out
30

O que é o rito de dedicação de uma igreja?

A celebração de dedicação marca a vida de uma igreja

Desde os primórdios, Deus se comunicou com o homem de diversas maneiras. Podemos ler, no Antigo Testamento, o Senhor que se revela a Abrão por intermédio de um anjo (Gn 18,2ss). No livro do Êxodo, Deus se manifestou a Moisés na sarça ardente (3,2) e o tornou libertador do povo de Israel. Esse povo cultuava Deus por meio de orações, sacrifícios e de uma conduta segundo os mandamentos. Hoje, nós temos a igreja para nos reunirmos, para escutarmos a Palavra; mas antes o povo realizava seus sacrifícios e orações no deserto e em tendas.

No primeiro livro de Samuel aparecem outros elementos que ajudavam o povo eleito na fé: a Arca da Aliança (4-6), que continha as Tábuas da Lei; o cajado de Aarão e o maná; a unção, o óleo com o qual reis e profetas eram ungidos (10,1;16). O grande rei Davi bem que gostaria de construir um templo para o Senhor, mas foi seu filho Salomão que o fez. O templo foi destruído inúmeras vezes, atualmente existe apenas uma pequena parte que é conhecida como muro das lamentações.

Unção-cruzes-dedicação-igreja-Fraternidade-São-PedroCom a vinda de Jesus Cristo, a ideia de casa de Deus, de templo, não diz respeito apenas a um edifício, mas a pessoas que formam uma comunidade, uma ecclesia, uma assembleia. Jesus havia escolhido Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). O apóstolo Paulo faz a comparação e apresenta a imagem da Igreja como um corpo, que tem como cabeça Jesus Cristo (1Cor 12). O apóstolo Pedro, em sua carta pastoral, dizia à comunidade: “Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pd 2,5). Pode-se verificar que não havia uma preocupação de construir um templo, aliás no próprio discurso de Estevão ele diz que Deus não mora em casa feita por mãos humanas (At 7,48). De qualquer forma, também no início da Igreja, os apóstolos se reuniam nas casas para rezar. Paulo estava provavelmente numa casa, estavam reunidos para a fração do pão; e como se delongou na pregação, um jovem caiu da janela (cf. Atos 20,9).

Com o tempo, a Igreja foi crescendo e houve a necessidade de um templo. No fim do século I, eram edifícios denominados “Casa de Assembleia”; no século II, “Casa de Deus”, estes últimos normalmente foram edifícios de poderosos, que se convertiam e doavam esses edifícios para a Igreja. Isso é bem identificado por volta do ano 300 d.C, quando Constantino recebeu a evangelização de sua mãe Santa Helena. Esses espaços e outros construídos passaram a ser oficialmente os locais de oração, do culto eucarístico, da pregação da Palavra, local onde se cultivava a fé. Esse local é a igreja; ela era e é o local de encontro. Assim como no Antigo Testamento, Deus se manifestava na tenda ou no próprio templo, a Igreja acredita e celebra a presença de Deus também no templo, a igreja.

Quando a construção de uma igreja chega ao fim, a celebração que marca a vida dela tem o nome de “dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração. O termo normalmente mais usado é “dedicação”, toda igreja é dedicada por excelência à Santíssima Trindade, a Nosso Senhor Jesus Cristo e seus títulos; ao Espírito Santo, a Santíssima Virgem, aos Santos Anjos, aos santos inscritos no Martirológio Romano. Na dedicação da igreja, o rito é belíssimo e muito rico de significados. Normalmente, é o bispo daquela diocese quem dedica a nova igreja. Ali acontece a aspersão da água benta, as unções do altar e das paredes no edifício, a incensação, a deposição das relíquias no altar, a iluminação e, é claro, o rito da Palavra e da Eucaristia.

Parte por parte, com muito significado, a água aspergida logo no início é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito penitencial, por isso não há o ato penitencial como de costume. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15). O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai. Desde os primeiros séculos, celebrava-se nas catacumbas sobre as relíquias dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir, nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino. A iluminação: Cristo é a Luz que ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos iluminados, por Ele também iluminaremos onde chegarmos, levando a luz que é Cristo.

Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir, de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja ou capela que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor.

.: Cerimônia de dedicação do Santuário do Pai das Misericórdias

Padre Marcio

Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn

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out
29

Papa saúda Canção Nova pelo Reconhecimento Definitivo

Santo Padre saudou membros da comunidade após a catequese desta quarta-feira, na Praça São Pedro.

O Papa Francisco saudou a Comunidade Canção Nova, nesta quarta-feira, 29, após a catequese. O Pontífice mencionou o Reconhecimento Pontifício Definitivo concedido à comunidade pelo Vaticano, no dia 29 de junho desse ano, Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Membros da comunidade Canção Nova festejam saudação do Papa Francisco / Foto Ana Paula Meneses CN

Membros da comunidade Canção Nova festejam saudação do Papa Francisco / Foto Ana Paula Meneses CN

“Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, em particular os Amigos do Museu do Oriente, o grupo de sacerdotes de São Sebastião do Rio de Janeiro, bem como os membros das comunidades Canção Nova, em festa pelo reconhecimento eclesial, e Doce Mãe de Deus e Copiosa Redenção, pelo jubileu de fundação. O Senhor vos encha de alegria e o Espírito Santo ilumine as decisões das vossas vidas para realizardes fielmente a vontade do Pai Celeste. Sobre todos vós, vossas famílias e comunidades vele a Santa Mãe da Igreja”

O reconhecimento significa que a Canção Nova recebeu a aprovação definitiva do seu carisma por parte do Vaticano. Em 2008, a comunidade foi reconhecida pela Santa Sé com um decreto em caráter ad experimentum, procedimento comum nesse tipo de processo. O documento foi assinado, no dia 12 de outubro de 2008, e entregue ao monsenhor Jonas Abib, no Vaticano, no dia 3 de novembro do mesmo ano. Desde então, a Canção Nova aguardava pela aprovação definitiva.

A Comunidade Canção Nova foi fundada, em 1978, por monsenhor Jonas Abib, e tem como finalidade formar homens novos para um mundo novo. Ela possui a missão de evangelizar, comunicando Jesus e a vida nova que Ele veio trazer, por meio de encontros e, de maneira preferencial, mas não exclusiva, pelos meios de comunicação social.

Da Redação do CN Notícias

Veja também
.: Recorde o Reconhecimento Pontifício provisório da CN em 2008
.: Veja como é o dia a dia dos missionários da Canção Nova

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out
27

Não ao mundanismo espiritual

Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais!

O mundanismo espiritual, que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, busca, em vez da glória do Senhor, a glória humana e o bem-estar pessoal. É aquilo que o Senhor censurava aos fariseus: «Como vos é possível acreditar, se andais à procura da glória uns dos outros, e não procurais a glória que vem do Deus único?» (Jo 5,44). É uma maneira sutil de procurar «os próprios interesses, não os interesses de Jesus Cristo» (Fl 2,21). Reveste-se de muitas formas, de acordo com o tipo de pessoas e situações em que penetra. Por cultivar o cuidado da aparência, nem sempre suscita pecados de domínio público, pelo que externamente tudo parece correto. Mas, se invadisse a Igreja, «seria infinitamente mais desastroso do que qualquer outro mundanismo meramente moral».

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Esse mundanismo pode alimentar-se sobretudo de duas maneiras profundamente relacionadas. Uma delas é o fascínio do gnosticismo, uma fé fechada no subjetivismo, onde apenas interessa uma determinada experiência ou uma série de raciocínios e conhecimentos que supostamente confortam e iluminam, mas, em última instância, a pessoa fica enclausurada na imanência da sua própria razão ou dos seus sentimentos.

A outra maneira é o neopelagianismo autorreferencial e prometeuco de quem, no fundo, só confia nas suas próprias forças e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a um certo estilo católico próprio do passado. É uma suposta segurança doutrinal ou disciplinar que dá lugar a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente. São manifestações dum imanentismo antropocêntrico. Não é possível imaginar que, destas formas desvirtuadas do Cristianismo, possa brotar um autêntico dinamismo evangelizador.

Esse obscuro mundanismo manifesta-se em muitas atitudes, aparentemente opostas, mas com a mesma pretensão de «dominar o espaço da Igreja». Em alguns, há um cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, mas não se preocupam que o Evangelho adquira uma real inserção no povo fiel de Deus e nas necessidades concretas da história. Assim, a vida da Igreja se transforma numa peça de museu ou numa possessão de poucos. Noutros, o próprio mundanismo espiritual esconde-se por detrás do fascínio de poder mostrar conquistas sociais e políticas, numa vanglória ligada à gestão de assuntos práticos ou numa atração pelas dinâmicas de autoestima e de realização autorreferencial. Também se pode traduzir em várias formas de se apresentar a si mesmo envolvido numa densa vida social cheia de viagens, reuniões, jantares e recepções. Ou então desdobra-se num funcionalismo empresarial, carregado de estatísticas, planificações e avaliações, onde o principal beneficiário não é o povo de Deus, mas a Igreja como organização. Em qualquer um dos casos, não traz o selo de Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado, encerra-se em grupos de elite, não sai realmente à procura dos que andam perdidos nem das imensas multidões sedentas de Cristo. Já não há ardor evangélico, mas o gozo espúrio duma autocomplacência egocêntrica.

Nesse contexto, alimenta-se a vanglória de quantos se contentam com ter algum poder e preferem ser generais de exércitos derrotados antes que simples soldados dum batalhão que continua a lutar. Quantas vezes sonhamos planos apostólicos expansionistas, meticulosos e bem traçados, típicos de generais derrotados! Assim negamos a nossa história de Igreja, que é gloriosa por ser história de sacrifícios, de esperança, de luta diária, de vida gasta no serviço, de constância no trabalho fadigoso, porque todo o trabalho é “suor do nosso rosto”. Em vez disso, entretemo-nos vaidosos a falar sobre «o que se deveria fazer» – o pecado do «deveriaqueísmo» – como mestres espirituais e peritos de pastoral que dão instruções ficando de fora. Cultivamos a nossa imaginação sem limites e perdemos o contato com a dolorosa realidade do nosso povo fiel.

Quem caiu nesse mundanismo olha de cima e de longe, rejeita a profecia dos irmãos, desqualifica quem o questiona, faz ressaltar constantemente os erros alheios e vive obcecado pela aparência. Circunscreveu os pontos de referência do coração ao horizonte fechado da sua imanência e dos seus interesses e, consequentemente, não aprende com os seus pecados nem está verdadeiramente aberto ao perdão. É uma tremenda corrupção, com aparências de bem. Devemos evitá-lo, pondo a Igreja em movimento de saída de si mesma, de missão centrada em Jesus Cristo, de entrega aos pobres. Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais! Este mundanismo asfixiante cura-se saboreando o ar puro do Espírito Santo, que nos liberta de estarmos centrados em nós mesmos, escondidos numa aparência religiosa vazia de Deus. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!

Trecho extraído da exortação Apostólica Evangelii Gaudium – Parágrafos 93 – 97

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out
23

Aprofundamento com Márcio Mendes!

Algumas pessoas vivem esmagadas pela tristeza e pelo sofrimento porque não sabem como mudar isso. E, quando sabem, muitas vezes não têm forças. Outras pessoas vivem sem alcançar aquilo que para elas é importante, que faz parte de seus sonhos e que as tornaria mais felizes.

Mas há algo capaz de transformar toda uma vida: a EXPERIÊNCIA PESSOAL COM DEUS. Se você tomar a decisão para compreender e viver de verdade essa experiência, asseguramos com tranquilidade de que o sofrimento não terá mais poder de destruição sobre você.

 É para te ajudar a ter essa experiência, e a partir dela uma VIDA NOVA, que a comunidade Canção Nova, nos dias 29 e 30 de novembro realiza o Aprofundamento “Vencendo Aflições, alcançando Milagres” com a presença do missionário Márcio Mendes, da comunidade Canção Nova! Será um final de semana de graças! Participe conosco!

O evento será no salão social do Minas Brasília Tênis Clube, no Setor de Clubes Norte. Faça sua inscrição nas Lojas Canção Nova! Corra que as vagas são limitadas!

 Informações: (61) 3252-7050

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out
23

O que a Igreja diz sobre a esterilização no controle de natalidade

Vasectomia no homem e laqueadura ou ligadura de trompas nas mulheres. O que dizer desses procedimentos de esterilização?

A esterilização pode ser entendida como ato ou efeito de tornar-se infértil, infecundo e improdutivo, permanecendo incapaz de procriar de maneira usual. Nos seres humanos, a esterilização consiste no ato de empregar técnicas especiais, cirúrgicas ou não, no homem e na mulher para impedir a fecundação. Esse procedimento pode ser classificado como eugênico, terapêutico, estético e de controle de natalidade. O método é usado para atender às necessidades terapêuticas e contraceptivas dos seres humanos; atualmente, é o contraceptivo mais utilizado no mundo. Importante considerar que esse processo é permanente, irreversível. Nesse caso, temos como métodos esterilizantes a vasectomia no homem e a laqueadura ou ligadura de trompas nas mulheres, que provocam a infecundidade permanente.

O que se deve dizer da moralidade dos procedimentos de esterilização? A Igreja Católica avalia como moralmente inaceitável toda esterilização especificamente direcionada para a contracepção ou o impedimento da gravidez. “A esterilização direta, isto é, aquela que tende a tornar impossível a procriação como fim e como meio, é uma violação grave da lei moral e, por conseguinte, ilícita”1.

pais_filhos1_181011A esterilização da faculdade generativa é proibida por um motivo ainda mais grave, pois produz na pessoa um estado de esterilidade quase sempre irreversível. Nem pode ser invocada nenhuma disposição da autoridade pública, que procure impor a esterilização direta como necessária para o bem comum, pois essa destrói a dignidade e a inviolabilidade da pessoa humana. (…) Essa esterilização está absolutamente proibida 2.

“A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção)”3. Portanto, deve-se ainda excluir toda ação que, ou em previsão do ato conjugal ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação. Deve-se excluir igualmente, como o Magistério da Igreja declarou muitas vezes, a esterilização direta, perpétua ou temporal, tanto do homem como da mulher”4.

Esterilização como meio terapêutico

Entende-se esterilização indireta ou terapêutica as exigidas especificamente para a preservação imediata da saúde ou vida da pessoa que enfrenta uma patologia que, de algum modo, envolve o sistema reprodutor. Por exemplo: ovários, úteros ou testículos cancerosos podem ser removidos. A Igreja, por outro lado, não considera ilícito o recurso aos meios terapêuticos, verdadeiramente necessários para curar doenças do organismo, ainda que daí venha a resultar um impedimento, mesmo previsto, à procriação, desde que tal impedimento não seja, por motivo nenhum, querido diretamente. “Embora o homem tenha direito à integridade física, quando a conservação ou funcionamento de algum órgão ou membro constitui direta ou indiretamente uma séria ameaça para todo o corpo, podem ser amputados ou reduzidos à incapacidade de funcionamento se não se dispõe de outros meios (esterilização terapêutica)”5. E ainda, “(…) fora das indicações médicas de ordem estritamente terapêutica, as amputações, as mutilações ou esterilizações diretamente voluntárias de pessoas inocentes são contrárias à lei moral”6.

Leia mais:

:: O que a Igreja diz sobre pesquisas com embriões humanos?
:: Ser mãe de um bebê anencéfalo
:: O que é a Eutanásia

Referências:

1. PIO XII, Alocução ao Congresso da União Católica Italiana das Parteiras, 29 de outubro de 1951, em AAS 43 (1951), pp. 835-854.
2. Cf SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Resposta sobre a esterilização nos hospitais católicos, Quaecumque sterilizatio. AAS, 68 (1976). 13 de março de 1975.
3. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2399.
4. PAULO VI, Carta Encíclica Humanae Vitae, sobre a regulação da natalidade. n. 14.
5. PIO XII, Alocução aos Participantes do Congresso de Associação Italiana de Urologia, de 8 de outubro de 1953, em AAS 45 (1953), pp. 674-675; AAS (1958) pp. 734-735.
6. CEC, 2297.

Padre Mário Marcelo Coelho

Mestre em zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (MG), padre Mário é também licenciado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Mestre em Teologia Prática pelo Centro Universitário Assunção ( SP), o sacerdote é autor e assessor na área de Bioética e Teologia Moral; além de professor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP).

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out
22

22/10 - Dia de São João Paulo II

Pela primeira vez, Igreja celebra memória litúrgica do santo que foi Papa por quase 27 anos. Francisco recordou herança espiritual de seu predecessor

sao-joao-paulo-iiNão esqueçam a herança espiritual de São João Paulo II, foi o pedido deixado pelo Papa Francisco, nesta quarta-feira, 22, dia em que a Igreja celebra, pela primeira vez, a memória litúrgica do santo.

Após a catequese, Francisco saudou um grupo de peregrinos poloneses, recordando a figura do santo canonizado por ele no dia 27 de abril deste ano. “Hoje celebramos a memória litúrgica de São João Paulo II, que convidou todos a abrirem as portas a Cristo. Que sua herança espiritual não seja esquecida, mas nos impulsione à reflexão e ao agir concreto pelo bem da Igreja, da família e da sociedade.”

João Paulo II teve um dos pontificados mais longos da história, com quase 27 anos como Sucessor de Pedro. Eleito em 16 de outubro de 1968, ele iniciou seu pontificado oficialmente no dia 22 de outubro, ocasião em que disse uma frase que se tornou o mote do seu papado: “Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo”.

Confira
.: Biografia de João Paulo II

Primeiro Papa polonês, foi João Paulo II quem instituiu o maior evento da juventude mundial: as Jornadas Mundiais da Juventude. Ele também se destacou por sua dedicação ao tema da família,  dando início ao Encontro Mundial das Famílias, realizado a cada três anos desde 1994. A defesa da vida e o diálogo inter-religioso são outros destaques de seu pontificado.

Desde o atentado sofrido em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro, o Papa polonês começou a ter saúde debilitada. Após diversas internações, ele faleceu no dia 2 de abril de 2005, no Vaticano.  Seu funeral foi um dos maiores da história, contando com a presença de vários líderes mundiais e jornalistas.

O primeiro passo para a canonização foi dado, no dia 1º de maio de 2011, quando foi beatificado pelo então Papa Bento XVI, hoje Papa emérito. Cerca de 1 milhão e meio de fiéis foram ao Vaticano para esse momento.

Confira
.: Fotos da cerimônia de beatificação de João Paulo II

Jéssica Marçal , da Redação do CN Notícias

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out
22

Por que grito com algumas pessoas?!

casal_brigando_[1]É muito simples, muito sério e até um pouco desconcertante! Mesmo que nos sintamos próximos das pessoas – até fisicamente –, é a proximidade do coração que revela se estão perto ou longe de nós.

Existem pessoas que vivem do nosso lado, mas, na verdade, nossos corações estão a milhas de distância delas; por outro lado, há outras tão longe de nós, mas as levamos dentro do coração e nunca nos distanciamos delas! O fato é que gritamos com as pessoas que estão longe do nosso coração. Por favor, pense sobre isso!

Com carinho e orações, seu irmão, Ricardo Sá

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out
21

Brasil comemora Dia Nacional de Valorização da Família

familia-e-tudo-frase-para-tatuagemCom o intuito de suscitar nas famílias o compromisso com a evangelização, o Brasil celebra o dia da valorização familiar.

Nesta terça-feira, 21, o Brasil comemora o Dia Nacional de Valorização da Família. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), o objetivo é chamar a atenção dos governos e da sociedade para a importância da família como instituição fundamental do desenvolvimento humano.
A data foi instituída no dia 17 de maio de 2012, a partir da Lei n. 12.647, sancionada pela presidência da República. Em 2013, os brasileiros celebraram a data pela primeira vez.
Para o Bispo de Camaçari (BA) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, a data deve suscitar nas famílias o compromisso com a evangelização.
O Dia Nacional de Valorização da Família busca promover a família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, por meio do matrimônio, gerar e educar seus filhos (cf. Carta às Famílias, 10) no exercício da família cidadã.
Para a vivência do dia é sugerida uma oração que pode ser incluída nas Missas e celebrações, como também em atividades ecumênicas:

Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família
Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade.
Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.
Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana.
Vinde para reavivar em nós o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva.
Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.
Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte.
Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.
Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.
Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

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out
19

Oração à Santa Edwiges, protetora dos pobres e endividados

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

1339015665edwSenhor meu Deus, Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, Vós que tudo regulais em justiça e misericórdia, aceitai a prece que humildemente Vos dirijo por intermédio de Santa Edwiges, vossa serva, que tanto Vos amou, na terra e que usufrui da graça de contemplar Vossa divina face.

Santa Edwiges exemplo de fé cristã, espelho do amor divino.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, fiel discípula de Cristo, humilde serva do Senhor, modelo de amor à cruz.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, bondosa mãe dos pobres, auxílio dos doentes, refúgio dos oprimidos.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, modelo das mães cristãs, glória da Santa Igreja.

-Vinde em nosso auxílio.
Santa Edwiges, por amor a Jesus, Maria e José, fazei vossas, minhas aflições. Apressai-vos em socorrer-me. Amém.

Oremos: Santa Edwiges, socorrei-nos em nossas necessidades – Por amor a Jesus Crucificado, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Santa Edwiges, por vossa santa vida, por vossa santa morte, fazei vossas, minhas aflições e minhas angústias, apressai-vos em socorrer-me. Amém.

Santa Edwiges, protetora dos endividados, rogai por nós.

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out
18

100 anos do Movimento de Schoenstatt

???????????????????????????????????????????????????????O Movimento Apostólico de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha.

O ato da Fundação é a Aliança de Amor, selada pelo Pe. José Kentenich juntamente com um grupo de seminaristas pallottinos convidando a Mãe de Deus a estabelecer-se numa Capelinha e fazer dela um Santuário de graças, de onde partisse um movimento de renovação religioso e moral para mundo.

As circunstâncias comprovam que Nossa Senhora aceita esse convite e leva a sério a consagração realizada. Em poucos anos a Mãe de Deus atrai muitas pessoas a este lugar de graças realizando prodígios de transformações nas almas.

A Obra é duramente provada no decorrer das duas guerras mundiais e também por meio das autoridades eclesiásticas. Tais dificuldades aprofundam ainda mais a espiritualidade própria de Schoenstatt e amadurecem o amor e a fidelidade à Igreja de todos os que se empenham por essa Obra.

A essência desta espiritualidade é a Aliança de Amor que os membros selam com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, no Santuário. Essa Aliança é um meio eficaz para a vivência mais consciente da Nova e Eterna Aliança, na qual somos inseridos pelo Batismo. Por meio dela, podemos crescer numa profunda fé na Divina Providência e aproveitar as pequenas coisas do dia-a-dia como caminho de santidade.

Uma Obra de tão grandes dimensões tem seu ponto de unidade na Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, na vinculação ao seu Santuário de graças e na fidelidade aos ensinamentos do Fundador, Pe. José Kentenich.

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