Posts Tagged ‘deixar’
Será que o meu lugar é na Canção Nova?
Em meio a um mundo triste, o sorriso de uma juventude entregue ao Senhor traz um novo brilho e uma nova esperança aos corações. Esses jovens são sinais concretos de um Deus que não se esquece dos Seus e que deposita, no chamado feito a cada um deles, a certeza de uma vida nova em Cristo. Rapazes e moças que deixaram tudo – casa, trabalho, namoro, sonhos, projetos – para se entregar, de forma completa, ao anúncio de um Deus vivo e vivido, apaixonado por nós e que em breve voltará. Uma juventude que não teve medo de questionar ao Senhor sobre a Sua vontade e sobre o lugar onde deveriam gastar as suas vidas. Uma geração disposta a cantar ao Senhor um cântico novo, uma “canção nova” (cf. Sl 96,1).
Talvez você tenha a coragem de se perguntar: “Será que o meu lugar é na Canção Nova?”. Ao se questionar sobre isso você abre o coração para Deus, permitindo-Lhe, – mais do que somente lhe mostrar a vontade d’Ele –, revelar o Seu amor de maneira que você nunca experimentou. Sua vocação é, antes de tudo, um ato concreto do amor e da misericórdia de um Deus apaixonado.
Aqueles que Deus criou “Canção Nova” são homens e mulheres que sabem de suas misérias e de suas incapacidades, mas que também confiam, de forma plena, na graça do Senhor, maior do que essas limitações e capaz de tornar instrumentos defeituosos em uma linda orquestra. São corações consagrados, profundamente gratos, que decidiram doar a vida em resposta ao amor de um Deus que nos “constrange”. A música é d’Ele, é do Espírito Santo, que canta em nós e apesar de nós.
São jovens que perceberam não somente um desejo de ser Canção Nova, mas que reconheceram que sempre haviam cantado um canto novo, mesmo sem o compreender. Não são consagrados fruto de um projeto pessoal, mas de um ato criador no coração de Deus, que desde sempre havia pensado neles nessa “companhia de pesca”. Não se “tornaram Canção Nova”, mas reconheceram que haviam sido desde sempre.
Homens e mulheres que lutam pela santidade de forma concreta e nos atos normais do dia a dia. Que são limitados, que caem, mas que se levantam abraçando a sua cruz e seguindo em frente. Pessoas que não esperam grandes ocasiões, mas que em tudo buscam a Deus em primeiro lugar, acreditando que todo o resto Ele proverá. Que assumiram a Jesus como o seu Senhor desde o dia em que O encontraram face a face e Ele lhes mudou a vida.
Jovens que compreenderam não ter sido criados para ser sozinhos, para buscar a santidade de forma individual, mas em uma comunidade. Que encontram, no abraço dos irmãos, o conforto do Senhor e o perdão que levanta, que cura e que liberta. Rapazes, moças, sacerdotes, diáconos, celibatários, casais, famílias inteiras, que desejam dar um testemunho concreto do amor verdadeiro, puro e sem malícia, que cura e amadurece. Que acreditam e dão a vida por um mundo novo, formado por homens e mulheres novos.
“Ser Canção Nova” é quem tem a evangelização correndo nas veias, pois compreendeu que essa graça provém de um relacionamento concreto com o Senhor, alimentado pela Sua Palavra e pela Eucaristia. É quem sente a necessidade de ser formado por Deus por intermédio dos irmãos, para também formar um povo novo. São pessoas que querem comunicar Jesus com suas vidas, com suas palavras, com o seu trabalho através de todos os meios providenciados pelo Senhor, sobretudo pelos meios de comunicação, capazes de atingir uma multidão, tocando a cada um de maneira particular.
Filhos que decidiram seguir os passos de Jesus e morar na “Casa de Maria”. Ali são formados pelo seu amor de Mãe e mestra, que educa, forma e cura os corações. Com ela aprendem a cantar o canto de gratidão, o “Magnificat” de suas vidas, que sempre será uma forma de render ao Senhor a honra e a glória que só a Ele pertencem. Quando olham sua história, de forma atenta, percebem a sua presença discreta de Mãe, que sempre esteve presente e que tudo fez e faz.
Talvez ao ler esse texto, você tenha sentido que, muito mais do que falar de outras pessoas, cada palavra foi revelando um pouco de você. Ou, então, o sentimento que brota em seu coração é como a felicidade de uma criança ao achar a peça que faltava de um quebra-cabeça. O coração pode estar batendo mais forte na certeza de ter encontrado o seu lugar, trazendo-lhe lágrimas aos olhos e uma felicidade nunca antes experimentada. Se isso tudo está acontecendo com você, eu preciso lhe dizer: acho que você faz parte dessa família.
Um dia eu me questionei e permiti que a voz de Deus crescesse no meu coração. Então, ouvi um convite a cantar uma canção nova com a vida, em comunidade, preparando um povo para a volta de Jesus. Deixei tudo, permitindo que o amor de Deus me seduzisse e me guiasse. Dei os passos que cabiam a mim e encontrei a família a qual eu sempre pertenci. Tive que assumir a verdade: eu era mesmo “diferente”. Mas isso trouxe alegria, pois encontrei um bando de gente “diferente” como eu. Eu me senti em casa e quero estar nessa casa para sempre. Sou feliz assim. E posso, com a minha vida, declarar que ser Canção Nova realmente é BOM DEMAIS!
E aí? Está esperando o quê? Talvez o e-mail da nossa equipe vocacional? Pois então anote aí: vocacao@cancaonova.com.
Não perca tempo! Não deixe o medo o impedir de dar os passos que são necessários, pois do seu “sim” dependem muitas almas. Deus está chamando você, por isso, não demore em dizer “sim”. Venha para a Canção Nova: aqui é bom demais!
Seu irmão,
Renan Félix
.: Clique aqui e leia outros textos sobre vocação
O desafio de deixar
O ato de deixar é um processo muito doloroso para todos nós porque nos desestabiliza, desloca-nos e nos coloca em uma situação de insegurança, pois não sabemos em que terreno vamos pisar. O “deixar” gera em nós um medo de perder, de esquecer e de ser esquecido, embora a nossa vida seja um eterno deixar. Deixamos o ventre de nossa mãe, os amigos de escola, a vizinhança, a namorada, a nossa casa, o nosso bairro, a nossa cidade etc. É um sofrimento que toma conta da alma e que, diante das inseguranças, prefere, muitas vezes, acomodar-se ao invés de arriscar-se.

Chega um momento em que cada um de nós vê-se em um dilema: ou deixa ou não cresce; arrisca-se ou vai passar o resto da vida questionando-se sobre o que teria acontecido se tivesse tentado. É uma decisão difícil, mas que precisa ser tomada.
O que faz cada um de nós viver o “deixar” é a motivação, algo que nos estimula ao ponto de nos fazer superar o medo da insegurança e que nos faz pular ao encontro do desconhecido, do novo, do crescimento. Essa motivação pode ser uma namorada, um bom salário, a faculdade e até mesmo Deus.
Deus é o motivo de muitos jovens que trocam suas seguranças e lançam-se em uma vocação, uma vida missionária. Eles deixam a estabilidade de suas casas, a faculdade e a profissão para viver uma vida cuja única segurança e riqueza é e sempre será o Senhor.
Quando temos uma experiência concreta com o Senhor, somos capazes de deixar aquilo que é mais difícil por Ele: nós mesmos.
Essa é parte mais difícil: deixar-se. Abandonar nossas idéias, vontades, argumentos, nossa criação, costumes e desejos para lançar-se na vontade do Senhor.
Loucura? Talvez para os olhos daqueles que nunca viveram uma experiência com o amor de Deus, que nunca sentiram o peito queimar depois de comungar nem a sensação de não precisar de mais nada, a não ser do Senhor. Esse é um desafio para cada jovem que sente, no peito, a ânsia de entregar-se em uma vida consagrada.
E qual é a atitude que nós, jovens, temos quando somos desafiados? “Caímos dentro!”. O jovem vive de desafios, corre em direção a eles. Esse é o segredo: encarar a busca por santidade e o desejo de responder à vontade de Deus como um desafio. Desse jeito, nada nem ninguém poderá segurá-lo.
Foi o que aconteceu comigo. Vivi uma experiência com Deus que me fez encarar o meu chamado como um desafio. Deixei tudo – casa, trabalho, namoro, amigos, família – para ir ao encontro do Senhor. Não foi fácil deixar o que eu amava, porém posso lhe dizer que o desafio maior acontece a cada dia, isto é, deixar as minhas vontades e os meus desejos para querer o que Deus desejou desde toda a eternidade para mim.
Deus desafia cada um de nós a deixar nossas vontades, planos, desejos e principalmente nós mesmos, para tê-Lo como nosso único tesouro, nossa única riqueza, nosso único amor. Não é fácil, mas é possível e vale a pena!
Estamos juntos!
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com