Archive for fevereiro, 2010
Amizade desarmada
Em um mundo de inseguranças e desconfianças, fica cada vez mais difícil estabelecer relacionamentos profundos. Parece que todos têm medo de se expor, de mostrar sua verdade, por isso, sempre se aproximam das pessoas com desconfiança. Se somarmos a essa cultura de medo relacionamentos que não deram certo, traições e decepções, veremos pessoas cada vez mais isoladas e que optam por uma vida de solidão, mesmo que isso não seja o que realmente desejam.
Uma amizade verdadeira só vai ser viável se ambos estiverem dispostos a se revelar e a expor a sua verdade para que esta torne esse relacionamento cada vez mais sólido e profundo. Isso precisa partir de ambos os lados, porque se um dos dois estabelecerem reservas, a amizade será como um barco de dois remadores, no qual só um rema: só vai rodar, sem sair nunca do lugar.
“Jônatas fez uma aliança com Davi, que amava como a si mesmo. Tirando a túnica com que estava vestido, deu-a a Davi, bem como suas vestes, e mesmo sua espada, seu arco e até seu cinturão” (I Sm 18,3-4).
Davi e Jônatas, mais uma vez, nos ensinam com sua amizade. A primeira atitude de Jônatas foi entregar tudo a Davi. Mesmo sendo um guerreiro, o filho do rei de Israel, ele entregou àquele simples pastor todas as suas defesas, suas seguranças e até mesmo seu cinturão, sinal de sua realeza. Ele entendeu que uma amizade de verdade começa com entrega, com despojamento, renúncia e transparência. Jônatas mais do que entregar tudo a Davi, se mostrou de forma total: sem defesas, máscaras ou títulos. Naquele momento ele se revelava ao amigo sem restrições.
Uma amizade sem entrega não subsiste! É evidente que essa entrega não se dá de uma hora para outra, no impulso de um momento, mas pouco a pouco com o decorrer do tempo. O mais importante que a Palavra quer nos revelar, no exemplo de Jônatas, é a necessidade de haver em nosso coração o desejo e a determinação de nos revelarmos ao outro de forma plena.
Davi não era amigo do príncipe de Israel, mas de Jônatas, um homem como ele. Quando nos entregamos e expomos os nossos corações e os nossos sentimentos, nos igualamos com aquele amigo e embarcamos na aventura daqueles que se arriscam por amor. Jesus viveu se arriscando por amor, revelando toda a Sua verdade aos que amava. Seja em Sua glória no Tabor ou em Sua miséria no Calvário, Cristo sempre se arriscava perante aqueles que amava. Ele se arriscava em perder, em ser abandonado, em ser traído, mas também se dava a oportunidade de ser cada vez mais amado por se revelar de forma total.
Não há seguranças para aqueles que amam verdadeiramente. Assim como não há como ter certeza de que aquele amigo não nos trairá. É arriscar-se como Jesus fez ao escolher Judas, para quem revelou os Seus segredos, amou intensamente, mas também foi roubado, vendido e traído. Amar sempre é um risco que nos aproxima mais do Senhor.
Correr esse risco vale a pena se vivermos a amizade no amor que se doa e que quer fazer o outro feliz. Diz a Palavra que depois de Jônatas entregar suas armas a Davi, este tinha êxito em todas as batalhas (cf. I Sm 18,5). Quando alguém percebe que um amigo se revelou – ou está se revelando – de forma completa, confiando totalmente nele, isso lhe dá forças para ir além de suas limitações e vencer as suas batalhas interiores. Ao revelar o seu amor sem restrições a alguém, você poderá testemunhar as libertações que esse sentimento gera na pessoa, mas também em sua vida.
Somente uma amizade desarmada será capaz de experimentar, em plenitude, tudo aquilo que o Senhor quer realizar. Nosso relacionamento com os irmãos sempre é um reflexo do relacionamento com Deus. Por isso, à medida que confiamos nas pessoas e nos revelamos a elas, sinalizamos que estamos cada vez mais entregues ao Senhor e por isso não temos medo de nos dar. Somos d’Ele e por isso não temos o que temer.
Experimente se arriscar em amar como Jesus fez, e esteja preparado para tudo, mas principalmente para ser amado e curado de forma verdadeira e plena.
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
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> Amar um amigo é amá-lo como a si mesmo
> Amizade: na dor, disfarce do Amor
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Amar um amigo é amá-lo como a si mesmo
Quem entendeu que para se estabelecer uma verdadeira amizade é preciso amar a Deus em primeiro lugar, logo se vê impelido a buscar estabelecer relacionamentos, mas aprendendo com o Senhor como amar os seus amigos. O próprio Jesus nos deixou claro, com atos e palavras, que para amar de verdade é necessário amar ao próximo como a nós mesmos (cf. Mt 22,39). Sendo assim mais uma vez a prefiguração de uma amizade verdadeira, da amizade em Cristo, é demonstrada no relacionamento entre Davi e Jônatas.
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“Aconteceu que, terminando ele [Davi] de falar com Saul, Jônatas apegou-se a Davi. E Jônatas passou amá-lo como a si mesmo” (I Sm 18,1).
Essa é a primeira descrição bíblica da amizade entre os dois, que começa justamente na plenitude cristã da forma de amar. Quando eu amo alguém como a mim mesmo, entendo que ele é outra pessoa e não fico tentando modelá-lo conforme a minha vontade. Percebo que ele soma na minha vida justamente porque é diferente, sendo assim, fazê-lo parecido comigo é perder tudo o que as diferenças acrescentariam na vida um do outro.
Outra característica dessa forma de amar é a tolerância, o acolhimento e a misericórdia. Se eu amo a um amigo como me amo, entendo que ele é uma pessoa e não um super-herói. Não exijo perfeição porque ele é tão humano quanto eu, acolhendo assim suas limitações e fraquezas da mesma forma que acolho seus dons e qualidades. Aprendo com seus erros e posso contar com ele para me levantar quando os meus erros também me fizerem cair. Por conhecer minhas misérias e do que elas são capazes de fazer na minha vida, não espero dele perfeição, por isso não deixo a decepção habitar em meu coração.
Se eu estabeleço uma amizade desta forma, entendo que meu amigo é uma pessoa e não uma propriedade particular, um território reservado unicamente para ocultar minhas inseguranças e saciar minhas carências. A felicidade dele é a minha felicidade, por essa razão eu o deixo livre para ser amado por outros. Por amá-lo e reconhecê-lo como alguém muito especial, quero que também os outros conheçam os tesouros do seu coração. Isso não me leva ao sentimento de ter sido colocado de lado ou ameaçado, pois já experimentei o quanto aquele amigo me ama. Sei que sou único em sua vida e por isso não preciso de exclusividade, pelo contrário, permito que o amor cresça, transborde e atinja a muitos outros.
Jônatas, quando viu a necessidade de Davi partir, não o impediu; pelo contrário, foi o primeiro a incentivá-lo a ir. Ele sabia que, em uma amizade verdadeira, a liberdade do outro é peça fundamental e que, muitas vezes, forçá-lo a estar perto é uma maneira mais rápida de perdê-lo. Não havia entre eles apego desequilibrado, mas amor verdadeiro, que liberta e não aprisiona. E mesmo sendo esta a última vez que o viu antes de morrer, Jônatas viveu com a certeza de que havia um pedaço seu no coração de Davi, onde quer que ele estivesse.
Amar o próximo como a si mesmo é experimentar o amor de Deus em sua vida e permitir que ele transborde na vida dos outros. É a vocação própria do homem: amar. Porque sou profundamente amado, também quero amar profundamente. Justamente por isso não há como amar um amigo de verdade antes de fazer uma experiência profunda de amar e ser amado pelo Senhor. O amor aos irmãos é reflexo limitado do Amor ilimitado de Deus por nós. Só podemos dar o que temos. Se não nos sentimos amados, não nos amamos e não temos condições alguma de amar o outro.
A experiência do amor cristão é a da renúncia, do desapego, da oblação, do sacrifício. É amar para dar a vida a todo instante e não somente em momentos extremos. É dar a vida no silêncio, na oração e nas ações que não esperam nada em troca. Somente quem ama nas pequenas renúncias de uma amizade é capaz de amar com entrega total de vida. Jesus amou assim: amou na simplicidade do dia a dia, sendo capaz de dar toda a vida no momento decisivo. Ele deu o exemplo e nos deixou o ensinamento: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).
Amar um amigo como a si mesmo é amar da forma como Jesus amava: se doar em amor buscando não a realização pessoal, mas a felicidade do outro. Não é fácil, mas é possível! Abrace a oportunidade de ser expressão concreta do Amor de Deus na vida daqueles que ama e derrame a sua vida em amor.
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
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Um amigo de verdade ama primeiro o Senhor
Vivemos em um mundo de pessoas solitárias, no qual muito se fala de amizade e da necessidade de ter amigos para uma vida melhor. Mas mesmo se falando tanto sobre o assunto, mais sozinhas as pessoas ficam a cada dia. O que muitas chamam de “amizade” muitas vezes, não passa de troca de interesses, de conveniência, de superficialidade. Pode ser até mesmo que a sociedade tenha reconhecido a necessidade de criamos vínculos e relacionamentos, mas a forma como isso tem sido apresentado e oferecido só tem gerado um vazio cada vez maior no coração das pessoas por causa das feridas que são criadas.
Uma amizade que não está fundamentada no Senhor é como uma casa sem alicerce: mais cedo ou mais tarde desmorona e fere a todos que estavam nela. Sem Deus qualquer relacionamento está destinado a se tornar dependência e troca de carências.
Uma das mais belas amizades relatadas na Sagrada Escritura é a entre Davi e Jônatas. Eles aprenderam, na provação e na dor, o que é estabelecer uma amizade que tenha o Senhor como fundamento e viveram dizendo um ao outro: “O Senhor esteja entre mim e ti para sempre” (I Sm 20,23).
Se a vontade de Deus não estiver entre dois amigos, cedo ou tarde, ambos, ao depararem com as limitações um do outro, não terão forças para ir além, para perdoar e acolher o outro na sua miséria. Somente o Senhor é capaz de nos ensinar o amor-oblação, o sacrifício e a renúncia. Mas, para aprender a amar assim, é preciso amar ao Senhor sobre todas as coisas, “com todo o coração, com toda alma e com todo entendimento” (cf. Dt 6,5).
Para amar a Davi de maneira concreta, Jônatas precisou ir contra muitas situações que estavam ao seu redor, inclusive contra seu pai. Mas esse ir contra a vontade paterna não se deu por rebeldia ou por falta de amor para com Saul, mas porque Jônatas, por amar a Deus com todo o coração, percebeu os erros de seu genitor e entendeu que o Senhor estava com o amigo [Davi] (cf. I Sm 16,18).
Havia confiança entre Davi e Jônatas porque ambos, antes de se amarem, amavam ao Senhor. Experimentavam a amizade recíproca verdadeira, pois sabiam que um amigo de verdade ama a Deus em primeiro lugar. Confiavam um no outro, porque confiavam antes no Altíssimo.
Quando se ama ao Senhor antes de tudo, cada coisa é colocada em seu lugar em nosso interior e podemos amar de maneira livre. Na liberdade de filhos de Deus aprendemos, com Jesus, o que é amar sem apegos, carências, ciúmes e sentimento de posse. Aprendemos a amar como Ele amou. O equilíbrio se estabelece à medida que tudo à nossa vida gira em torno do Senhor e da Sua vontade, pois percebemos, dessa forma, que até mesmo a nossa amizade é uma oportunidade de amá-Lo de modo mais pleno. O amor ao Senhor nos lança aos irmãos inevitavelmente e nos leva a amá-los de maneira concreta, pois, afinal, quem diz que ama a Deus e não ama o seu irmão é mentiroso (cf. I Jo 4,20).
Somente quem ama no Senhor, pelo Senhor e para o Senhor é capaz de tocar num relacionamento verdadeiro e experimentar os frutos de cura e libertação dessa dádiva. Por isso, se você tem buscado uma amizade sincera e só tem encontrado decepção, pare de buscá-la nos homens e busque antes de tudo amar a Deus em primeiro lugar.
Se a sua vida se tornar uma busca incansável pelo Senhor, Ele mesmo providenciará os amigos certos, na hora certa, como fez na vida desses personagens bíblicos [Davi e Jônatas]. Jesus sabe que ninguém pode seguir sozinho, pois Ele mesmo, na Sua humanidade, experimentou a importância de ter amigos. Por isso, ame ao Senhor com todo o seu coração e deixe-O surpreendê-lo com amigos de verdade, capazes de viver maior amor: amor capaz de dar a vida (cf. Jo 15,13).
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
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Será que o meu lugar é na Canção Nova?
Em meio a um mundo triste, o sorriso de uma juventude entregue ao Senhor traz um novo brilho e uma nova esperança aos corações. Esses jovens são sinais concretos de um Deus que não se esquece dos Seus e que deposita, no chamado feito a cada um deles, a certeza de uma vida nova em Cristo. Rapazes e moças que deixaram tudo – casa, trabalho, namoro, sonhos, projetos – para se entregar, de forma completa, ao anúncio de um Deus vivo e vivido, apaixonado por nós e que em breve voltará. Uma juventude que não teve medo de questionar ao Senhor sobre a Sua vontade e sobre o lugar onde deveriam gastar as suas vidas. Uma geração disposta a cantar ao Senhor um cântico novo, uma “canção nova” (cf. Sl 96,1).
Talvez você tenha a coragem de se perguntar: “Será que o meu lugar é na Canção Nova?”. Ao se questionar sobre isso você abre o coração para Deus, permitindo-Lhe, – mais do que somente lhe mostrar a vontade d’Ele –, revelar o Seu amor de maneira que você nunca experimentou. Sua vocação é, antes de tudo, um ato concreto do amor e da misericórdia de um Deus apaixonado.
Aqueles que Deus criou “Canção Nova” são homens e mulheres que sabem de suas misérias e de suas incapacidades, mas que também confiam, de forma plena, na graça do Senhor, maior do que essas limitações e capaz de tornar instrumentos defeituosos em uma linda orquestra. São corações consagrados, profundamente gratos, que decidiram doar a vida em resposta ao amor de um Deus que nos “constrange”. A música é d’Ele, é do Espírito Santo, que canta em nós e apesar de nós.
São jovens que perceberam não somente um desejo de ser Canção Nova, mas que reconheceram que sempre haviam cantado um canto novo, mesmo sem o compreender. Não são consagrados fruto de um projeto pessoal, mas de um ato criador no coração de Deus, que desde sempre havia pensado neles nessa “companhia de pesca”. Não se “tornaram Canção Nova”, mas reconheceram que haviam sido desde sempre.
Homens e mulheres que lutam pela santidade de forma concreta e nos atos normais do dia a dia. Que são limitados, que caem, mas que se levantam abraçando a sua cruz e seguindo em frente. Pessoas que não esperam grandes ocasiões, mas que em tudo buscam a Deus em primeiro lugar, acreditando que todo o resto Ele proverá. Que assumiram a Jesus como o seu Senhor desde o dia em que O encontraram face a face e Ele lhes mudou a vida.
Jovens que compreenderam não ter sido criados para ser sozinhos, para buscar a santidade de forma individual, mas em uma comunidade. Que encontram, no abraço dos irmãos, o conforto do Senhor e o perdão que levanta, que cura e que liberta. Rapazes, moças, sacerdotes, diáconos, celibatários, casais, famílias inteiras, que desejam dar um testemunho concreto do amor verdadeiro, puro e sem malícia, que cura e amadurece. Que acreditam e dão a vida por um mundo novo, formado por homens e mulheres novos.
“Ser Canção Nova” é quem tem a evangelização correndo nas veias, pois compreendeu que essa graça provém de um relacionamento concreto com o Senhor, alimentado pela Sua Palavra e pela Eucaristia. É quem sente a necessidade de ser formado por Deus por intermédio dos irmãos, para também formar um povo novo. São pessoas que querem comunicar Jesus com suas vidas, com suas palavras, com o seu trabalho através de todos os meios providenciados pelo Senhor, sobretudo pelos meios de comunicação, capazes de atingir uma multidão, tocando a cada um de maneira particular.
Filhos que decidiram seguir os passos de Jesus e morar na “Casa de Maria”. Ali são formados pelo seu amor de Mãe e mestra, que educa, forma e cura os corações. Com ela aprendem a cantar o canto de gratidão, o “Magnificat” de suas vidas, que sempre será uma forma de render ao Senhor a honra e a glória que só a Ele pertencem. Quando olham sua história, de forma atenta, percebem a sua presença discreta de Mãe, que sempre esteve presente e que tudo fez e faz.
Talvez ao ler esse texto, você tenha sentido que, muito mais do que falar de outras pessoas, cada palavra foi revelando um pouco de você. Ou, então, o sentimento que brota em seu coração é como a felicidade de uma criança ao achar a peça que faltava de um quebra-cabeça. O coração pode estar batendo mais forte na certeza de ter encontrado o seu lugar, trazendo-lhe lágrimas aos olhos e uma felicidade nunca antes experimentada. Se isso tudo está acontecendo com você, eu preciso lhe dizer: acho que você faz parte dessa família.
Um dia eu me questionei e permiti que a voz de Deus crescesse no meu coração. Então, ouvi um convite a cantar uma canção nova com a vida, em comunidade, preparando um povo para a volta de Jesus. Deixei tudo, permitindo que o amor de Deus me seduzisse e me guiasse. Dei os passos que cabiam a mim e encontrei a família a qual eu sempre pertenci. Tive que assumir a verdade: eu era mesmo “diferente”. Mas isso trouxe alegria, pois encontrei um bando de gente “diferente” como eu. Eu me senti em casa e quero estar nessa casa para sempre. Sou feliz assim. E posso, com a minha vida, declarar que ser Canção Nova realmente é BOM DEMAIS!
E aí? Está esperando o quê? Talvez o e-mail da nossa equipe vocacional? Pois então anote aí: vocacao@cancaonova.com.
Não perca tempo! Não deixe o medo o impedir de dar os passos que são necessários, pois do seu “sim” dependem muitas almas. Deus está chamando você, por isso, não demore em dizer “sim”. Venha para a Canção Nova: aqui é bom demais!
Seu irmão,
Renan Félix
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O que falta para você dizer ‘sim’?
É impressionante perceber como Deus quer se manifestar em nossa vida cada vez de forma mais surpreendente. Ele não mede limites para nos proclamar o Seu Amor “constrangedor” e vê nas nossas limitações e misérias uma oportunidade de nos surpreender a todos, demonstrando no instrumento incapaz a plenitude da Sua manifestação.
Deus tem uma fascinação especifica por aqueles que se demonstram mais limitados, mais pecadores e por isso os separa, os consagra e os lança para o Seu povo. É assim que um chamado, com um “sim” decisivo dado a cada dia, se torna vida e felicidade para quem segue a voz do Bom Pastor. Um “sim” dado para sempre, mas que se renova a cada momento, a cada passo que damos rumo à realização plena da vontade de Deus.
Há uma pedagogia própria do Senhor para atrair aqueles que foram escolhidos por Ele. Ele usa daquilo que faz parte da vida do homem e manifesta a Sua vontade. A alguns Ele chama em meio aos campos, nas “praias” da vida e a outros, em meio ao barulho das cidades de um mundo que grita, tentando impedir-nos de escutar a doce voz que nos elegeu. Basta estarmos atentos aos sinais e poderemos perceber há quanto tempo Ele vem esperando que lancemos um simples olhar em Sua direção, para que então possa nos revelar – pouco a pouco – a Sua vontade.
Deus Pai escolhe quem quer, por isso não adianta tentarmos demonstrar o quanto somos fracos para tão grande missão, escondendo e justificando os nossos medos atrás de nossas misérias, pois o Senhor nos conhece mais do que nós mesmos, por essa razão nos chamou. Assim a nossa vida passa a ser um reconhecimento de que nada somos, mas que n’Ele tudo é possível. Reconhecemos que não merecemos esse chamado, por isso mesmo transformamos a nossa vida em um ato de louvor ao Senhor, com uma gratidão eterna que precisa ser demonstrada em fidelidade concreta.
Se Deus não mede esforços para nos demonstrar isso, – e mais do que isso –, para nos convencer de que Ele nos escolheu, porque ainda estamos perdendo tempo? O que mais nos falta para dizermos “sim” e nos lançarmos na vontade do Senhor? Coragem? Decisão? Abandono? Confiança?
Não podemos negar que é muito difícil romper com toda a ideologia depositada em nossa consciência, a qual nos leva a querer seguranças e tranquilidade. Fomos formados em uma sociedade imediatista, que quer o agora e na qual tudo é para ontem. Por isso é tão difícil. Mas não é impossível!
A cada dia cresce o número de jovens, rapazes e moças, que abandonaram tudo e decidiram viver abandonados em um Amor muito maior do que eles mesmos. Mais do que seguranças é o olhar de plena felicidade e realização interior que testemunham como vale a pena seguir a voz do Amado. Jovens que tiveram a coragem de romper com tudo e se lançar na novidade que o Evangelho nos oferece a cada dia. Eles são, com suas vidas, a prova concreta de que vale a pena.
Por que você ainda continua perdendo tempo? Se for uma palavra direta ou um sinal concreto de que você precisava para dar o primeiro passo, ao ler esse texto você o encontrou. Deus, mais uma vez, está falando com você! Pode ser que o medo do “novo” seja grande, mas onde está a ousadia própria da juventude? Você já foi corajoso para fazer muita coisa que não prestava na sua vida, por que então não demonstrar toda essa coragem agora, entregando sua existência nas mãos d’Aquele que verdadeiramente o ama?
O que, uma vez, escrevi, eu reafirmo: ninguém erra por buscar a vontade de Deus! Nunca me arrependi de ter dado um passo na direção da vontade de Deus para a minha vida; pelo contrário, à medida que continuo dando passos mais realizado e mais feliz eu sou, porque mais perto do Senhor eu estou.
Antes de tudo é para isto que o Todo-poderoso nos chama: para sermos d’Ele. E nessa Divina Vontade está o segredo da felicidade de tantos homens e mulheres, sorridentes em meio a um mundo triste. Por essa razão, não tenha medo de entregar ao Senhor aquilo que Lhe é de direito: a sua vida. Experimente como é maravilhoso ser amado e ser instrumento desse Amor maior. Deus está gritando! O que falta para você dizer “sim”?
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com



