A imagem venerada com o nome de Santa Cabeça é uma cabeça de Nossa Senhora, que está dentro de uma redoma circundada por um resplendor dourado e sustentada por dois anjos.

A imagem foi encontrada por uns pescadores no Rio Tietê, entre 1829 e 1830. Foi recolhida nas redes dos pescadores que não tendo lugar onde a pudessem depositar decentemente, deram a um negociante que vinha do Rio Grande do Sul com destino ao Rio de Janeiro, chamado José  Corrêa. Este por sua vez, ao passar pelo bairro do Paiol pertencente à Paróquia de Silveiras, ofereceu a Joana de Oliveira, que a guardou com respeito e devoção. Depois de certo tempo, Joana de Oliveira mudou-se para Jataí, pertencente à Paróquia de Cachoeira Paulista e trouxe consigo a Santa Imagem, que colocou num lugar decente de sua casa.

Desde então, centenas de pessoas da vizinhança vinha até a casa de Joana de Oliveira, para rezar e agradecer os milagres que recebiam da venerada Imagem. A casa tornou-se logo pequena para receber a multidão que vinha de todas as paróquias vizinhas afim de venerar a Imagem de Nossa Senhora e então o vigário de Jataí aconselhou a Silvéria de Oliveira, filha de Joana de Oliveira, que ficara com a Imagem, a angariar fundos, para construir uma capela, onde fosse venerada a Imagem de Nossa Senhora.

O padre de que falamos foi o Pe. João Graciano de Farias que repousa no cemitério de Jataí, perto de Nossa Senhora, a quem ele fez edificar a primeira capela.

Mais tarde, foi feita outra maior e finalmente em 1928, a atual, por Mons. Machado. Estes dados foram recolhidos por intermédio de João  Joção de Oliveira, neto de Joana de Oliveira, e conforme o consenso do povo do seu tempo e transmitidos por Mons. José Machado, vigário desta paróquia de 1917 a 1939.