Acompanhando a decisão do STF que descriminaliza o aborto em casos de anencefalia, onde foi afirmado que a mulher tem o direito de não prolongar o sofrimento imputado por uma gestação cujo feto não sobreviverá ao parto ou morrerá nas poucas horas seguintes, fez-me  pensar que tipo de direito é esse mencionado.

Ter direito à alguma coisa presume-se propriedade, algo que é meu. Um filho não é uma propriedade, mas uma missão, que é a de participar da criação de uma vida e conduzi-la até onde for possível e da melhor maneira. É uma doação integral de amor, de vida, de trabalho. Não somos mães apenas se a criança for saudável. Somos mães a partir do momento em que a concepção acontece e células começam a se multiplicar, pois, se não houvesse vida, não haveria esse processo.

Quando a mulher se preocupa mais com sua saúde emocional e seu sofrimento pessoal, ela não está pensando como MÃE, não entendeu a missão que rebeceu. A solução é o aborto?? Não. Deveria ser fornecido a essa mulher acompanhamento físico, psicológico e emocional para que ela entendesse e vivesse plenamente o objetivo da sua missão. Que a fizesse entender que ela pode amar esse filho, deixá-lo nascer, dar-lhe um nome e certidão de nascimento e, caso necessite, de óbito. Esse seria verdadeiramente um ser humano, com uma trajetória, uma vida, mesmo que curta, mas uma vida. Isso certamente torna inválida a declaração abaixo do Ministro do STF Marco Aurélio:

Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal
—Marco Aurélio Mello

Como um ser que pode nascer com vida pode ser considerado juridicamente morto?
Todo ser nasce com seus direitos humanos e é dever do estado respeitar e proteger todo nascituro. O anencéfalo, bem como outros bebês portadores de anomalias incuráveis, também deveria receber condições para nascer e exercer seu direito de ser humano.

Em 2006 tive a oportunidade de ser mãe de João Pedro Rodrigues Alves, um menino portador de uma síndrome chamada nanismo tanatofórico, uma patologia sem chances de sobrevivência, semelhante à anencefalia. No meu caso as alterações fetais não se limitavam ao cérebro, mas à toda formação fetal desde a formação óssea até a neurológica, tornando a vida extra-uterina impossível. Meu filho nasceu em 20 de junho de 2006 e  sobreviveu 4 horas. Foi registrado e sepultado com a dignidade de todo ser humano. Durante a gestação tive a oportunidade de amá-lo, conversar com ele, cantar pra ele e fazer parte de sua breve vida. Cumpri minha missão dando o melhor de mim, e hoje durmo com a consciência tranquila de ter dado o meu melhor.
A todas as mães que passam por isso gostaria de deixar o seguinte pensamento: como mãe, o que você escolhe dar ao seu filho? O seu melhor, que é seu amor e sua doação ou o seu pior, que é a rejeição do seu filho através do aborto?
Todo sofrimento nos dá a oportunidade de sermos mais fortes e melhores, e fugir nos torna fracos e amargos.

Meybel Alves

Comunidade Canção Nova Rio

Fonte: blog Junior Alves

#cnrio20anos

Rio de Janeiro surpresa de Deus

Cheguei à Missão do Rio de Janeiro no dia 10 de Abril de 2010, um tempo bem novo na minha vida, algo que não esperava, nem sonhava sair de Cachoeira Paulista nessa época, uma grande surpresa de Deus.

No início muitas dificuldades interiores: o medo da cidade grande, os desafios próprios da missão e do tempo vivido; venci todos os desafios com a ajuda de Deus que se manifestou através do povo carioca, com quem fiz uma experiência e levo pra sempre na minha caminhada. Povo que me ensinou ser missionária, irmã, intercessora, pregadora só não deu pra cantar, mas Deus fez muito em mim através desse povo que hoje amo tanto.

Celebrar esses 20 anos de missão no Rio de Janeiro pra mim é celebrar a vida de um povo que tem sede de Deus que sofre mais não para no sofrimento, não para nas pessoas, segue firme com os olhos voltados para o Senhor.

Na cidade carioca aprendi que para vencer os desafios do dia a dia é preciso estar constantemente com os olhos voltados em Deus. Nesta cidade, descobri que minha missão era levar, um povo escolhido por Deus, ao encontro com a misericórdia. Assumi a missão confiada e, ali também fui conduzida à experiência com a misericórdia de Deus por mim. Um Deus que não para em nossa humanidade, que não se deixa vencer em amor e Misericórdia por que tem  o melhor para cada um de seus filhos.

Minha mensagem neste tempo de festa ao povo carioca que tanto amo: Deus não se deixa vencer em amor por você, se não entende o que esta vivendo hoje, não temas, Ele vê além e está com você! Coragem!

Deus abençoe

Parabéns Canção Nova Rio por esses 20 anos levando o amor de Deus aos corações Cariocas!

Gizeli Andrade

Missão Canção Nova Cachoeira Paulista

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#cnrio20anos

Hoje é uma data importante para a missão do Rio de Janeiro – celebramos 20 anos – 06 de março de 1992 às 10h25min aproximadamente, chegava à Igreja Imaculada Conceição e São Sebastião no Engenho de Dentro os primeiros missionários para fazer deste lugar um pedacinho da Canção Nova. Desde então, vários missionários passaram por aqui construindo um pouco da história, além dos membros da aliança e de muitos amigos que amam esta obra.

Falando em amizade, precisamos contar um pouco da nossa história. Quem nunca ouviu a rádio Canção Nova pelas ondas curtas na cidade carioca precisando achar um lugar mais adequado para ouvir aquele pregador que falava com fervor e entusiasmo sobre a palavra de Deus? Pois é, foi assim com a Terezinha do Méier. Encantada com a programação que ouvia no rádio, ela comprava aparelhos e distribuía aos amigos para que eles pudessem acompanhar as pregações.

De tanto fazer isso, começou frequentar Cachoeira Paulista sede da Canção Nova e teve a oportunidade de conhecer Monsenhor Jonas Abib, e se tornaram amigos. Entre idas e vindas do Monsenhor ao Rio, e participando dos encontros de carnaval na cidade, Terezinha começou preparar tudo para que a missão se instalasse aqui. Para isso, reuniu algumas pessoas de vários grupos de oração para que, uma vez por semana rezasse pela Canção Nova e em seguida com estas pessoas ela organizou de forma tal, que quando os missionários chegassem, nada lhes faltasse. E assim foi feito! Tamanho era sua dedicação e  amor à missão.

E no dia 06 de março chegava os primeiros missionários, sem muito saber como seria ou ainda o que fariam, mas apenas traziam uma certeza: ser Canção Nova neste lugar. Pe. Nelson, hoje já falecido, os acolheu na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião e lá começou os trabalhos com pastorais e grupo de oração, além dos encontros levando os produtos de evangelização do DAVI – Departamento de audiovisual.

Num determinado período a comunidade de vida precisou sair do Rio, ficando a missionária Silvia Helena e os primeiros membros da comunidade de aliança, contudo, isso não foi motivo para a missão parar, pelo contrário, assumindo-a, os membros da aliança “arregaçaram as mangas” e foi à luta fazendo o carisma Canção Nova florescer. Foi quando começou o programa na Rádio Catedral – “Nas Ondas da Canção”, o evento “Espírito Sopra Onde Quer” e outros trabalhos, voltando assim, para a cidade maravilhosa, a comunidade de vida, e com ela, além do que já existia de atividade apostólica, também os meios de comunicação: rádio, TV.

Cada experiência vivida nesse lugar tem a mão da Divina Providência que construiu e constrói uma história de amor, dor e superação, levando cada dia a certeza que Deus escolheu o carisma Canção Nova para habitar neste território.

Muitos missionários passaram por aqui, cada um deixou sua contribuição e com certeza leva um pouquinho do jeito carioca. Hoje a família cresceu: somos 48 membros entre comunidade de vida e aliança, além de fazer muitos amigos. Temos a loja (Departamento de audiovisual – DAVI), a rádio 1060 AM e o Jornalismo, trabalhos apostólicos: indo às Paróquias, encontros, e grupos de oração.

Fomos acolhidos pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro como Associação de Fiéis. Estamos em comunhão com a Igreja local, e vivendo a expectativa da Jornada Mundial da Juventude.  Hoje, três missionárias estão trabalhando no COL – Comissão Organizadora Local como voluntárias nos preparativos para este grande acontecimento com o Papa em 2013. E para 2012, há muita comemoração por ocasião do nosso aniversário.

Teria muita coisa pra dizer, mais ao longo deste ano com certeza estarei partilhando com você.  Contudo, quero no dia de hoje, celebrar agradecendo a todos. Você que chorou, riu, se desgastou, assumiu essa missão, que viu tanta coisa acontecer e, que nunca deixou de acreditar, de sonhar e lutar conosco. Com certeza, sem você não chegaríamos até aqui.

A festa é nossa!

Parabéns!

Fátima Lima

Comunidade CN RJ

#cnrio20anos

Sou Gisele Martins Leles, consagrada da Comunidade Canção Nova há 10 anos, onde dois anos e meio desta experiência deu-se na Cidade Maravilhosa, na capital Carioca.

A Missão do Rio de Janeiro marcou muito a minha vida. A começar pela beleza deste lugar que manifesta tanto a glória de Deus na criação e também, de outro lado, a pobreza que ensina-nos como precisamos aprender a sermos solidários, mais fraternos, como precisamos lutar por uma sociedade mais justa, um mundo mais irmão.

Não tenho dúvida que ir para a Missão do Rio foi vontade de Deus em minha vida, por tudo aquilo, que de forma muito particular, Ele queria fazer em mim como pessoa, como missionária, como mulher. As marcas nesta missão foram muitas. O povo carioca é um povo muito querido. Senti-me extremamente acolhida pelas pessoas, pelos irmãos de Comunidade, pelos amigos, vocacionados, pela grande família CN que mora no Rio.

Quantas experiências missionárias, em tantas cidades do Rio, que foi me fazendo crescer no ser missionário, na ousadia do Espírito. Ver a sede do povo me levava a comprometer-me cada dia mais com a evangelização. Pude viver a preparação do meu Para Sempre, um momento tão especial em nossa vida, onde, depois de oito anos de preparação, discernimos ser aqui o nosso lugar e por isso, fazemos o nosso compromisso Para Sempre e nesta preparação, muitas quebras Deus fez em mim para fazer nascer uma mulher nova; cresci muito neste tempo na minha experiência com Deus. A Vida fraterna, os eventos, o trabalho, os laços criados, tudo ficou muito vivo em mim.

Pude também fazer uma experiência muito pessoal que foi maravilhosa e desafiadora ao mesmo tempo, com muitas lágrimas e alegrias, mas de muito crescimento e maturidade. Ou seja, foram muitas dores e superações, alegrias e vitórias, muitos desafios enfrentados que me proporcionaram todo o crescimento que eu precisava viver para continuar minha missão, que agora acontece na Missão de Brasília, um lugar que se revela como o Amor e a Misericórdia de Deus em minha vida.

Não posso negar: sou outra pessoa, outra mulher, outra missionária depois da experiência do Rio de Janeiro. Ela foi essencial para tudo que sou hoje e por isso, ficou para sempre no meu coração. Amo o Rio, amo o povo carioca e sou muito grata a Deus por ter morado um dia nesta missão.

E não tenho dúvida, Deus ama este povo e tem um grande desejo de ser o Senhor na vida de cada um. Continuemos lutando para que o Reino de Deus aconteça nesta cidade maravilhosa!

Contem sempre com minhas orações!!

Deus os abençoe sempre!

Gisele Martins

Missão Canção Nova Brasília

#cnrio20anos

Uma mulher nova para um mundo novo. Este foi o fruto do meu primeiro contato com a missão do Rio de Janeiro, no dia 21 de fevereiro de 2004, durante um retiro de Carnaval.  O tema do encontro não poderia ser mais oportuno:  “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (João 3, 5). Ao longo de cinco dias, Deus usou aqueles quatro missionários (Simone, Menandro, Cícera e Djanira) para transformar todas as áreas da minha vida e me levar a esse ‘renascimento’.

Curiosamente, meu primeiro contato com a Canção Nova não aconteceu na antiga casa de missão, no Centro da cidade, mas em Miracema, a quase 300 km da capital. Nunca tinha ouvido falar sobre a Canção Nova e desconhecia a realidade das novas comunidades católicas e da própria Renovação Carismática.

Na época, tinha 16 anos e uma vida repleta de pecados típicos da adolescência. Mas vi Deus agir a cada pregação e, sobretudo, a cada contato com os consagrados durante os intervalos. Após uma conversa rápida com a Cícera, senti que deveria retirar o piercing que tinha, há dois anos, no umbigo. No atendimento com Menandro, Deus mostrou que o relacionamento que eu vivia na época não era da vontade dEle. Com a Simone, aprendi como me comportar na escola depois de todas as mudanças e, com Djanira, conversei sobre o jornalismo (profissão que, hoje, exerço).

Apesar de a Canção Nova utilizar TV, rádio, Internet e revista para evangelizar, foi por meio de um pequeno retiro, em uma cidade de interior, com poucas pessoas, que Deus fez o carisma chegar à minha vida, graças ao sim e à fidelidade dos missionários do Rio de Janeiro. A missão do Rio de Janeiro foi o canal escolhido pelo Senhor para que eu tivesse meu primeiro encontro pessoal com Ele.  Devo muito a esse sim e a essa fidelidade.

Tenho um carinho especial pela missão Canção Nova do Rio de Janeiro. Até hoje, Deus usa cada missionário para trazer ‘para fora’ a nova Beatriz que Ele carrega no coração. Deus seja louvado por todas as coisas realizadas em minha vida por meio desta missão!

Beatriz Salomão

Jornalista

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