Coragem para assumir suas escolhas e para saber dizer ‘não’ àquilo que traz infelicidade para si e para os outros. Força para manter-se firme às suas convicções mesmo estando entre a minoria e para fazer sempre o que agrada ao coração de Deus são algumas atitudes esperadas dos jovens cristãos.
Pensando nisso, o cancaonova.com convidou o apresentador do programa ‘Revolução Jesus’, Adriano Gonçalves, para um bate-papo sobre o tema do Acampamento PHN de 2009: “Jovem, sê forte e corajoso”.
Dono de uma linguagem fácil e acessível aos jovens, o missionário de 26 anos é hoje “a cara jovem” da comunidade a qual pertence e fala com muita naturalidade sobre castidade, sexo, namoro, vida consagrada e a realidade da Igreja.
Leia a entrevista e conheça um pouco mais sobre Adriano Gonçalves, um jovem que também faz parte da geração PHN.
Durante os intervalos, com o bom humor próprio dos missionários e colaboradores dessa obra de evangelização, sobretudo quando algum bispo simpático visita o set da Canção Nova a equipe, mesmo em ritmo acelerado de atividade, não perde a alegria.
Dom Mauro Aparecido dos Santos, bispo de Cascavel (PR), após conceder uma entrevista, passou por essa agradável experiência divertindo-se com a equipe numa conversa bem humorada.
Acompanhe um vídeo com este momento
Gostou? Tem mais no podcast da redação Clique e ouça
E para você conhecer os bastidores, a WebTVCN mostra um pouco do trabalho “por trás das câmeras”
O inimigo está levando muitas famílias a se destruírem usando de intrigas com a sogra e o sogro. Seus sogros não são uma maldição, não podem se tornar um problema. Às vezes se torna um problema porque, sem maldade, eles interferem na família dos filhos causando desentendimentos.
Não é uma maldição, há até muitas piadas de sogros e sogras. Eles são uma bênção.
O avô e a avó são presenças que mostram para os filhos respeito, como se forma a família, são uma bênção, mas não podem interferir na nova família. Se você considera sua sogra e seu sogro “terríveis” está na hora de conquistá-los.
É preciso tirar o que atrapalha (bebida, adultério, relacionamentos ruins…) e trazer a bênção que é Jesus no centro da família.
Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão. É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz. Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama.
A santidade é a mesma ontem, hoje e sempre. É santo quem viveu a vida completamente em Deus, sem guardar nada para si. Pelo batismo o cristão torna-se filho de Deus em Jesus Cristo, tornar-se «filho no Filho». Assim, é santo – ou melhor, tende para a santidade – quem procura sempre agir com fidelidade ao projeto para si traçado por Deus e que na sua conduta responde com generosidade aos impulsos da graça, abandonando-se como um filho nas mãos do Todo-poderoso.
Mas, ao mesmo tempo, a santidade está profundamente encarnada na realidade humana. As vidas dos santos nos mostram como a identificação com Jesus Cristo se realizou nas suas circunstâncias concretas de vida. Durante séculos predominou, na biografia dos santos, um gênero literário que pôs de lado a resposta cotidiana aos impulsos da graça para exaltar antes os gestos heróicos, cobertos mesmo por um halo de lenda. Convém, pois, esclarecer que estas almas não se santificaram graças a atos esporádicos, mas antes pela fidelidade e coerência com que souberam ser heróicas, esforçando-se por atingir a vontade de Deus no cumprimento dos seus deveres ordinários de cada dia. É esse aspecto que devemos imitar. Se as suas vidas se tivessem limitado a atos fora do comum, certamente não teriam sido santos, mas mesmo assim poderiam ser apresentados como modelos de imitação. De qualquer maneira, a santidade abrange de modo particular também a cultura, entendida como o horizonte global em que se movimenta o mundo. Os santos permitiram que se criassem novos modelos culturais, novas respostas aos problemas e aos grandes desafios dos povos, novos progressos da humanidade no caminho da história. Os santos são como faróis: indicaram aos homens as possibilidades de que eles dispõem. Por isso são interessantes também culturalmente, independentemente da abordagem religiosa e analítica.
Exemplos: O mais clamoroso destes é dos santos fundadores de congregações religiosas que se dedicaram aos doentes, como São João de Deus (fundador dos chamados “Fatebenefratelli”) e São Camilo de Lélis (que deu origem aos Camilianos). A sua ação no século XVI apresentou verdadeiramente o início dos hospitais para todos na Europa, numa época em que a saúde era patrimônio exclusivo dos mais ricos, ao passo que os pobres muitas vezes morriam na rua, abandonados por toda a gente. Penso igualmente em todos aqueles que inauguraram, a partir do século XVII, instituições escolares que apoiaram inúmeros jovens: desde São João Baptista de La Salle (fundador dos Irmãos das Escolas Cristãs) até à beata Rosa Venerini (fundadora das Mestras Pias Venerini) e, em épocas mais recentes, São João Bosco (fundador dos Salesianos) e Dom Luca Passi (fundador das Irmãs de Santa Dorotéia).
Num mundo em mudança, os santos não só não ficam de forma histórica ou culturalmente, mas estão se tornando um tema ainda mais interessante e digno de crédito. Numa época em que se desmoronam as utopias coletivistas, numa época de desconfiança e de inapetência pelo teórico e ideológico, vai-se despertando um novo interesse pelos santos, figuras singulares nas quais se encontra não uma teoria nem uma simples moral, mas antes um verdadeiro «projeto de vida» – que deve ser contado, descoberto pelo estudo, amado pela devoção, aplicado pela imitação. Só podemos alegrar-nos com esse despertar do interesse por eles, porque eles são de todos, são um patrimônio da humanidade, que se estende além de si própria num desenvolvimento que, ao mesmo tempo que honra o homem, presta também glória a Deus.
(Trecho extraído do livro “Como se faz um santo”, p.18-20, de Cardeal Saraiva Martins)
Sobre o Cardeal
José Saraiva Martins nasceu a 6 de janeiro de 1932 em Gagos de Jarmelo, Portugal. Tendo entrado ainda jovem para a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, foi ordenado sacerdote a 16 de março de 1975. Docente de Teologia e Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o período da sua atividade acadêmica publicou vasta e notória obra de Teologia. Em 1988 foi nomeado arcebispo secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi de 30 de maio de 1998 até 9 de julho de 2008 Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Elevado a cardeal pelo Papa João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe atribuído o título da basílica de Nossa Senhora do Sagrado Coração.