Professor está sempre errado

agosto 7th, 2009

Quando…

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”
Conversa com outros professores, está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.

É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Dúvidas do dia a dia

julho 27th, 2009

Abaixo, uma lista com dúvidas frequentes no dia a dia. Confira.

1 -Mau cheiro”, “mal-humorado“. Mau (com ‘U’ )opõe-se a bom, e mal (com ‘L’) opõe-se a bem. Assim, mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 - Não se escreve ‘Fazem cinco anos, pois o verbo “fazer”, quando exprime tempo, é impessoal. Então, o correto é ‘Faz cinco anos’, ‘Fazia dois séculos’, ‘Fez 15 dias’.

3 - Não se escreve ‘Houveram muitos acidentes’, pois o verbo “haver”, no sentido de existir também é invariável. ‘Houve muitos acidentes’, ‘Havia muitas pessoas’, ‘Deve haver‘ muitos casos iguais.

4 - Não use a frase ‘Existe muitas esperanças’, porque “existir”, “bastar”, “faltar”, “restar” e “sobrar” são verbos que admitem normalmente o plural: ‘Existem muitas esperanças’, ‘Bastariam dois dias’, ‘Faltavam poucas peças’, ‘Restaram alguns objetos’, ‘Sobravam ideias’.

5 - Nunca diga ‘Para mim fazer, porque “mim” não faz nada; ele não pode ser sujeito. Assim, escreva: ‘Para eu fazer’, ‘para eu dizer’, ‘para eu trazer’.

6 - Entre “eu” e você ??? Nunca. Depois de preposição, usa-se mim ou ti. Exemplo: ‘Entre mim e você, ‘entre eles e ti’.

7 - Esqueça a expressão ‘Há dez anos atrás’. ‘Há’ e ‘atrás’ já indicam tempo passado na frase, por isso é desnecessário o uso da palavra ‘atrás’. Use apenas ‘há dez anos’ ou ‘dez anos atrás’. Ou um, ou outro. Certo?

8 -Entrar dentro“. Se você “entra”, com certeza é para “dentro”. Já viu alguém “entrar para fora”? Então, o correto é “entrar em“. Esses são vícios de linguagens muito comuns, conhecidos como Pleonasmos.

* Assista ao vídeo e confira outros casos de Pleonasmo:

9 - “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina (no caso, o prazo). A não ser que esteja subentendida a palavra moda. Veja a regra: ‘Salto à (moda de) Luís XV’. Nos demais casos, a salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10 -Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão na frase, use “por que” separado. ‘Por que (razão) você foi?’, ‘Não sei por que (razão) ele faltou. ‘Explique por que razão você se atrasou’. Porque (junto) é usado para as respostas: ‘Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado’.

Espero que tenham entendido. Qualquer dúvida, estou à disposição.

No próximo post, você confere mais dicas legais.

Um abraço,

Michelle Mimoso

Vírgula – parte 2

julho 6th, 2009

Vamos ver, na aula de hoje, um pouco mais sobre o uso da vírgula.

A vírgula é usada:

1. Separar o adjunto adverbial quando ele não estiver no final da frase.

Quando estruturamos uma frase em ordem direta, colocamos o advérbio no final da frase. No entanto, quando ele é inserido em qualquer outro lugar, acrescentamos a vírgula. Lembre-se de que os advérbios são palavras que indicam lugar, tempo ou modo. Observe:

De manhã, uma forte neblina fez baixar a temperatura em Curitiba.

Uma forte neblina fez baixar a temperatura, de manhã, em Curitiba.

O lugar mais apropriado para o adjunto adverbial “de manhã” é no final da frase, mas quando ele é colocado no início ou no meio da oração, é necessário usar a vírgula.

2. Separar orações coordenadas assindéticas:

Sintaticamente, as orações coordenadas são independentes. Neste caso, a vírgula é usada para separar cada uma das orações.

Vamos aos exemplos:

Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria. (A. de Alcântara Machado)

Penso, escrevo, analiso.

a) Penso: oração coordenada assindética.
b) Escrevo: oração coordenada assindética
c) Analiso: oração coordenada assindética.

Vim, vi, venci. (Júlio César)

a) Vim: oração coordenada assindética.
b) Vi; oração coordenada assindética.
c) Venci: oração coordenada assindética

* Perceba que essas orações são independentes e cada uma dela é separada por vírgula. Vamos analisar os exemplos acima:

3. Para separar expressões explicativas ou retificadas, como isto é, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes

O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus.

Qualquer dúvida, deixe seu comentário.

Um abraço,

Michelle Mimoso

Vírgula – parte 1

junho 17th, 2009

Ainda hoje, muitas pessoas acreditam no velho conceito de que a vírgula é usada apenas para dar uma pausa na fala. Mas, se pararmos para pensar, vamos perceber que cada pessoa tem o seu ritmo próprio para respirar e, consequentemente, de falar. Assim, se cada respiração diferente gerar uma vírgula em um lugar diferente na frase, nunca chegaremos a um consenso de qual é, realmente, o lugar certo para colocá-la.

Na verdade, a colocação de uma vírgula não depende apenas da pausa, mas da sintaxe das orações, isto é, de como elas são construídas.

Você não precisa ser um gênio em análise sintática para saber onde virgular; mas nem imagina a falta que uma vírgula faz, por isso, alguns conceitos básicos são fundamentais.

A vírgula é usada:

1. Nas datas, para separar o nome da localidade.

Cachoeira Paulista, 8 de junho de 2009

2. Separar palavras que você poderia optar por colocar numa lista:

Participaram da reunião:
– Maria
– Sílvia
– Carlos
– Rafael
– Letícia

OU

Maria, Sílvia, Carlos, Rafael e Letícia participaram da reunião.

* Observe que antes de Letícia não se usa a vírgula; usa-se e. Isso é uma regra e ajuda a identificar que Letícia é a último nome na lista que fizemos. Mas, “como toda regra tem sua exceção”, vamos ver um caso em que se usa a vírgula antes do “e”.

O dia já começava, e o calor parecia infernal.

* Observe que as frases são independentes. Na primeira frase, falamos do dia; na segunda, falamos do calor. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula.

Veja outro exemplo:

O homem ganhou na loteria, e cada membro da família fez planos para gastar o dinheiro.


3.
Depois de um ‘sim’ ou um ‘não’, usados como resposta, no início da frase:

– Você vai estudar?
– Sim, eu vou.
– Depois você vai sair?
– Não, vou ficar em casa


4.
Para indicar a omissão de um termo na frase (geralmente de um verbo)

Todos estavam felizes; eu, muito triste.

* Perceba que o verbo estar foi omitido na segunda frase. Com ele, a frase ficaria assim:

Todos estavam felizes; eu estava muito triste.


5.
Para separar o vocativo:
Vocativo é chamamento, ou seja, um termo usado para chamar a atenção de pessoa com que se fala: Veja:

“Menino, desça já desta árvore.”

“Oremos, irmãos, porque precisamos agradecer a Deus pelo dom da vida.”

* Note que, quando o vocativo está no meio da frase, ele deve ser escrito entre vírgulas.


6.
Para separar uma explicação que está no meio da frase:

Dona Marília e seu Alfredo, casados a três décadas, dedicam-se à criação dos netos.

Juliana e Paulo, meus amigos, chegaram de Londres semana passada.

* Veja que, nos exemplos acima, há uma interrupção do pensamento inicial para acrescentar uma explicação no meio da frase. Em seguida, a ideia é retomada e o raciocínio finalizado.

Se essas explicações que estão entre vírgulas forem retiradas, as frases não perderão o sentido:

Dona Marília e seu Alfredo dedicam-se à criação dos netos.
Juliana e Paulo chegaram de Londres semana passada.

* Sintaticamente, este recurso é chamado de aposto.

Perceba o quanto uma vírgula a mais ou a menos faz diferença:

No próximo post, você confere mais algumas regras sobre vírgula.

Um abraço,

Michelle Mimoso

Palavras e sentimentos

junho 12th, 2009

“Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais. Se me falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo. Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.”

Assim são as palavras escritas: possuem um magnetismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções.


Elas possuem a capacidade de, em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.

Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações. Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.

Viva o amor com palavras faladas e escritas. Mate saudades, peça perdão, aproxime-se. Recupere o tempo perdido, insinue-se. Alegre alguém, ofereça um simples “bom dia”. Faça um carinho especial. Use a palavra a todo instante, de todas as maneiras. Sua força é incomensurável.

Lembre-se sempre do poder das palavras.

“Quem escreve pode construir um castelo, e que lê passa a habitá-lo”
(autor desconhecido)

Feliz Dia dos Namorados a todos os casais!

Um abraço,

Michelle Mimoso

Substantivo

junho 10th, 2009

Você já percebeu que tudo, absolutamente tudo, tem um nome? Não importa se é um objeto comum ao nosso cotidiano, um lugar, uma pessoa muito conhecida, ou o nosso próprio nome; para tudo existe um nome e, para eles, uma classificação gramatical.

Na gramática, chamamos de Substantivo tudo o que dá nome aos seres em geral, sejam eles reais ou fictícios.

Os substantivos são classificados quanto à denotação e formação:

Observe:

Comum – designa todos os seres de uma mesma espécie, de forma genérica, ou seja, um mesmo nome “para todo mundo”.

Ex.: homem, mulher, cidade, cachorro

Próprio – designa nomes especiais, ou seja, aqueles atribuídos a um ser dentro de um conjunto de outros seres da mesma espécie. O substantivo próprio individualiza. Ele deve ser, sempre, escrito com letra maiúscula.

Ex.: Gabriel, Mariana, São Paulo, Totó

Concreto – este tipo de substantivo dá nomes a seres reais ou imaginários. Imaginários são seres que, apesar de não existirem realmente, fazem parte da nossa imaginação e podem ser concretizados por meio de desenhos, figurinos, histórias… E todos as coisas que podem ser percebidas por meio dos cinco sentidos.

Ex.: fada, mula-sem-cabeça, mesa, cadeira, vento, som

Abstrato – ao contrário do substantivo concreto, o abstrato designa seres que dependem de outros seres. Derivados de verbo e de adjetivo, eles indicam sentimentos, ações, estados e qualidades.

Ex.: amor, raiva, carinho, inveja, beleza, beijo, morte (verbo – morrer / adj. – morto), doença (adj. – doente / verbo – adoentar).

verbo substantivo
construir                              construção
confeccionar                        confecção
beijar                                      beijo

adjetivo                       substantivo
belo                                       beleza
gentil                                   gentileza

Coletivo – entre os substantivos comuns encontram-se os coletivos que, embora no singular, indicam uma multiplicidade de seres da mesma espécie.
Ex.:
Antologia – trechos literários
Assembleia – sócios, parlamentares
Atilho – espigas
Cabido – cônegos
Conclave – cardeais em reunião para escolha do Papa
Confraria – pessoas religiosas, de bêbados, vadios
Corpo – jurados
Esquadra – navios de guerra
Esquadrão – soldados de cavalaria
Esquadrilha – de aviões
Estância – verbos
Fato – cabras
Girândola – foguetes
Guarnição – soldados (que guarnecem um lugar)
Hemeroteca – jornais, revistas
Horda – invasores, saqueadores
Hoste – soldados
Junta – médicos (conferência), dois bois
Leva – prisioneiros, recrutas
Miríade – infinidade de estrelas (quantidade muito grande), de insetos
Pinacoteca – livros, quadros
Plêiade – homens ou poetas célebres
Récua – cavalgadura
Renque – coisa em fila
Tertúlia – amigos ou intelectuais (ambos em assembleia)
Tríduo – três dias
Xilacoteca – amostras de espécies de madeira para estudo e pesquisa

Primitivo – é aquele que dá origem a outras palavras. É a palavra original, a primeira.
Ex.: sol, pedra, ferro

Derivado - é aquele que se origina de uma palavra primitiva. É formada de um primitivo mais um prefixo, sufixo ou prefixo e sufixo.
Ex.: guarda-sol, pedreiro, ferradura, infelizmente

Simples – é o que tem apenas um radical.
Ex.: flor, couve, maçã, banana

Composto – é o que tem dois ou mais radicais.
Ex.: banana-maçã, couve-flor, girassol, planalto (plano + alto)

Nota: Radical é o elemento base que dá significado à palavra.

Observe:

Unicórnio: comum e concreto – quanto à denotação
composto e derivado – quanto à formação (formou-se através de dois radicais: uni + cornio).

Substantivação: um processo de derivação imprópria.

Ex.: Recebi um não

– O “não” deixa de ser advérbio de negação e passa a ser um substantivo devido ao artigo que o acompanha.

O jantar está na mesa.

Se você achou esse post massante ou ficou com alguma dúvida sobre o assunto, assista ao vídeo. Você vai se descontrair e, quem sabe, aprender mais um pouquinho.

Caso ainda tenha alguma dúvida, reclamação ou sugestão, deixe seu comentário. Terei prazer em respondê-lo.

Um abraço,

Michelle Mimoso

Bem-vindos ao Revisão Geral!

junho 4th, 2009

“Quem escreve pode construir um castelo, e que lê passa a habitá-lo”

Quem não tem nenhuma dúvida sobre as regras gramaticais da Língua Portuguesa, que atire o primeira pedra. Alguém?….Não?… Bom, isso significa que você faz parte da grande maioria de brasileiros que se veem, constantemente, às voltas com os “porquês” da língua. Alías, você sabe quando se usa o “por que, porque, por quê e porquê”? Para responder essas e outras perguntas é que foi criado o Revisão Geral.

Dizem que “herrar é umano” e posso garantir que ninguém está livre das armadilhas da língua. Mas escrever gramaticalmente correto, de forma clara e com coerência não é bicho de sete cabeças, embora muitos quase se desesperam quando se veem diante de uma folha de papel em branco. Mas, juntos, vamos desvendar os segredos da nossa língua materna e aprender a usá-la cada vez melhor.

Agora, chega de conversa e vamos colocar a mão na massa.

Um abraço,

Michelle Mimoso