Beijo íntimo “de língua” é pecado?

Beijo íntimo “de língua” é pecado?

Absolutamente não! Não é pecado!
O beijo íntimo “de língua”, esse que é comum aos namorados, em si não é pecado.

Pecado tem por definição: “…uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens… um ato ou um desejo contrários à lei eterna” (Catecismo Igreja Católica, art. nº 1849).

Contudo, devemos entender melhor o que realmente é inverso a lei de Deus e O ofende.

Nossos impulsos naturais, nossos desejos, inclusive os da afetividade e sexualidade – que aproximam o homem e a mulher – nos foram dados pelo próprio Senhor. Ele nos dotou da capacidade de amar verdadeiramente “também” através das vontades carnais.
Segundo a Teologia do Corpo de São João Paulo II – Quando São Paulo usa o termo “carne”, ele não diz somente do que é corpóreo no ser humano, mas a tudo o que lhe diz respeito – seu psíquico, seus pensamentos, intelecto, e físico. Essas dimensões fazem parte do ser em sua inteireza. “Deus contemplou a sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gn 1, 31).

Mas, daí você me questiona! “Quando beijo minha(meu) namorada(o) sinto vontade de ter uma relação sexual com ela(e). O ato de beijar me excita! E isso não é pecado?”
Ora, graças a Deus tudo em você, em seu corpo, está funcionando muito bem, não é?

Deus não vai tirar suas vontades, porque elas são presentes Dele. Você que deve orientá-las para o lugar e momento certo.

No início, quando escolhemos pela desobediência a Deus, nossa natureza tornou-se um tanto desordenada, então, aquilo que foi criado bom, pode nos inclinar para o mal.
O Catecismo da Igreja Católica, quando trata da concupiscência, pode nos explicar melhor.
A concupiscência é o transtorno “das faculdades morais do homem e, sem ser pecado em si mesma, inclina-o a cometê-lo”. (Catecismo Igreja Católica art. nº 2515);
Já no homem, tratando-se de um ser composto, espírito (alma imortal) e corpo (carne), existe certa tensão, desenrola-se certa luta de tendências entre o “espírito” e a “carne”.
Ainda, no art. 2516 fala que para o Apóstolo São Paulo “não se trata de discriminar e condenar o corpo que, juntamente com a alma espiritual, constitui a natureza do homem…Ele quis tratar sobretudo das obras, ou melhor, das disposições estáveis – virtudes e vícios – moralmente boas ou más, que são fruto da submissão (no primeiro caso) ou, pelo contrário, de resistência (no segundo caso) à ação salvífica do Espírito Santo.

Isso tudo significa que, a concupiscência = a vontade de pecar, não é pecado ainda, mas um desejo produzido através de uma dimensão natural e humana, que pode nos levar ao pecado se assim nós consentirmos.
Entretanto, é possível nos purificarmos contra a concupiscência, para isso será necessário cultivarmos o que em nós é bom: os dons e virtudes dados por Deus. E daquilo que trazemos de tendência má, o nosso egoísmo e impulsos contrários ao amor a Deus e ao próximo, podemos acalmá-los e canalizá-los para seu verdadeiro sentido e assim torná-los bons.

Pois bem, e onde o beijo “de língua” entra em tudo isso?

Namorados se beijam intimamente “de língua” porque tem atração um pelo outro, tem amor, paixão, isso é bom e dom de Deus, e podem sim, nesse contato, sentirem desejo, mas o que cada um deles escolhe fazer com esse desejo, é o que adestrará o coração na pureza ou no pecado.

Existem casos em que este gesto pode levar ao pecado, mas, ao generalizar e afirmá-lo para todo cristão como ato pecaminoso, estaremos errando por impor o jugo de uma lei a mais, a exemplo dos fariseus da época de Jesus.
Se sentir vontade for pecado, então baixemos um decreto: Abraçar também é pecado, porque sentirão o corpo um do outro e isso pode despertar o apetite sexual.
Contudo, sabemos que o próximo passo é que determinará a escolha. Podem optar por satisfazer ainda mais o ímpeto ou decidirem conversar um pouco, ir para junto de outras pessoas, deixar abrandar o ardor.

Apesar de alguns pessoas da igreja dizerem o contrário, não existe uma palavra da Igreja que diga que beijo íntimo entre namorados é pecado. O que caracteriza então, algo de opinião pessoal, não palavra da Santa Mãe Igreja.
Nosso Catecismo, especifica sim, que a “fornicação” é pecado. E fornicação é: relação sexual fora do matrimônio.
Também é ofensa ao Senhor: a masturbação, tocar em partes íntimas, e quando um casal usa de um abraço para ficar se excitando.

Em comparação: Ao viciado em álcool nós recomendamos que não tome o primeiro gole, pois sua condição, faz dessa única dose, o início do descontrole de si mesmo perante a bebida. Mas não podemos sair por aí dizendo que o consumo de bebida alcoólica é pecado. Existe muita gente que bebe socialmente e de forma responsável (como por exemplo, ao optar por não dirigir).
De igual modo, se a sexualidade de uma pessoa está afetada, a ponto de que os beijos íntimos o levem a cair em pecado, daí sim, é coerente que essa pessoa se abstenha desse modo de carinho.
Eu conheci casais que fizeram o compromisso de não se beijarem ardentemente até o casamento, mas foram casos específicos, em que um dos dois já tinha uma sexualidade marcada e reconhecendo-se em seus limites assim combinou com o par. Muito bonito isso! Contudo, que seja uma decisão do casal, e não regra para todos.

Não podemos negar a nossa humanidade. Para ser santo é preciso ser profundamente humano, Jesus assumiu Sua humanidade por completo, menos no pecado, em tudo ele quis ser e passar pelos processos de pessoa humana.
A beleza de ser cristão não está na força de preceitos, mas no amor que dá sentido a tudo o que fazemos.
Tirar o beijo dos namorados, é tirar as manifestações de carinho que são próprias a esse tipo de relacionamento. Namoro é tempo do casal se conhecer pelo dialogo e amizade, mas também é tempo de carinhos específicos ao compromisso que fizeram.

Bons beijos e que Deus esteja contigo em tudo!

Sandro Arquejada – Autor do Livro “As Cinco Fases do Namoro”

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26 Responses to “Beijo íntimo “de língua” é pecado?”

  1. Ana Carolina disse:

    Não concordo muito com o texto do Sandro, se esse tipo de beijo pode nos levar a uma ocasião de pecado, porque arriscar? “quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3, 27). E não é deixando de beijar de língua que o casal não trocará carinho,esses beijos são na verdade uma preparação para o próprio ato sexual. Se nós que namoramos não vivemos essa fase, não acho correto nem necessário beijos assim. Os beijos devem ser modestos, de forma a não excitar nenhum dos dois. “Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado”. Não é tarefa fácil, mas pensem ser um grande sacrifício por amor a Deus. Abraços.

    • sandro disse:

      Olá Ana Carolina!
      Respeito que você não concorde, mas como explico no texto, não podemos sair por aí, impondo e decretando esse tipo de beijo como pecado.
      Não há Palavra da Igreja que o diga.

      Agora! Se para alguém, o beijo leva ao pecado, que este reflita o que melhor lhe convém.

      Beijo intimo não é preparação para o ato sexual, pois nem todos se veem assim, excitados com ele.
      Não se trata de arriscar, mas de viver algo normal e natural. Se não fosse assim, também não deveriamos nem chegar perto de comida, pois podemos aí pecar pela gula, não é mesmo?

  2. Barbara Lores disse:

    De fato, a concupiscência em si mesma não é um pecado. O problema é buscar diretamente a situação do beijo de língua(ou outra carícia) como meio de excitação sexual. Colocar-se deliberadamente em ocasião de pecado já é pecar.

    É preciso ter muito cuidado. Da maneira que o texto coloca as coisas podemos entender que é muito saudável sentir desejos sexuais num beijo, porque “podem optar por satisfazer ainda mais o ímpeto ou decidirem conversar um pouco, ir para junto de outras pessoas, deixar abrandar o ardor.” De fato, sentir impulsos sexuais faz parte da natureza humana, mas buscar a tentação nunca foi meio de santidade.

    O casal de namorados tem que ter prudência. Beijos de língua não são em si mesmo pecaminosos, mas se para um determinado casal os beijos representarem um perigo próximo de pecar, deverão deixar de lado esta manifestação de afeto e buscar expressar um amor limpo através de outras.

    Com relação a buscar a excitação sexual através de beijos, o renomado teólogo dominicando Royo Marin diz em seu livro Teología Moral para Seglares que “Constituem pecado mortal quando se tenta com eles excitar diretamente o deleite venéreo”.

    Diz também o Pe. Thomas Morrow em seu livro Namoro Cristão em um mundo supersexualizado: “é preciso evitar uma demorada manifestação de afeto que tenha como consequência uma excitação, já que é provável que, quando se prolonga, acabe por arrastar a vontade. De qualquer modo, pôr-se voluntariamente em perigo de pecar já é um pecado.”

    Recomendo o texto do Jason Evert sobre o tema: http://vidaecastidade.blogspot.com.br/2010/12/e-beijo-de-lingua-ta-tudo-bem-todo.html

    “O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo nele perecerá’ (Ecli 3, 27). Segundo S. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.” (Santo Afonso Maria de Ligório)

    Em suma, mais do que se deter em falar que beijos de língua não são pecados em si mesmos, acredito que o texto deveria abordar mais a questão da fuga das ocasiões de pecado, sejam elas quais forem.

  3. sandro disse:

    Cara Barbara Lopes!
    Posso até escrever um outro post que trate de Fuga do Pecado, mas escrevi este para apontar que a verdadeira religião liberta o homem. Viver somente pela regra (isso pode, isso não pode) é fácil, pois nivela todo mundo e determina algo para todos, por causa de um caso isolado. Só pq alguns se sentem desrregrados por um beijo não significa que deve haver uma regra igual para todos.
    Não dá pra pegar um versículo isolado da Bíblia, ou um dito de um santo e justificar algo que eu penso, mas que não encontra coerencia com a Palavra da Igreja.
    Conheço o texto que vc marcou com o link, e em tudo o que diz o problema não é o beijo, mas o amasso. Alias, chega ao absurdo de comparar beijo de língua com penetração sexual.
    E sim, o meu texto, quer deixar bem claro, que beijo de língua é saudavel e sentir desejos sexuais é igualmente saudavel (desde que se saiba dominar-se) , no resto tudo o que vc argumenta é igual ao que eu disse, estamos em concordancia “É preciso ter muito cuidado”(mas, tb o é com o abraço) “Beijos de língua não são em si mesmo pecaminosos, mas se para um determinado casal os beijos representarem um perigo próximo de pecar, deverão deixar de lado esta manifestação de afeto e buscar expressar um amor limpo através de outras” estou totalmente de acordo, é isso mesmo.
    Em resumo, nós pregamos tb a castidade, e não haveria entre nós a intenção de colocar ninguem em risco, agora não podemos desumanizar as pessoas.

    • Rodrigo disse:

      Caríssimo Sandro, tenho muita estima por seu sim e sua oferta de vida, mas há uma imprecisão em seu texto. Há atos que são honestos e atos que são desonestos por sua própria natureza. O beijo não é desonesto por sua própria natureza, mas é em sua raiz cultural.

      A lubricidade consciente em qualquer ato que seja é pecado.
      Quando o corpo reage se lubrificando e vc sabe que determinado ato vai gerar isto em vc e não é um ato necessário, ele é um ato pecaminoso, pois a comoção sexual enquanto oferta livre e consciente só é licita no matrimonio.

      Dito isto eu me pergunto: ” Se não for pra experimentar a comoção, qual é o proposito de fazer do beijos um habito no namoro?”

      Avanço mais ainda, se o beijo de lingua é licito ao namoro, é licito também entre pais e filhos, e entre qualquer pessoa. E quer saber, é. Entretanto, se e somente se não houver comoção nem traço cultural que incorra em escândalo publico.

      Talvez numa outra configuração cultural seja possível o beijo de lingua separado da excitação, mas não em nossa cultura. Hoje o beijo de lingua é um simbolo da cultura do descarte e não possui nenhum significado santo fora do matrimonio. Só por isto já seria condenável no namoro, devido ao escândalo publico.

      Incorre em escândalo devido a cultura, tanto quanto a cremação no passado.

      O namorado não é esposo, se é licito para alguém que não é o esposo beijar, então qualquer um pode beijar de lingua.

      Espero que minhas palavras auxiliem numa reflexão mais profunda.
      Abc, Shalom!

  4. Robson soares Urschei disse:

    Hoje não podemos escrever nada que um bando de lunático , xiita já reclama , parabéns pelo texto Sandro . Uma posição madura , muitas pessoas querem tirar não o problema mas querem colocar a culpa nas ocasiões, o autodomínio vem do conhecimento, as pessoas falam umas besteiras. Não podemos desumanizar as pessoas, ter vergonha daquilo que Deus não teve vergonha de criar , uma vez li num livro arcaico que existia um santo tão santo que quando ia no banheiro não pegava no órgão genital , fiquei imaginando o que ele fazia , devia ficar pulando que nem um doido kkkkk. O triste que nesses tempos temos não pecado por falta , mas por excesso. Muitos tem medo de viverem .

  5. Ruan disse:

    Venho por meio deste comentário informar ao autor deste artigo que, ao contrário do que ele pensa, que há Palavra da Igreja que condena o beijo de língua como um pecado mortal.

    A fonte teológica mais confiável para esta matéria é a Suma Teológica de São Tomás de Aquino, Livro II-II, questão 154, artigo 4: “Pode existir pecado mortal nos beijos e nos toques ?”. Recomendo a leitura integral desta questão, pois é um texto que aborda esta matéria de modo bastante claro e completo.

    São Tomás de Aquino ali nos diz que “será pecado mortal beijos sensuais e atos similares”, tanto entre casados quanto entre não-casados. Sendo assim, um beijo de língua, por sempre ser dotado de sensualidade, é um pecado mortal; abraços e toques que tem o objetivo de obter prazer sensual são pecados mortais.

    Em outras palavras, o prazer sensual só pode ser obtido como resultado direto do ato sexual [1]; caso contrário, trata-se de pecado mortal. O ato sexual só é isento de pecado quanto tem a intenção de procriar. Caso não haja esta intenção, trata-se de pecado venial [2]; caso além de não existir a intenção de procriar, também se utilizem diabolicamente meios para impedir a procriação, como abortos, anticoncepcionais, preservativos, contato do órgão sexual com partes do corpo não destinadas pela natureza à procriação, então trata-se de pecado mortal. Esta é, em suma, a doutrina da Igreja sobre esta matéria.

    A doutrina apresentada por São Tomás de Aquino foi oficializada pela Igreja através de decreto do Papa Alexandre VII, proclamado no dia 18 de Março de 1666, que está contido no Enchiridion Symbolorum et Definitionum, 2060, 1140 40.

    Ali diz o seguinte:

    Condenado: “É uma opinião provável aquela que diz que um beijo é meramente um pecado venial quando feito tendo o propósito de obter o deleite carnal e sensível que surge do beijo, se o perigo de maior consentimento e polução está excluído.”

    Ou seja: beijo de língua não é só um pecado venial; trata-se de uma ofensa grave. [3]

    Em latim, a opinião provável que foi condenada é a seguinte:

    “Est probabilis opinio, quae dicit, esse tantum veniale osculum habitum ob delectationem carnalem et sensibilem, quae ex osculo oritur, secluso periculo consensus ulterioris et pollutionis.”

    Como se trata de um pronunciamento ex cathedra, esta doutrina está protegida pela infalibilidade papal e será para sempre a doutrina oficial da Igreja. Nenhum Papa posterior, portanto, jamais emitiu pronunciamento em direção contrária, e nem o poderia. Esta doutrina não está contida no Catecismo, mas o Catecismo e o seu Compêndio não encerram em si todos os dogmas da Igreja, nem tem isto por obrigação ou objetivo.

    NOTAS

    [1]: Ato sexual entre casados, obviamente.
    [2]: Consultar De bono conjugali, de Santo Agostinho. Consultar também decreto do Santo Ofício do Papa Inocêncio XI, em 4 de Março de 1679:
    “Condenado: ‘O ato conjugal exercido somente pelo prazer é inteiramente livre de toda falta e defeito venial.'”. Enchiridion Symbolorum et Definitionum, 1159.
    [3]: A busca do prazer sensual através de um beijo, toque ou abraço é uma busca do prazer sensual divorciado da procriação, e é outra face do mesmo terrível engano diabólico que domina estes tempos e leva ao uso de venenos e dispositivos mecânicos para impedir o nascimento de almas conforme a lei natural. Lembremo-nos das palavras da Virgem de Fátima sobre tais pecados:

    “Os pecados que levam mais almas para o Inferno são os pecados da carne.”

    “Virão umas modas que vão ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas.”

    “Nosso Senhor é sempre o mesmo. Os pecados do mundo são muito grandes. Se os homens soubessem o que é a eternidade, fariam de tudo para mudar de vida. Os homens perdem-se porque não pensam na morte de Nosso Senhor e não fazem penitência.”

    “Muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.”

    • Rodrigo disse:

      Não caiu por terra pois o caráter Unitivo não exclui o procriativo.
      Por isto o sexo tem de estar aberto a vida. O que acontece com mensagens como a de Pio XII é a reafirmação de que uma vez que vá se ter uma relação sexual é dever do casal buscar a satisfação mutua e é licito gozar os prazeres próprios da relação.

      ´O próprio Criador… estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá´lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter´se nos limites de uma moderação justa´ (CIC, 2362).

      Os justos limites consistem em não colocar o prazer como fim, pode-se transar e cometer pecados veniais para se evitar que o cônjuge cometa um pecado mortal. Mas deve-se buscar sempre a perfeição. em “Dos bens do matrimonio” de santo Agostinho ele desenvolve algumas circunstancias com mais detalhes. Portanto buscar o prazer carnal só é licito no matrimonio e se for meio para um bem maior.

      Tudo isto esta nas fontes que o Ruam lhe forneceu.

      Segue abaixo meu comentário em uma sequencia a cima, pois sei que é difícil vc ver, então se vc voltar a esse já estará aqui:

      Caríssimo Sandro, tenho muita estima por seu sim e sua oferta de vida, mas há uma imprecisão em seu texto. Há atos que são honestos e atos que são desonestos por sua própria natureza. O beijo não é desonesto por sua própria natureza, mas é em sua raiz cultural.

      A lubricidade consciente em qualquer ato que seja é pecado.
      Quando o corpo reage se lubrificando e vc sabe que determinado ato vai gerar isto em vc e não é um ato necessário, ele é um ato pecaminoso, pois a comoção sexual enquanto oferta livre e consciente só é licita no matrimonio.

      Dito isto eu me pergunto: ” Se não for pra experimentar a comoção, qual é o proposito de fazer do beijos um habito no namoro?”

      Avanço mais ainda, se o beijo de lingua é licito ao namoro, é licito também entre pais e filhos, e entre qualquer pessoa. E quer saber, é. Entretanto, se e somente se não houver comoção nem traço cultural que incorra em escândalo publico.

      Talvez numa outra configuração cultural seja possível o beijo de lingua separado da excitação, mas não em nossa cultura. Hoje o beijo de lingua é um simbolo da cultura do descarte e não possui nenhum significado santo fora do matrimonio. Só por isto já seria condenável no namoro, devido ao escândalo publico.

      Incorre em escândalo devido a cultura, tanto quanto a cremação no passado.

      O namorado não é esposo, se é licito para alguém que não é o esposo beijar, então qualquer um pode beijar de lingua.

      Espero que minhas palavras auxiliem numa reflexão mais profunda.

      Abc, Shalom!

      • sandro disse:

        Rodrigo!

        Vc diz (até concordando comigo) que o beijo de lingua não é ilicito em si, mas depois manda olhar o contexto cultural, e ainda depois diz que se assim fosse o beijo de lingua seria legal entre pais e filhos. ?????????
        Tipo, não há uma contradição? Em nossa cultura é normal pais e filhos se beijando de lingua? Não, né? Esse tipo de afeto é algo que cabe aos namorados.
        E um ato sexual não começa pelo beijo, começa com carinhos que você vai concordar que são permitidos aos namorados.
        Em todos os comentários contra, vejo mais uma opinião das pessoas, daí justificada com alguns textos e opiniões de outras pessoas, do que realmente uma palavra da Igreja.

    • Rodrigo disse:

      Não caiu por terra pois o caráter Unitivo não exclui o procriativo.
      Por isto o sexo tem de estar aberto a vida. O que acontece com mensagens como a de Pio XII é a reafirmação de que uma vez que vá se ter uma relação sexual é dever do casal buscar a satisfação mutua e é licito gozar os prazeres próprios da relação.

      ´O próprio Criador… estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá´lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter´se nos limites de uma moderação justa´ (CIC, 2362).

      Os justos limites consistem em não colocar o prazer como fim, pode-se transar e cometer pecados veniais para se evitar que o cônjuge cometa um pecado mortal. Mas deve-se buscar sempre a perfeição. em “Dos bens do matrimonio” de santo Agostinho ele desenvolve algumas circunstancias com mais detalhes. Portanto buscar o prazer carnal só é licito no matrimonio e se for meio para um bem maior.

      Tudo isto esta nas fontes que o Ruam lhe forneceu.
      Abc, Shalom!

      • sandro disse:

        Pois é, é justamente isso que eu disse ao Ruan. Já que ele citou, que o ato sexual é somente lícito no matrimônio quando se tem a intenção de procriar.

  6. Ale disse:

    Querendo ou não,alguns tipos de carinho podem levar ao ato sexual e o beijo também faz parte disso.Porém, eu apesar de seguir aos ensinamentos da igreja, acredito ser um pouco radical o casal de namorado ter que “abdicar” do beijo que é uma forma de carinho, porque pode levar a pecar, existe meios como a internet que levam um jovem a ir por outro caminho, ou seja, a pecar com mais facilidade.E também há casais que não tem relação e irão namorar sem beijar?
    Não sou a favor de “ficar”,mas acredito que exigir de um casal de jovem viver só de mãos dadas e conversas,será que seria o essencial para esse casal,sem sentir atraídos para no futuro querer casar, vejo até meninas de outra religião que namoram, seM ter relação, mas com o beijo.Já conheci pessoas que depois de beijar o rapaz, não quis seguir adiante por não sentir algo mais, viver sem o beijo com namorado ou noivo,não seria um risco para casamentos frustados.É o que penso.

    Gostaria de sua opinião sandro.Sou fã dos seu textos.

    • sandro disse:

      Olá Ale!

      Acabei de responder a um rapaz que uma relação de amizade deve ser diferente de namoro.
      Concordo com vc, exigir de namorados que não se beijem é achar que não são humanos.

  7. Carolina Camilo disse:

    Olá Sandro. Agradeço pelo post, e concordo muito contigo! Não podemos impor algo as pessoas pq isso particularmente me leva a pecar. Existem outras formar sem ser o beijo de levar o outro a pecar. Gosto muito do que voce escreve, pois se baseia na teologia do corpo, que vem retirar de nós cristãos um enorme peso que nos foi colocado durante anos; mas agora podemos pensar no amor humano como reflexo de Amor de Deus. Confesso que ainda tenho dificuldade nisso, pois minha formação cristã é um pouco contrária, mas estou aprendendo..

    Abraços

    • sandro disse:

      Oi Carolina!

      Muito obrigado pelo seu comentário.

      E apesar de ter dito que tem pouca formação sobre o tema, creio que vc está no caminho certo, pois está buscando. É isso mesmo!
      Fique sempre de olho, procure as coisas que te edificam e assim vamos nos tornando pessoas melhores.

      Deus abençoe!

  8. josias disse:

    ASSISTA UMA AULA DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE, ATÉ QUE PONTO PODE IR AS CARÍCIAS NO NAMORO.
    NESSA AULA RIQUÍSSIMA PADRE PAULO ABORDA COM MUITA SABEDORIA, A QUESTÃO DO BEIJO, E DIZ QUE ATÉ MESMO UM BEIJO DEMORADO, PODE ESTÁ PREPARANDO SEU CORPO PARA UM ATO SEXUAL.
    EU NÃO PRECISO COLOCAR A MÃO NO FOGO PARA SABER QUE QUEIMA;QUANDO UM CASAL DE NAMORADO ESTÃO DISPOSTOS A VIVER A CASTIDADE NO NAMORO, COM CERTEZA ESSAS OCASIOES TEM QUE SEREM EVITADAS.
    COMO SABEMOS A OCASIÃO FAZ O LADRÃO, O PECADO É GRADATIVO, EMBORA TEMOS QUE ESTAR SEMPRE VIGILANTES,DE UM BEIJO DE LINGUA PODE DESENCADEAR MUITOS MOMENTOS QUE OS DOIS TALVEZ NÃO CONSIGAM SUPORTAR.
    E NA REALIDADE QUANDO UM CASAL DE NAMORADOS DA UM BEIJO DE LINGUA(QUENTE), E NÃO SENTE VONTADE DE TER RELAÇÃO,PODE SABER QUE ALGO MUITO ESTRANHO ESTÁ ACONTECENDO OU COM O HOMEM, OU COM A MULHER, PORQUE AMBOS SÃO DE CARNE E OSSO.
    ENFIM,QUANDO UM TEÓLOGO A ALTURA DO PADRE PAULO NOS DA UM ENSINAMENTO DESSES,COM CERTEZA É O ESPÍRITO SANTO ENSINANDO A IGREJA, PROCURE INTENSIFICAR MAIS SEUS CONHECIMENTOS,SUAS IDÉIAS NÃO ESTÃO BATENDO MUITO COM A MORAL CATÓLICA, ISSO PODE SER MUITO PERIGOSO PARA AS PESSOAS QUE TE ESCUTAM.

    • sandro disse:

      Olá Josias,
      assim como vc eu admiro muito o Pe Paulo Ricardo, mas nesse video ele não usa um texto oficial da Igreja, mas um escrito de alguém.
      Eu concordo com o Pe Paulo nesse video,

      perceba

      um beijo demorado, escandaloso, pode levar ao pecado.

      Mas, o beijo de lingua não precisa ser necessariamente assim, e em meu texto eu não disse que esse beijo não era pecado.

  9. Letícia disse:

    Olá Sandro, fiquei bastante desconfortada ao ler seu artigo, desculpe, mas a maneira como vc colocou as coisas pode levar a uma interpretação muito equivocada sobre o tema, muitos aqui levantaram a questão, rebatendo algumas coisas e mais desconfortável ficou as suas respostas, acredito q ngm tem/ teve a intenção de condenar, mt pelo contrario, mas foi oq pareceu da sua percepção nas suas respostas, acredito q todos aqui temos um mesmo proposito de santidade e todos temos um amor pela Igreja, e ao contrario do que disse um irmão não somos “fanaticos xiitas” … acontece q temos q tomar muito cuidado ao falarmos em nome da Igreja (afinal nao são apenas fiéis católicos que têm acesso a este post), acredito piamente na sua reta intenção ao escrever este artigo mas creio q se equivocou em algumaa colocações, o beijo de língua pode nao ser um pecado em si, e ter desejos sexuais muito menos, afinal faz parte da nossa natureza humana… agora correlacionar esses dois não foi uma boa maneira de dizer q ambos nao sao pecados (em si) … se colocar em condição de pecado constitui um pecado… E se o beijo leva a excitação é pecado, ainda q não haja relação sexual… isso é oq todos estão questionando aqui, não são apenas “frases de santos colocadas fora de contexto q nao condizem com a Palavra da Igreja” … talvez vc nao esteja entendo a nossa colocação justamente por estarmos falando a mesma coisa (creio q estamos, por acreditar na autenticidade do seu amor por Deus e pela Igreja, ainda q nao te conheça, mas conheco e acredito no amor que tem a comunidade Canção Nova) mas a maneira como vc colocou no post nao caracteriza essa verdade, então se for isso, sugiro que reveja a maneira como vc colocou, q pode dar uma conotação totalmente errada pra pessoas menos instruidas e q no entanto têm buscado conhecer as verdades de fé contida neste tesouro que é a Mãe Igreja. Com carinho fraterno.

    • sandro disse:

      Olá Leticia,

      Graças a Deus vc percebe uma certa concordancia no que eu digo com os escritos que estão discordando. Sim, não houve minha intenção em incentivar ninguem ao pecado, mas em cada um se reconhecer.

      Se para um é muito arriscado, então que rompa radicalmente. Mas, não é certo impor isso a todos, como citei nesse e em outros exemplos e ocasiões num monte de respostas.

      Não recuo no que eu disse não, a não ser que hoje o Papa proclame que esse tipo de afeto está proibido, mas até o dia de hoje não houve nada assim.

      Nem que a excitação é pecado, afinal a pessoa pode ficar excitada por qualquer outra coisa, até por suas lembranças, sem tocar em ninguém. E desculpe, fazer as pessoas pensar que um impulso do corpo é pecado é desumanizar. O que pode se tornar pecado é o que cada um decide fazer com ela.

      Como citei em outras respostas, é como que se ficar com fome caracteriza-se gula. Se entendesse bem nesse exemplo, que não é verdade isso, porque não entendemos no exemplo do beijo?
      Talvez pela experiencia de cada um, daí não posso fazer da minha experiencia uma regra geral para todos.

  10. Isla Torres disse:

    Entendi demais o texto desse menino, o Sandro! 👏👏👏
    Ele explicou: Isso tudo significa que, a concupiscência = a vontade de pecar, não é pecado ainda, mas um desejo produzido através de uma dimensão natural e humana, que pode nos levar ao pecado se assim nós CONSENTIRMOS. Onde está o erro na palavra CONSENTIRMOS que você não entendeu?!
    Quem sabe que o beijo de língua pode te levar ao pecado, pecado esse que, tens dificuldades com ele, abstenha se dele! Como um alcoólico que sabe que não pode colocar o primeiro gole do álcool. Isso é fantástico: se reconhecer frágil.
    Também conheço um casal de namorados que também fez isso, realmente é belíssimo!!
    Isso é um caso para muitos! Tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém!

  11. sandro disse:

    Não perguntei a ele não, viu Leandro, mas perguntei a vários padres da CN formados pelo Monsenhor que disseram que não é pecado. Todos somos concordes, que desde que não se use do beijo com a intenção de provocar sexualmente ele não é pecado.

    • sandro disse:

      Ah, inclusive, na comunidade Canção Nova, somos acompanhados, temos casais formadores de namorados assessorados por padres, inclusive nosso formador geral foi especializado em moral cristã em Roma, e ninguém nunca proibiu namorados de se beijarem de lingua (e trabalhamos em muito a castidade), mas também se um casal decide não se beijar porque reconhece seus limites, nunca lhes foi recomendado o contrário.

  12. sandro disse:

    Olá Rafael!

    Voce tem razão quando diz que principalmente aos meninos seja mais dificil não se excitar pelo beijo. Então é entendivel que para as meninas não soa tão forte assim, a excitação no beijo de lingua.
    Mesmo assim, para nós homens, se beijarmos a namorada, devagar, discretamente, com intenção de carinho, e principalmente se distanciarmos nossos quadris, não é tão dificil assim, perceber no beijo, mais amor do que excitação. Fica aqui uma dica de como fazer.

    Me desculpe, mas nivelar uma relação de namoro como uma relação de amizade é desumanizar as pessoas. O namoro precisa ter suas características próprias.

    Se formos julgar diferente, então pensemos também que a paixão tem “entre suas definições” uma satisfação própria, e é como que um “truque da natureza” para aproximar duas pessoas. Ora, em quantos discursos a gente não ouve dizer que a paixão é ruim? Então a paixão é pecado?

    Entre os primeiros cristãos houveram vários assuntos que levantaram duvida se eram pecado ou não: comida, bebida, guardar dia ou noite, São Paulo diz que nada disso é importante “Sei e estou convencido no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é impura em si mesma; somente o é para quem considera impura” (Rm 14, 14).
    “Cada um proceda segundo sua convicção” (Rm 14, 5)
    E é claro, que ele não está contradizendo aqui dos mandamentos. Por favor, entendamos isso.

    Na comunidade Canção Nova, somos acompanhados, temos casais formadores de namorados assessorados por padres, inclusive nosso formador geral foi especializado em moral cristã em Roma, e ninguém nunca proibiu namorados de se beijarem de lingua (e trabalhamos em muito a castidade), mas também se um casal decide não se beijar porque reconhece seus limites, nunca lhes foi recomendado o contrário.

  13. Cristina Sanches disse:

    Eu quero é beijar muitooooooooo e ser feliz! Deus me fez assim. Bjs pra todos, não de língua!

  14. Filipe disse:

    Sandro , Prof Felipe Aquino , ai também da Canção Nova em seu livro sobre o Namoro diz que não pode , e ai ?

    Contradição heim irmão

    Beijo de lingua , NÃO pode !

    E olha só o Termo que o Senhor Usa , Íntimo ?? , só que está autorizado a conhecer e viver a intimidade da outra pessoa é o cônjuge , pessoa depois de receber a benção Sacramental , para que que iria existir beijo ‘INTIMO’ ?

    Cuidado com a Doutrina do eu acho heim

  15. Murilo disse:

    Bom dia caro Sandro,

    Respeitosamente discordo.

    É uma máxima consolidada entre os Santos Padres, que dispensa citações, em afirmar que expôr-se por vontade própria e sem necessidade grave a uma tentação de qualquer natureza já é um pecado em si mesmo. Portanto, se o casal ao praticar determinado ato se sente tentado a consumar um ato de pecado, no caso a fornicação, então já cometeram um pecado mortal mesmo que não o façam. Se todo aquele que olhar uma mulher demoradamente sabendo que vai sentir-se tentado já cai em pecado, quanto mais praticar um ato que em si mesmo é sempre uma preparação para o ato sexual.

    Poder-se-ia dizer que não é uma preparação para um ato sexual. Porém, isto é contrário a todos os fatos, pois todos os namorados que decaem da castidade começam praticando isto. O verdadeiro amor não exige o prazer sexual de um beijo, mas sim o amor mundano.

    É verdade que o beijo íntimo é ordenado ao amor e é um gesto que manifesta o amor, mas o amor devido entre esposos e não namorados.

    Você diz que a Igreja não se manifestou e trata-se de mera opinião os que discordam de você. Porém, os fatos dizem o oposto.

    Os teólogos sérios que ainda restam tem consenso unânime sobre isso como se vê na citação do Teólogo Dominicano Royo Marin no site do Pe. Paulo: https://padrepauloricardo.org/episodios/quais-sao-as-caricias-permitidas-no-namoro

    Além disso, o Papa Alexandre VII condenou como escandaloso a sentença que dizia que seria apenas um pecado venial o beijo que é dado por deleite mesmo não havendo perigo de consentimento e polução.

    Tudo o que você disse parece muito coerente se nos referirmos a um selinho como manifestação de carinho entre namorados. Porém, um beijo íntimo não é aceitável como isento de pecado fora do matrimônio.

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