Beatificação de João Paulo II, marcada para o próximo domingo, 1º. Unido à Igreja do mundo inteiro, que aguarda esse momento com muita expectativa, o portal Canção Nova lança neste domingo, 24, uma página especial para a cobertura deste grande evento.
O rádio sempre funcionou como um amigo que está ao lado das pessoas Com a evolução da tecnologia ele se tornou um aparelho mais que portátil. Você o leva para qualquer lugar Pode estar sempre ao seu lado. Literalmente. Por isso, mais do que nunca, a linguagem do comunicador de rádio deve ser coloquial. Falando, de preferência, na primeira pessoa. Como se estivesse dizendo: “Eu estou aqui com você. Estou ao seu lado para o que der e vier Sou seu amigo. Seu companheiro.” A linguagem deve ser simples, sem palavras rebuscadas. Sempre na ordem direta. Você está falando. Não está escrevendo. Na escrita, quando o leitor se perde, ele volta atrás e se reencontra. Na linguagem falada, as palavras voam Se o ouvinte se perde, difìcilmente vai se reencontrar. É importante que aquela pessoa que ouve sua mensagem pense que você está se dirigindo diretamente a ela. E, com uma linguagem descomplicada, simples, clara, na medida em que você atinge cada pessoa, você estará atingindo um universo imensurável. Cuidado com o que você vai falar. O ouvinte acredita em você, por isso ele te ouve. Você não pode trair essa credibilidade. Sua responsabilidade de comunicador é muito grande. A irresponsabilidade pode causar danos irreversíveis em quem o escuta. Você não conhece o lado emocional de quem está te ouvindo. Por isso, meça as palavras. Não espalhe o pânico nem seja sensacionalista. Seja apenas você. Como você gostaria de ser, também, como ouvinte.
Aureo Ameno Colaborador na Radio CN Rio
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Você sabia que, agora, todos os canais de TV precisam ser digitais?
Para ser uma TV digital é preciso tanto produzir material em alta definição quanto enviar esse sinal para a casa das pessoas. Em breve, para continuar no ar, todos os canais de TV precisarão ser digitais. Inclusive a Canção Nova. Mais um desafio para vencermos juntos!
1ª etapa: Concluída!
Na 1ª etapa, que iniciamos em 2008, tínhamos o desafio de conquistar os 50 mil novos sócios pelo débito automático para darmos o primeiro passo da digitalização. No final de 2009, graças a Deus e à ajuda de cada sócio evangelizador, pudemos alcançar essa meta e digitalizar toda a central técnica de Cachoeira Paulista (SP) e a retransmissora de Aracaju (SE).
2ª etapa: Começa agora!
A próxima etapa é enviar o sinal digital da Canção Nova para mais 135 cidades do Brasil. Por isso, vem aí um novo desafio que a Canção Nova quer vencer com você!
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Na verdade, existe censura em qualquer material informativo, principalmente quando se trata de matéria editorial. Claro, que o editorial é a opinião do jornal. DO DONO DO JORNAL. Ele está sempre atrelado aos interesses do órgão de imprensa. Isso é uma espécie de censura imposta ao editorialista. Ele pode emitir qualquer opinião. MENOS a que não é do interesse do jornal, ou de qualquer outro órgão de divulgação. Esta censura é aceitável. O profissional vai trabalhar num jornal, uma emissora de rádio ou de televisão, já sabendo qual é “a linha da casa.” Quer dizer – quais são os interesses do patrão. Mas existem outras espécies de censura. A pior delas é a que vem de cima para baixo. O patrulhamento. A “marcação em cima.” Esse tipo de censura é muito comum nas ditaduras. Você não pode relatar o que está acontecendo. O que você viu. O que você sabe. Mas, apenas aquilo que os homens lá de cima querem. Nesses casos, o comunicador se sente tolhido. Encurralado. Sente-se fraco. Não passa de simples marionete manobrada por mãos alheias. Esse tipo de censura é terrível. Já passei por ele durante os golpes militares e períodos ditatoriais que se abateram sobre o país. É a pior censura que existe. Mas, existe, também, o terceiro tipo de censura. A auto-censura. Aquela ditada pela consciência do comunicador. Ele deve pensar da seguinte maneira - se eu divulgar esse fato vou causar dano a alguém? E se eu não divulgar, a sociedade sairá perdendo? Muitas vezes a omissão é o melhor caminho. Principalmente quando a gente não tem certeza de que aquilo realmente aconteceu. Uma notícia mal divulgada pode causar danos irreparáveis. Aprendi essa noção de ética, de auto-censura, quando produzia o Repórter Esso. Quando, por exemplo, havia um desastre aéreo, a notícia só era divulgada depois que fosse limitada a área de pânico. Se, por exemplo, eu divulgar que caiu um avião com mais de cem passageiros perto do Rio de Janeiro vou alarmar milhares e milhares de pessoas. Mas, se eu divulgar de onde veio o avião, a que hora decolou no aeroporto de origem e a que aeroporto se destinava, eu já limitei essa área de alarme. Mais vale a certeza de que você divulgou corretamente uma notícia do que tentar o chamado “furo de reportagem” e depois ser desmentido.Outro exemplo de auto-censura - evitar divulgar certos detalhes que provoquem no ouvinte, telespectador ou leitor uma sensação de nojo, de repulsa. Nossa Língua é rica, muito rica mesmo, e há como você substituir palavras agressivas. Porque vou dizer que o corpo estava em decomposição quando posso dizer que “pelo estado do corpo presume-se que a morte ocorreu há dias.” Esta auto censura deve fazer parte do bom jornalista, do comunicador responsável. Ela é ditada pela ética e pelo bom senso. O tipo da censura saudável.
Áureo Ameno.
Professor de Comunicação, Radialista e Jornalista.