Posts Tagged ‘tesouros’
segunda-feira, julho 20th, 2009
Muitas pessoas passam por nossas vidas. Cada uma nos marcando de uma maneira especial. Assim, quando nos deparamos com cada uma dessas pessoas, com o tempo, ou até mesmo imediatamente, damos nome ao relacionamento que estabelecemos com elas: meu parente, meu irmão, meu amigo, minha namorada, etc. É próprio do ser humano dar nome a todas as coisas, inclusive aos relacionamentos. Ao dar nome, tomamos posse, abraçamos aquela pessoa como parte de nós, como nossa. Foi isso que Adão fez com toda a criação e depois com Eva: tomou posse para si (Gn 2,20).
Mas e quando não conseguimos dar nome ao que sentimos ou vivemos com alguém? Não falo de relacionamentos como namoro, mas falo de amizades que chegam à tamanha profundidade, que aquela pessoa não é somente um irmão, um amigo… O que ela é então? É nesse momento que o nosso coração se angustia por não conseguir dar nome ao que vive. Surge então um sentimento de impotência sobre aquele relacionamento. Eu vivo, sinto, é parte de mim, mas eu não posso ter controle total sobre ele.
Estamos acostumados a ter o controle de todas as coisas, por isso quando isso acontece, é como se nos faltasse segurança sobre esse relacionamento. Se não consigo nomear, não consigo ter direitos e nem deveres, não consigo ter as seguranças próprias de um relacionamento. Vivo abandonado em um amor gratuito e desinteressado, sem nada a cobrar ou exigir, somente a dar sem esperar nada em troca.
Sofri muito nessa busca de dar nome ao que vivia com algumas pessoas, até o momento em que descobri a grande verdade: eu só posso dar nome ao que me pertence. Se eu não consigo dar nome a um relacionamento, é porque na verdade ele não é meu. Eu vivo, eu sinto, mas não me pertence, pertence a Deus.
Quando não conseguimos dar nome ao que sentimos por alguém, é porque foi o próprio Deus que colocou aquele sentimento em nossos corações. Somos como que celeiros dos sentimentos do coração de Deus. Eles não nos pertencem, somente zelamos por eles. entimento em nossos coraçele seentimos por algude, algumas pessoas, atexigir, somente a dar sem esperar nada em troca.Por isso é algo tão grande, tão divino, tão sagrado que não conseguimos dar nome. Podemos até mesmo perguntar ao Senhor: que nome eu dou para o que vivo? O que responderei se me perguntarem? Então escutaremos o Senhor responder: “É aquilo que é! Não lhe cabe dar nome. Cabe a ti viver”.
O que é sagrado, a nossa razão não alcança. Relacionamentos assim são como que presentes, graças que Deus nos dá e que zelamos com toda a nossa dedicação, porque pertencem ao Senhor. Não nos será cobrado o nome que demos a eles, mas como vivemos tão grande presente. Por isso quando você se deparar com uma situação na qual você não sabe dar nome ao que sente, ao que vive com alguém, você pode dizer sem medo:
“Não sei dar nome ao que vivo contigo, só tenho a certeza de que não é meu, não é seu, mas vem de Deus!”
Renan Félix
renan@geracaophn.com
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segunda-feira, julho 20th, 2009
Altar é lugar de sacrifício, lugar onde se oferece uma vítima em holocausto. Os altares sempre são constituídos para esta finalidade, para através de um sacrifício fazer memória dos favores que Deus concedeu.
Um altar precisa ser construído com esforço pessoal e decisão de coração. Ele é memorial, lugar da teofania, da manifestação do amor de Deus. Amizades são altares.

Amizade é oblação, é ir além do que é natural em nós, é tocar o sobrenatural. Da mesma forma que um altar pressupõe um holocausto, uma amizade traz em si o sacrifício. É preciso sacrificar a nós mesmos, nossas falsas verdades, nossos gostos e desejos pessoais. Amizade é altar, é lugar onde se derrama sentimento, lágrimas, sangue, vida. Se esse derramar em sacrifício não acontece, não há altar, não há amizade.
Como os altares, as amizades precisam ser construídas, edificadas com o que há de melhor em cada um. São sentimentos, experiências, valores, sonhos, que como verdadeiras pedras vão se sobrepondo para que ali verdadeiramente aconteça o sacrifício. São pedras que não podem ser tolhidas pelos desejos de nenhuma das partes, pois trazem em si aquilo que é o melhor, o sagrado, o original de Deus em cada um. Lapidá-las para adaptá-las às nossas vontades, aos nossos desejos, significa profaná-las. Eu não posso construir um altar, uma amizade com nada a não ser o que há de mais puro e sagrado. Eu não posso ser verdadeiramente um amigo se eu não levo comigo a originalidade de Deus em mim. Um altar profanado, uma amizade profanada, só tem um destino: a destruição.
Há um valor especial em qualquer coisa que nós mesmos construímos ou ajudamos a construir, ainda mais quando se trata de pessoas. Uma amizade que não traz em si a vontade de ajudar a construir o outro, não manifesta vida, não há significado, não há porque, não há santidade, não há razão de ser. Um altar é santo em razão do que ele significa. Uma amizade que não constrói o outro perdeu o seu sentido, o seu significado, a sua capacidade de sacralizar.
O ato de construir o outro não é fácil, causa dor em ambos, entraves, muito sacrifício mútuo e pessoal. Mas - como foi dito antes - se não há sacrifício, não há altar. Para construir o outro eu preciso derramar o meu sangue, a minha vida, para que a oferta do meu sacrifício seja capaz de trazer à tona o que há de melhor no outro, mesmo que para isso precise doer primeiro em mim. É um ato de oblação, de oferta, que à medida que nos aproxima do altar, nos aproxima do próprio Deus, tornando-nos interiormente livres. Quanto mais sacrifício há em uma amizade, mais liberdade se adquire, mais próximo de Deus se chega. O altar me leva a alcançar a Deus. Se uma amizade não me leva ao Senhor, ela perdeu a essência.
Deus me levou a construir amizades durante a minha vida. Elas são verdadeiros memoriais da visita do Senhor na minha história. São verdadeiros altares onde eu posso me derramar, derramar a minha vida, sacrificar a mim mesmo, ser melhor, crescer na certeza de estar me aproximando cada vez mais de Deus. Se uma oferenda é santificada e apresentada ao Senhor pelo contato com o altar, cada vez que me “derramo” sobre um amigo, sou apresentado mais santo do que poderia ser sozinho. Ninguém se santifica sozinho. Amizades são instrumentos eficazes de Deus para minha santificação.
Deus não colocou somente pessoas em minha vida, me deu amigos, me deu altares onde eu posso perpetuamente me oferecer em holocausto e me sacralizar.
Seu altar,
Renan Felix
renan@geracaophn.com
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sábado, julho 18th, 2009
Quem nunca brincou de caça ao tesouro quando criança? Alegres íamos procurar algo escondido, oculto aos nossos olhos infantis, mas que quando achada, trazia a alegria aos nossos corações. Depois de crescidos, continuamos procurando os tesouros que o próprio Deus colocou em nossos caminhos. Não são mais coisas ou somente objetos, mas são pessoas, amigos.

Diz a Palavra de Deus que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro (Eclo 6,14b). Como tesouro que são, os amigos, muitas vezes, estão escondidos pela nossa vida, por isso é preciso um olhar atento de criança para encontrá-los. Deus até poderia deixar essas pessoas bem aos nossos olhos, mas Ele nos desafia a lutar para encontrá-los e perceber o valor que possuem com a alegria da descoberta.
Tesouros são sempre tesouros. Não importa onde estão guardados, eles trazem em si a surpresa de suas riquezas incontáveis. Muitas vezes não estão em baús bonitos ou em lugares de fácil acesso, por isso vão sempre exigir de nós algum sacrifício pessoal para chegar até eles. Mas quando se os alcança, quando nos deixamos conduzir pela santa curiosidade que nos leva a querer desvendar o mistério escondido, não há nada que possa se comparar à tamanha alegria.
Deus não priva ninguém dos tesouros de uma amizade. O que acontece, muitas vezes, é que o tesouro está ao nosso lado por tanto tempo, mas não nos aproximamos, não queremos abri-lo. Esperamos baús reluzentes que atraiam as nossa expectativas, sem nos lembrarmos de que Deus sempre esconde o melhor naquilo que é mais simples.
Como é maravilhoso ter a certeza no coração de que você encontrou um tesouro e que, conduzido pelo Espírito de Deus, deixou-se atrair por aquilo que as pessoas não viam. No entanto, agora tem a linda missão de conhecer todas as grandes riquezas que sempre esperaram que alguém as encontrassem.
Essa é a experiência que eu faço hoje. Encontrei um grande amigo que, na simplicidade do seu coração, traz grandes riquezas que estavam prontas para serem descobertas, mas que as pessoas por tanto tempo não viram. Agora eu tenho a linda missão de não apenas me aprofundar nesse tesouro, mas mostrar aos que não viram antes o que eles ainda são capazes de encontrar.
Amigos são tesouros que ao encontrarmos queremos levar muitos outros a conhecer suas riquezas. Não são nossos, mas Deus nos permitiu encontrá-los para levar outros a experimentarem a grande riqueza dos seus corações. Essa é a missão de um verdadeiro amigo.
Seu tesouro,
Renan Félix
renan@geracaophn.com
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