Para você que clicou nesse texto, ele faz parte de uma série. Trata-se do testemunho de minha família, que vivenciou três internações de UTI. Na primeira, foram minha esposa e filho, os quais, após uma eclâmpsia, foram hospitalizados. Meu filho precisou ser retirado com somente seis meses de gestação. Foi a intervenção certa que Deus abençoou para que se salvassem os dois. Foi um tempo longo de dor, mas de profunda manifestação da presença de Deus em nossa vida. Deus se aproxima do coração atribulado.

Na segunda parte do testemunho, da qual faz parte esse texto, venho partilhando sobre a gestação e nascimento da nossa filha, que chegou a nascer bem, aos oito meses de gestação, mas, por ser pequena demais para o tempo gestacional, foi conduzida também à UTI. No tempo em que ela passou por lá, contraiu uma bactéria que a levou a níveis tão graves de infecção, que chegou a ser desenganada pelo médicos.

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No último texto, caminhamos um pouco mais pelo tempo que a Maria Júlia começou a sua recuperação.

Ela foi desenganada sim, mas o Senhor a ressuscitou!

Agora, com o tratamento correto em andamento, as taxas de seu exame de sangue se normalizavam. Infelizmente, não pôde mais receber o leite materno como narramos, no entanto, estava ganhando peso dia após dia. Os acessos para veias colocados em seus bracinhos e pernas pouco a pouco foram sendo retirados. A sonda para a alimentação e os tubos para a respiração também. Imagine o nosso contentamento! Era tão difícil vê-la com as picadas das agulhas e com aqueles tubos… Ela já havia aprendido a sugar o leite que lhe era dado. Depois do grande susto, seu caminho foi sendo somente de ascensão. A angústia estava sendo trocada pela feliz expectativa de sua saída da UTI! Foram 42 dias ao todo, cerca de 20 a menos que nosso primeiro filho.

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Ignorei qualquer sentido que poderia haver na morte de qualquer um dos dois

Semana passada, escrevi sobre os dias que passamos no hospital entre o momento que minha esposa sofreu a eclâmpsia até a hora em que a médica decidiu pelo nascimento de nosso filho. O tempo que se passou entre esses dois acontecimentos foi de quatro dias, ou seja, entre os dias 22 e 25 de abril de 2009. Estávamos no sexto mês de gestação.

Nasce nosso filho ao sexto mês de gestaçãoFoto:herjua / iStock. by Getty Images

Você pode ler o texto anterior clicando aqui.

Na noite do dia 26, eu estava me preparando para ir embora do hospital, aguardando somente o resultado do ultrassom que foi feito na Elisa. Minha sogra ia ficar com ela. Ao chegar o diagnóstico, vimos que nosso filho estava começando a sofrer devido à pressão alta de minha esposa. Era preciso que ela subisse ao centro cirúrgico, pois o nosso bebê precisava nascer.

A doutora Ana, obstetra da Elisa, explicou que o curso normal daquela situação seria a pressão da Elisa descer quase tão logo o parto fosse feito. Com isso, surgiram dois sentimentos: uma angústia, por saber que nosso filho precisava ser tirado ao sexto mês de gestação e que, apesar de ter tido tempo de o remédio acelerar o amadurecimento dos seus pulmões, seu estado ao nascer seria gravíssimo. O outro sentimento era de alívio, por saber que a Elisa ia se recuperar desse estado terrível e perigoso de pressão alta.

Choramos ao nos despedirmos. Não dava nem tempo de tentar assimilar tudo o que se passava em nós.

Tive medo de ser a última vez que eu fosse vê-la com vida

Minha sogra e eu ficamos ali no quarto sem dizer qualquer palavra. Aquele silêncio era fúnebre. Levantei-me e fui para a capela do hospital e ela foi comigo. Lá, clamamos com ardor para que Deus passasse à frente da cirurgia e os deixasse com vida.

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Difícil decisão: permanecer com a gestação ou deixar nosso filho nascer

Este é o quarto texto que escrevo para contar o nosso testemunho de família. Semana passada, eu realçava a importância da família e dos amigos no momento de sofrimento. Nós precisamos intensamente uns dos outros! Graças à ajuda deles, pude suportar aquele primeiro dia de susto após minha esposa sofrer o flagelo da eclâmpsia. Depois de desistir de permanecer no hospital, esperando que minha esposa saísse da UTI, fui para casa.

Lutamos para nosso filho viverFoto:Topalov Djura / iStock. by Getty Images

Naquela noite sem ela, dormi somente com a ajuda de remédio. Acordei no outro dia e, mais que depressa, procurei verificar se tudo não passava de um pesadelo. Mas não! Como não adiantava ir para o hospital cedo, pois a visita era somente à tarde, permaneci em casa. No entanto, fiquei em busca de informações.

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