Sofrimento como caminho de conversão

Na oração da “Salve Rainha”, num dado trecho, dizemos:

“… a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.”

Essa é a nossa condição: vivemos em um vale de lágrimas! Falo, com toda convicção, que não tem jeito de passar por essa vida sem ter sofrimentos.

A realidade do ser humano: ter sofrimentosFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O ser humano passa todo o tempo buscando o Paraíso, mas o que é o Paraíso? É a comunhão perfeita com Deus. Nossa alma tende, constantemente, para Deus, mas nós confundimos essa inclinação pelo Senhor, pelas meras experiências de prazer e euforia nas coisas passageiras deste mundo. Mesmo as coisas que consideramos das mais importantes, como a graça de ter uma boa família, não plenifica o nosso coração. Ao contrário, quando qualquer um de nós tem uma experiência com o Senhor, a alegria é tão intensa, que todo o resto diminui frente a isso!

 É fundamental aceitar o sofrimento como condição da existência

O sofrimento é um trampolim que podemos utilizar para um encontro com Deus. Como não dá passar por essa vida sem sofrer, podemos fazer do sofrimento algo fecundo: um caminho de conversão. A cruz foi o meio que nosso Senhor Jesus utilizou para conduzir todos à salvação. A dor é como fogo que nos prova, provoca-nos a sermos melhores e nos impulsiona para estarmos próximos daquilo que realmente traz sentido à vida: Deus e as pessoas.

Imagine se você tomar nas mãos as suas dores e ter uma atitude ativa: “Onde essa dor está me provocando a ser melhor?”, “O que tenho a aprender com isso, que possa ajudar os outros?”, “O que Cristo faria nessa hora?”. Isso é ter uma atitude ativa diante da dor e não mais ser um coitado; é ter nas mãos a realidade da própria vida.

Era essa a minha postura diante de tudo o que venho partilhando com você, sobre a eclâmpsia que minha esposa sofreu e os seus desdobramentos.

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No centro de hemodiálise, comecei a dar-lhe apoio e palavras de esperança para ela não desistir

Semana passada, estava partilhando sobre o retorno de minha esposa à UTI após o parto prematuro de seis meses de nosso filho. Foi preciso retirá-lo devido ao flagelo da eclâmpsia que a Elisa passou.

Nesta semana, partilho como o quadro de saúde dela era grave, pois estava sofrendo muito devido à parada dos rins, a pressão elevada em demasia e o inchaço que a acometia.

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Foto: sudok1 / iStock. by Getty Images

Num desses dias em que fui visitá-la, coincidiu de ela estar descendo do andar da UTI e sendo levada para a hemodiálise. Pedi para visitá-la ali. Fui liberado, mas minha sogra não pôde entrar. Eu a encontrei em um estado de inchaço cada vez pior. Os médicos estavam administrando altas dosagens de diuréticos para “ressuscitarem” seus rins. Por isso, em cada sessão de hemodiálise, era retirado de seu corpo mais de cinco litros de água!

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Como lidar com os sentimentos ao deixar minha esposa e meu filho na UTI entre a vida e morte?

Semana passada, tratamos dos momentos finais da gestação de nosso bebê e seu nascimento. Tão logo ele nasceu, minha esposa começou a passar muito mal, a ponto de ter que ser novamente conduzia à UTI. Minha sogra e eu fomos obrigados a ir embora do hospital deixando ambos, mãe e filho.

Todas as pessoas com os quais partilhamos sobre os acontecimentos que precederam o nascimento do André demonstraram os mesmos sentimentos que nos possuía: frustração, angústia, humilhação… Juntava-se a isso uma grande compaixão pela minha situação e de nossos familiares presentes em casa.

 

Minha esposa e meu filho entre a vida e a morte na UTIFoto: Andrei Malov / iStock. by Getty Images

Após o parto, as complicações

A pressão da Elisa tornou a subir após o parto, contrariando assim toda a expectativa da médica e nossa. O processo normal de recuperação da eclâmpsia seria diminuir a pressão após a retirada do bebê, no entanto, essa certeza foi substituída por um descontrole total da pressão. Ela desenvolveu uma síndrome rara chamada Hellp, sofrendo novo aumento de pressão, inchaço e insuficiência renal aguda. Felizmente, ela não desenvolveu todo o quadro da síndrome, pois seria fatal. Eu nem sei quantos remédios de controle de pressão ela estava tomando, mas eram vários.

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Ignorei qualquer sentido que poderia haver na morte de qualquer um dos dois

Semana passada, escrevi sobre os dias que passamos no hospital entre o momento que minha esposa sofreu a eclâmpsia até a hora em que a médica decidiu pelo nascimento de nosso filho. O tempo que se passou entre esses dois acontecimentos foi de quatro dias, ou seja, entre os dias 22 e 25 de abril de 2009. Estávamos no sexto mês de gestação.

Nasce nosso filho ao sexto mês de gestaçãoFoto:herjua / iStock. by Getty Images

Você pode ler o texto anterior clicando aqui.

Na noite do dia 26, eu estava me preparando para ir embora do hospital, aguardando somente o resultado do ultrassom que foi feito na Elisa. Minha sogra ia ficar com ela. Ao chegar o diagnóstico, vimos que nosso filho estava começando a sofrer devido à pressão alta de minha esposa. Era preciso que ela subisse ao centro cirúrgico, pois o nosso bebê precisava nascer.

A doutora Ana, obstetra da Elisa, explicou que o curso normal daquela situação seria a pressão da Elisa descer quase tão logo o parto fosse feito. Com isso, surgiram dois sentimentos: uma angústia, por saber que nosso filho precisava ser tirado ao sexto mês de gestação e que, apesar de ter tido tempo de o remédio acelerar o amadurecimento dos seus pulmões, seu estado ao nascer seria gravíssimo. O outro sentimento era de alívio, por saber que a Elisa ia se recuperar desse estado terrível e perigoso de pressão alta.

Choramos ao nos despedirmos. Não dava nem tempo de tentar assimilar tudo o que se passava em nós.

Tive medo de ser a última vez que eu fosse vê-la com vida

Minha sogra e eu ficamos ali no quarto sem dizer qualquer palavra. Aquele silêncio era fúnebre. Levantei-me e fui para a capela do hospital e ela foi comigo. Lá, clamamos com ardor para que Deus passasse à frente da cirurgia e os deixasse com vida.

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Incentive-a-Leitura

No vídeo de hoje eu falo sobre uma falha grave cometida na pré-escola e também passo uma dica para compensar essa falha em casa. Assista!

Por fim, se você gostou do vídeo, não deixe de compartilhá-lo com seus amigos que se beneficiariam com a dica de hoje.

Sobre Carlos Nadalim

Carlos Nadalim
Pai de Francesco e marido de Bárbara, Carlos Nadalim é também coordenador pedagógico na escola Mundo do Balão Mágico, em Londrina, cidade onde mora. Desde 2013 mantém o blog “Como Educar seus Filhos”, em que publica vídeos, entrevistas e artigos com dicas para os pais sobre educação infantil, especialmente no tocante à alfabetização domiciliar. Já ensinou, pela internet, 1052 pais e mães a alfabetizarem seus filhos em casa, por meio do curso “Ensine seus Filhos a Ler – Pré-alfabetização” .

Fonte: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/conhec%CC%A7a-uma-falha-grave-cometida-na-pre-escola-e-saiba-como-evita-la-em-casa/

Difícil decisão: permanecer com a gestação ou deixar nosso filho nascer

Este é o quarto texto que escrevo para contar o nosso testemunho de família. Semana passada, eu realçava a importância da família e dos amigos no momento de sofrimento. Nós precisamos intensamente uns dos outros! Graças à ajuda deles, pude suportar aquele primeiro dia de susto após minha esposa sofrer o flagelo da eclâmpsia. Depois de desistir de permanecer no hospital, esperando que minha esposa saísse da UTI, fui para casa.

Lutamos para nosso filho viverFoto:Topalov Djura / iStock. by Getty Images

Naquela noite sem ela, dormi somente com a ajuda de remédio. Acordei no outro dia e, mais que depressa, procurei verificar se tudo não passava de um pesadelo. Mas não! Como não adiantava ir para o hospital cedo, pois a visita era somente à tarde, permaneci em casa. No entanto, fiquei em busca de informações.

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Todo o mundo sabe que a educação no Brasil anda muito mal. Não precisa ser nenhum gênio para entender isso. As crianças passam anos a fio nas escolas e, depois, são simplesmente incapazes de ler, escrever e contar.

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Neste artigo, pretendo apresentar a você um apanhado de uma parte de minhas pesquisas e experiências na área da educação infantil, que tratam dessas dificuldades que mencionei.

Eu já tive o privilégio de apresentar esse apanhado geral, a convite do professor Olavo de Carvalho, no II Encontro de Escritores na Virgínia, que ocorreu nos Estados Unidos, no fim do ano passado. Para mim, foi uma honra expor meu trabalho a grandes nomes da literatura e do jornalismo brasileiros, que, ao lado de meu professor Olavo, a quem devo praticamente todas as minhas descobertas, participaram deste momento que, com certeza, foi um dos mais importantes de minha vida.

Então, diante do quadro decadente da educação no Brasil, quis saber primeiro quais eram as raízes do baixo desempenho das crianças em leitura. Por um bom tempo, dediquei-me ao estudo desse assunto. Pesquisando muito, cheguei à conclusão de que deveria compor um método de pré-alfabetização que contemplasse as principais competências e habilidades necessárias para a formação de um futuro leitor. Empolgado com os resultados, após analisar praticamente todos os materiais que circulam por aí, resolvi elaborar um material de alfabetização. Ele já está quase pronto. Como diz meu amigo Chico dos Bonecos, “num futuro brevíssimo”, falaremos mais sobre isso.

Mas, continuando, depois de entender praticamente quais eram os problemas centrais na pré-alfabetização e na alfabetização, comecei a perceber que o buraco era mais embaixo. Quero dizer com isso que os problemas não afetavam os alunos apenas quando o assunto era o ensino da leitura e da escrita, mas também nas práticas de educação física, no ensino de música e, algo que mencionarei rapidamente aqui, no ensino de línguas estrangeiras. E é sobre esses assuntos que eu vou tratar neste artigo.

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Como foi importante a presença dos amigos e irmãos de comunidade no momento de dor

No último texto que publiquei, falei sobre a situação de minha esposa, Elisa, que estava internada na UTI de um hospital, com quadro de eclâmpia, no sexto mês de gestação de nosso primeiro filho. Contei sobre minha angústia à espera de notícias e os cuidados que recebi de amigos que foram essenciais naquele momento da minha vida.

Na hora da provação, a importância de um amigoFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Neste texto, vamos continuar a narrativa dos momentos de UTI vivido por minha família.

Passei todo aquele primeiro dia no hospital esperando por notícias. O horário de visitas, na UTI, era somente às 15h30. Mas como a iminência da morte de ambos havia sido muito forte, quis ficar ali para questionar quem eu pudesse sobre o estado dela. Também não queria deixar a Elisa ali. Resistia à ideia. Queria ficar perto dela e queria que ela me sentisse ali, próximo, mesmo que isolada de mim.
Elzinha, nossa amiga, passou o dia comigo. Era ela quem tomava conta do telefone, para evitar que eu tivesse de explicar novamente o que houve. Estávamos na recepção do hospital. Durante o dia, fui recebendo visitas de vários membros da Comunidade Canção Nova, da qual faço parte. Aflitos, eles queriam saber notícias da minha esposa e de mim.

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Recomendo!

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Pai de Francesco e marido de Bárbara, Carlos Nadalim é coordenador pedagógico na escola Mundo do Balão Mágico, em Londrina, cidade onde mora. Desde 2013 mantém o blog “Como Educar seus Filhos”, em que publica vídeos, entrevistas e artigos com dicas para os pais sobre educação infantil, especialmente no tocante à alfabetização domiciliar. Já ensinou, pela internet, 1052 pais e mães a alfabetizarem seus filhos em casa, por meio do curso “Ensine seus Filhos a Ler – Pré-alfabetização” .

No vídeo abaixo, Carlos Nadalim fala sobre um cuidado básico que você deve tomar antes de ler um livro para seus filhos. Assista!

Fonte: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/alguns-cuidados-basicos-para-ler-e-escolher-livros-infantis/

 

Com a eclâmpsia, encontrei Deus na dor

Eu já havia ouvido falar dessa palavra “eclâmpsia”, sabia que era algo mortífero, mas como tudo estava tão bem, como a gente estava andando tão certinho perante os médicos e Deus, essa situação parecia ser algo que nem precisávamos fazer menção. Na hora em que recebi essa notícia, a pergunta que me vinha era: “Ontem à noite, a gente rezou e colocou tudo nas mãos de Deus, pedimos para que Ele nos livrasse de todo mal. Será que não é um grande mal o risco de vida?”. A impressão era de que Deus não nos havia ouvido.

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Foto: annedde,iStock. by Getty Images

Numa hora tão delicada quanto essa, com o risco iminente de perder minha esposa e meu bebê, eu só conseguia perguntar para Deus: “O que está acontecendo?”. Minha visão ficou turva e eu não conseguia enxergar um sentido para tudo aquilo. Acho que é, mais ou menos isso, que se passa com muitos de nós. More »