está absolutamente proibida 2.

“A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção)”3. Portanto, deve-se ainda excluir toda ação que, ou em previsão do ato conjugal ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação. Deve-se excluir igualmente, como o Magistério da Igreja declarou muitas vezes, a esterilização direta, perpétua ou temporal, tanto do homem como da mulher”4.

Esterilização como meio terapêutico

Entende-se esterilização indireta ou terapêutica as exigidas especificamente para a preservação imediata da saúde ou vida da pessoa que enfrenta uma patologia que, de algum modo, envolve o sistema reprodutor. Por exemplo: ovários, úteros ou testículos cancerosos podem ser removidos. A Igreja, por outro lado, não considera ilícito o recurso aos meios terapêuticos, verdadeiramente necessários para curar doenças do organismo, ainda que daí venha a resultar um impedimento, mesmo previsto, à procriação, desde que tal impedimento não seja, por motivo nenhum, querido diretamente. “Embora o homem tenha direito à integridade física, quando a conservação ou funcionamento de algum órgão ou membro constitui direta ou indiretamente uma séria ameaça para todo o corpo, podem ser amputados ou reduzidos à incapacidade de funcionamento se não se dispõe de outros meios (esterilização terapêutica)”5. E ainda, “(…) fora das indicações médicas de ordem estritamente terapêutica, as amputações, as mutilações ou esterilizações diretamente voluntárias de pessoas inocentes são contrárias à lei moral”6.

Leia mais:

:: O que a Igreja diz sobre pesquisas com embriões humanos?
:: Ser mãe de um bebê anencéfalo
:: O que é a Eutanásia

Referências:

1. PIO XII, Alocução ao Congresso da União Católica Italiana das Parteiras, 29 de outubro de 1951, em AAS 43 (1951), pp. 835-854.
2. Cf SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Resposta sobre a esterilização nos hospitais católicos, Quaecumque sterilizatio. AAS, 68 (1976). 13 de março de 1975.
3. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2399.
4. PAULO VI, Carta Encíclica Humanae Vitae, sobre a regulação da natalidade. n. 14.
5. PIO XII, Alocução aos Participantes do Congresso de Associação Italiana de Urologia, de 8 de outubro de 1953, em AAS 45 (1953), pp. 674-675; AAS (1958) pp. 734-735.
6. CEC, 2297.

Padre Mário Marcelo Coelho

Mestre em zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (MG), padre Mário é também licenciado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Mestre em Teologia Prática pelo Centro Universitário Assunção ( SP), o sacerdote é autor e assessor na área de Bioética e Teologia Moral; além de professor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP).

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out
22

22/10 - Dia de São João Paulo II

Pela primeira vez, Igreja celebra memória litúrgica do santo que foi Papa por quase 27 anos. Francisco recordou herança espiritual de seu predecessor

sao-joao-paulo-iiNão esqueçam a herança espiritual de São João Paulo II, foi o pedido deixado pelo Papa Francisco, nesta quarta-feira, 22, dia em que a Igreja celebra, pela primeira vez, a memória litúrgica do santo.

Após a catequese, Francisco saudou um grupo de peregrinos poloneses, recordando a figura do santo canonizado por ele no dia 27 de abril deste ano. “Hoje celebramos a memória litúrgica de São João Paulo II, que convidou todos a abrirem as portas a Cristo. Que sua herança espiritual não seja esquecida, mas nos impulsione à reflexão e ao agir concreto pelo bem da Igreja, da família e da sociedade.”

João Paulo II teve um dos pontificados mais longos da história, com quase 27 anos como Sucessor de Pedro. Eleito em 16 de outubro de 1968, ele iniciou seu pontificado oficialmente no dia 22 de outubro, ocasião em que disse uma frase que se tornou o mote do seu papado: “Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo”.

Confira
.: Biografia de João Paulo II

Primeiro Papa polonês, foi João Paulo II quem instituiu o maior evento da juventude mundial: as Jornadas Mundiais da Juventude. Ele também se destacou por sua dedicação ao tema da família,  dando início ao Encontro Mundial das Famílias, realizado a cada três anos desde 1994. A defesa da vida e o diálogo inter-religioso são outros destaques de seu pontificado.

Desde o atentado sofrido em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro, o Papa polonês começou a ter saúde debilitada. Após diversas internações, ele faleceu no dia 2 de abril de 2005, no Vaticano.  Seu funeral foi um dos maiores da história, contando com a presença de vários líderes mundiais e jornalistas.

O primeiro passo para a canonização foi dado, no dia 1º de maio de 2011, quando foi beatificado pelo então Papa Bento XVI, hoje Papa emérito. Cerca de 1 milhão e meio de fiéis foram ao Vaticano para esse momento.

Confira
.: Fotos da cerimônia de beatificação de João Paulo II

Jéssica Marçal , da Redação do CN Notícias

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out
22

Por que grito com algumas pessoas?!

casal_brigando_[1]É muito simples, muito sério e até um pouco desconcertante! Mesmo que nos sintamos próximos das pessoas – até fisicamente –, é a proximidade do coração que revela se estão perto ou longe de nós.

Existem pessoas que vivem do nosso lado, mas, na verdade, nossos corações estão a milhas de distância delas; por outro lado, há outras tão longe de nós, mas as levamos dentro do coração e nunca nos distanciamos delas! O fato é que gritamos com as pessoas que estão longe do nosso coração. Por favor, pense sobre isso!

Com carinho e orações, seu irmão, Ricardo Sá

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out
21

Brasil comemora Dia Nacional de Valorização da Família

familia-e-tudo-frase-para-tatuagemCom o intuito de suscitar nas famílias o compromisso com a evangelização, o Brasil celebra o dia da valorização familiar.

Nesta terça-feira, 21, o Brasil comemora o Dia Nacional de Valorização da Família. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), o objetivo é chamar a atenção dos governos e da sociedade para a importância da família como instituição fundamental do desenvolvimento humano.
A data foi instituída no dia 17 de maio de 2012, a partir da Lei n. 12.647, sancionada pela presidência da República. Em 2013, os brasileiros celebraram a data pela primeira vez.
Para o Bispo de Camaçari (BA) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, a data deve suscitar nas famílias o compromisso com a evangelização.
O Dia Nacional de Valorização da Família busca promover a família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, por meio do matrimônio, gerar e educar seus filhos (cf. Carta às Famílias, 10) no exercício da família cidadã.
Para a vivência do dia é sugerida uma oração que pode ser incluída nas Missas e celebrações, como também em atividades ecumênicas:

Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família
Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade.
Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.
Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana.
Vinde para reavivar em nós o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva.
Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.
Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte.
Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.
Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.
Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

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out
19

Oração à Santa Edwiges, protetora dos pobres e endividados

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

1339015665edwSenhor meu Deus, Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, Vós que tudo regulais em justiça e misericórdia, aceitai a prece que humildemente Vos dirijo por intermédio de Santa Edwiges, vossa serva, que tanto Vos amou, na terra e que usufrui da graça de contemplar Vossa divina face.

Santa Edwiges exemplo de fé cristã, espelho do amor divino.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, fiel discípula de Cristo, humilde serva do Senhor, modelo de amor à cruz.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, bondosa mãe dos pobres, auxílio dos doentes, refúgio dos oprimidos.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, modelo das mães cristãs, glória da Santa Igreja.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, por amor a Jesus, Maria e José, fazei vossas, minhas aflições. Apressai-vos em socorrer-me. Amém.

Oremos: Santa Edwiges, socorrei-nos em nossas necessidades – Por amor a Jesus Crucificado, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Santa Edwiges, por vossa santa vida, por vossa santa morte, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Amém.

Santa Edwiges, protetora dos endividados, rogai por nós.

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out
18

100 anos do Movimento de Schoenstatt

???????????????????????????????????????????????????????O Movimento Apostólico de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha.

O ato da Fundação é a Aliança de Amor, selada pelo Pe. José Kentenich juntamente com um grupo de seminaristas pallottinos convidando a Mãe de Deus a estabelecer-se numa Capelinha e fazer dela um Santuário de graças, de onde partisse um movimento de renovação religioso e moral para mundo.

As circunstâncias comprovam que Nossa Senhora aceita esse convite e leva a sério a consagração realizada. Em poucos anos a Mãe de Deus atrai muitas pessoas a este lugar de graças realizando prodígios de transformações nas almas.

A Obra é duramente provada no decorrer das duas guerras mundiais e também por meio das autoridades eclesiásticas. Tais dificuldades aprofundam ainda mais a espiritualidade própria de Schoenstatt e amadurecem o amor e a fidelidade à Igreja de todos os que se empenham por essa Obra.

A essência desta espiritualidade é a Aliança de Amor que os membros selam com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, no Santuário. Essa Aliança é um meio eficaz para a vivência mais consciente da Nova e Eterna Aliança, na qual somos inseridos pelo Batismo. Por meio dela, podemos crescer numa profunda fé na Divina Providência e aproveitar as pequenas coisas do dia-a-dia como caminho de santidade.

Uma Obra de tão grandes dimensões tem seu ponto de unidade na Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, na vinculação ao seu Santuário de graças e na fidelidade aos ensinamentos do Fundador, Pe. José Kentenich.

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out
16

Todos somos heterossexuais

A homossexualidade pode ser definida como uma atração sexual prevalente e estável por pessoas do próprio sexo. Sendo simplesmente uma atração (inclinação, tendência…), como outras tendências (musicais, esportivas, alimentares…), independente da identidade da pessoa, a homossexualidade não constitui o aspecto essencial e não é, portanto, a natureza, a condição ou o estado dessa pessoa.

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Pode-se afirmar, a rigor de lógica, que não existem homossexuais, mas pessoas com orientações homossexuais. É fundamental distinguir entre a tendência homossexual e a pessoa que prova essa tendência. Pode-se considerar a homossexualidade um problema, desaprovar as uniões homossexuais e considerar imoral tais atos; mas nos confrontos dessas pessoas são necessários compreensão e respeito. Do mesmo modo, uma atitude crítica em relação à homossexualidade não significa “homofobia” nem desprezo com pessoas que possuem essa tendência. A homossexualidade não é determinada pelo comportamento sexual. Existem, de fato, pessoas com tendências homossexuais absolutamente castas ou que possuem relações heterossexuais, assim como existem pessoas com uma orientação heterossexual, mas que, por diferentes motivos, experimentam comportamentos homossexuais, sem que estes modifiquem sua orientação sexual.

A homossexualidade não diz respeito apenas e exclusivamente à orientação sexual. Sua raiz se coloca como a identidade de gênero, ou seja, a consciência do papel que os indivíduos do próprio sexo desenvolvem na sociedade. O fundamento da homossexualidade – como evidenciou Alfred Abner (1870-1937) e foi confirmado mais recentemente por Irving Bieber (1908-1991) – é que os homens que provam tendências homossexuais não se percebem à altura dos outros homens, capazes de poder satisfazer as exigências que a sociedade faz aos representantes do próprio gênero, dotados daquelas características viris que, na realidade, cada homem deve fastidiosamente construir. Esses admiram, invejam e, portanto, sentem-se atraídos por outros homens que veem mais desejosos de si.

Isso implica que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, heterossexuais com problemas de identidade de gênero. Não existem, portanto, “homossexuais latentes”, porque não existe uma natureza homossexual que possa não se manifestar, nem existe uma tendência homossexual se ela não é advertida; e mais ainda, pode-se afirmar que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, “heterossexuais latentes”.

Outra distinção importante é aquela entre as pessoas com tendências homossexuais e os gays:enquanto a palavra “homossexualidade” indica simplesmente uma atração ou tendência, a palavra “gay” indica uma identidade sócio-política. Nem todas as pessoas com tendências homossexuais se reconhecem na identidade gay; a maior parte deles não é orgulhoso dessa inclinação e, por isso, sofrem muito, nem mesmo consideram a homossexualidade positiva para si e para a sociedade. Uma das questões mais debatidas sobre o argumento homossexual é se a homossexualidade é algo natural. A questão nasce de um equívoco de fundo: não é de fato natural tudo que existe, nem mesmo tudo que fazem os animais. O termo “natural” indica aquilo que deveríamos ser, aquilo que seremos se o nosso desenvolvimento não encontrasse obstáculos. Em uma palavra, é o nosso projeto vital.

Da mesma forma que a obesidade existe, mas não é natural, também a homossexualidade não é natural, porque todas as pessoas são heterossexuais, a não ser que algo intervenha, elimine a sua identidade de gênero e faça surgir um sentido de inferioridade, de diversidade e dificuldade em relação às outras pessoas.

Os ativistas gays fortemente sustentam a hipótese de que a homossexualidade tenha uma causa biológica. No imaginário comum, de fato, tudo aquilo que é biológico é facilmente identificado como alguma coisa de inelutável, e que, portanto, deve ser aceito. Todavia, estudos científicos excluem a possibilidade de uma causa biológica da homossexualidade: independente de títulos jornalísticos tanto de grande circulação como não tanto, não existe um “gene gay”, um “cérebro gay” ou um “hormônio gay”; no máximo – mas sem nenhuma certeza científica – pode-se fazer hipótese de uma predisposição biológica que é bem diferente de uma causa biológica. Mas, com certeza, há influências ambientais (familiar, social, experiência de vida etc.) que determinam um sentido de inferioridade em relação às pessoas do mesmo sexo, e, portanto, o desenvolvimento da homossexualidade.

A título de conclusão: é possível que uma pessoa com tendências homossexuais mude sua orientação sexual? Sim. Há testemunhos de experiências clínicas (Nicolosi, van den Aardweg, Bieber, Spitzer…) como também de associações de pessoas que mudaram sua orientação sexual. Existe também uma vastíssima bibliografia, seja em português ou em outras línguas, principalmente em inglês e francês, muito importantes, como a carta que Joseph Ratzinger escreveu: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL 
DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS.

Antes de darmos um juízo final sobre tal comportamento ou tendência, saibamos que por trás de cada um existe uma história, e que a Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolheu, aceitando o pecador, mas não o pecado. Ajudemos a cada um desses nossos irmãos e irmãs com nossa oração e caridade.

Padre Anderson Marçal

Anderson Marçal Moreira é padre da Igreja Católica Apostólica Romana. Natural da cidade de São Paulo (SP), padre Anderson é membro da comunidade Canção Nova desde o ano 2000. No dia 16 de dezembro de 2007, foi ordenado sacerdote. Estudou Teologia Pastoral Bíblica-Litúrgica na Universidade Salesiana de Roma.

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out
15

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out
14

CNBB celebra 62 anos de colegialidade episcopal

cnbb62anosHá 62 anos nascia a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com a missão de congregar os bispos da Igreja Católica no país. A entidade iniciou com um pequeno grupo de bispos, padres, religiosos e colaboradores, sob a inspiração do então padre Hélder Câmara, em 14 de outubro de 1952. Com o passar dos anos, a Conferência cresceu e multiplicou sua ação evangelizadora no Brasil. Hoje, reúne mais de 460 membros, entre cardeais, arcebispos e bispos.

A CNBB está presente em todos os estados brasileiros, por meio dos 18 regionais, organizados nas principais capitais do país. Sua missão acontece em comunhão com as arquidioceses, dioceses, eparquias, prelazias, exarcados e ordinariados. Ao todo, são 276 circunscrições eclesiásticas, tendo como pastor o bispo local, que conta com a colaboração das pastorais, organismos e movimentos.

A principal missão da Conferência consiste em promover a vivência e a comunhão entre os bispos e a vida fraterna e comunitária em cada diocese. Ao celebrar mais de seis décadas a serviço da evangelização, a entidade busca renovar constantemente sua dinâmica de atuação, motivada pela Palavra.

Para o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, a Conferência tem buscado caminhar em unidade com o papa Francisco, a partir das orientações e ensinamentos da Igreja. Com base nesse propósito, procura assumir, a cada dia, a alegria do evangelho, como ensina o papa.

“Francisco nos convida a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo com esse espírito de alegria, de confiança em Deus, pois Ele está conosco. A vitória é de Deus e, portanto, a vitória é nossa, em nossos trabalhos e missão. Apesar das dificuldades e obstáculos pelos quais temos que passar no dia a dia”, disse dom Damasceno

A serviço do povo

Ao longo de sua trajetória, a CNBB exerce suas atividades pastorais em favor dos fieis, na dinâmica da missão evangelizadora. “As conferências episcopais são sinônimos da colegialidade na Igreja que é mistério de Deus e vive na comunhão. Não uma comunhão na uniformidade, mas na diversidade de seus membros e nos dons que o Espírito Santo concede ao povo. Então, à medida que essa comunhão se fortalece, também é a missão da Igreja que avança. A Igreja é mistério, comunhão e missão”, explica o cardeal.

No dia 30 de setembro, a presidência da CNBB teve encontro com o papa Francisco, no Vaticano. Na ocasião, foram apresentados ao papa os últimos documentos produzidos pela Conferência, assim como um panorama da vida e da missão da entidade.

Durante missa comemorativa, realizada hoje, 14, na sede da Conferência, e da qual participaram os funcionários da entidade, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, recordou que o papa Francisco agradeceu o empenho da Igreja no Brasil a serviço do Reino de Deus.

“Ao celebramos os 62 anos da CNBB, celebramos também a vida dos nossos bispos, das nossas dioceses e dos filhos e filhas de Deus. O compromisso da Conferência com a vida e a salvação do povo. Não apenas a vida das pessoas que estão nas comunidades e paróquias, mas a vida de cada pessoa presente na sociedade. Nossa missão é servir, assim como nos pede Jesus”, disse Leonardo.

Traços da história

A história da Conferência conta com personagens que contribuíram para concretização deste sonho. Um deles foi o jovem padre Helder Câmara que, em 1936, aos 27 anos, foi transferido para o Rio de Janeiro com a incumbência de instalar o Secretariado Nacional da Ação Católica Brasileira, sendo a precursora da Conferência dos Bispos do Brasil.

A proposta de criação da CNBB começou a ganhar vida em 1950. Em dezembro daquele ano, monsenhor Helder Câmara teve o primeiro encontro privado com o monsenhor Giovanni Battista Montini, da Secretaria de Estado do Vaticano e futuro papa Paulo VI. Na ocasião, padre Helder apresentou a ele o projeto da CNBB. Num curto período de tempo, entre a morte dos papas Pio XII e João 23, chegava ao Trono de Pedro o papa Paulo VI.

Após três anos da eleição do papa Paulo VI, em 21 de junho de 1963, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Passos decisivos para a presente figura da CNBB foram o Concílio Vaticano II e o Encontro Latino-americano de Medellín.

A primeira Comissão eleita para gestar a CNBB teve como presidente o cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. Dom Hélder Câmara exerceu a função de secretário geral até 1964 e deixou um legado de fé e de importantes conquistas na Conferência. “Os homens se movem e Deus os conduz: eis o resumo das minhas impressões ao recordar o surgimento da CNBB e sua caminhada”, lembrava dom Helder Câmara.

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out
13

Mentiras que parecem verdade

Podemos passar uma vida inteira criando ciladas para nós mesmas e nos escondendo atrás de mentiras que parecem verdades

Um sentimento de inferioridade diante dos outros, a incapacidade de decidir e fazer escolhas diante das circunstâncias da vida, o isolamento, a depressão, o mau humor constante, os sentimentos de culpa, a falta de perspectiva diante do futuro, o desânimo, a irritabilidade frequente, a agressividade contra si mesma e contra os outros, a perda de interesse e de alegria, a ausência de autoestima e do sentido da vida… Esses são alguns dos sinais de que algo não vai bem conosco. São sinais concretos de que, em algum momento ao longo do nosso caminho, nos perdemos de nós mesmas, por essa razão, nos sentimos frágeis, pequenas e incapazes de encontrar nosso lugar no mundo e de dar um novo rumo para nossa história, diante da qual sempre temos a tendência a nos colocar no papel de vítimas.

Se conseguimos identificar que vivemos algumas destas situações descritas acima, é sinal de que estamos vivendo uma mentira existencial. Seja por traumas vividos no passado, seja por dificuldade de lidar com as situações do presente, em algum momento saímos da rota, negamos nossa consciência e, sem perceber, abrimos mão da responsabilidade que temos sobre nossa própria vida. Começamos a mentir, negando e anulando o nosso próprio “eu” para nos esconder atrás de sintomas que podemos carregar por muito tempo. Podemos passar uma vida inteira criando ciladas para nós mesmas e nos escondendo atrás de “falsas verdades”.

formacao_mentiras-que-parecem-verdade940x500Com a psicologia aprendemos que “neurose” é uma mentira esquecida na qual acreditamos e da qual precisamos nos libertar, senão viveremos sempre como agentes passivos e nunca autores de nossa própria história. Precisamos nos reconciliar com a verdade da nossa existência e tomar as rédeas da nossa vida nas mãos; e o meio mais eficaz de nos livrarmos destas mentiras é a confissão. Não apenas a confissão sacramental, como também o ato de contar a nossa própria história para nós mesmas, para alguém e para Deus.

Nossa vida é uma narrativa, que deve ser escrita por nós sob a luz do Espírito Santo, a quem devemos recorrer sempre para que Ele nos dê a graça de conhecermos a verdade sobre nós mesmas.

Deus é maior do que qualquer circunstância que tenha nos acontecido e maior que qualquer mentira que um dia alguém possa ter nos contado. Jesus quer sempre nos guiar pelo caminho da verdade, contudo, precisamos ter a coragem de contar nossa própria história, coragem para fazer as pazes com o nosso passado e para deixar o orgulho de lado e permitir que caiam nossas máscaras uma após a outra.

Precisamos, sim, reconhecer nossas misérias e nossas fraquezas, nos perdoar e perdoar a quem nos feriu, sabendo e assumindo que Deus é maior que tudo e que nos ama a despeito de tudo.

Como tão bem nos ensina Santo Agostinho, o melhor método para saber a verdade acerca de si mesmo é o exame de consciência e a confissão. Narrar nossa própria história com suas alegrias e tristezas, com suas conquistas e adversidades, buscando em cada fato e em cada acontecimento o verdadeiro sentido para a nossa existência.

Esta deveria ser uma prática diária em nossa vida, pois se não fizermos isso teremos uma grande tendência a nos perder de nós mesmas ao longo do caminho; muitas vezes, chegamos a ponto de não saber mais quem somos, já não nos reconhecemos mais. Então passamos a agir como “personagens” enrolados em nossa própria trama existencial. Chega um momento em queprecisamos deixar cair as “escamas dos olhos” e deixarmos, enfim, de nos sentir vítimas do que nos aconteceu para assumirmos  a responsabilidade por nossa própria vida.

Se nos sentimos traídas quando alguém mente para nós, como podemos então suportar passar anos da nossa vida traindo a nós mesmas e à nossa consciência mais profunda? Com a ajuda de Deus e com um firme propósito diante de nós mesmas podemos mudar isso.

A verdade passa necessariamente pelo confessionário e é o Espírito Santo de Deus quem nos conduz sempre de volta a nós mesmas, de volta à casa do Pai. Existe um saber dentro de cada uma de nós, uma intuição que vem do coração e ali é onde se encontra a verdade. Isso devemos buscar todos os dias, com coragem e muita sinceridade no coração, um encontro profundo com nossa alma.

Se você se sente perdida e não sabe por onde começar, peça ao Espírito de Deus que Ele lhe dê o dom da sabedoria e que Ele a ilumine e a guie neste caminho rumo ao seu interior. Sentir-se perdida já é um começo, é um sinal de que, por mais que você ainda não saiba qual é a verdade acerca de si mesma, já sabe ao menos quais são as mentiras. Temos do nosso lado um Deus que é amor infinito e infinita misericórdia.

A Ele devemos confessar todas estas mentiras e deixar que Seu Espírito de amor se revele a nós e nos conte a verdade escondida por trás de tantas mentiras.

Judith Dipp

Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.

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