Archive for the ‘Igreja Católica’ Category

A força que nos falta!

Muitas vezes, olhamos para nós mesmos e, diante de tantas lutas que vivemos a cada dia, nos percebemos fracos, desfalecidos, sem força. O mundo tenta nos arrastar com uma avalanche de más notícias, de más ações, de decisões que nos apontam um futuro incerto e fora da vontade de Deus. Nós lutamos, tentamos resistir e nadar contra a maré, mas nos cansamos e nos questionamos e, por vezes, queremos desistir e nos deixar levar. Falta-nos força; a Força!

Depois da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a alegria voltou aos corações dos discípulos, mas, mesmo vendo Aquele a quem eles amavam vivo entre eles, ainda não tinham forças suficientes para enfrentar o mundo do lado de fora daquelas portas fechadas do Cenáculo. Falta-lhes a Força!

Pode ser que – como os discípulos – você já tenha se encontrado com Jesus e realmente experimentado a alegria do Ressuscitado, que foi capaz de lhe devolver a alegria e seus sonhos perdidos. Ou talvez você ainda esteja fechado em suas frustrações e amarguras, sem esperança, sem alegria, desejando a morte a cada dia.

De qualquer forma, quando você olha para o mundo lá fora que o espera, você treme e tranca as portas do seu coração com medo de perder tudo o que recebeu. Pois é, os discípulos de Jesus, os mais próximos d’Ele, aqueles que conviveram com Ele, também passaram por isso.

No entanto, uma promessa nos foi feita: “[...] recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós” (At 1,8). Jesus fez essa promessa não somente aos Seus discípulos, mas a cada um de nós. O Senhor sabia que sozinhos não conseguiríamos enfrentar o mundo, pois é natural do ser humano temer o que lhe parece muito grande. Por isso era necessária uma força sobrenatural, para além do que é natural em nós, uma graça. Era necessário para nós o batismo no Espírito Santo: “[...] Vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo” (At 1,5).

O Espírito Santo é a Força do alto, o Poder do Senhor, o Amor de Pai por cada um de nós, derramados de forma abundante sobre todos aqueles que pedem, que suplicam, que imploram e que clamam ao Pai essa graça. Jesus nos prometeu que esse dom, e mais do que isso: afirmou que o Espírito Santo nunca nos seria negado se pedíssemos ao Pai: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lc 11,13). Cristo não disse que o Pai “poderia” nos dar essa graça. Não! Ele disse que o Pai dará o Espírito a quem o pedir.

Ser batizado no Espírito Santo é mergulhar inteiramente no Amor de Deus, e nele viver, se mover e existir (cf. At 17, 28). Somos tomados inteiramente pela ação da Força de Deus, que nos impulsiona, nos dá coragem e todas as armas necessárias para enfrentarmos as batalhas do mundo; e acima de tudo: nos dá a certeza de que somos amados, que temos um Pai que cuida de nós e que, por isso, não há o que temer.

Você deve estar se perguntando: “O que eu preciso fazer para receber o batismo no Espírito Santo?”. Só duas coisas são necessárias: desejar isso de todo o seu coração e clamar que o Pai renove, pela força do Seu Amor, pela força do Seu Espírito Santo, o seu coração e toda a sua vida. Deseje, peça, clame, suplique e Deus lhe responderá com a Força do alto, com uma total renovação de vida.

Agora, cuidado! Ao pedir o batismo no Espírito Santo você correrá risco de vida. Sim! Risco certo de morrer para uma vida velha e receber de Deus uma vida nova em Seu Espírito!

Somos fracos e reconhecemos isso. Por essa razão clamamos a Deus que nos dê Seu Espírito Santo, pois só o Paráclito é capaz de nos dar a coragem para enfrentar esse mundo, sem medo e com toda a alegria daqueles que foram transformados pelo Amor de Deus.

Nós precisamos dessa Força. O mundo precisa desse testemunho. No entanto, a Força invisível do Espírito Santo de Deus só será manifestada ao mundo quando nossas vidas forem verdadeiramente transformadas pelo poder d’Ele!

É só pedir e a Força, que lhe falta, virá: Veni Creator Spiritus! Vinde, Espírito Santo!

Deus abençoe!
Seu irmão,
Renan Félix

@renancn
renan@geracaophn.com

Diz o que você escuta e eu te digo quem você é!

Você já parou para analisar a playlist das músicas mais tocadas dos últimos tempos? Meu irmão, o que é aquilo?! Tudo bem, somos jovens, somos movidos por música, mas não somos obrigados a escutar qualquer coisa só porque está na “moda”. Tão pensando que nossos ouvidos são o que?

A música tem uma força absurda! Os sons, os ritmos, as mensagens, somadas a toda carga de sensibilidade, penetram e atingem o nosso inconsciente. Não sejamos ingênuos! Toda música afeta a nossa vida, por mais simples que ela seja.

Parece que a música “encarna” em nós. “Diz o que você escuta e eu te digo quem você é!” Não tem jeito! O que escutamos está diretamente ligado com aquilo que buscamos. Por isso, não tem como viver uma vida nova em Deus e continuar escutando uma música incoerente com o que acreditamos. Uma vida nova nos faz cantar uma canção nova. Não tem jeito! Se “a boca fala daquilo que o coração está cheio” (Mt 12,34), poderíamos também dizer: a boca canta o que está no coração!

Mas como escolher que música escutar? Precisamos ser ativos diante das músicas e não somente sairmos escutando qualquer coisa. O que você escuta não pode ir contra o que você acredita, o que você busca. Se você luta pela castidade, como vai sair cantando por aí: “ai se eu te pego!”? Toma vergonha! Precisamos nos perguntar, “Afinal de contas, o que estou buscando com essa música? O que estou tentando preencher em mim? O que estou tentando esconder?”.

Nós fomos criados para o céu. E no céu vai ter música, muita música! “Estavam diante do trono (…) e cantavam um cântico novo” (cf. Ap 14,3). Só poderemos cantar um cântico novo, se vivemos uma vida nova. Monsenhor Jonas há muito tempo nos ensina: “Somos feitos para cantar a glória de Deus. Precisamos ensaiar desde agora. Logo, logo, o Maestro virá e não tardará!”.

Deus abençoe!
Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com
Twitter: @renancn

Meu amigo é santo!

Nós que temos mais de vinte anos podemos bater no peito e afirmar que somos de uma geração capaz de gerar santos. Isso não é uma teoria “desencarnada”, alienada ou “espiritualóide”. É fato! Contra fatos não há argumentos! Nós poderemos dizer às gerações futuras que vimos um santo caminhar em nosso meio e muitos de nós poderão até mesmo afirmar que estiveram com ele, tocaram suas mãos ou chegaram bem perto dele. Mesmo que quiséssemos não vamos poder nos enganar e continuar afirmando que santidade é coisa do passado ou fora do alcance dos que nasceram depois da virada do século XX. João Paulo II é um exemplo de que santidade é possível mesmo nos dias de hoje.

Alguns mais “do contra” poderiam afirmar que esse grande Papa vai se tornar santo porque convém aos interesses da Igreja. Será que é isso mesmo? Até onde podemos lembrar, não foi nenhum cardeal que o aclamou santo pela primeira vez, mas sim uma multidão formada de milhares de jovens – presentes na Praça de São Pedro durante o seu velório e sepultamento – os quais gritavam a todo o momento: “Santo já!”. Bem, você “do contra” poderia até formular qualquer ideia conspiratória para explicar tal fato, mas nós preferimos àquela explicação mais antiga que afirma: “A voz do povo é a voz de Deus”.

Modéstia à parte, não há como negar que não existem pessoas melhores para testemunhar a santidade de João Paulo II do que nós jovens. Entre o Pontífice e cada um de nossa geração não havia uma relação de autoridade somente, mas uma verdadeira amizade expressa com a vida, com o zelo, carinho, cuidado e amor, manifestada pelos dois lados. João Paulo II nos dizia da Verdade e nós buscávamos responder a ele lotando estádios, campos, nos reunindo aos milhões, somente porque queríamos escutá-lo. Não queríamos escutar somente um homem vestido de branco, mas um amigo, que, antes de tudo, era amigo da Verdade, amigo de Deus.

Foi a certeza de que a primeira amizade dele era com Deus que nos atraiu a ele. Nós jovens buscamos a Verdade, um para que viver, uma vida coerente com o chamado feito por Deus a cada um de nós e João Paulo II sempre nos ofereceu isso. Não somente nos ofereceu, mas insistiu, correu atrás, deu o primeiro passo, foi ao nosso encontro, mesmo quando buscávamos outros ideais mais humanos, mais materiais, mais violentos. Éramos somente jovens em busca da verdade, mesmo que a buscássemos em lugares errados, e ele sabia disso, por isso, se lançou até nós. Como um amigo ele lutou e não desistiu de nós.

Isso nos conquistou, nos fez parar para vê-lo passar, para escutar suas palavras, mesmo que elas denunciassem tantas mentiras em nossas vidas que se estabeleciam como falsas verdades. Enquanto o mundo nos convidava a ser livres, a ser donos de nossos corpos, a lutar pelo prazer, pela realização pessoal a qualquer custo, João Paulo II nos convidava a nadar contra a correnteza, a ir para águas mais profundas, a dar uma resposta diferente, a ser santos.

Santidade que era coisa do passado, coisa ultrapassada, no entanto, nas palavras do saudoso Pontífice e com sua vida, esta se tornou realidade atual, capaz de ser vivida por nós jovens que tomamos refrigerante, comemos hambúrguer e vestimos calças jeans. Aquilo que antes era distante, para poucos, foi se tornando cada vez mais próximo. Pelas palavras do “Papa dos jovens” a santidade se tornou meta de nossas vidas.

Como amigo de verdade, ele nos apresentou Jesus Cristo, a verdadeira Verdade, pela qual nós devemos gastar as nossas vidas, e fonte da verdadeira felicidade. Ao se tornar próximo de cada jovem como um amigo, João Paulo II nos tornou próximos de Deus, de Sua Mãe, dos santos, do céu. Sua amizade com Deus foi transmitida a nós como herança, e nós continuamos lutando para honrá-la com as nossas vidas.

Mas você que é “do contra”, o questionador, ao ler este texto, pode dizer que nós já declaramos santo alguém a quem a Igreja acaba de proclamar beato. É, dessa vez você tem razão! Mas não temos medo nenhum de chamar de santo um amigo, alguém que verdadeiramente conhecemos.

Nós jovens só continuamos afirmando aquilo que gritávamos diante de todo o mundo há alguns anos. Afinal, é só uma questão de tempo!

Ao declarar João Paulo II beato e futuramente santo, a Igreja só vai constatar e reafirmar aquilo que o povo de Deus já havia experimentado no coração. Modéstia, mais uma vez à parte, só um amigo de verdade pode falar do outro com propriedade. No caso de João Paulo II, em vez de falar, nós jovens preferimos gritar para o mundo ouvir: meu amigo é santo!

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

Missa em 3D?!

A moda agora é o 3D! De uns tempos pra cá, o mundo está sendo bombardeado com uma série de produtos com tecnologia de imagem em três dimensões. O que há de melhor em TVs, computadores, filmes, vem com uma tecnologia própria para criar imagens tridimensionais. Entre um filme “comum” e um em 3D – mesmo pagando mais caro – nós vamos escolher a novidade do momento. Afinal, somos uma geração que adora novidades! Por falar em novidade, e se te dissessem que existe Missa em 3D? Você acreditaria? E se ainda afirmassem que essa “novidade” é muito mais antiga do que você pensa? Pois é! É a mais pura verdade!


Falar de tecnologia de imagem em 3D, é falar de imagens comuns, manipuladas de uma forma à iludir nosso cérebro. Na realidade a terceira dimensão não existe, é apenas uma ilusão da sua mente. É a sua percepção que faz a diferença no 3D. É por isso que os óculos especiais são essenciais. São eles que enganam o nosso cérebro e nos fazem ver tudo saltando da tela. Na verdade mesmo, é tudo ilusão! Ficamos horas com aqueles óculos na cara, tendo a sensação de estar dentro daquela cena, aquela com aquele ator, com aquela atriz de tirar o fôlego. Tem gente que até estica os braços para ver se alcança, mas o máximo que pega é…nada. Tudo é só ilusão.

Aí vem a grande novidade: a Missa em 3D não é ilusão! É verdade! É real! “Mas como assim?”. Calma, nós vamos explicar!

Quando você vai a Missa em qualquer lugar do mundo – seja na capelinha perto da roça do vô ou numa grande catedral – você está entrando na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Você está lá no Calvário, ao lado da Virgem Maria, aos pés da cruz. Você está lá! Você entra no mistério! Você não só assiste tudo, mas você participa. Entra você, sua vida, sua família, seus problemas, suas vitórias, seus sonhos, suas dores. Entra você inteiro! Você está lá! Não é ilusão!

“Então é igual um portal no tempo?” Se você pensou assim, lembrando dos desenhos da infância e dos super-heróis da TV, tudo bem. Não é bem desse jeito, mas ao pensar assim, você não está totalmente errado. Na verdade, o sacrifício salvador de Jesus é algo tão grande que não cabe na história, no tempo como o conhecemos. Vai além dele, transbordando em toda a história.

A Santa Missa atinge as três dimensões do tempo como o conhecemos: passado, presente e futuro. Opa! Três dimensões do tempo? 3D?! Isso mesmo! Sacou porque a Missa é em 3D? 3D = Três dimensões = Presente + Passado + Futuro. Daí você entende que na realidade, não inventaram uma Missa em 3D só para seguir o modismo, mas que Jesus instituiu a Eucaristia em “tecnologia 3D”, maior que o tempo, capaz de atingir as realidades presentes, passadas e futuras não só do mundo, mas também da sua vida. A Santa Missa acontece num eterno presente, em um hoje que não passa. Muito louco, não é? E o melhor: não é ilusão. É a mais pura realidade.

Pode ser que você nunca tenha percebido isso, ou pior, sempre sentou no banco da igreja e achou tudo aquilo muito chato. Pode ser também que não te ofereceram um óculos na entrada ou você nunca se ligou em pedir. Sim, para realmente participar da Missa e ver tudo em “3D” é preciso um par de óculos: os óculos da fé. Só quem tem fé, só quem faz a experiência com Jesus vivo e ressuscitado, vai perceber que não está em um teatro ou numa repetição de acontecimentos passados. Lembra que quando falamos de 3D, dissemos que é a sua percepção que faz a diferença? Só quem se deixou encontrar pelo Senhor é capaz de ir além dos sentidos e experimentar a ação da salvação de Cristo em sua vida. Salvação que age em três dimensões, atingindo o seu passado ferido, o seu presente instável e o seu futuro cheio de medos. É preciso os óculos da fé, que não vende na net, mas que são dados gratuitamente, pelo Senhor, a quem os pedir.

É muito bom se divertir com imagens saltando da tela diante dos seus olhos. Muito melhor é saber que você está aos pés da cruz do Senhor. Que você realmente está lá. Que não é ilusão. Quem participa da Santa Missa com os “óculos” da fé, é capaz de ir além do sensível, de ver além do tempo, de olhar para o altar e atualizar com a sua vida, as palavras do centurião romano: “Na verdade, este homem é o Filho de Deus!” (cf. Mc 14, 39).

Se abra à essa novidade! Santa Missa em 3D: Agora. Em uma igreja perto de você!

Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com

Somos a geração João Paulo II

Nos últimos tempos, muito se fala sobre conflitos de gerações e de como nascer em um período histórico específico influencia a vida de qualquer pessoa. Uma geração é influenciada por fatos e acontecimentos, mas, principalmente, por pessoas. Uma grande figura, cheia de carisma e popularidade, pode levar uma multidão de pessoas a uma nova forma de pensar, de agir, de ver o mundo. Nós que nascemos após os anos 70 somos exemplo disso, pois fomos marcados pela vida de um grande homem, por isso, nossa geração tem um nome: “geração João Paulo II”. E ele, o Papa que conquistou o coração de católicos e não católicos em todo o mundo, será beatificado no próximo dia 1º de maio.

Diante dessa afirmação, poderíamos nos questionar o que o Papa João Paulo II fez para marcar uma geração. Como um homem idoso e com uma saúde tão debilitada influenciou uma geração inteira de homens e mulheres? Talvez as nossas perguntas estejam mal formuladas. Não adianta pensar no que ele fez ou como ele fez, mas é preciso observar o que ele foi.

João Paulo II foi um defensor incansável da Verdade. Não de uma verdade para um grupo religioso, mas da grande Verdade, buscada por toda a humanidade, mesmo que de formas diferentes e até mesmo preocupantes. Foi firme, defendendo a Verdade com a vida, para assim defender o homem dele mesmo. Por isso foi acusado e tachado de tantos rótulos, mas, ao mesmo tempo, suas palavras eram aguardadas e ouvidas atentamente por todo o mundo, como que expressando o desejo oculto e presente em todos da Verdade.

Da mesma forma foi um homem de unidade. Karol Wojtyla foi capaz de reunir amigos, inimigos, credos, raças, nações. Ele era uma “ponte viva”, incansável em ligar distâncias humanas, mas, acima de tudo, em ligar corações. Para isso não teve medo de reconhecer os erros dos filhos da Igreja e de pedir perdão publicamente. Uniu cristãos e não cristãos em torno dos mesmos ideais, para demonstrar em fatos que os laços que nos unem são muito maiores que os que nos separam.

Foi um homem jovem, cheio de alegria, motivado pela certeza de que um mundo melhor é possível, mas antes de tudo pela esperança de um mundo novo que virá. Por esse motivo atraiu uma multidão de jovens em todos os lugares por que passou, dando a eles a certeza de que há uma Verdade para ser vivida e seguida. João Paulo II, mesmo com o corpo curvado e os cabelos brancos, devolveu a esperança a tantos jovens de que vale a pena viver se essa vida for vivida em vista do que virá.

Mas João Paulo II foi antes de qualquer coisa um homem de verdade. Não teve medo de demonstrar sua fragilidade, sua dor, seu sofrimento ao mundo inteiro. Tampouco teve medo de se alegrar, de chorar, de demonstrar que o papado não tirou a sua humanidade; pelo contrário, o tornou ainda mais homem. Mostrou ao mundo seu amor pelas artes, pelos esportes, pelas nações, pelos povos, pela humanidade. Por isso lutou pela paz, pela liberdade, pela dignidade do homem; lutou para que a humanidade conhecesse a Verdade, para que conhecesse a Jesus Cristo, porque sabia que só dessa forma o homem poderia encontrar a verdadeira felicidade.

Por fim, por ser um homem de verdade, João Paulo II foi um grande santo do nosso tempo. A santidade que ele pregou como vocação de toda a humanidade não parou nas suas palavras aos outros, mas foi se traduzindo em sua vida, contagiando multidões, levando muitos de volta a uma vida nova, cheia da presença de Deus. Seu testemunho de santidade rompeu os “muros” da Igreja Católica e atingiu o mundo, que representado na Praça de São Pedro, nos dias de seu funeral, gritava: “Santo já!”. Nele a santidade se mostrou acessível a todos os que se abrissem à graça de Deus e por ela lutassem.

Poderíamos escrever muito mais sobre o Papa mais popular da história, mas o que está aqui já é o suficiente para entendermos por que ele marcou uma geração inteira. Foi por esse motivo que o fundador da Canção Nova, monsenhor Jonan Abib, deu o nome de “Fundação João Paulo II” à mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação. O exemplo foi deixado por ele para nós como uma herança sem tamanho. Sua vida encarnou não somente o que ele acreditava, mas Quem ele seguia. A Verdade pela qual ele tanto lutou tinha um Nome, um Rosto, era uma Pessoa: Jesus Cristo. Por isso, não nos basta ter o nome de “geração João Paulo II”, mas precisamos seguir o seu exemplo e também testemunhar com a vida, com santidade, que seguimos Aquele que é a Verdade.

Renan Félix
renan@geracaophn.com

Davi e Jônatas: uma amizade que incomoda

Fomos criados em um mundo de ideias liberais, que, em vez de nos tornarem livres, nos aprisionam cada vez mais em suas concepções e realidades. Numa sociedade permeada por uma erotização desmedida em todas as realidades, principalmente quando se fala em relacionamentos. Não se acredita mais no matrimônio, em um namoro santo, em uma amizade sadia, no amor gratuito e sem interesses sexuais. Pensar em amizades verdadeiras, em um mundo assim, é bater de frente com toda uma concepção maliciosa e deturpada do amor e apresentar a realidade, na qual é possível viver uma amizade sadia.

Alguns dos grandes testemunhos deixados a nós por Davi e Jônatas – príncipe de Israel e pastor de ovelhas respectivamente – são o companheirismo, a fidelidade, a lealdade e o amor puro e manifestado de diversas formas, que pode haver em uma amizade entre dois homens. Uma amizade que incomoda um mundo que praticamente exterminou a ideia de um relacionamento desinteressado e sadio entre homens e mulheres e que agora volta suas armas para as amizades masculinas. São termos, ideologias e opiniões que a todo o momento colocam em dúvida esse tipo de relacionamento ou o transformam em uma caricatura muito distante da verdade que habita no amor verdadeiro entre dois amigos.

O amor entre Davi e Jônatas era puro e concreto. Diz a Palavra de Deus que, ao se despedirem, – para nunca mais se verem – eles se beijaram e choraram (cf. I Sm 20,41b). Mas alguns olhares estragados pelos ideais, que andam por aí, conseguem ler essa passagem e ver sinais de uma relação erótica entre os dois. Minha mãe diz que, muitas vezes, nós vemos só o que queremos ver. O que a Sagrada Escritura testemunha é a liberdade que habita no coração de dois homens, que encontraram em Deus uma amizade verdadeira, os quais, justamente por terem o Senhor como fundamento desse relacionamento, são livres o suficiente para demonstrar o quanto se amam.

As atitudes afetuosas desses personagens bíblicos não são as únicas que encontramos na Palavra de Deus. O Evangelho é permeado de relatos de um Jesus que amava os amigos homens de maneira livre e concreta, cheia de demonstrações públicas de afeto. Quando descreve a alegria do reencontro do pai com o filho, que havia se perdido e consumido todos os bens herdados, o Senhor afirma que o  pai corre ao encontro do herdeiro, abraça-o e o cobre de beijos (cf. Lc 15,20). O Filho de Deus não teve vergonha de chorar diante de uma multidão de pessoas no túmulo de se amigo Lázaro, fato que demonstrou a todos de maneira concreta o quanto Ele o amava (cf. Jo 11,35-36). O mesmo Jesus, na Última Ceia, após lavar os pés dos amigos, se coloca em tal liberdade com os apóstolos, que João – o discípulo amado – repousa a cabeça sobre Seu peito (cf. Jo 13,25). São manifestações concretas de quem ama de verdade e por isso não tem medo de demonstrar esse sentimento.

Parece que o mundo fica incomodado com aqueles que vivem as coisas como elas devem ser, de forma pura e sadia, arrumando logo um jeito de distorcer a situação ou levantar dúvidas. É mais fácil para alguns escreverem livros dizendo que era Maria Madalena que estava a lado de Jesus na Última Ceia do que admitir que, na sua castidade plena e livre, Ele tinha reclinado em seu peito o discípulo que mais amava. É mais fácil levantar suspeitas sobre a amizade de Davi e Jônatas do que admitir que um homem verdadeiramente amou um amigo e ao saber de sua morte é capaz de declarar que aquela amizade lhe era mais cara do que o amor das mulheres (cf. II Sm 1,26). É mais fácil criar mentiras do que se decidir viver pela Verdade.

Decidi passar a minha vida lutando pela Verdade, na Verdade e com a Verdade. Viver testemunhando ao mundo que é possível estabelecer relacionamentos sadios com homens e mulheres, sem medo de demonstrar o afeto e o amor, próprios entre os que decidiram viver uma vida nova em Cristo. Uma vida pautada na busca de equilíbrio, mas sem medo de ser um sinal de contradição em meio a uma sociedade que desacreditou o amor verdadeiro.

Deus me deu a graça de ter amigos de verdade. Homens que, com o seu testemunho, me edificam e me levam mais para Ele. Amigos casados, solteiros, padres, seminaristas que decidiram seguir o exemplo de Jesus de não ter medo de amar e demonstrar o quanto amam de forma concreta. Homens que, por se cumprimentarem com um abraço, com um gesto de afeto, não deixam de ser homens; pelo contrário, dão ao mundo o testemunho coerente do amor evangélico, o amor capaz de dar a vida (cf. Jo 15,13).

Não podemos ser ingênuos e pensar que é fácil testemunhar com a vida uma amizade verdadeira. Quem quer viver uma vida de santidade precisa estar disposto a sofrer, a não ser compreendido e a experimentar que a decisão pelo Senhor e por amar de forma pura e casta nos amadurece e nos faz homens muito melhores.

Viver assim é um desafio! Você aceita?

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

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Será que o meu lugar é na Canção Nova?

Em meio a um mundo triste, o sorriso de uma juventude entregue ao Senhor traz um novo brilho e uma nova esperança aos corações. Esses jovens são sinais concretos de um Deus que não se esquece dos Seus e que deposita, no chamado feito a cada um deles, a certeza de uma vida nova em Cristo. Rapazes e moças que deixaram tudo – casa, trabalho, namoro, sonhos, projetos – para se entregar, de forma completa, ao anúncio de um Deus vivo e vivido, apaixonado por nós e que em breve voltará. Uma juventude que não teve medo de questionar ao Senhor sobre a Sua vontade e sobre o lugar onde deveriam gastar as suas vidas. Uma geração disposta a cantar ao Senhor um cântico novo, uma “canção nova” (cf. Sl 96,1).

Talvez você tenha a coragem de se perguntar: “Será que o meu lugar é na Canção Nova?”. Ao se questionar sobre isso você abre o coração para Deus, permitindo-Lhe, – mais do que somente lhe mostrar a vontade d’Ele –, revelar o Seu amor de maneira que você nunca experimentou. Sua vocação é, antes de tudo, um ato concreto do amor e da misericórdia de um Deus apaixonado.

Aqueles que Deus criou “Canção Nova” são homens e mulheres que sabem de suas misérias e de suas incapacidades, mas que também confiam, de forma plena, na graça do Senhor, maior do que essas limitações e capaz de tornar instrumentos defeituosos em uma linda orquestra. São corações consagrados, profundamente gratos, que decidiram doar a vida em resposta ao amor de um Deus que nos “constrange”. A música é d’Ele, é do Espírito Santo, que canta em nós e apesar de nós.

São jovens que perceberam não somente um desejo de ser Canção Nova, mas que reconheceram que sempre haviam cantado um canto novo, mesmo sem o compreender. Não são consagrados fruto de um projeto pessoal, mas de um ato criador no coração de Deus, que desde sempre havia pensado neles nessa “companhia de pesca”. Não se “tornaram Canção Nova”, mas reconheceram que haviam sido desde sempre.

Homens e mulheres que lutam pela santidade de forma concreta e nos atos normais do dia a dia. Que são limitados, que caem, mas que se levantam abraçando a sua cruz e seguindo em frente. Pessoas que não esperam grandes ocasiões, mas que em tudo buscam a Deus em primeiro lugar, acreditando que todo o resto Ele proverá. Que assumiram a Jesus como o seu Senhor desde o dia em que O encontraram face a face e Ele lhes mudou a vida.

Jovens que compreenderam não ter sido criados para ser sozinhos, para buscar a santidade de forma individual, mas em uma comunidade. Que encontram, no abraço dos irmãos, o conforto do Senhor e o perdão que levanta, que cura e que liberta. Rapazes, moças, sacerdotes,  diáconos, celibatários, casais, famílias inteiras, que desejam dar um testemunho concreto do amor verdadeiro, puro e sem malícia, que cura e amadurece. Que acreditam e dão a vida por um mundo novo, formado por homens e mulheres novos.

“Ser Canção Nova” é quem tem a evangelização correndo nas veias, pois compreendeu que essa graça provém de um relacionamento concreto com o Senhor, alimentado pela Sua Palavra e pela Eucaristia. É quem sente a necessidade de ser formado por Deus por intermédio dos irmãos, para também formar um povo novo. São pessoas que querem comunicar Jesus com suas vidas, com suas palavras, com o seu trabalho através de todos os meios providenciados pelo Senhor, sobretudo pelos meios de comunicação, capazes de atingir uma multidão, tocando a cada um de maneira particular.

Filhos que decidiram seguir os passos de Jesus e morar na “Casa de Maria”. Ali são formados pelo seu amor de Mãe e mestra, que educa, forma e cura os corações. Com ela aprendem a cantar o canto de gratidão, o “Magnificat” de suas vidas, que sempre será uma forma de render ao Senhor a honra e a glória que só a Ele pertencem. Quando olham sua história, de forma atenta, percebem a sua presença discreta de Mãe, que sempre esteve presente e que tudo fez e faz.

Talvez ao ler esse texto, você tenha sentido que, muito mais do que falar de outras pessoas, cada palavra foi revelando um pouco de você. Ou, então, o sentimento que brota em seu coração é como a felicidade de uma criança ao achar a peça que faltava de um quebra-cabeça. O coração pode estar batendo mais forte na certeza de ter encontrado o seu lugar, trazendo-lhe lágrimas aos olhos e uma felicidade nunca antes experimentada. Se isso tudo está acontecendo com você, eu preciso lhe dizer: acho que você faz parte dessa família.

Um dia eu me questionei e permiti que a voz de Deus crescesse no meu coração. Então, ouvi um convite a cantar uma canção nova com a vida, em comunidade, preparando um povo para a volta de Jesus. Deixei tudo, permitindo que o amor de Deus me seduzisse e me guiasse. Dei os passos que cabiam a mim e encontrei a família a qual eu sempre pertenci. Tive que assumir a verdade: eu era mesmo “diferente”. Mas isso trouxe alegria, pois encontrei um bando de gente “diferente” como eu. Eu me senti em casa e quero estar nessa casa para sempre. Sou feliz assim. E posso, com a minha vida, declarar que ser Canção Nova realmente é BOM DEMAIS!

E aí? Está esperando o quê? Talvez o e-mail da nossa equipe vocacional? Pois então anote aí: vocacao@cancaonova.com.

Não perca tempo! Não deixe o medo o impedir de dar os passos que são necessários, pois do seu “sim” dependem muitas almas. Deus está chamando você, por isso, não demore em dizer “sim”. Venha para a Canção Nova: aqui é bom demais!

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

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O que falta para você dizer ‘sim’?

É impressionante perceber como Deus quer se manifestar em nossa vida cada vez de forma mais surpreendente. Ele não mede limites para nos proclamar o Seu Amor “constrangedor” e vê nas nossas limitações e misérias uma oportunidade de nos surpreender a todos, demonstrando no instrumento incapaz a plenitude da Sua manifestação.

Deus tem uma fascinação especifica por aqueles que se demonstram mais limitados, mais pecadores e por isso os separa, os consagra e os lança para o Seu povo. É assim que um chamado, com um “sim” decisivo dado a cada dia, se torna vida e felicidade para quem segue a voz do Bom Pastor. Um “sim” dado para sempre, mas que se renova a cada momento, a cada passo que damos rumo à realização plena da vontade de Deus.

Há uma pedagogia própria do Senhor para atrair aqueles que foram escolhidos por Ele. Ele usa daquilo que faz parte da vida do homem e manifesta a Sua vontade. A alguns Ele chama em meio aos campos, nas “praias” da vida e a outros, em meio ao barulho das cidades de um mundo que grita, tentando impedir-nos de escutar a doce voz que nos elegeu. Basta estarmos atentos aos sinais e poderemos perceber há quanto tempo Ele vem esperando que lancemos um simples olhar em Sua direção, para que então possa nos revelar – pouco a pouco – a Sua vontade.

Deus Pai escolhe quem quer, por isso não adianta tentarmos demonstrar o quanto somos fracos para tão grande missão, escondendo e justificando os nossos medos atrás de nossas misérias, pois o Senhor nos conhece mais do que nós mesmos, por essa razão nos chamou. Assim a nossa vida passa a ser um reconhecimento de que nada somos, mas que n’Ele tudo é possível. Reconhecemos que não merecemos esse chamado, por isso mesmo transformamos a nossa vida em um ato de louvor ao Senhor, com uma gratidão eterna que precisa ser demonstrada em fidelidade concreta.

Se Deus não mede esforços para nos demonstrar isso, – e mais do que isso –, para nos convencer de que Ele nos escolheu, porque ainda estamos perdendo tempo? O que mais nos falta para dizermos “sim” e nos lançarmos na vontade do Senhor? Coragem? Decisão? Abandono? Confiança?

Não podemos negar que é muito difícil romper com toda a ideologia depositada em nossa consciência, a qual nos leva a querer seguranças e tranquilidade. Fomos formados em uma sociedade imediatista, que quer o agora e na qual tudo é para ontem. Por isso é tão difícil. Mas não é impossível!

A cada dia cresce o número de jovens, rapazes e moças, que abandonaram tudo e decidiram viver abandonados em um Amor muito maior do que eles mesmos. Mais do que seguranças é o olhar de plena felicidade e realização interior que testemunham como vale a pena seguir a voz do Amado. Jovens que tiveram a coragem de romper com tudo e se lançar na novidade que o Evangelho nos oferece a cada dia. Eles são, com suas vidas, a prova concreta de que vale a pena.

Por que você ainda continua perdendo tempo? Se for uma palavra direta ou um sinal concreto de que você precisava para dar o primeiro passo, ao ler esse texto você o encontrou. Deus, mais uma vez, está falando com você! Pode ser que o medo do “novo” seja grande, mas onde está a ousadia própria da juventude? Você já foi corajoso para fazer muita coisa que não prestava na sua vida, por que então não demonstrar toda essa coragem agora, entregando sua existência nas mãos d’Aquele que verdadeiramente o ama?

O que, uma vez, escrevi, eu reafirmo: ninguém erra por buscar a vontade de Deus! Nunca me arrependi de ter dado um passo na direção da vontade de Deus para a minha vida; pelo contrário, à medida que continuo dando passos mais realizado e mais feliz eu sou, porque mais perto do Senhor eu estou.

Antes de tudo é para isto que o Todo-poderoso nos chama: para sermos d’Ele. E nessa Divina Vontade está o segredo da felicidade de tantos homens e mulheres, sorridentes em meio a um mundo triste. Por essa razão, não tenha medo de entregar ao Senhor aquilo que Lhe é de direito: a sua vida. Experimente como é maravilhoso ser amado e ser instrumento desse Amor maior. Deus está gritando! O que falta para você dizer “sim”?

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

Espera, o preço da felicidade!

Minha mãe costuma dizer que aproveitamos mais a espera, o preparativo para a festa do que a festa em si. A felicidade está em aguardar, em se preparar, em estar na expectativa desse momento de felicidade. Esperar nos dá vida, nos “desinstala” e nos alegra. A felicidade tem o preço da espera.

Pergunte a uma namorada o quanto é bom esperar o namorado chegar. Pergunte a uma mãe como é boa a expectativa do parto. Pergunte a um doente como a certeza de uma visita o refaz. A espera é um preço que pagamos pela felicidade do momento. É como uma viagem em que é necessário passar horas, talvez dias, para chegar ao destino, ao lugar tão sonhado.

O tempo do Advento é isso: a expectativa da chegada do Senhor, que veio há mais de dois mil anos, mas que voltará em breve. É por isso que mesmo paramentada de roxo, o sentimento que a Igreja vive é diferente. Não é o da dor do deserto da Quaresma, mas da espera da volta gloriosa do Filho de Deus. A Igreja vive neste tempo um misto de alegria e dor. Alegria da certeza da volta do Senhor e a dor da espera. Esperamos a volta d’Aquele que é O amado, d’Aquele que dá sentido às nossas vidas.

Para mim, uma das melhores descrições da expectativa da chegada da pessoa amada é a utilizada pelo autor francês Saint-Exupéry – em sua célebre obra “O pequeno príncipe” – na declaração de amor da raposa para o amigo príncipe: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!”

Assim deve estar a nossa alma no tempo do Advento: inquieta e agitada pela expectativa da vinda do Senhor. Inquieta para ser melhor, para estar em santidade e preparada para a volta de Jesus. E agitada por levar tantas outras almas a esperarem ansiosas a manifestação do Senhor.

Ao contrário da raposa, nós não sabemos a hora exata em que o Senhor virá; por isso precisamos começar a ser felizes agora. A grande certeza, que temos, é que a hora está chegando, e como a raposa, a cada dia estamos mais felizes. A alegria nos invade porque o Senhor está voltando.

A grande diferença na expectativa da vinda do Senhor é que quando Ele chegar a alegria vai ser muito maior. Não podemos imaginar o quanto seremos felizes, o quanto os nossos corações estarão em festa por terem aprendido a esperar. Será felicidade sem limite.

“Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição” (Ap 21,4)

Essa felicidade eterna nos dá a esperança para aguardar, para sofrer as demoras e as dificuldades no caminho. A espera tem sentido porque a felicidade tem nome: Jesus Cristo.

Aprendi com a raposa o preço da felicidade. Aprendi com a Igreja a esperar o Senhor e a clamar “Maranathá: Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,21).

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com

1 ano de Reconhecimento Pontifício!

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