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Evangelho das Bem Aventuranças – Mateus 5, 1-11

“De esperança em esperança”

O lema de Ordenação Episcopal de Dom Paulo Evaristo Arns e a liturgia preparada para a Celebração das exéquias do Arcebispo Emérito de São Paulo norteou a reflexão do Cardeal Odilo Pedro Scherer nesta tarde na qual acontecerá o sepultamento.

“Dom Paulo foi motivado e conduzido por essa grande esperança, em todos os momentos de sua vida. Esperança que aponta a meta suprema de toda a existência humana. Dom Paulo não só cultivou essa esperança, como consagrou sua vida na missão de levar a paz, a justiça, os sinais da esperança e das bem-aventuranças ao povo.

 

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“Senhor, quem morará em vossa casa?”

Dom Odilo também refletiu o salmo do dia, o anseio do salmista pela morada do Senhor.

“Deus preparou para nos uma morada para sempre, e Jesus no evangelho confirma: “na casa do meu pai existe muitas moradas”.

Dom Odilo afirma: “Durante esses dias, durante o velório, foi cantado: no céu não haverá tristeza, nem dor, somente a certeza de se viver eternamente com o Senhor. E esta é a grande meta do anúncio do evangelho e da esperança vivida pelo Dom Paulo”.

“Quem alcançara esta meta, de viver junto ao senhor? Quem cultiva a verdade e não usa a língua para falcidades contra o seu próximo, quem não se deixa corromper pelos maus”.

Foi essa a coroa conquistada pelo Dom Paulo na eternidade.

E na primeira leitura diz isso: “minha justiça não tardará a se manifestar para aqueles que forem justos”.

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Dom Odilo continua a sua homilia com as seguintes palavras:

Dom Paulo deixou se guiar por essas palavras, acreditou em suas promessas, e sua vida foi fecunda, unida a fé inabalável. Deus deu sabedoria a ele, deu-lhe franciscana santidade, o desapego dos bens materiais, a alegria da fraternidade para denunciar os males que ofendem e humilham as pessoas e o convívio social digno.

Dom Paulo Evaristo Arns se dedicou a Arquidiocese de São Paulo por quase 22 anos. Promoveu eficazmente a evangelização nessa imensa metrópole, ampliou as estruturas católicas nas periferias pobres de nossa cidade, as decisões e ensinamentos da Igreja. O povo humilde mereceu o amor deste pastor. Empenhou-se na renovação cultural do nosso povo, em tempos difíceis, dando amparo a muitas pessoas feridas, no corpo ou na dignidade, que lutavam pelos direitos humanos.

Animou a comunidade arquidiocesana, a sociedade inteira a agir e caminhar na mesma esperança. Testemunhou que a igreja não pode se cansar, mesmo quando os frutos não chegam imediatamente.

Dom Paulo entregou de forma corajosa e abnegada sua vida e expos sua vida a perigos por amor ao seu rebanho.

Caminhemos na esperança sem nunca desanimar, porque a esperança nunca pode desanimar. Ela está fundada em Deus, fiel as suas promessas, justo e próximo da humanidade. Deus pedagogo e pai, que ama, ensina, corrige e tem paciência com os seus filhos, nos trata com imensa misericórdia.

São Paulo nos lembra que não temos morada definitiva aqui na terra. Nossa casa definitiva é na vida eterna, na Jerusalém celeste, onde ele próprio está, junto do Pai e do Espírito Santo.

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Deus nos preparou um lugar na morada eterna. Dom Paulo encerrou a sua peregrinação, e já alcançou a sua meta antes mesmo de morrer. Ele sussurrava: “vocês não percebem que já estou partindo?”.

Carregado nos ombros do Bom Pastor, ele mereça agora passar a vida eterna na presença dos santos. Que o bom pastor o colha como uma ovelha amada, e que o seu exemplo de vida nos ajude a viver a esperança. Ele morreu mas vive agora ao lado de Deus.”

Transcrições e Adaptações: Vanessa Lacquaneti

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