Um caminho duro, mas fecundo

Chegamos ao fim da primeira fase de partilha da história de minha família. Essa fase foi marcada pelo início da gestação do nosso primeiro filho, o André. Foi um caminho difícil, pois, ao sexto mês de gestação, minha esposa enfrentou a eclâmpsia. Nosso filho nasceu nesse susto. A Elisa passou 22 dias hospitalizada, dentre os quais, 15 dias na UTI com muitas complicações. Ao mesmo tempo, nosso filho ficou 76 dias na UTI infantil.

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A prematuridade deixou meu filho na UTI por mais de sessenta dias

Estamos na reta final de um tempo de profunda experiência de Deus, vivido no sofrimento da eclâmpsia que minha esposa passou, ao sexto mês de gestação. Nosso filho teve que nascer e foi direto para a UTI neo natal, pois era prematuro demais, pensando somente 930g. Após superarmos, por meio da ajuda de Deus e muitos milagres, 22 dias de internação da minha esposa, dos quais 15 dias foram em UTI, agora ela estava em casa. Mas a jornada com o nosso filho estava apenas no começo, pois ele precisou passar 67 dias na UTI.

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Desde a primeira semana em casa, após a alta da minha esposa, não deixamos de comparecer à UTI neo natal nenhum dia. Durante todo esse tempo, tivemos altos e baixos. A gente se mantinha em oração e procurando colher de Deus os pequenos sinais que nos dariam esperanças, pois nunca foi fácil viver tudo isso, as vezes faltava a força de continuar. Era um sentimento difícil de descrever. Depois de um turbilhão de coisas que passamos, estávamos no meio de um tempo que não era esperado, que não tínhamos preparo pra viver, e que por isso, não sabíamos lidar.

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No centro de hemodiálise, comecei a dar-lhe apoio e palavras de esperança para ela não desistir

Semana passada, estava partilhando sobre o retorno de minha esposa à UTI após o parto prematuro de seis meses de nosso filho. Foi preciso retirá-lo devido ao flagelo da eclâmpsia que a Elisa passou.

Nesta semana, partilho como o quadro de saúde dela era grave, pois estava sofrendo muito devido à parada dos rins, a pressão elevada em demasia e o inchaço que a acometia.

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Foto: sudok1 / iStock. by Getty Images

Num desses dias em que fui visitá-la, coincidiu de ela estar descendo do andar da UTI e sendo levada para a hemodiálise. Pedi para visitá-la ali. Fui liberado, mas minha sogra não pôde entrar. Eu a encontrei em um estado de inchaço cada vez pior. Os médicos estavam administrando altas dosagens de diuréticos para “ressuscitarem” seus rins. Por isso, em cada sessão de hemodiálise, era retirado de seu corpo mais de cinco litros de água!

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Difícil decisão: permanecer com a gestação ou deixar nosso filho nascer

Este é o quarto texto que escrevo para contar o nosso testemunho de família. Semana passada, eu realçava a importância da família e dos amigos no momento de sofrimento. Nós precisamos intensamente uns dos outros! Graças à ajuda deles, pude suportar aquele primeiro dia de susto após minha esposa sofrer o flagelo da eclâmpsia. Depois de desistir de permanecer no hospital, esperando que minha esposa saísse da UTI, fui para casa.

Lutamos para nosso filho viverFoto:Topalov Djura / iStock. by Getty Images

Naquela noite sem ela, dormi somente com a ajuda de remédio. Acordei no outro dia e, mais que depressa, procurei verificar se tudo não passava de um pesadelo. Mas não! Como não adiantava ir para o hospital cedo, pois a visita era somente à tarde, permaneci em casa. No entanto, fiquei em busca de informações.

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Como foi importante a presença dos amigos e irmãos de comunidade no momento de dor

No último texto que publiquei, falei sobre a situação de minha esposa, Elisa, que estava internada na UTI de um hospital, com quadro de eclâmpia, no sexto mês de gestação de nosso primeiro filho. Contei sobre minha angústia à espera de notícias e os cuidados que recebi de amigos que foram essenciais naquele momento da minha vida.

Na hora da provação, a importância de um amigoFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Neste texto, vamos continuar a narrativa dos momentos de UTI vivido por minha família.

Passei todo aquele primeiro dia no hospital esperando por notícias. O horário de visitas, na UTI, era somente às 15h30. Mas como a iminência da morte de ambos havia sido muito forte, quis ficar ali para questionar quem eu pudesse sobre o estado dela. Também não queria deixar a Elisa ali. Resistia à ideia. Queria ficar perto dela e queria que ela me sentisse ali, próximo, mesmo que isolada de mim.
Elzinha, nossa amiga, passou o dia comigo. Era ela quem tomava conta do telefone, para evitar que eu tivesse de explicar novamente o que houve. Estávamos na recepção do hospital. Durante o dia, fui recebendo visitas de vários membros da Comunidade Canção Nova, da qual faço parte. Aflitos, eles queriam saber notícias da minha esposa e de mim.

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Vamos começar a nossa jornada!

Vamos começar uma jornada testemunhal das maravilhas que Deus fez em minha vida e na vida da minha família! Espero que conhecer a nossa história, seja bom para você. Desejo de todo o coração que você tenha um encontro pessoal com o Senhor assim como minha família o teve.

Familia

 

Conheci a minha esposa aqui na Canção Nova.

Somos de locais diferentes: ela de Londrina – PR e eu de Brasília – DF. Viemos na mesma época para a comunidade. Trilhamos um belo caminho de amizade, partilha e transparência. Fizemo-nos acompanhar pela comunidade. Sentimos Deus nos conduzindo um para o outro, abençoando as nossas escolhas, confirmando o nosso mútuo sentimento que com o passar dos anos, culminou no nosso casamento em novembro de 2007.

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