Inicialmente ao falar de postura é preciso avaliar locais, situações, ocasiões. A palavra significa posição do corpo ou parte dele; atitude. Logo, podemos ir além da postura e falar de comportamento que vem a ser o conjunto de reações de um indivíduo.

Habitualmente o que se espera de um ministro de música na igreja é que tenha um comportamento adequado e um movimento de acordo com o ambiente em que está; incluindo bom senso principalmente.

É um tanto complexo falar de posturas e comportamentos, pois se questiona o que é certo e errado, conceitos chegam às pessoas como julgamentos. Não é esse o objetivo desse artigo. Na verdade é apenas para relembrar que é preciso ter uma postura nas celebrações. Lembrar que servimos a Deus, e a igreja é um local sagrado que exige respeito, silêncio, atenção, levar o povo a rezar, celebrar com os momentos de festa, enfim ser instrumento para Aquele que nos colocamos a serviço. Isso inclui um comprometimento, não apenas nos finais de semana, ou durante a celebração, mas está no agir diário de ser cristão em qualquer local e situação.

Durante as celebrações, é bom lembrar, inclusive, que o ministro de música canta com a comunidade e não para a comunidade, o que temos aí uma diferença. O músico, neste caso, tem como missão levar as pessoas a celebrarem e não assistirem uma apresentação musical. Aliás, podemos citar muitas paróquias em que o grupo de canto apenas canta para si mesmo, e a comunidade só assiste. No caso da Santa Missa, o centro é o Cristo, os animadores devem partilhar da canção com povo. Se os cânticos forem novos, ensaiar com a comunidade antes da celebração seria uma boa idéia, mas não cantarem apenas músicas conhecidas por eles (os músicos) e deixar o povo apenas de expectadores/ouvintes.

Algo de suma importância é um bom diálogo com o celebrante, o padre! O sacerdote deve saber as partes da liturgia que foram preparadas para serem cantadas (Glória, Salmo, Santo, Pai-Nosso, Cordeiro), saber os cânticos escolhidos (Entrada, Oferenda, Comunhão, Final) e certamente tais cantos devem estar de acordo com o rito do dia.

Há um grande número de jovens participando de grupos de cânticos nas missas, é belo vê-los presente, mocinhas, rapazes, é nossa igreja amanhã, pais e mães em um futuro próximo, porém esse é o momento de catequizá-los. Deixar os chicletes, blusinhas curtas, decotes, transparências e shorts curtinhos para outros ambientes. Convenhamos que não seja a melhor opção em uma celebração Eucarística e dentro de uma igreja.

Outro detalhe que é necessário citar é a altura dos instrumentos musicais nas celebrações, às vezes estão tão alto que não se escuta letra, o grupo e a comunidade. Instrumento é acompanhamento na celebração. Deve-se ter bom senso quanto a isso, não adianta muito barulho onde se celebra a palavra cantada.

Vale lembrar que conversas paralelas durante a celebração, mesmo que sejam sobre as músicas escolhidas, tons, etc., não é correto. Uma boa dica é marcar um dia e horário para discutir sobre as leituras, os cantos apropriados e os tons das canções. Na hora da celebração certamente não é o mais coerente. No caso de uma extrema necessidade, usar de discrição seria o mais viável.

Durante a execução dos cantos, também existe uma forma de se portar. A postura de nosso corpo deve estar de acordo com aquilo que se canta. A expressividade é um todo. Além das técnicas aplicadas ao canto, também é importante observar como se apresentar, como transparecer nossa essência, como sorrir e respondemos a essa expressividade. Ao cantar, os olhos, o corpo, a face corresponde ao que a música representa em nós e procura-se através das canções levarem pessoas a Deus!

A harmonia dos sinais (canto, música, palavras e ações) é aqui mais expressiva e fecunda por exprimir-se na riqueza cultural própria do povo de Deus que celebra”. CIC 1158

Colocar um dom à disposição da igreja é colocar sua vida em serviço. Que saibamos estar inteiros em nossa missão, fazendo de nossa música uma música voltada para o Cristo e levando nossos irmãos a celebrar em harmonia com nossa expressão.

Karla Fioravante

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“E a estrela que tinham visto no Oriente ia à frente deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino”. MT 2,9

É tempo de Natal.
Refletindo sobre a história do nascimento de Jesus, me chama atenção um personagem muito importante. Importante, mas não é o astro principal Jesus. Nem mesmo Maria ou José.

Junto deles está ela: a estrela de Belém. E qual sua importancia nisto tudo?

Ela vem nos mostrar o verdadeiro papel do ministro de música!!!

Ao surgir no céu de Israel, a estrela se destacou dentre as demais ao seu redor com seu brilho, forma e movimento. E assim, atraia a atenção e curiosidades dos que a viram. E, com certeza, ela não foi vista por poucos. Muitos foram tocados por ela, mas apenas alguns a seguiram: três magos e alguns pastores com seus rebanhos.

Lá estava ela. Brilhando! Era o centro das atenções. Mas ela sabia seu verdadeiro papel.

Apesar de todos verem sua brilhante luz, ela sabia que ali estava quem tinha uma luz muito maior que a sua.
E depois de percorrer todo o céu de Jerusalem atraindo a atenção de tantos, ela chega a Belém para cumprir sua missão. Jogar o foco no astro principal: Jesus.

“Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram”

Muitas vezes o musico está a frente dos eventos e momentos de oração/animação.
Muitas vezes ele é iluminado pelos holofotes dos palcos.
Muitas vezes as pessoas o seguem, vão aos seus shows e apresentações.
Mas, assim como a estrela de Belém, o musico tem que saber que tudo isso serve apenas para apontar Jesus.

A função e razão de seu ministério é levar as pessoas a terem um encontro com o Menino-Deus, Aquele que é a Luz do Mundo. O Salvador.

Que neste Natal a estrela Maior abençoe você, seu ministério e sua familia.

Um Feliz e Santo Natal!

Fabrício Araujo
Comunidade Canção Nova

Segundo este relato, Cecília seria da “nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância”. Os pais de Cecília, “sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano”. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília,fazia exceção.

Estando só com o noivo, disse-lhe, Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.

Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano, ficou “vivamente impressionado” com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.

Turcius Almachius, prefeito de Roma, “teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados”. Também Cecília, ” teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses. De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses.”

Almachius, “vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu”. Segundo outros mitos, a Santa “foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa”.

Almachius recorreu então à pena capital.” Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte”. Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.

A Igreja ocidental, como a oriental, têm grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa. O ofício de sua festa traz como antífonaum tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”. Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.

Oração a Santa Cecilia

Ó gloriosa mártir Santa Cecília, apóstola da caridade, amiga dos pobres e espelho de todas as virtudes, especialmente da pureza. Pela vossa firme convicção nas verdades da fé cristã, com a que desafiastes o mundo pagão em seus prazeres e idolatrias, alcançai-nos a graça de sermos fiéis seguidores de Jesus como também vos fostes. Pelos merecimentos infinitos de Jesus Cristo e pelo vosso martírio doloroso, alcançai-nos a imerecida graça de sermos imitadores vossos, no caminho da perfeição cristã. Vós que fostes contempladora do Senhor, no silêncio do aposento e no trato com os humildes e nesse êxtase constante,  recebestes a graça de ver o Anjo da Guarda, fazei que possamos contemplar melhor a Deus, fugindo dos enganos astutos do mundo moderno, com suas glórias e futilidades. Gloriosa padroeira nossa, fazei-nos dóceis a voz do esposo que bate na porta de nossas almas e nem sempre a queremos abrir-lhe. Que façamos a vontade divina na prosperidade e na provação. Ajudai-nos a transformar nosso coração no oásis do amor e da misericórdia de Deus, na contemplação serena e sempre mais perfeita das verdades reveladas de nossa fé cristã, para merecermos possuir a vida eterna. Daí-nos saúde de corpo e de alma e a graça de sermos, para todos, o “perfume de Cristo.” Amém.

Deus nos quis Canção Nova, mas não apenas para nós, também para todos os Seus filhos. Nós somos como um fermento que fermenta a massa, existimos para isso; fomos criados para ser o sal que precisa salgar. Muitos serão “fermentados” e fermentarão, outros serão “salgados” e salgarão. Nós não podemos perder nossa essência, precisamos ser mais sal. Não podemos ser light nunca, precisamos salgar para preservar.
Precisamos ser sal para tirar muitas pessoas da decomposição, preservá-las e fazê-las voltar à vida. Somos fermentos e precisamos sê-lo para fermentar uma massa enorme, porque Deus não quis apenas nós, Ele quis um cântico novo cantado por todos os remidos.
A música nunca é neutra, porque ela vem do céu ou vem do inferno; ela nos leva para o céu ou nos leva para inferno, para a bênção ou leva a maldição.
Pelo amor de Deus, não queira ficar no limite de um coisa ou de outra. Adentre no cântico novo e fique o mais longe possível da canção que o leva para o inferno.
A música do Senhor é assim: quando se canta o cântico novo, o lugar se torna um pedaço do céu.
O músico precisa ser sintonizado com o Espírito para captar a unção do céu. Sua inspiração precisa vir do Espírito Santo. O músico precisa ser um homem de oração.”
Trecho da pregação “Músicos inspirados no Espírito”

Pregação – Mons. Jonas Abib – Músicos inspirados no Espírito Santo

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