Cadê minha cara metade?
Se eu te convidasse agora para um lanche, garanto que algo do tipo vermelho e amarelo viria em tua mente não é? E se você tivesse a oportunidade de escolher pediria um número 4 ou número 6. Afinal, é pra já!
Vai um fast food ae?
Esperar não é nosso forte, vai me dizer que gosta de ficar horas e horas em uma fila?
Pior é quando a fila anda e você se vê cada vez mais longe. Angústia na certa!
E quando a espera pela pessoa certa, que seria apenas um tempo, se torna uma eternidade?
E o filme da vida que tem em média 90 minutos se torna um filme de 3 horas, dividido em duas partes em dois DVD’s?
O que fazer?
Será que você está na primeira ou na segunda parte deste filme?
Encontrar a pessoa certa depende de como você tem vivido este tempo de espera.
Somos muito imediatistas e não gostamos de esperar. Deixamos muitas vezes o medo e a ansiedade tornarem-se empecilhos à concretização das promessas de Deus em nossa vida. Mas se soubermos lidar com estes sentimentos, conquistaremos as promessas do Senhor no tempo certo!
Tem gente que espera de braços cruzados, reza todos os dias e pede a Deus a pessoa certa. Mas uma espera, sem esperança, sem atenção. Às vezes Deus já mandou e você por estar de braços cruzados, deixou a pessoa passar e não correu para o abraço.
É necessário estar atento as pessoas que estão ao seu redor, no seu grupo, na faculdade. Não se acha remédio em açougue e nem carne em farmácia, não é?
Gosto do salmo que diz “Esperando eu esperei”, saber viver esta espera com esperança, com ação. Se cuidar, se arrumar. Lógico não em vista de outro, mas para se sentir bem consigo mesmo! Só quando nos amamos poderemos amar o outro. Pois só damos o que temos!
E se você está sozinho te pergunto: será que não é preciso estar assim?
Embora não gostando da idéia de ficarmos sozinhos, às vezes a coisa que mais tememos é a coisa que mais precisamos. Não apenas podemos ficar solteiros um tempo, mas às vezes devemos ficar sozinhos um tempo. Se queremos encontrar o amor, precisamos nos conhecer antes de conhecer quem quer que seja. De outro modo podemos ficar tentando achar nossa própria identidade nos outros.
Ficar solteiro um tempo tem um propósito. Isso nos liberta para que possamos firmar nossos objetivos e sonhos na vida, para que possamos conhecer nossas paixões e como queremos melhorar o mundo. Isso abre nossos olhos. Ficar solteiro um tempo não significa ser solitário; ficar solteiro um tempo significa ter uma oportunidade de aprender a viver para os outros. Vivendo com propósitos estará fazendo crescer a pessoa certa que é você!
Às vezes no tempo a “sós” descobrirá que na verdade é chamado(a) a outra vocação. Como dizia PE. Leo: “Quando não achamos a tampa de nossa panela, podemos ser uma frigideira!”
Não importa a quantidade do tempo, mas a qualidade do tempo que você tem vivido.
Que sua oração, se torne também, a ação deste tempo!
Afinal, uma boa refeição para ser saboreada, requer um bom tempo de preparo!
Ou ainda prefere o fast food?
Esperando eu Espero seu comentário, rsr!
Adriano Gonçalves
O moderno é “ficar”!?
Namorar parece que se tornou assunto de museu meio fora de moda, coisa antiga, e até mesmo, careta. O moderno é o “ficar”!
Tudo parece mais fácil, as pessoas se encontram mais ou menos, se atraem mais ou menos, se conhecem mais ou menos e ai surgi aqueles beijos (aqui não é mais ou menos não, é sempre mais)! Às vezes nem acontece muita conversa, já se vai logo para o “grande momento”. Em alguns casos de “ficantes” rola ainda um certo “dar satisfações”, retribuir telefonemas ou ficar algumas horas no MSN.
O que pode ou não pode é definido no momento, algo meio 2.0 de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”. A duração do “ficar” varia: o tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas. Ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos “ficantes”.
Mas quem fica com você? Quem permanece com você? Será que você já não perdeu alguém que valeria a pena? Será que não brincou e depois percebeu que na verdade em vez de ganhar, perdeu uma chance?E o resultado disso tudo foram mágoas e feridas? E quando bate aquela carência, uma vontade de ter alguém… a pergunta é: Cadê?
Neste texto não caio em moralismo, mas sim em provocação. O que buscamos nestes relacionamentos tão a lá fast food? Não seriamos muito mais que beijos na boca?
Acredito que o verdadeiro amor espera e a vida não é uma roleta russa onde tenho várias tentativas tipo, “a que sobrar é a melhor”. Acredito que o amor é conquista, é tempo, é sentido!
Todo relacionamento deixa marcas. Seja um “ficar” de um dia ou um namoro de cinco anos. Lembro-me ainda do meu primeiro beijo. Um misto de conquista e frustração.
Não seria mais interessante conduzir os sentimentos do que deixá-los me conduzir?
Eu desafio você a não despertar o interesse de uma mulher ou homem enquanto você não tiver interesse de amá-la (o) de se comprometer com ela (e). Quando se fala em dar ou comprometer-se, damos um passo atrás. Nós temos medo. Nós hesitamos.
Como disse o Papa João Paulo II: “A pessoa que não se decide a amar para sempre vai achar muito difícil amar realmente, nem que seja por um só dia”.
Posso parecer antigo, mas sou mais namorar à ficar! Afinal, gosto de coisas que tem valor! Por isso gosto de pessoas, pois as pessoas têm valor!
Castidade é isso, é viver o amor que espera! Espera meu tempo e o tempo do outro!
Por isso te peço pra esperar até semana que vem, quero aprofundar nas conseqüências deste tal “ficar”. Mas deixe seu comentário com suas dúvidas, o que acha afinal de contas o assunto merece uma atenção não é?
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Tamu junto!
Adriano Gonçalves (@revolucaojesus)












