No último texto, contei-lhe como foi o caminho percorrido por nós, na tentativa de ter outro bebê. Foram três anos de discernimento ligados aos médicos, psicólogos e pessoas que nos acompanhavam na Canção Nova.

1600x1200-KatarzynaBialasiewiczFoto: KatarzynaBialasiewicz

Um novo milagre se fez

Novo milagre se fez: o Senhor dos deu nova gestação! Dessa vez, de uma menina! Maria Júlia é o seu nome. Pensamos em Maria por causa de Nossa Senhora, colocamo-nos debaixo de Seu manto e de sua intercessão.

Apesar de todo caminho percorrido junto às pessoas que nos ajudaram, tocamos em fragilidades que, de certa forma, eram esperadas. Era a luta interior do medo em confronto com a segurança. As preocupações versus a realidade. Iniciou-se um tempo de tensão constante, oriunda das dificuldades que enfrentamos na primeira gestação. Com o passar dos meses, essa tensão ia intensificando-se. O controle dos pensamentos era a coisa mais difícil. Por causa da sua insistência, aos poucos foi necessário admiti-los e, a partir daí, procurarmos meios de nos trazer controle. Por exemplo: compramos um daqueles aparelhinhos de aferir pressão em casa. Às vezes, era ele que nos acalmava. De vez em quando, uma simples dor de cabeça já era motivo para aferirmos a pressão da Elisa. “Só para ter a certeza de que não era nada sério”. Intensificamos o acompanhamento psicológico e oração.

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A prematuridade deixou meu filho na UTI por mais de sessenta dias

Estamos na reta final de um tempo de profunda experiência de Deus, vivido no sofrimento da eclâmpsia que minha esposa passou, ao sexto mês de gestação. Nosso filho teve que nascer e foi direto para a UTI neo natal, pois era prematuro demais, pensando somente 930g. Após superarmos, por meio da ajuda de Deus e muitos milagres, 22 dias de internação da minha esposa, dos quais 15 dias foram em UTI, agora ela estava em casa. Mas a jornada com o nosso filho estava apenas no começo, pois ele precisou passar 67 dias na UTI.

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Desde a primeira semana em casa, após a alta da minha esposa, não deixamos de comparecer à UTI neo natal nenhum dia. Durante todo esse tempo, tivemos altos e baixos. A gente se mantinha em oração e procurando colher de Deus os pequenos sinais que nos dariam esperanças, pois nunca foi fácil viver tudo isso, as vezes faltava a força de continuar. Era um sentimento difícil de descrever. Depois de um turbilhão de coisas que passamos, estávamos no meio de um tempo que não era esperado, que não tínhamos preparo pra viver, e que por isso, não sabíamos lidar.

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Sofrimento como caminho de conversão

Na oração da “Salve Rainha”, num dado trecho, dizemos:

“… a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.”

Essa é a nossa condição: vivemos em um vale de lágrimas! Falo, com toda convicção, que não tem jeito de passar por essa vida sem ter sofrimentos.

A realidade do ser humano: ter sofrimentosFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O ser humano passa todo o tempo buscando o Paraíso, mas o que é o Paraíso? É a comunhão perfeita com Deus. Nossa alma tende, constantemente, para Deus, mas nós confundimos essa inclinação pelo Senhor, pelas meras experiências de prazer e euforia nas coisas passageiras deste mundo. Mesmo as coisas que consideramos das mais importantes, como a graça de ter uma boa família, não plenifica o nosso coração. Ao contrário, quando qualquer um de nós tem uma experiência com o Senhor, a alegria é tão intensa, que todo o resto diminui frente a isso!

 É fundamental aceitar o sofrimento como condição da existência

O sofrimento é um trampolim que podemos utilizar para um encontro com Deus. Como não dá passar por essa vida sem sofrer, podemos fazer do sofrimento algo fecundo: um caminho de conversão. A cruz foi o meio que nosso Senhor Jesus utilizou para conduzir todos à salvação. A dor é como fogo que nos prova, provoca-nos a sermos melhores e nos impulsiona para estarmos próximos daquilo que realmente traz sentido à vida: Deus e as pessoas.

Imagine se você tomar nas mãos as suas dores e ter uma atitude ativa: “Onde essa dor está me provocando a ser melhor?”, “O que tenho a aprender com isso, que possa ajudar os outros?”, “O que Cristo faria nessa hora?”. Isso é ter uma atitude ativa diante da dor e não mais ser um coitado; é ter nas mãos a realidade da própria vida.

Era essa a minha postura diante de tudo o que venho partilhando com você, sobre a eclâmpsia que minha esposa sofreu e os seus desdobramentos.

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Como lidar com os sentimentos ao deixar minha esposa e meu filho na UTI entre a vida e morte?

Semana passada, tratamos dos momentos finais da gestação de nosso bebê e seu nascimento. Tão logo ele nasceu, minha esposa começou a passar muito mal, a ponto de ter que ser novamente conduzia à UTI. Minha sogra e eu fomos obrigados a ir embora do hospital deixando ambos, mãe e filho.

Todas as pessoas com os quais partilhamos sobre os acontecimentos que precederam o nascimento do André demonstraram os mesmos sentimentos que nos possuía: frustração, angústia, humilhação… Juntava-se a isso uma grande compaixão pela minha situação e de nossos familiares presentes em casa.

 

Minha esposa e meu filho entre a vida e a morte na UTIFoto: Andrei Malov / iStock. by Getty Images

Após o parto, as complicações

A pressão da Elisa tornou a subir após o parto, contrariando assim toda a expectativa da médica e nossa. O processo normal de recuperação da eclâmpsia seria diminuir a pressão após a retirada do bebê, no entanto, essa certeza foi substituída por um descontrole total da pressão. Ela desenvolveu uma síndrome rara chamada Hellp, sofrendo novo aumento de pressão, inchaço e insuficiência renal aguda. Felizmente, ela não desenvolveu todo o quadro da síndrome, pois seria fatal. Eu nem sei quantos remédios de controle de pressão ela estava tomando, mas eram vários.

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Com a eclâmpsia, encontrei Deus na dor

Eu já havia ouvido falar dessa palavra “eclâmpsia”, sabia que era algo mortífero, mas como tudo estava tão bem, como a gente estava andando tão certinho perante os médicos e Deus, essa situação parecia ser algo que nem precisávamos fazer menção. Na hora em que recebi essa notícia, a pergunta que me vinha era: “Ontem à noite, a gente rezou e colocou tudo nas mãos de Deus, pedimos para que Ele nos livrasse de todo mal. Será que não é um grande mal o risco de vida?”. A impressão era de que Deus não nos havia ouvido.

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Foto: annedde,iStock. by Getty Images

Numa hora tão delicada quanto essa, com o risco iminente de perder minha esposa e meu bebê, eu só conseguia perguntar para Deus: “O que está acontecendo?”. Minha visão ficou turva e eu não conseguia enxergar um sentido para tudo aquilo. Acho que é, mais ou menos isso, que se passa com muitos de nós. More »

Vamos começar a nossa jornada!

Vamos começar uma jornada testemunhal das maravilhas que Deus fez em minha vida e na vida da minha família! Espero que conhecer a nossa história, seja bom para você. Desejo de todo o coração que você tenha um encontro pessoal com o Senhor assim como minha família o teve.

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Conheci a minha esposa aqui na Canção Nova.

Somos de locais diferentes: ela de Londrina – PR e eu de Brasília – DF. Viemos na mesma época para a comunidade. Trilhamos um belo caminho de amizade, partilha e transparência. Fizemo-nos acompanhar pela comunidade. Sentimos Deus nos conduzindo um para o outro, abençoando as nossas escolhas, confirmando o nosso mútuo sentimento que com o passar dos anos, culminou no nosso casamento em novembro de 2007.

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