Posts Tagged ‘Igreja Católica’
Diz o que você escuta e eu te digo quem você é!
Você já parou para analisar a playlist das músicas mais tocadas dos últimos tempos? Meu irmão, o que é aquilo?! Tudo bem, somos jovens, somos movidos por música, mas não somos obrigados a escutar qualquer coisa só porque está na “moda”. Tão pensando que nossos ouvidos são o que?
A música tem uma força absurda! Os sons, os ritmos, as mensagens, somadas a toda carga de sensibilidade, penetram e atingem o nosso inconsciente. Não sejamos ingênuos! Toda música afeta a nossa vida, por mais simples que ela seja.
Parece que a música “encarna” em nós. “Diz o que você escuta e eu te digo quem você é!” Não tem jeito! O que escutamos está diretamente ligado com aquilo que buscamos. Por isso, não tem como viver uma vida nova em Deus e continuar escutando uma música incoerente com o que acreditamos. Uma vida nova nos faz cantar uma canção nova. Não tem jeito! Se “a boca fala daquilo que o coração está cheio” (Mt 12,34), poderíamos também dizer: a boca canta o que está no coração!
Mas como escolher que música escutar? Precisamos ser ativos diante das músicas e não somente sairmos escutando qualquer coisa. O que você escuta não pode ir contra o que você acredita, o que você busca. Se você luta pela castidade, como vai sair cantando por aí: “ai se eu te pego!”? Toma vergonha! Precisamos nos perguntar, “Afinal de contas, o que estou buscando com essa música? O que estou tentando preencher em mim? O que estou tentando esconder?”.
Nós fomos criados para o céu. E no céu vai ter música, muita música! “Estavam diante do trono (…) e cantavam um cântico novo” (cf. Ap 14,3). Só poderemos cantar um cântico novo, se vivemos uma vida nova. Monsenhor Jonas há muito tempo nos ensina: “Somos feitos para cantar a glória de Deus. Precisamos ensaiar desde agora. Logo, logo, o Maestro virá e não tardará!”.
Deus abençoe!
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
Twitter: @renancn
Nós acreditamos nos sacerdotes
Temos percebido que a maior tentação dos nossos tempos é o desejo de ser somente mais um em meio ao mundo. Somente mais um, que não incomoda ninguém, que vive em “paz” e por isso não faz diferença nenhuma no mundo. Alguém que prefere se calar diante das mentiras, porque talvez a verdade lhe custe alguma coisa. Somente mais um na multidão que um dia grita “Hosana” e pouco depois, levado pela massa, grita “crucifica-O”.
Nos últimos tempos essa tentação de ser somente mais um, parece ter atingido os católicos do mundo inteiro. Ser mais um que escuta todo o mundo falar mal dos sacerdotes do Senhor, e não dobra os joelhos para pedir misericórdia pelas verdades e justificação pelas mentiras. Ser mais um que vê a mídia mundial generalizar os ministros de Deus, colocando todos como réus condenados diante de um tribunal ilusório, somente pelo fato de serem quem eles são, e preferir ficar calado a testemunhar que há fidelidade e santidade onde a esmagadora maioria deles estão. Ser mais um que percebe o desejo que há em ligar a ideia de padre com a de depravação e não testemunhar o bem infinito que uma vida entregue na fidelidade ao Senhor é capaz de realizar em meio ao mundo. Ser apenas mais um.
Mas nós cansamos de ser mais um! Somos membros da Igreja fundada por Aquele que mesmo traído, negado por aqueles que escolheu, não deixou de acreditar e de dar a vida por todos. Por isso não podemos nos calar e deixar de anunciar ao mundo a beleza do sacerdócio exercido com fidelidade e santidade, por homens frágeis, mas que confiam na graça de Deus que age neles, por eles, com eles e apesar deles. Precisamos nos negar a silenciar diante de um movimento infernal que quer, assim como fez com a política, nos condicionar a vincular sacerdócio com imoralidade. Não há como não gritar a solidariedade e o amor ao Santo Padre, que do alto dos seus mais de oitenta anos, não tem medo de encarar o mundo, reconhecer os erros dos filhos da Igreja, mas afirmar a sua esperança no dom do sacerdócio de Cristo para a humanidade.
Como cristãos de verdade não precisamos pegar em armas, pois temos o testemunho concreto em nossas vidas da força dos sacramentos, ministrados por homens limitados, mas que agem no Amor Ilimitado. Esse testemunho é capaz de derrubar qualquer investida que se faça primeiramente aos nossos corações. Quando nos lembramos do bem que é um sacerdote em nossas vidas, o quanto nos são amigos quando precisamos e todas as vezes que trouxeram a Salvação a nós, não há duvida que consiga sucumbir a alegria e a admiração pela vida daqueles que Deus escolheu.
Não somos um povo alienado, que não enxerga ou omite a verdade, pelo contrário, somos um povo de esperança que vê nos escárnios, nos açoites e na cruz a certeza de um vida nova. Como afirmou o padre Raniero Cantalamessa: “Cristo sofre mais do que nós com a humilhação de seus sacerdotes e com a aflição de sua Igreja; se a permite, é por que sabe o bem que dali pode brotar, em vista de uma maior pureza de sua Igreja. Se houver humildade, a Igreja sairá mais esplendorosa que nunca desta guerra!” Por mais que isso incomode o mundo, nós somos um povo que mesmo em meio a humilhação acreditamos que a ressurreição virá. Um povo de esperança, que vê além da cruz e do sepulcro.
Não podemos ser ingênuos! Atingindo os sacerdotes se atinge a Igreja, pois sem suas mãos ungidas não há como ela subsistir. Ingenuidade pensar que é mera coincidência. Lutamos mais do que contra aquilo que vemos, mas contra poderes ocultos, que sabem que os sacerdotes são os únicos capazes de trazer Jesus a nós de forma sacramental. “A Igreja vive da Eucaristia”, afirmou o beato João Paulo II.
Mas então devemos temer? Pelo contrário, devemos acreditar, pois a promessa do Senhor é que as portas do inferno não prevaleceriam conta a Sua Igreja (cf. Mt 16,18). Cabe a nós derramar o nosso amor pelos sacerdotes que Deus colocou em nossa vida, para que o nosso coração de ovelha seja conforto e refúgio para o coração sofrido e atacado do pastor. Que nesses tempos o nosso amor seja manifestado de maneira concreta com atitudes de oração, respeito e testemunho a cada sacerdote que o Senhor colocou e vai colocar em nosso caminho. Que os nossos corações unidos proclamem: “Nós acreditamos nos sacerdotes!”.
Deixe que a sua atitude concreta de amor nesse dia, seja fonte de consolo para o coração de um sacerdote. Não seja mais um na multidão, faça a diferença, demonstre gratidão e deixe que seu amor explícito seja o maior testemunho para o mundo que o sacerdócio é um grande presente, um dom de Deus para a humanidade.
Seu irmão,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
